A CEIA DO SENHOR: O BANQUETE DO CRENTE

Rev. Olivar Alves Pereira

Hoje celebraremos a Ceia do Senhor no momento do culto solene. É lamentável vermos tantos crentes que não se importam com esse momento, pois, por quaisquer outros motivos injustificáveis (exceto enfermidade ou escala de trabalho) deixam de estar presentes à ocasião. Olham para este meio de graça como algo de somenos importância. Uma breve análise no texto de 1Co 11.17-34 nos dará uma compreensão dessa importância em relação à Ceia do Senhor e dos benefícios decorrentes da obediência, e das consequências terríveis decorrentes de um descaso para com a mesma.

A hipocrisia deve ser rechaçada (v.17-22). Primeiramente, precisamos entender o que estava acontecendo na Igreja de Corinto. Era costume os irmãos mais abastados trazerem alimento para realizarem juntamente com os mais necessitados, um banquete que ficou conhecido como a “Festa do Agape” (Festa do Amor). Era uma forma deles suprirem os irmãos mais pobres. Isso acontecia antes do culto e da Ceia do Senhor. Durante o culto, todos juntos celebravam a Ceia do Senhor. Porém, a ganância dos ricos, fazia com que eles montassem a mesa antecipadamente e comessem tudo o que podiam deixando assim pouca coisa aos necessitados. Dessa forma eles demonstravam não ter amor nenhum na “Festa do Amor”. Reunirem-se assim depois para celebrarem a Ceia do Senhor seria um ato hipócrita.

A razão da Ceia deve ser observada (v.23-26). Paulo havia recebido diretamente do Senhor Jesus essa ordenança, e por isso a transmitiu fielmente àqueles irmãos (v.23). E ele deixa bem claro que a celebração da Ceia do Senhor está diretamente relacionada à Grande Comissão, ou seja, anunciar “a morte do Senhor até que ele venha” (v.26). Todas as vezes que celebramos a Ceia do Senhor estamos apontando para o Seu supremo sacrifício que nos abriu as portas dos céus. A razão de celebrarmos a Ceia do Senhor é, primeiramente, por ser uma ordem Dele, e em segundo lugar, reafirmação da nossa fé em Seu supremo sacrifício por nós, e em terceiro lugar, proclamar ao mundo que somente através de Cristo o homem pode ser salvo da condenação e danação eterna.

                O discernimento é indispensável (v.27-32). No v.29 lemos “pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si”. No v.27 Paulo fala sobre o perigo de participar da Ceia do Senhor “indignamente”; isto acarreta culpa e condenação ao que desse modo procede. Por isso ele ordena que cada um “examine-se (…) a si mesmo” (v.28), mas, não deixe de cear. Este autoexame que a Escritura nos ordena fazer é para que, em primeiro lugar vejamos como está o nosso coração diante de Deus – todo pecado tem de ser extirpado do nosso coração por meio do arrependimento, confissão e pedido de perdão a deus. Em segundo lugar, devemos “discernir o corpo”, ou seja, termos a real certeza de que fazemos parte da Igreja (Corpo) de Cristo, pois, a Ceia do Senhor é para quem é membro do Corpo de Cristo (a quem não tem a certeza de sua salvação não faz o menor sentido participar da Ceia do Senhor). O fato de não discernir essas verdades, muitos estão fracos e doentes na fé, e muitos até mesmo já morreram (v.30). Em terceiro lugar, devemos julgar nosso próprio coração para que não soframos a condenação preparada para o mundo (v.31-32).

                Observe esses princípios referentes à Ceia do Senhor; não se afaste e nem seja desleixado para com esta ordenança. Você foi salvo por Cristo, é, portanto, não só um privilégio participar da Ceia do Senhor, mas, um dever do qual você não pode se descuidar!

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou de Direita Conservadora.
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