A Soberana Vontade de Deus – 28ª Mensagem

A Primeira Viagem Missionária

As Realidades Sobre a Pregação do Evangelho

Parte I

At 13.4-52

              A pregação do Evangelho é uma tarefa que exige de nós preparação. Vimos na mensagem anterior a importância de nos prepararmos ou de prepararmos aqueles que se sentem chamados por Deus para a Obra Missionária. Nada pode ser mais letal para uma frente missionária do que obreiros despreparados e inexperientes.

              Na preparação para a Obra Missionária e pastoral faz-se necessário que mostremos As realidades sobre a pregação do Evangelho. Esse assunto será visto hoje e na próxima mensagem também.

              No presente texto destacamos três realidades sobre a pregação do Evangelho as quais precisamos saber.

              Precisamos saber que:

1)     Enfrentaremos vários obstáculos, v.4-13.

 

Exposição v.4-13:4 Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.  5 Chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas judaicas; tinham também João como auxiliar.  6 Havendo atravessado toda a ilha até Pafos, encontraram certo judeu, mágico, falso profeta, de nome Barjesus,  7 o qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, que era homem inteligente. Este, tendo chamado Barnabé e Saulo, diligenciava para ouvir a palavra de Deus.  8 Mas opunha-se-lhes Elimas, o mágico (porque assim se interpreta o seu nome), procurando afastar da fé o procônsul.  9 Todavia, Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos, disse:  10 Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor?  11 Pois, agora, eis aí está sobre ti a mão do Senhor, e ficarás cego, não vendo o sol por algum tempo. No mesmo instante, caiu sobre ele névoa e escuridade, e, andando à roda, procurava quem o guiasse pela mão.  12 Então, o procônsul, vendo o que sucedera, creu, maravilhado com a doutrina do Senhor.  13 E, navegando de Pafos, Paulo e seus companheiros dirigiram-se a Perge da Panfília. João, porém, apartando-se deles, voltou para Jerusalém”.

              Nestes versículos podemos encontrar alguns obstáculos. Primeiramente, o geográfico. Eles tiveram de sair de onde estavam e partirem para onde o Espírito Santo os mandara ir (v.4). Saíram para o porto de Selêucia e dali para “navegaram para Chipre”, a ilha natal de Barnabé. Percorreram toda a ilha de uma ponta à outra, de Salamina a Pafos.

              Ali em Pafos encontraram mais um obstáculo: oposição. Esta oposição veio por parte de “judeu, mágico, falso profeta, de nome Barjesus”. O nome Barjesus significa “filho de Josué”. Seu outro nome, “Elimas” é grego, e seu significado é “o mágico” (v.8). Este homem, apesar de judeu vivia totalmente contrário ao que a Lei de Moisés determinava, pois esta condena a prática da magia(Dt 18.10-12), bem como contra o Antigo Testamento que condena os falsos profetas (Jr 14.14-6). Este homem tornou-se um estorvo a Paulo e Barnabé que evangelizavam o procônsul Sérgio Paulo a quem Lucas descreve como “homem inteligente” e interessado no Evangelho, pois, “tendo chamado Barnabé e Saulo, diligenciava para ouvir a palavra de Deus” (v.7). A esta oposição maligna de Elimas, Saulo “também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos, disse:  10 Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor?  11 Pois, agora, eis aí está sobre ti a mão do Senhor, e ficarás cego, não vendo o sol por algum tempo” (v.9-11). E tal como Paulo dissera lhe aconteceu. Diante do ocorrido o procônsul “creu, maravilhado com a doutrina do Senhor” (v.12). Enquanto Elimas teve seus olhos carnais cegados, Sérgio Paulo teve os seus olhos espirituais abertos! É importante ainda ressaltar que embora Deus tenha usado esse milagre para converter o procônsul, este continuava maravilhado com a doutrina do Senhor. A fé vem pelo ouvir. Ele havia ouvido antes do ocorrido e diligenciava para ouvir mais. O milagre foi um reforço.

              Outro obstáculo que vemos aqui está registrado no v.13 é o das lutas interiores. O jovem João Marcos que aparece aqui como um “auxiliar” (v.5), o que nos mostra que ele não fora chamado pelo Espírito Santo como o fora Barnabé e Paulo, e que por razões que desconhecemos plenamente, ele desertou no meio da viagem. Aqueles que são chamados para a obra da pregação do Evangelho devem saber disso, ou seja, que enfrentarão lutas interiores, brigarão com dúvidas, desânimo, medo e outros sentimentos e pecados.

