A Soberana Vontade de Deus – 26ª Mensagem

A Presença de Deus em Tempos Difíceis

Parte II

At 12

              Como já dissemos At 11.19 – 12.25 têm um único assunto que é o tema da nossa mensagem, a saber, A presença de Deus em tempos difíceis.

              Vimos na mensagem anterior que a presença de Deus em tempos difíceis pelos quais passamos se faz ver pela mão de Deus com Seu povo providenciando o que lhe é necessário, também pela manifestação da Sua graça, pela instrução através da Sua Palavra e também pelo amor fraternal. Hoje veremos mais cinco áreas nossa vida em que a presença de Deus se faz ver em tempos difíceis.

              A presença de Deus em tempos difíceis se faz ver:

1)     Pela intercessão da Igreja, v.1-5

Exposição v.1-5:1 Por aquele tempo, mandou o rei Herodes prender alguns da igreja para os maltratar,  2 fazendo passar a fio de espada a Tiago, irmão de João.  3 Vendo ser isto agradável aos judeus, prosseguiu, prendendo também a Pedro. E eram os dias dos pães asmos.  4 Tendo-o feito prender, lançou-o no cárcere, entregando-o a quatro escoltas de quatro soldados cada uma, para o guardarem, tencionando apresentá-lo ao povo depois da Páscoa.  5 Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele”.

              Para entendermos melhor os atos de Herodes e até mesmo o seu trágico fim faz-se necessário conhecer um pouco de sua história. Herodes Agripa o então rei da Judeia, Samaria, Galileia e Pereia, era neto de Herodes, o Grande, e de Mariana, uma judia, através da qual, Herodes Agripa alegava a sua ascendência judaica. Ele era um ardiloso político que fazia questão de cumprir o cerimonialismo judaico, além de demonstrar seu apreço por Jerusalém. Os líderes do Judaísmo o viam não somente como um aliado, mas, como um judeu mesmo que cumpria ordens da Lei Mosaica como a que está em Dt 17.19 que diz que o rei deveria ler uma cópia da Lei todos os dias de sua vida, o que ele frequentemente fazia nas reuniões no templo.

              No v.1 lemos que 1 Por aquele tempo, mandou o rei Herodes prender alguns da igreja para os maltratar”, só que ele foi mais além. Também fez “passar a fio de espada a Tiago, irmão de João”. Alguns dos irmãos (não sabemos quantos) foram presos. O apóstolo Tiago foi morto a fio de espada. 3 Vendo ser isto agradável aos judeus, prosseguiu, prendendo também a Pedro. E eram os dias dos pães asmos”. O apóstolo Pedro foi trancado no cárcere. A ocasião, diz Lucas, “eram os dias dos pães asmos”, a qual nos dias do Novo Testamento havia se fundido com a Festa da Páscoa (cf. Lc 22.1). Sua situação era muito difícil, pois, 4 Tendo-o feito prender, lançou-o no cárcere, entregando-o a quatro escoltas de quatro soldados cada uma, para o guardarem, tencionando apresentá-lo ao povo depois da Páscoa”. Mas, em meio a essa situação tão difícil Deus se fez presente ali. Diz-nos o v.5 “ 5 Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele”.

              Como é maravilhoso e reconfortante quando estamos passando por uma situação tão difícil ficarmos sabendo que a Igreja está em oração por nós! Traz-nos um conforto tão grande saber que não estamos sozinhos, mas, estamos nos corações e orações dos nossos irmãos que sofrem conosco.

Aplicação v.1-5: A oração e a intercessão devem ser práticas constantes em sua vida, mas, em tempos difíceis você deve intensifica-la. Você tem coberto com suas orações àqueles irmãos que estão passando por algum momento difícil? Tem havido de sua parte oração incessante a Deus a favor de irmãos que estão sofrendo?

