A Soberana Vontade de Deus – 15ª Mensagem

Uma Vida que Vale a Pena

At 6.8 – 8.1a

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As pessoas estão cada vez mais empenhadas em encontrar algo pelo qual valha a pena viver. Para isso elas são capazes de qualquer coisa. A única coisa que não são capazes é de enxergarem que estão presas em seu próprio egocentrismo. Elas querem ser felizes a qualquer custo, colocam a vontade delas acima de tudo e de todos. Mas que tipo de vida vale a pena ser vivida? Quero convidar você a meditar comigo sobre: Uma vida que vale a pena.

E a vida que vale a pena ser vivida, que vale a pena ser buscada com todas as nossas forças é uma vida para a glória de Deus. E é justamente isso que vemos na vida de Estêvão. Ele viveu uma vida que valeu a pena, pois, ele glorificou a Deus:

1)     Com sua postura, 6.8-15

Exposição 6.8-15: “Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9 Levantaram-se, porém, alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e Ásia, e discutiam com Estêvão;  10 e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava.  11 Então, subornaram homens que dissessem: Temos ouvido este homem proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus.  12 Sublevaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo, o arrebataram, levando-o ao Sinédrio.  13 Apresentaram testemunhas falsas, que depuseram: Este homem não cessa de falar contra o lugar santo e contra a lei;  14 porque o temos ouvido dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu.  15 Todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo”.

Nos v.8 e 10 vemos que Estêvão era um instrumento nas mãos de Deus realizando “prodígios e grandes sinais entre o povo”, além de ser um vigoroso pregador do Evangelho, pois, seus inimigos “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava”.

Somos informados de que os membros da sinagoga dos Libertos se opuseram a Estêvão. Quem são esses? No ano 63 a.C., Pompeu cumprindo as ordens dos imperador romano prendeu muitos judeus na Palestina. Nos anos seguintes foram libertos. Eles se espalharam pela Ásia, África e Oriente. Em Jerusalém eles constituíram sua sinagoga que ficou conhecida como a sinagoga dos Libertos. Eles se opuseram à Fé Cristã e não conseguindo calar Estêvão e muito menos com algo que fosse verdadeiro, eles subornaram a muitos que depondo mentirosamente contra Estêvão serviram de testemunhas para incriminá-lo. Diante dessas acusações mentirosas o que se via em Estêvão era “rosto como se fosse rosto de anjo”. Os exegetas se dividem quanto a este ponto. Uns dizem que se via no rosto de Estêvão o fulgor da glória de Deus de sorte que seu rosto resplandecia (cf. Simon Kistemaker). Outros, por sua vez entendem em sentido figurado, ou seja, a comunhão que Estêvão tinha com Deus deu a ele tanta serenidade e calma neste momento que seu semblante refletia a experiência de alguém que estava sempre na presença de Deus (cf. I. Howard Marshall). Seja como for, os sinedristas perceberam tal coisa e mesmo assim não atinaram para o que estava acontecendo ali.

Aplicação v.8-15: A postura de Estêvão era de alguém que estava sempre na presença de Deus. Ele não se importou com as acusações e testemunhas falsas. Em todo o tempo seu semblante mostrava para quem ele estava olhando. Em sua vida, meu irmão, essa mesma serenidade fruto da intensa comunhão com Deus pode ser vista mesmo em situações tão difíceis assim? Quando você deixar de contemplar a Deus por meio de uma comunhão intensa com Ele certamente você se deixará amedrontar pelos inimigos. A sua postura como crente, meu irmão, é manter-se sereno diante dos inimigos furiosos. Mas, essa serenidade só será possível quando seu coração estiver em intensa e íntima comunhão com Deus.

A vida de Estêvão valeu a pena porque ele também glorificou a Deus:

2)     Com seu conhecimento, 7.1-53

Acusaram-no de blasfemar contra Deus, contra Moisés e contra o Templo. A essas acusações Estêvão respondeu dentro da Palavra de Deus, mostrando profundo conhecimento do Antigo Testamento.

Exposição v.1-53: Rebatendo as acusações que blasfêmia contra Deus, Estêvão mostrou três verdades sobre Deus:

(a)  Deus é o Deus que se revelou, v.1-40

No v.1 lemos: Então, lhe perguntou o sumo sacerdote: Porventura, é isto assim?”, e ele mostrou-lhes que o Deus a quem ele anunciava era o Deus dos seus antepassados. 