Aplicação v.4-13: quando você estiver pregando o Evangelho, seja para uma pessoa ou para muitas, saiba que você encontrará obstáculos internos e externos, alheios ou pessoais, visíveis ou invisíveis. No Sl 126.6 somos lembrados de que “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes”. Não espere uma vida fácil na obra da pregação do Evangelho. Você encontrará obstáculos que com a graça de Deus você superará, isto é, se Nele você confiar.

              Outra realidade sobre a pregação do Evangelho é que:

2)     Teremos oportunidades preciosas, v.14-43

 

Exposição v.14-43: Nos v.14,15 lemos:14 Mas eles, atravessando de Perge para a Antioquia da Pisídia, indo num sábado à sinagoga, assentaram-se.  15 Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a”.

              Depois de viajarem muitos dias por locais perigosos e infestados de bandidos, eles chegaram à Antioquia da Pisídia. Ali Deus lhes concedera uma oportunidade maravilhosa! Eles entraram numa sinagoga a qual reunia ali judeus nascidos na dispersão ou em Israel, convertidos ao Judaísmo, tementes a Deus (cf. v.16) e gentios que demonstravam interesse, mas, ainda não tinham assumido nenhum compromisso[1]. Os líderes da sinagoga depois de lidos a Lei e os Profetas convidaram Paulo e Barnabé a darem uma palavra de exortação para os que ali estavam. E Eles aproveitaram. Que preciosa oportunidade! E Paulo não desperdiçou, pois, 16 Paulo, levantando-se e fazendo com a mão sinal de silêncio, disse: Varões israelitas e vós outros que também temeis a Deus, ouvi”. Diante da pregação do Evangelho de Cristo, Paulo lhes pede total atenção e reverência, algo que não podemos nos descuidar também.

              E ele então proclama um sermão que apresenta quatro partes[2]:

A base escriturística no Antigo Testamento: 17 O Deus deste povo de Israel escolheu nossos pais e exaltou o povo durante sua peregrinação na terra do Egito, donde os tirou com braço poderoso;  18 e suportou-lhes os maus costumes por cerca de quarenta anos no deserto;  19 e, havendo destruído sete nações na terra de Canaã, deu-lhes essa terra por herança,  20 vencidos cerca de quatrocentos e cinquenta anos. Depois disto, lhes deu juízes, até o profeta Samuel.  21 Então, eles pediram um rei, e Deus lhes deparou Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim, e isto pelo espaço de quarenta anos.  22 E, tendo tirado a este, levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade”. Nestes versículos Paulo mostrou-lhes a paciência de Deus com o povo de Israel, povo este que Ele escolhera para trazer ao mundo o Salvador. Israel era escravo no Egito de onde fora retirado pela mão de Deus de forma esplendorosa e espantosa (v.17). Mas, este povo, por causa da sua rebeldia e teimosia ficou por quarenta anos peregrinando no deserto, onde Deus suportou muitas ofensas deste povo (v.18). Por Sua bondade e misericórdia o instalou na terra de Canaã, onde lhe “deu juízes, até o profeta Samuel”, o grande profeta. Mas, o povo invejou os outros reinos e quis um rei para si, desprezando assim, o Senhor Deus. Novamente Deus por Sua misericórdia lhes deu Saul como rei atendendo ao pedido do povo, e este reinou por quarenta anos (v.21). Mas, Saul não honrou a Deus e por isso mesmo perdeu seu reinado e este foi dado a Davi.

              Na segunda parte de seu sermão Paulo mostrou:

Jesus Cristo, o Messias prometido: 23 Da descendência deste, conforme a promessa, trouxe Deus a Israel o Salvador, que é Jesus,  24 havendo João, primeiro, pregado a todo o povo de Israel, antes da manifestação dele, batismo de arrependimento.  25 Mas, ao completar João a sua carreira, dizia: Não sou quem supondes; mas após mim vem aquele de cujos pés não sou digno de desatar as sandálias”. Este é o cerne do Evangelho. E aqui Paulo lhes mostrou a fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas. Jesus, aquele de quem João Batista havia testificado é o Cristo, o Salvador.