              Em tempos difíceis a presença de Deus se faz ver:

2)     Pela resposta Divina às orações, v.6-12

Exposição v.6-12:6 Quando Herodes estava para apresentá-lo, naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, acorrentado com duas cadeias, e sentinelas à porta guardavam o cárcere.  7 Eis, porém, que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz iluminou a prisão; e, tocando ele o lado de Pedro, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa! Então, as cadeias caíram-lhe das mãos.  8 Disse-lhe o anjo: Cinge-te e calça as sandálias. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Põe a capa e segue-me.  9 Então, saindo, o seguia, não sabendo que era real o que se fazia por meio do anjo; parecia-lhe, antes, uma visão.  10 Depois de terem passado a primeira e a segunda sentinela, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade, o qual se lhes abriu automaticamente; e, saindo, enveredaram por uma rua, e logo adiante o anjo se apartou dele.  11 Então, Pedro, caindo em si, disse: Agora, sei, verdadeiramente, que o Senhor enviou o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de toda a expectativa do povo judaico. 12 Considerando ele a sua situação, resolveu ir à casa de Maria, mãe de João, cognominado Marcos, onde muitas pessoas estavam congregadas e oravam”.

              A intervenção divina como sempre é tremenda. A Igreja estava em intensa oração por Pedro. Haviam perdido Tiago, e corriam o risco de perderem a Pedro também. Já estava tudo certo para a execução de Pedro, pois, Herodes Agripa já tinha preparado tudo para isso. Mas, naquela noite, isto é, alta madrugada, mesmo estando acorrentado entre dois soldados, Pedro dormia. O coração de quem confia em Deus age dessa forma. Naquele momento 7 Eis, porém, que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz iluminou a prisão; e, tocando ele o lado de Pedro, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa! Então, as cadeias caíram-lhe das mãos”. A luz tão forte daquele anjo que iluminou toda a prisão acordou somente a Pedro. Aquele anjo viera da parte de Deus, e, por isso mesmo, desempenhou sua tarefa em plena luz e não na escuridão. A ordem foi clara: “Levanta-te depressa!”. Essas palavras não indicam que o tempo era curto, mas, sim, que o anjo estava orientando Pedro que estava confuso e se despertando e deveria se despertar rápido e apurar seus sentidos o quanto antes. Outro milagre aconteceu ali: as cadeias se soltaram de seus pulsos à voz do anjo. Não temos como explicar um milagre. Tão somente cremos que isso aconteceu dessa forma.

              O anjo lhe deu mais duas ordens: 8 Disse-lhe o anjo: Cinge-te e calça as sandálias. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Põe a capa e segue-me”, e a tudo o que o anjo lhe ordenou, Pedro obedeceu. Contudo, sua mente tentava compreender o que estava acontecendo: 9 Então, saindo, o seguia, não sabendo que era real o que se fazia por meio do anjo; parecia-lhe, antes, uma visão”. Confuso, mas, obediente. Não permitiu que a incredulidade tomasse conta de seu coração, pois, bem sabia que a incredulidade pode se manifestar até mesmo diante de um milagre inquestionável.

              Os dois juntos  10 Depois de terem passado a primeira e a segunda sentinela, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade, o qual se lhes abriu automaticamente; e, saindo, enveredaram por uma rua, e logo adiante o anjo se apartou dele”. Outros dois milagres aconteceram: as sentinelas não os viram, e o portão de ferro grande e pesado que se abriu automaticamente, isto é, sem o auxílio de mãos humanas.

              Uma vez que ganharam a rua, o anjo se apartou de Pedro e11 Então, Pedro, caindo em si, disse: Agora, sei, verdadeiramente, que o Senhor enviou o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de toda a expectativa do povo judaico”. Aquilo que lhe parecia uma visão, ou um sonho, agora era visto como a mais límpida realidade. Assim é o agir de Deus na vida de Seus filhos. É claro que Ele faz tudo conforme os Seus decretos e sabedoria. Tiago não teve a mesma sorte de Pedro; não foi liberto miraculosamente. Não sabemos o porquê disso. Só sabemos que aprouve a Deus libertar Pedro não só da prisão, mas, também “de toda a expectativa do povo judaico”, ou seja, o povo esperava pôr as mãos em Pedro e mata-lo também. No v.12 lemos: 12 Considerando ele a sua situação, resolveu ir à casa de Maria, mãe de João, cognominado Marcos, onde muitas pessoas estavam congregadas e oravam”. Suas palavras nos dão a impressão de que ele embora estivesse em paz lá no cárcere, mas sabia que haveria de morrer também tal como Tiago. Seu espírito já estava preparado para se entregar pelo seu Senhor através da morte. Mas, agora, depois de tudo isso, ele entendera que Deus queria que sua missão continuasse por mais um tempo; ele tinha de entregar-se ao seu Senhor por meio de sua vida.

