A Soberana Vontade de Deus – 6ª Mensagem

O Poder Na Igreja de Cristo – Parte IV

A Unidade da Igreja de Cristo

At 2.42-47

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Quando o Evangelho de Cristo é anunciado com firmeza, fidelidade e confiança no poder do Espírito Santo, todos os resultados apontarão para a glória de Deus.

No coração daqueles que recebem a Cristo pela fé, são salvos e unidos a Ele na comunhão da Sua Igreja, constatar-se-á que essa união gerará unidade entre os irmãos. O poder do Espírito Santo na Igreja de Cristo faz com que os Seus membros vivam unidos uns aos outros. E este é justamente o tema dessa mensagem: A unidade da Igreja de Cristo.

Precisamos nos lembrar sempre disso: a unidade na Igreja de Cristo é obra do próprio Espírito Santo. Não somos nós quem geramos essa unidade; nós não a produzimos por meio de nossos esforços e da nossa criatividade. Porém, a nós cabe preservá-la, conforme Ef 4.3 que diz: “esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”.

E como podemos preservar essa unidade do Espírito no vínculo da paz? Neste texto encontramos duas verdades sobre a unidade da Igreja de Cristo que nos mostram que a unidade da Igreja depende de:

1)      Servirmos a Deus com integridade, v.42 e 43

O culto a Deus era o eixo gravitacional da Igreja Primitiva. Tudo na vida deles girava em torno do culto a Deus e este culto era tridimensional: no templo, fora do templo e no coração.

Exposição v.42: No v.42 lemos: “E perseveravam unânimes na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. No culto que rendiam a Deus eles observavam tudo quanto é dever da Igreja: Ensino: “doutrina dos apóstolos”; ordenanças: “na comunhão, no partir do pão”, ou seja, a Ceia do Senhor; adoração: orações e louvores a Deus.

Aplicação v.42: Quanto você zela por cumprir esses quesitos da vida cristã (ensino da Palavra, ordenanças e adoração)? Para você essas coisas são importantes a ponto de você abrir mão de qualquer outro compromisso? Um crente que não se importa em cultuar a Deus juntamente com outros irmãos demonstra não se importar com a unidade da Igreja, porque a unidade da Igreja é preservada em nossos atos de devoção e adoração a Deus.

Exposição v.43: “Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos”. Eis o motivo que faz um coração viver o tempo todo louvando a Deus e glorificando o Seu santo Nome: ter um coração cheio de temor.    O que é mais impressionante aqui é como é descrita a Igreja Primitiva. Todos os crentes demonstravam temor a Deus. Este era o elemento principal que movia aqueles corações. Tanto os membros da Igreja viviam cheios de temor a Deus, quanto os apóstolos que sabiam e mostravam que eram apenas instrumentos que Deus usava para fazer prodígios e sinais, e, em momento algum roubaram para si a glória que é só de Deus. É dito por muitos hoje em dia que não se deve destacar o temor como um sentimento e atitude em relação a Deus, porque, o Deus do Novo Testamento é o Deus de amor; se destacarmos o temor por Ele afastaremos as pessoas Dele. Contudo, a Bíblia nos mostra que o temor a Deus não nos afasta Dele, muito pelo contrário, nos aproxima! Somente um coração que O teme de verdade, O adora de verdade também. Não existe culto verdadeiro sem temor.

Aplicação v.43: No seu ato de devoção e culto a Deus é notório o temor por Ele em seu comportamento? No Sl 25.14 está escrito: A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança”.

Outra verdade sobre a unidade da Igreja de Cristo é que ela depende de

 

2) Servirmos aos irmãos com generosidade, v.44-47

A vida cristã se traduz em ações em prol dos irmãos vendo suas necessidades e tendo disposição em abrir o coração para ajuda-los. O amor que dizemos ter por Deus deve ser visto no amor pelos nossos irmãos, pois: Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4.20).