              Na terceira parte de seu sermão Paulo fala sobre

A salvação em Cristo: 26 Irmãos, descendência de Abraão e vós outros os que temeis a Deus, a nós nos foi enviada a palavra desta salvação.  27 Pois os que habitavam em Jerusalém e as suas autoridades, não conhecendo Jesus nem os ensinos dos profetas que se leem todos os sábados, quando o condenaram, cumpriram as profecias;  28 e, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto.  29 Depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo.  30 Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos;  31 e foi visto muitos dias pelos que, com ele, subiram da Galileia para Jerusalém, os quais são agora as suas testemunhas perante o povo.  32 Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais,  33 como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.  34 E, que Deus o ressuscitou dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, desta maneira o disse: E cumprirei a vosso favor as santas e fiéis promessas feitas a Davi.  35 Por isso, também diz em outro Salmo: Não permitirás que o teu Santo veja corrupção.  36 Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção.  37 Porém aquele a quem Deus ressuscitou não viu corrupção”. Num tom íntimo, Paulo chama a atenção deles. Ele os chama de “Irmãos, descendência de Abraão e vós outros os que temeis a Deus” (v.26). Ao relatar sobre a condenação e morte de Jesus, ele deixa bem claro que aqueles que O mataram fizeram isso por que não conheceram a Jesus, nem o que diziam as Escrituras a respeito Dele. Na ignorância deles, Deus os usou para que se cumprisse os desígnios Dele em salvar os pecadores. Mas, a mensagem do Evangelho não consiste em falarmos somente do sofrimento e morte de Jesus. Consiste também em falar da Sua ressurreição a qual foi testemunhada por muitos crentes os quais se tornaram “as suas testemunhas perante o povo” (v.31), a qual também é a constatação de que Deus aceitou o sacrifício de Cristo por nós, sim, é na ressurreição de Cristo que temos atestada a aceitação de Deus e a satisfação da Sua justiça que exigia a reparação do dano causado pelo pecado, reparação essa que só o Filho de Deus poderia fazer por nós.

              Na última parte desse seu sermão Paulo então apresentou:

A dupla mensagem do Evangelho: 38 Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste;  39 e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés.  40 Notai, pois, que não vos sobrevenha o que está dito nos profetas:  41 Vede, ó desprezadores, maravilhai-vos e desvanecei, porque eu realizo, em vossos dias, obra tal que não crereis se alguém vo-la contar”. Ao apresentar-lhes o Evangelho da salvação em Cristo, Paulo lhes mostrou que Cristo trouxe “remissão de pecados” aos que Nele crerem como também a condenação aos que não crerem, e por isso mesmo os exortou a que atentassem para que não acontecesse com eles o que os profetas disseram: “Vede, ó desprezadores, maravilhai-vos e desvanecei, porque eu realizo, em vossos dias, obra tal que não crereis se alguém vo-la contar” (v.41). Mostrou-lhes que o homem é incapaz por suas próprias obras de ser justificado diante de Deus, e por isso mesmo precisa se abrigar em Cristo. Diante de tão contundente, vigorosa e rigorosa mensagem a reação daqueles que os ouviam foi: 42 Ao saírem eles, rogaram-lhes que, no sábado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras.  43 Despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé, e estes, falando-lhes, os persuadiam a perseverar na graça de Deus”. Nova oportunidade Deus estava dando a Paulo e a Barnabé para continuarem a obra da pregação da Palavra. Eles queriam ouvir mais, ouvir de novo “estas mesmas palavras” E assim, Paulo e Barnabé instava com eles a que perseverassem “na graça de Deus”.

Aplicação v.14-43: Deus lhe dará oportunidades preciosas para pregar o Evangelho. Tão somente fique atento a essas oportunidades e seja fiel na proclamação do Evangelho. Apresente a pessoa bendita de Jesus Cristo. Fale que Ele é o Salvador prometido por Deus, que Seu sacrifício, morte e ressurreição são suficientes para salvar o pecador, mas que, rejeitá-Lo significa trazer terrível condenação sobre si. Fale do pecado e da condenação que pesa sobre todo ser humano a qual pode ser desfeita somente por meio de Jesus Cristo. Os que forem para salvação voltarão querendo mais da Palavra de Deus.

              Por fim, a terceira realidade sobre a pregação do Evangelho que destacamos neste capítulo é:

3)     Precisaremos discernir os propósitos de Deus, v.44-52

 

Exposição v.44-52:44 No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.  45 Mas os judeus, vendo as multidões, tomaram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava”.