Deus se revelou a Abraão (v.2-8): Deus apareceu, Se revelou, tornou-Se conhecido (v.2-8): 2 Estêvão respondeu: Varões irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a Abraão, nosso pai, quando estava na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã,  3 e lhe disse: Sai da tua terra e da tua parentela e vem para a terra que eu te mostrarei.  4 Então, saiu da terra dos caldeus e foi habitar em Harã. E dali, com a morte de seu pai, Deus o trouxe para esta terra em que vós agora habitais.  5 Nela, não lhe deu herança, nem sequer o espaço de um pé; mas prometeu dar-lhe a posse dela e, depois dele, à sua descendência, não tendo ele filho.  6 E falou Deus que a sua descendência seria peregrina em terra estrangeira, onde seriam escravizados e maltratados por quatrocentos anos;  7 eu, disse Deus, julgarei a nação da qual forem escravos; e, depois disto, sairão daí e me servirão neste lugar.  8 Então, lhe deu a aliança da circuncisão; assim, nasceu Isaque, e Abraão o circuncidou ao oitavo dia; de Isaque procedeu Jacó, e deste, os doze patriarcas”, Deus se revelou a Abraão primeiramente lá na Mesopotâmia, depois em Harã, e depois na Palestina. Em todas as vezes Deus reafirmou a Sua Aliança com Abraão por meio da Sua promessa a qual cumpriu.

Deus se revelou aos patriarcas (v.9-19): “ 9 Os patriarcas, invejosos de José, venderam-no para o Egito; mas Deus estava com ele  10 e livrou-o de todas as suas aflições, concedendo-lhe também graça e sabedoria perante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador daquela nação e de toda a casa real.  11 Sobreveio, porém, fome em todo o Egito; e, em Canaã, houve grande tribulação, e nossos pais não achavam mantimentos.  12 Mas, tendo ouvido Jacó que no Egito havia trigo, enviou, pela primeira vez, os nossos pais.  13 Na segunda vez, José se fez reconhecer por seus irmãos, e se tornou conhecida de Faraó a família de José.  14 Então, José mandou chamar a Jacó, seu pai, e toda a sua parentela, isto é, setenta e cinco pessoas.  15 Jacó desceu ao Egito, e ali morreu ele e também nossos pais;  16 e foram transportados para Siquém e postos no sepulcro que Abraão ali comprara a dinheiro aos filhos de Hamor.  17 Como, porém, se aproximasse o tempo da promessa que Deus jurou a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito,  18 até que se levantou ali outro rei, que não conhecia a José.  19 Este outro rei tratou com astúcia a nossa raça e torturou os nossos pais, a ponto de forçá-los a enjeitar seus filhos, para que não sobrevivessem”. Ele Se revelou com misericórdia livrando o Seu povo da mortandade por causa da seca, e conduzindo cada momento da História levou primeiramente a José para o Egito e depois toda a família de Jacó.

Deus se revelou a Moisés (v.20-40): Por esse tempo, nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus. Por três meses, foi ele mantido na casa de seu pai;  21 quando foi exposto, a filha de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho.  22 E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras.  23 Quando completou quarenta anos, veio-lhe a ideia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel.  24 Vendo um homem tratado injustamente, tomou-lhe a defesa e vingou o oprimido, matando o egípcio.  25 Ora, Moisés cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele; eles, porém, não compreenderam.  26 No dia seguinte, aproximou-se de uns que brigavam e procurou reconduzi-los à paz, dizendo: Homens, vós sois irmãos; por que vos ofendeis uns aos outros?  27 Mas o que agredia o próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz sobre nós?  28 Acaso, queres matar-me, como fizeste ontem ao egípcio?  29 A estas palavras Moisés fugiu e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos.  30 Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe, no deserto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia.  31 Moisés, porém, diante daquela visão, ficou maravilhado e, aproximando-se para observar, ouviu-se a voz do Senhor:  32 Eu sou o Deus dos teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Moisés, tremendo de medo, não ousava contemplá-la.  33 Disse-lhe o Senhor: Tira a sandália dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.  34 Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá-lo. Vem agora, e eu te enviarei ao Egito.  35 A este Moisés, a quem negaram reconhecer, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz? A este enviou Deus como chefe e libertador, com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça.  36 Este os tirou, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, assim como no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos.  37 Foi Moisés quem disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim.  38 É este Moisés quem esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai e com os nossos pais; o qual recebeu palavras vivas para no-las transmitir.  39 A quem nossos pais não quiseram obedecer; antes, o repeliram e, no seu coração, voltaram para o Egito,  40 dizendo a Arão: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque, quanto a este Moisés, que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu”. Depois de contar resumidamente a história de Moisés apresentando os fatos dos primeiros 40 anos de sua vida lá no Egito onde ele fora educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras” (v.22), e de onde fugira depois de ter sido confrontado pelo assassinato cometido, Estêvão narra os fatos da outra fase até aos seus 80 anos de preparação no deserto de Midiã ao lado de Jetro seu sogro, onde ele fora chamado por Deus como chefe e libertador, com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça” (v.35). Depois Estêvão mostrou os últimos 40 anos da vida de Moisés os quais ele empregou na libertação e estabelecimento do povo de Israel em Canaã. Dois pontos muito importantes que Estêvão destacou aqui em relação a Moisés são: (1) A profecia de Moisés (v.37) a qual aponta para Jesus Cristo que deveria ser o grande profeta maior que Moisés, e, (2) Moisés foi rejeitado pelo povo assim como Jesus (v.38-40). Assim, os judeus que se gabavam de seguir a Moisés tiveram que encarar o fato de que nem eles nem seus antepassados obedeceram a Moisés como diziam obedecer. Se tivessem obedecido a Moisés teriam recebido a Cristo.