Exposição v.44,45: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”. Duas palavras que resumem todas essas atitudes daqueles primeiros cristãos são: comunhão e generosidade. A comunhão que tinham resultava da mesma fé que tinham também, pois, “Todos os que creram estavam juntos”. Só pode haver comunhão de verdade quando a mesma fé é compartilhada e vivenciada. A generosidade deles era vista no fato de que “tinham tudo em comum”, e, por isso mesmo, “vendiam as suas propriedades e bens” para que o dinheiro apurado fosse entregue aos apóstolos (cf. 4.37; 5.2) para que estes dessem o destino adequado socorrendo quem realmente tivesse necessidade. Eles não eram comunistas; eles eram generosos!

Aplicação v.444,45: Sendo a comunhão resultado da mesma fé você tem demonstrado ter a mesma fé daqueles a quem você chama de “irmãos” tendo zelo pela comunhão com eles? Outra pergunta que surge nestes dois versos é: você é abnegado e generoso? Seus bens são também para os outros ou você os têm de forma egoísta?

Exposição v.46,47: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia do povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor dia a dia os que iam sendo salvos”. A generosidade resultante da Fé que eles abraçaram fazia com que seus corações anelassem pela comunhão, por estarem juntos fazendo o que lhes era a coisa mais importante dessa vida: cultuar a Deus “unânimes no templo”. A generosidade deles era vista nas ações mais simples como a de estarem juntos nas casas uns dos outros, ou de fazerem juntos suas refeições. Ações essas que eram feitas com “alegria e singeleza de coração”. O louvor a Deus era um ato contínuo na vida deles, e isto fazia com que todo o povo olhasse com simpatia para os cristãos. A generosidade e abnegação, a alegria (que é fruto do Espírito Santo), a simplicidade de vida e o louvor a Deus ininterrupto nos lábios eram as principais marcas da vida daqueles irmãos. Tudo isso era resultado de da transformação e conversão que seus corações tiveram quando creram em Cristo Jesus. Tudo de alguma forma despertava a “simpatia de todo o povo”. É importante destacar aqui que a Igreja Primitiva conquistava a simpatia do povo não por fazer coisas que agradavam ao povo, mas, sim, a Deus. Hoje quando se fala em uma “igreja contemporânea” o que mais se vê não é uma igreja que vive como esses irmãos de Atos, mas, sim, uma igreja que tem música, mensagem e eventos que agradam o mundo, tudo “de acordo” como o mundo. Agora observe o final do v.47: “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. Quem converte e traz as pessoas para dentro da Igreja de Cristo é o próprio Senhor Deus. A forma como Lucas encerra o seu relato aqui mostra que a preocupação da Igreja não deve ser a de crescer numericamente, mas, sim, cuidar daqueles a quem Deus trouxer para dentro dela. O crescimento quem dá é Deus. Eis por essa razão devemos cuidar uns dos outros, pois, foi Deus quem nos colocou aqui.

Aplicação v.46,47: Em nossa igreja temos visto essas virtudes: desejo de estarmos juntos, generosidade, alegria, simplicidade, louvor a Deus e a simpatia dos de fora por verem em nós uma fé viva que se manifesta em atos de amor? Eu lhe

pergunto: você tem contribuído para que tais virtudes sejam vistas em nossa igreja?

 

O que Deus quer que você faça?

Essa mensagem pode ser resumida nos dois mandamentos que o Senhor Jesus nos dá em Mt 22.37-39:

1)      Ame ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.

E o outro mandamento semelhante a este, isto é, que deve ser cumprido da mesma forma (com todo o coração, alma e entendimento) é:

2)      Ame o teu próximo como a ti mesmo.

 

Conclusão

A unidade da Igreja é obra do Espírito Santo, mas, que depende de nós zelando pela mesma fé, ensino, comunhão e adoração.

Rev. Olivar Alves Pereira

São José dos Campos, 29/12/2013

 

 

 

 

 

 


 

 

 

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana da Vila Pinheiro, Jacareí - SP, Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor e membro do Conselho Acadêmico do Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba (CETEVAP), São José dos Campos -SP, onde iniciou em 2020 seu Mestrado em Aconselhamento Bíblico. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador. Casado com Janaina F. S. A. Pereira e pai de Ana Cristina S. Pereira.
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