Aplicação v.6-12: Ore sabendo que Deus responde às suas orações. Confie na sabedoria Dele para lhe responder conforme a vontade Dele. Ele pode (e só Ele pode) realizar um milagre, não porque você orou pedindo, mas, porque Ele sabe se deve ou não fazê-lo. Tão somente aprenda a descansar em Deus como Pedro fez mesmo estando sobre terrível ameaça de morte.

              A presença de Deus em tempos difíceis se faz ver também:

3)     Pela comunhão fraternal, v.13-17

 

Exposição v.13-17:13 Quando ele bateu ao postigo do portão, veio uma criada, chamada Rode, ver quem era;  14 reconhecendo a voz de Pedro, tão alegre ficou, que nem o fez entrar, mas voltou correndo para anunciar que Pedro estava junto do portão.  15 Eles lhe disseram: Estás louca. Ela, porém, persistia em afirmar que assim era. Então, disseram: É o seu anjo.  16 Entretanto, Pedro continuava batendo; então, eles abriram, viram-no e ficaram atônitos.  17 Ele, porém, fazendo-lhes sinal com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão e acrescentou: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, retirou-se para outro lugar”.

              A decisão de Pedro de ir ao encontro dos irmãos, aquela reunião de oração em favor de Pedro, e a alegria que a jovem Rode expressou ao vê-lo junto ao portão, nos faz ver que não existe melhor lugar para estar do que a Igreja, não existe companhia mais maravilhosa do que a companhia dos filhos de Deus. Quantos são os que preferem a companhia de ímpios, o conforto de sua sala de estar e as mentiras da TV a estarem na Casa do Pai com seus irmãos na Fé!

              A criada que foi atender à porta, ao reconhecer a voz de Pedro “tão alegre ficou, que nem o fez entrar, mas voltou correndo para anunciar que Pedro estava junto do portão”. Ela estava profundamente impactada pela alegria de ter recebido a resposta de suas orações a favor de Pedro. Mas, quando veio contar aos demais, estes não tiveram a mesma reação. Em vez disso: 15 Eles lhe disseram: Estás louca. Ela, porém, persistia em afirmar que assim era. Então, disseram: É o seu anjo.  16 Entretanto, Pedro continuava batendo; então, eles abriram, viram-no e ficaram atônitos”. Primeiramente, disseram que ela estava louca. Em seguida afirmaram que o que Rode estava vendo era o anjo de Pedro. Simon Kistemaker explica que os judeus criam na figura do anjo da guarda a ponto de crerem que esses anjos tomavam a forma da pessoa por eles protegida sendo-lhe um sósia. Isso é crendice judaica e não tem qualquer respaldo bíblico. A Bíblia nos fala que os anjos são ministros de Deus a nosso serviço (Hb 1.14). Contudo, devemos tomar muito cuidado com isso, pois, algo que é muito comum, porém, condenado por Deus é a adoração e culto aos anjos como se eles fossem merecedores disso (cf. Cl 2.18).

              Mas, enquanto eles ficavam ali argumentando com Rode 16 Entretanto, Pedro continuava batendo; então, eles abriram, viram-no e ficaram atônitos.  17 Ele, porém, fazendo-lhes sinal com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão e acrescentou: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, retirou-se para outro lugar”. Agora eles podiam ver com seus próprios olhos o que Rode estava afirmando. Lucas diz que eles ficaram atônitos, o que também nos indica que eles prorromperam em alegria a ponto de Pedro fazer “sinal com a mão para que se calassem”, e em seguida “contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão e acrescentou: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos”. O Tiago ao qual ele se refere aqui é o meio-irmão de Jesus, e não o que fora morto por Herodes Agripa. Essa afirmação aqui é importante não porque Pedro estivesse anunciando o seu sucessor, mas, sim, porque Tiago era juntamente com ele responsável pela Igreja.