              Conforme o pedido daqueles que os ouviram na sinagoga, Paulo e Barnabé, no sábado seguinte, dia em que eles se reuniam na sinagoga para ler a Lei e os Profetas, estavam lá presentes. Juntamente com eles “afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus” (v.44). Mas, não tardou para que mais oposição se levantasse contra eles por parte dos judeus, os quais “vendo as multidões, tomaram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava”. Movidos pelo pecado da inveja, eles blasfemavam contra Cristo, pois, a mensagem de Paulo era a pessoa e obra de Jesus Cristo. Assim eles o contradiziam, ou seja, enquanto Paulo afirmava a salvação em Cristo eles negavam.

              Mas, como sempre, Deus encheu o coração de Paulo e Barnabé de coragem e intrepidez. Em suas palavras eles mostraram que os desígnios de Deus estavam se cumprindo neles (nos judeus) das seguintes maneiras:

 

Aos judeus foi revelada a Palavra de Deus, mas, eles a rejeitaram: 46 Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios” (v.46). Os judeus eram o povo da Aliança, a qual trazia não só benefícios, mas, também responsabilidades. Quando Jesus cristo, o cumprimento das promessas da Aliança veio, eles O recusaram (Jo 1.11); quando Deus lhes enviou seus apóstolos, eles também recusaram tão gloriosa salvação fazendo-se assim “indignos da vida eterna”. Por essa razão os mensageiros de Cristo se voltaram para os gentios.

Aos gentios foi revelada a Palavra de Deus, e eles a receberam: 47 Porque o Senhor assim no-lo determinou: Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até aos confins da terra.  48 Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”. Os gentios não entraram na Aliança como se eles fossem “tapa buracos”. Estavam nos planos de Deus desde os primórdios, lá em Abraão (Gn 12.3). As portas da Nova aliança se abriram para os gentios quando os judeus deram as costas para Aquele que era o alvo, o centro e o propósito da Aliança de Deus com Seu povo, a saber, Jesus Cristo. Paulo lhes mostrou que ele fora chamado por Deus para levar o Evangelho aos gentios, os quais “ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”. Nos gentios Deus estava cumprindo agora os Seus desígnios.

              Entrementes, Paulo e Barnabé continuavam pregando, e por meio daqueles que foram alcançados 49 E divulgava-se a palavra do Senhor por toda aquela região”. Mas, nova oposição se fez:50 Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território.  51 E estes, sacudindo contra aqueles o pó dos pés, partiram para Icônio.  52 Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo”. A estratégia que os opositores adotaram foi astuta. Muitas mulheres piedosas, isto é, que seguiam o Judaísmo, foram instigadas a convencerem os seus maridos e outros nobres a que perseguissem a Paulo e a Barnabé, chegando ao ponto de expulsá-los de Antioquia da Pisídia. Lucas relata que 51 E estes, sacudindo contra aqueles o pó dos pés, partiram para Icônio” fazendo justamente um ato simbólico dos judeus, isto é, sacudir o pó dos pés mostrando que renunciavam àqueles judeus e que não se encontravam mais responsáveis por eles diante de Deus. Enquanto os judeus estavam cada vez mais longe do Reino de Deus,52 Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo”. Assim é o Evangelho: ao mesmo tempo que traz a condenação ao pecador contumaz, traz salvação e grande alegria aos que recebem a Cristo em seus corações.

              Paulo e Barnabé discerniram naquele momento os desígnios de Deus. Entenderam que o tempo de salvação para os gentios havia chegado, e que, para os judeus a porta estava se fechando.

Aplicação v.44-52: Quando você estiver pregando o Evangelho anuncie-o completamente. Mas, peça a Deus discernimento para entender a vontade Dele em cada situação, para saber o que é que precisa ser dito, e quando é que algo deve ser dito ou não. Não sabemos quem são os eleitos de Deus. Só sabemos que eles virão mediante à pregação do Evangelho. Os que forem destinados à vida eterna virão. Os que forem destinados à condenação eterna se afastarão ainda mais. Fique atento aos que estão se aproximando e voltando para ouvir mais sobre o Evangelho. A mensagem do Evangelho é preciosa demais para ser desperdiçada com quem se mostra declaradamente rebelde contra Cristo.

Conclusão

              Não esmoreça diante dos obstáculos; aproveite e regozije-se com cada oportunidade que Deus lhe der para pregar o Evangelho, e sempre esteja atento à vontade de Deus para com sabedoria cumprir a tarefa que Ele lhe conceder.


[1] KISTEMAKER, 2006, p.612.

[2] Cf. KISTEMAKER, 2006, p.613.

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador.
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