(b)  Deus é o Deus que se afastou (v.41-43)

Estêvão continuou mostrando-lhes que Deus se afastou do povo: 41 Naqueles dias, fizeram um bezerro e ofereceram sacrifício ao ídolo, alegrando-se com as obras das suas mãos. 42 Mas Deus se afastou e os entregou ao culto da milícia celestial, como está escrito no Livro dos Profetas: Ó casa de Israel, porventura, me oferecestes vítimas e sacrifícios no deserto, pelo espaço de quarenta anos, 43 e, acaso, não levantastes o tabernáculo de Moloque e a estrela do deus Renfã, figuras que fizestes para as adorar? Por isso, vos desterrarei para além da Babilônia”. Todo o castigo sofrido nos cativeiros assírio e babilônico foi resultado da idolatria do povo. Por que os filhos de Israel quiseram apegar-se aos seus ídolos, “Deus se afastou e os entregou” à sua idolatria estúpida, cega e demoníaca. Não podemos nunca nos esquecer do fato de que Deus por vezes nos entrega a nós mesmos para nossa própria destruição. A quem ou ao quê adoramos nos assemelharemos (cf. Sl 115.8). Por que a idolatria é tão atrativa ao homem? Porque ela é “obras das suas mãos”, e nada pode ser mais satisfatório para o pecador do que ver as obras de suas mãos e delas se gabar. Mas, tudo isso é a mais terrível ilusão. Deus se afasta daqueles que querem seguir seus próprios corações e faz com que estes colham os frutos amargos de suas escolhas perversas.

(c)  Deus é o Deus que habitou com Seu povo (v.44-53)

Neste trecho Estêvão responde às acusações de que ele blasfemara contra o Templo. Novamente, voltando para os primórdios da História de Israel, ele lembrou-lhes sobre o Tabernáculo que era o símbolo da presença de Deus com Seu povo, v.44-50: “O tabernáculo do Testemunho estava entre nossos pais no deserto, como determinara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto.  45 O qual também nossos pais, com Josué, tendo-o recebido, o levaram, quando tomaram posse das nações que Deus expulsou da presença deles, até aos dias de Davi.  46 Este achou graça diante de Deus e lhe suplicou a faculdade de prover morada para o Deus de Jacó.  47 Mas foi Salomão quem lhe edificou a casa.  48 Entretanto, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas; como diz o profeta:  49 O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?  50 Não foi, porventura, a minha mão que fez todas estas coisas?” . Mas, com o passar do tempo e o povo devidamente instalado na terra prometida, restava construir um templo definitivo para Deus, para que a Sua Arca fosse devidamente guardada. Davi quis construir o Templo e até ajuntou os recursos, mas, quem realizou tal obra foi seu filho Salomão. O que Estêvão quis mostrar com isso foi que o grande desejo do povo de Deus era que Deus habitasse no meio dele. Mas, como poderia Aquele que nem o céu é o bastante para contê-Lo ser contido num templo feito por mãos humanas? Assim, toda a expectativa humana foi frustrada. Porém, na pessoa de Cristo Jesus, Deus habitou entre nós. Em Jo 1.14 lemos que: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como a do Unigênito do Pai”. Se o Tabernáculo do Êxodo e o Templo de Salomão representavam a expectativa humana da habitação de Deus com os homens, Cristo Jesus foi a realização dessa expectativa. Ele habitou (literalmente, armou sua tenda) entre nós. O Deus infinito revelou-Se plenamente Naquele que é o Seu Filho Unigênito.

Aqui então, Estêvão chega ao ápice da sua resposta ao dizer-lhes nos v.51-53 que: 51 Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis.  52 Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos,  53 vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardastes”. Nada havia de diferente entre aquela geração e a de seus antepassados. Todos eram de corações obstinados em sua rebeldia contra Deus recusando-se a obedece-Lo; assim como no passado os profetas foram rechaçados e exterminados, da mesma forma aquela geração fizera com Jesus Cristo e com todos os Seus profetas. Tudo quanto Estêvão falara tinha como objetivo mostrar-lhes que em Jesus Cristo todo o Antigo Testamento encontrava seu cumprimento.

Aplicação v.1-53: Profundo conhecimento da Palavra de Deus. É isso que tem faltado a muito crentes. Ocupe seu tempo, gaste suas energias estudando este livro santo. Conheça ao Deus que Se revelou nas páginas desse livro para que você possa responder àqueles que se levantarem contra você, com a serenidade que nasce da uma intensa comunhão com Deus, mas, também com a autoridade que advém da Palavra de Deus.

Por fim, a vida de Estêvão valeu a pena por que ele glorificou a Deus:

3)     Com a sua morte, 7.54 – 8.1a

Exposição 7.54 – 8.1a: “Ouvindo eles isto, enfureciam-se no seu coração e rilhavam os dentes contra ele.  55 Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita,  56 e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus.  57 Eles, porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e, unânimes, arremeteram contra ele.  58 E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.  59 E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!  60 Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu. 1 E Saulo consentia na sua morte”.     Estes ao ouvirem a verdade dos lábios de Estêvão confirmaram aquilo do que foram acusados, a saber, eram homens de dura cerviz e de coração e ouvidos incircuncisos, e em seus semblantes mostravam o ódio, e seus dentes rilhando emitiam o som da fúria de seus corações. Diante de tão fraudulenta acusação, Estêvão tinha no seu rosto a serenidade e a autoridade de alguém que vivia na presença de Deus, algo bem diferente dos seus opositores.

No começo do julgamento, Estêvão tinha o seu rosto como o de um anjo. Agora, no fim do julgamento, ele, como os santos anjos de Deus, contemplava nos céus abertos a glória de Deus. Além disso, viu o Senhor Jesus Cristo em pé à destra de Deus. Os exegetas estão de acordo de que aqui a Bíblia descreve o Senhor Jesus em pé dando as boas-vindas ao Seu amado servo. Que honra!

Ao ouvirem tão sublime declaração de Estêvão, enfureceram-se ainda mais e o arrastaram para fora da cidade e o apedrejaram. Seus algozes deixaram as próprias roupas aos pés de um jovem chamado Saulo, que viria a ser o grande perseguidor da Igreja de Cristo naqueles dias, antes de ser transformado num dos maiores perseguidos por causa do Evangelho.

Enquanto Estêvão sofria o apedrejamento entregava ao Senhor Jesus o seu espírito. Ele sabia em quem ele cria e a quem ele servia. Sabia que não seria desamparado. Como alguém que era um adorador de Jesus e se tornara tão parecido com Cristo, suas últimas palavras não poderiam ser diferentes das de seu Senhor lá na cruz: “Senhor, não lhes imputes este pecado!”. De joelhos ele clamou pelos seus algozes. Em seu coração não havia rancor, raiva ou desejo de vingança, mas, misericórdia. Ditas estas palavras, adormeceu nos braços do Senhor. Que tipo de morte poderia glorificar mais a Deus do que uma que imitasse a de Jesus clamando pelo perdão dos pecadores?

Aplicação v.7.54 – 8.1a: Se você é crente em Cristo Jesus, você não deve temer a morte. Antes, clame a Deus para que Ele lhe conceda uma morte em que Ele será glorificado diante das pessoas ao verem sua fé em Cristo, ao verem que toda sua vida foi pautada na certeza de ter sido vivida para Jesus. Que em seu coração haja espaço somente para o amor e o perdão a fim de que mesmo em face da morte você seja capaz de interceder por seus inimigos.

Conclusão

A vida que vale a pena é aquela que Jesus lhe deu por meio do Seu sacrifício a fim de que com sua postura no dia a dia, com seu conhecimento da Palavra de Deus e até mesmo com a sua morte você glorifique e exalte a Ele. Qualquer outro tipo de vida não vale a pena nem ser desejada.

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador.
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