Aplicação v.13-17: Quando você está passando por um momento de lutas, ou mesmo quando está saboreando uma vitória em sua vida, quem são aqueles com quem você procura estar? Se você faz parte da Igreja de Cristo, suas dores e suas vitórias devem ser compartilhadas com a Família da Fé. Lembre-se que conforme o Sl 133.3 é na comunhão dos irmãos na Fé que “ali ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre”. A bênção do Senhor Deus se faz presente quando Seus filhos estão reunidos para louvá-Lo e para compartilharem suas lutas e alegrias, suas dores e vitórias.

              A presença de Deus em tempos difíceis se faz ver também

4)     Pelo julgamento dos ímpios, v.18-23

 

Exposição v.18-23:18 Sendo já dia, houve não pouco alvoroço entre os soldados sobre o que teria acontecido a Pedro.  19 Herodes, tendo-o procurado e não o achando, submetendo as sentinelas a inquérito, ordenou que fossem justiçadas. E, descendo da Judéia para Cesareia, Herodes passou ali algum tempo.  20 Ora, havia séria divergência entre Herodes e os habitantes de Tiro e de Sidom; porém estes, de comum acordo, se apresentaram a ele e, depois de alcançar o favor de Blasto, camarista do rei, pediram reconciliação, porque a sua terra se abastecia do país do rei.  21 Em dia designado, Herodes, vestido de trajo real, assentado no trono, dirigiu-lhes a palavra;  22 e o povo clamava: É voz de um deus, e não de homem!  23 No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou”.

              Se entre os irmãos a alegria era tão grande por terem de volta a Pedro, entre os guardas do palácio de Herodes Agripa as coisas eram bem diferentes, pois, “houve não pouco alvoroço entre os soldados sobre o que teria acontecido a Pedro” (v.13). Herodes ordenou uma busca criteriosa por Pedro, e como não o tivessem encontrado, as sentinelas foram submetidas a inquérito, e como nada soubessem também foram não somente responsabilizadas pela fuga como também Herodes “ordenou que fossem justiçadas” (v.19). Não sabemos exatamente porque Herodes deixou Jerusalém (de sua preferência) para ira à Cesareia, além do fato de que Cesareia era o quartel-general de Roma na Palestina. Pode ser que tenha ficado assustado com o que aconteceu na fuga de Pedro. Mas, isso é só especulação.

              Lucas nos informa que “havia séria divergência entre Herodes e os habitantes de Tiro e de Sidom; porém estes, de comum acordo, se apresentaram a ele e, depois de alcançar o favor de Blasto, camarista do rei, pediram reconciliação, porque a sua terra se abastecia do país do rei” (v.20). Tiro e Sidom eram cidades portuárias da Fenícia e disputavam o comércio com Cesareia. Herodes para puni-los embargou o comércio de grãos vindos de Israel que abastecia a essas duas cidades. Mas, os moradores de Tiro e Sidom não estavam dispostos a continuarem nessa rixa e por isso pediram a Blasto, camarista do rei, que marcasse uma audiência com o rei Herodes. Lucas conta no v.21,22 que 21 Em dia designado, Herodes, vestido de trajo real, assentado no trono, dirigiu-lhes a palavra;  22 e o povo clamava: É voz de um deus, e não de homem!”. No Império Romano, o título de divindade era conferido somente a Cesar, o imperador. Nada poderia conquistar mais um coração arrogante e vaidoso do que tal reconhecimento. Os cidadãos de Tiro e Sidom estavam manipulando as emoções e vaidade de Herodes, o que por si só seria um crime para com a reputação do imperador que não dividia seu título de divindade com ninguém. Mas, muito pior que isso foi o fato de que Herodes aqui estava usurpando para si a honra que deve ser dada somente a Deus, o Único e Verdadeiro Deus.

              O resultado de tal arrogância foi uma morte tão humilhante e excruciante que revelou a miserabilidade de um ser humano: 23 No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou”. Várias tentativas de se explicar esse ocorrido foram feitas. Desde uma apendicite a um infarto fulminante. Contudo, precisamos levar em consideração dois fatos aqui: (1) Lucas era médico: se há alguém capaz de determinar a causa mortis de uma pessoa esse alguém é um médico; (2) Lucas escreveu sob a inspiração do Espírito Santo: nunca devemos perder de vista que a Bíblia não é fruto da imaginação humana, mas, sim, da iluminação e inspiração do Espírito Santo agindo nos corações dos santos homens de Deus conforme 2Pe 1.20,21 que diz: 20 sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;  21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. Este segundo ponto dispensa qualquer outro comentário. É importante ainda lembrarmos que Herodes Agripa não era um ignorante em relação à Lei de Deus. Como vimos, sua ascendência judaica deu a ele o conhecimento necessário para saber que estava permitindo um ato de idolatria envolvendo sua pessoa. No castigo fatal de Herodes, Deus mostrou que ele está bem presente neste mundo. Pior acontecerá aos ímpios no Dia do Juízo!

              A presença de Deus em tempos difíceis nem sempre se revela misericordiosa. A justiça e a honra de Deus sempre são vindicadas quando ímpios zombam Dele.

Aplicação v.18-23: Atente para o seu coração. Ele é sedento para receber a glória que deve ser dada somente a Deus. Toda vez que você optar pelo pecado, você estará fazendo a sua vontade e não a de Deus. Pecando, você mostrará quem é o senhor do seu coração. O pecado da idolatria está sempre presente num coração que quer receber a glória no lugar de Deus e em todas as outras formas de pecado, pois, é o coração humano se rebelando contra o senhorio de Cristo. A única coisa que será vista em tal coração será o horror do julgamento de Deus.

              Por fim, a presença de Deus em tempos difíceis se faz ver também

 

5)     Pela propagação da Palavra de Deus, v.24,25

 

Exposição v.24-25: 24 Entretanto, a palavra do Senhor crescia e se multiplicava.  25 Barnabé e Saulo, cumprida a sua missão, voltaram de Jerusalém, levando também consigo a João, apelidado Marcos”.

              Ninguém pode deter a Palavra de Deus! No começo deste capítulo vimos que a Igreja estava sob terrível ameaça. No final do mesmo vemos a Igreja triunfando sobre este período difícil de perseguição promovida por Herodes Agripa. Onde estava Herodes agora? Onde estavam os que tentaram deter a propagação da Palavra de Deus? Enquanto todas essas coisas aconteciam contra a Igreja 24 Entretanto, a palavra do Senhor crescia e se multiplicava” (v.24), isto é, dia a dia mais pessoas eram convertidas mediante a pregação da Palavra de Deus. O que poderia ser um tempo de enfraquecimento da Igreja tornou-se um tempo fértil não com um crescimento singelo, mas, múltiplo.

              No v.25 Lucas retoma a narrativa a respeito de Barnabé e Saulo (At 11.19-30) e prepara-nos para o relato das viagens missionárias desses dois servos. Este versículo está relacionado a At 13. Uma vez que eles concluíram a missão deles de levar os donativos aos irmãos em Jerusalém (cf. At 11.29,30), voltaram para Antioquia trazendo em sua companhia a João Marcos, sobrinho de Barnabé que os acompanhou até à metade da primeira viagem missionária desertando da missão para despois se tornar o pivô da separação de Barnabé e Paulo. É importante ainda dizer que João Marcos é o escritor do Evangelho que leva o seu nome. Em tempo veremos as implicações desses fatos.

Aplicação v.24-25: Em tempos difíceis agarre-se com fé à Palavra de Deus. Poderes podem ser detidos, sonhos podem ser desfeitos, esperanças podem ser frustradas em tempos difíceis, mas, a Palavra de Deus, ninguém e nem nada pode detê-la. Em tempos de luta e perseguição quando tentarem impedir você de proclamar a Palavra de Deus fique firme em seu propósito de obedecer a Deus e continuar pregando Sua Palavra. Seu dever é ficar firme com Deus. A Palavra de Deus não precisa de você para se estabelecer. Mas, você precisa dela para se orientar especialmente quando tempos difíceis surgirem em sua vida.

Conclusão

              Quero encerrar essa mensagem lembrando o que nos diz o Sl 46.1: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”. Não somos deístas que creem que Deus criou tudo o que existe, estabeleceu leis para o funcionamento da Criação e depois se retirou para um canto isolado no universo, e, por isso, as coisas estão à deriva. Somos teístas e “não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem em espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam” (Sl 46.2,3). Nossa confiança está no Deus “bem presente” em nossa vida.

              A Ele toda glória!

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador.
This entry was posted in Mensagens Expositivas em Atos dos Apóstolos. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *