Canções da Alma – 27ª Mensagem

Oração

“Amantíssimo Pai, pedimos a Ti que nos ilumine os nos da fé e revele-nos as maravilhas da Tua Palavra confrontando-nos em nossos pecados a fim de que vivamos sempre para a glória do Teu santo Nome. Assim oramos pela mediação de Cristo Jesus, nosso Senhor. Amém!”

 

A Oração Que Glorifica a Deus

Sl 25

 

Contextualização

               Este salmo faz parte de um grupo de salmos acrósticos, e, como tal, cada versículo dele começa com uma letra do alfabeto hebraico, faltando uma ou outra letra apenas. Os acrósticos são um recurso muito útil na memorização de princípios, por isso estão sempre presentes nos salmos. Ele é uma oração na qual Davi clama a Deus que o socorra, o sustenha e o proteja. Por isso, mesmo vários temas surgem aqui, e isto dificulta muito a formulação de qualquer estrutura para facilitar a nossa compreensão. A melhor maneira de estudarmos e meditarmos neste salmo é vê-lo como uma oração, na qual, vários pedidos são apresentados a Deus.

               Alguém disse que melhor do que falar sobre oração é orar. Contudo, levando em consideração o fato de que “não sabemos orar como convém” (Rm 8.26), isto é, não sabemos orar para a glorificarmos a Deus, faz-se necessário estudarmos e meditarmos no que a Bíblia nos ensina sobre a oração (como aqui neste salmo).

               A oração é para nós presbiterianos reformados, um “meio de Graça”, ou seja, por meio dela desfrutamos da Graça de Deus de forma especial. Por meio da oração desfrutamos da doce presença do Deus Triúno; por meio da oração temos o nosso coração confrontado, confortado e transformado. Os grandes avivamentos espirituais ocorreram quando as pessoas buscaram a Deus em oração porque estavam consumidos de zelo pela glória de Deus. Sem dúvida alguma, a oração é um meio que temos para exaltar e glorificar a Deus. Por isso, a mensagem de Deus para nós nesta ocasião é A oração que glorifica a Deus.

               Quando oramos da forma como convém, Deus é glorificado e exaltado em todas as nossas palavras e afetos. Tomaremos aqui frases do próprio salmo sobre as quais discorreremos mostrando como orar de forma conveniente a Deus.

1) “Deus meu, em ti confio”, v.1

Exposição v.1-3: “A ti, SENHOR, elevo a minha alma. 2 Deus meu, em ti confio; não seja eu envergonhado, nem exultem sobre mim os meus inimigos. 3 Com efeito, dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado; envergonhados serão os que, sem causa, procedem traiçoeiramente”.

               O servo de Deus não é como o ímpio; ele sabe em que direção olhar na hora da tribulação: A ti, SENHOR, elevo a minha alma. 2 Deus meu, em ti confio” (v.1-2a). O ímpio vive confuso e atordoado; ele não sabe o que fazer e por isso mesmo aceita qualquer ajuda. Mas, o servo de Deus dirige seu olhar e a sua alma para Deus. É em Deus que está a sua confiança. É por isso que a oração é extremamente importante na vida do crente, pois, ela exercita a confia em Deus. Não permitamos que a nossa fé se alimente com esperanças várias, vazias e incertas resultantes dos nossos parcos recursos. Em vez disso confiemos em Deus.

               Cercado de inimigos, aos quais ele os via como chicotes de Deus em sua vida (mais à frente veremos isso com clareza), Davi clamou a Deus em quem ele confiava. Ele sabia (“Com efeito”, isto é, “com certeza”) que ele e todos aqueles que confiam em Deus nunca serão envergonhados, ou seja, nunca verão sua confiança em Deus ser frustrada se em seus corações o alvo for a glória de Deus.

Aplicação v.1-3: Se na hora da tribulação você se mostra desesperado e atordoado é sinal de que a sua confiança não está em Deus e você está agindo como um ímpio. Em Pv 24.10 lemos: “Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena”. O seu desespero na hora da angústia revela em quem está a sua confiança: em você mesmo. Mas, se você confiar plenamente em Deus encontrará serenidade para enfrentar as mais terríveis tribulações. Aproveite cada momento de aflição para honrar a Deus. A sua oração glorificará a Deus quando você demonstrar total confiança Nele.

2) “Guia-me na tua verdade”, v.5

Exposição v.4-5:4 Faze-me, SENHOR, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. 5 Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia”.

               Nosso coração precisa de discernimento. Precisamos saber que decisões tomar, neste caso, decisões que estejam de acordo com a vontade de Deus. Os “caminhos” e a “veredas” do SENHOR Deus que Davi desejava significam a vontade de Deus nas mais variadas situações de sua vida.

               O segredo do sucesso do crente está em conhecer a vontade de Deus e executá-la. Esse conhecimento da vontade de Deus revela verdades importantes sobre nós mesmos tais como:

  • Somos corrompidos em nosso coração o qual nos engana o tempo todo, Jr 17.9;
  • Não sabemos nos guiar como convém, somos tão confusos quanto crianças, 1Rs 3.7; Jr 1.6-7;

               Por isso mesmo temos de orar como Davi orou e pedir a Deus que nos ajude em nossas decisões, e que todas as nossas decisões sejam para glorificar a Deus, pois, este é o fim supremo nosso (Catecismo Maior de Westminster, pergunta 1).

               A “verdade” na qual Davi desejava ser guiado é a promessa (ou promessas) de Deus. Em sua oração ele clamou a Deus para que guardasse o seu coração firme na convicção de que Deus não falharia em executar Suas promessas.

               É importante vermos a relação que ele fez entre a verdade, a salvação e a esperança (v.5). Não existe esperança e nem salvação quando não se tem a verdade.

Aplicação v.4-5: Deus nos guia com a Sua Palavra na qual estão Suas promessas a nós. A Palavra é aplicada em nosso coração pelo Espírito Santo. Como disse Calvino: “Quando nossas mentes se dispõem à paciência, não empreendemos nada precipitadamente nem por meios impróprios, mas passamos a depender inteiramente de Deus”[1]. Lute contra a impaciência em seu coração em não esperar o tempo de Deus agir, e para isso você precisa confiar na Palavra de Deus. O não esperar em Deus é pecado de falta de confiança Nele. Sua oração glorificará a Deus quando você esperar o tempo Dele agir e se submeter à instrução da Sua Palavra.

3) “Lembra-te de mim segundo a tua misericórdia”, v.7

Exposição v.4-5:6 Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são desde a eternidade. 7 Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, ó SENHOR”.

               O verbo “lembrar” é repetido três vezes só nestes dois versículos. Não que Deus houvesse Se esquecido de cumprir Suas promessas, e, por isso, Davi estava lembrando-O. Tal afirmação não encontra nenhum amparo escriturístico. Pelo contrário, o que Davi está dizendo aqui é que seu coração esperava totalmente em Deus e em suas muitas misericórdias.

               Entre os dois pedidos que Davi fez para que Deus agisse “segundo a tua [de Deus] misericórdia” está o pedido de perdão: “Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões”. Nada pode afligir um homem mais do que os pecados cometidos na mocidade. Nada além do perdão de Deus pode cancelar esses pecados. A esperança do servo de Deus de receber o Seu perdão não repousa no servo, mas, somente em Deus e em Suas “misericórdias e das tuas bondades, que são desde a eternidade”, ou seja, Deus é eterno e o Seu caráter é misericordioso e bondoso.

               Davi não alega justiça própria, pelo contrário, tem plena consciência de seu pecado e de sua pecaminosidade. Isso é muito importante, e jamais podemos perder de vista que Deus nos houve porque Ele é misericordioso e não porque merecemos ser ouvidos por Ele.

Aplicação v.6-7: Deus nunca Se esquece de você. Mas, e você, se lembra sempre de Deus? É Nele que está a sua esperança? E esperando Nele você se lembra que é somente pela graça e misericórdia Dele que você é por Ele atendido e por isso não abriga nenhum sentimento orgulhoso, mas, sim, reconhece o seu pecado e clama pelo perdão divino? A sua oração glorificará a Deus quando você sempre se lembrar que Deus é Deus Santo e nada menos, e você é homem pecador e nada mais, mas que na Graça de Deus você é salvo em Cristo.

4) “Bom e reto e o SENHOR”, v.8

Exposição v.8-10:8 Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores.  9 Guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o seu caminho. 10 Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para os que guardam a sua aliança e os seus testemunhos”.

               Estes versículos além de expressarem o louvor de Davi a Deus, também nos mostram a razão, o motivo pelo qual podemos confiar em Deus para orientar-nos em nossas decisões: o caráter de Deus. Deus é descrito aqui como:

  • Bom e reto (טוֹב־וְיָשָׁ֥ר), 8-9: Uma das formas de Deus nos mostrar a Sua bondade é pelo fato Dele apontar “o caminho aos pecadores”. Já vimos que não há merecimento algum em nós no que diz respeito às bênçãos de Deus, por isso mesmo, Deus não é obrigado a nada, nem mesmo em nos apontar a direção que devemos tomar. Mas, por ser Ele misericordioso assim Ele o faz. E por que Ele reto podemos ter plena certeza de que a direção que Ele nos der sempre será “boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2) por ser expressão da Sua santa vontade.

Em Sua bondade e retidão Ele “Guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o Seu caminho” (v.9). Se nos sujeitarmos a Deus com humildade e mansidão com certeza receberemos Dele a instrução e sempre saberemos qual decisão tomar. É importante definirmos aqui o que é humildade e mansidão. A humildade é a atitude na qual você sempre se coloca como servo do outro, e, em relação a Deus quer dizer ser vazio de você mesmo, e ver que tudo o que você tem é resultado da misericórdia de Deus. A mansidão não é o mesmo que fraqueza, mas, sim, poder sob controle. Você é filho de Deus, mas, não usa isso para reivindicar alguma coisa como se fosse seu direito fazer isso.

  • Misericordioso e verdadeiro, 10: já vimos que “veredas” aqui significa “vontade de Deus”. Logo, se a Sua vontade é misericórdia e verdade, é porque o Seu caráter é misericordioso e verdadeiro, ou seja, Deus é amor e também verdade. Fora Dele não existe verdade; e tudo quanto se propõe a nos ajudar se não estiver em pleno acordo com o caráter e vontade de Deus com certeza será destruição para nós.

Aplicação v.8-10: Você sabe que é humilde e manso em relação a Deus quando ao tomar qualquer decisão em sua vida, a sua maior preocupação é entender a vontade de Deus (Ef 5.17) entregando-se totalmente a Ele abrindo mão da sua própria vontade. Aqueles que agem de forma diferente são arrogantes, pois, se recusam a se submeter à instrução e vontade de Deus. Sua oração glorifica a Deus quando a vontade Dele é a única coisa que lhe importa.

5) “Por causa do Teu nome, SENHOR”, v.11

Exposição v.11-15: 11 Por causa do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniquidade, que é grande. 12 Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher. 13 Na prosperidade repousará a sua alma, e a sua descendência herdará a terra. 14 A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança. 15 Os meus olhos se elevam continuamente ao SENHOR, pois ele me tirará os pés do laço”.

                   Estes versículos expressam o zelo para com o Nome de Deus, isto é, Sua glória, bem como os resultados desse zelo.

               Davi contrasta a glória de Deus com a sua pecaminosidade quando diz: 11 Por causa do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniquidade, que é grande”. A palavra “iniquidade” (עָוֹן) reúne toda forma de pecados contra Deus[2]. Assim sendo, a lição que extraímos aqui é: só Deus pode perdoar-nos dos pecados que cometemos contra Ele – nada em nós é capaz de cancelar a nossa pecaminosidade.

               Mas, “Ao homem que teme ao SENHOR” os seguintes benefícios e promessas estão disponíveis:

  • Instrução para fazer escolhas, 12: este é um dos assuntos principais deste salmo. Se você temer somente a Deus, se em seu coração não houver outro temor além deste, então você sempre fará as escolhas certas porque Deus lhe orientará;
  • Prosperidade da alma, 13: infelizmente, em nossos dias, o assunto “prosperidade” tem sido totalmente deturpado e limitado somente às questões materiais, saúde e prazer. Porém, a Bíblia descreve aqui a prosperidade da alma. Uma alma próspera pode passar pela privação e necessidade, enfermidade e dor, e, mesmo assim, exultar em Deus de tanta alegria. A prosperidade verdadeira é a plenitude de alegria resultante da presença de Deus no coração de um pecador que foi perdoado. Nada neste mundo se compara a isso.
  • Intimidade do SENHOR, 14: a palavra intimidade aqui no hebraico é סוֹד que quer dizer conversa confidencial, um segredo, conselho”. Mas, é importante vermos que essa intimidade é prometida somente aos membros da Aliança. Somente quem é filho de Deus e está na Sua Aliança é que desfruta da bênção de ouvir dos lábios de Deus o Seu conselho, os Seus segredos como diz o hino 110-A do hinário Novo Cântico na sua terceira estrofe “O seu rosto mirar, Seus segredos privar: é consolo que não tem igual”.
  • Livramento divino, 15: por esta razão Davi não tirava seus olhos de Deus, sempre estava olhando em direção a Deus, pois, sabia que na hora do perigo Deus o livraria.

Aplicação v.11-15: Alguém que merecia a ira de Deus e recebeu Sua misericórdia e bondade, que estava apartado de Sua santa presença e foi recolhido em Sua intimidade quando Ele estabeleceu uma Aliança Eterna de amor é sem dúvida alguma a pessoa mais feliz que existe. Você é essa pessoa? Seu coração tem desejado buscar a Deus para conhecer o que Dele é revelado em Sua Palavra? Sua alma é próspera no sentido apresentado neste texto? Você está na Aliança do Senhor? Tem ouvido a Sua Palavra?  Sua oração glorificará a Deus quando o que você mais buscar em Deus for os Seus segredos de amor e vida.

6) Volta-te para mim e tem compaixão, v.16

Exposição v.16-22:16 Volta-te para mim e tem compaixão, porque estou sozinho e aflito. 17 Alivia-me as tribulações do coração; tira-me das minhas angústias. 18 Considera as minhas aflições e o meu sofrimento e perdoa todos os meus pecados. 19 Considera os meus inimigos, pois são muitos e me abominam com ódio cruel. 20 Guarda-me a alma e livra-me; não seja eu envergonhado, pois em ti me refugio. 21 Preservem-me a sinceridade e a retidão, porque em ti espero. 22 Ó Deus, redime a Israel de todas as suas tribulações”.

               O início do v.16 nos lembra as palavras do cego Bartimeu que clamou a Jesus quando soube que Ele passava ali perto dele: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim” (Mc 10.47). Como já vimos nos v.6-7 Deus nunca Se esquece de Seus filhos. O que acontece é como disse João Calvino, não é Deus que se esquece de nós, mas, sim a nossa carne que está sempre pronta a sugerir ao nosso coração que Deus nos abandonou só porque não O vemos agir do jeito que esperávamos que Ele estivesse agindo[3].

               Os v.17-19 ele descreve aquilo que ele chamou de “angústias” (v.16). Os sofrimentos da sua alma – ele clamava por alívio ao seu coração que estava pesado com a culpa de seus pecados (v.17-18); os sofrimentos externos – ataques dos inimigos que “são muitos” e alimentavam por Davi um “ódio cruel” (v.19). Só Deus poderia livrá-lo de tão terríveis tormentos.

               No v.20 ele retoma o que disse no v.2, a saber, sua confiança estava em Deus, e ele sabia que Deus não o desampararia e o deixaria envergonhado diante dos seus inimigos.

               A “sinceridade e a retidão” (תֹּם־וָיֹ֥שֶׁר) de que ele fala no v.21, não era as dele, mas, sim, as de Deus. A palavra תֹּם que aqui foi traduzida por “sinceridade” também quer dizer “integridade”. Aqui ele não ora pedindo salvação, mas, sim, preservação. Ele confiava em Deus e sabia que somente Deus poderia preserva-lo.

               O v.22 encerra este salmo como uma “nota de alerta” a todos nós. Ninguém há que confie plenamente em Deus e se esqueça de clamar pelo povo de Deus. Os filhos de Deus são intercessores fervorosos de seus irmãos especialmente buscando em Deus o perdão para eles (cf. Tg 5.16).

Aplicação v.16-22: Quando você ora clamando a Deus por perdão, socorro, livramento e alívio, você também se lembra dos seus irmãos? A oração que glorifica a Deus não é um ato egoísta que busca só para si as bênçãos de Deus; antes, intercede por outros.

Conclusão

               Se quisermos orar como convém, nossa oração tem de estar tomada e totalmente ocupada com a glória de Deus. A oração traz para nós maravilhosos benefícios, mas, o alvo da nossa oração é colocar o nosso coração diante da glória de Deus e Nele nos deleitarmos total e exclusivamente.

[1] CALVINO, 1999, vol.1, p.541.

[2] VAN GEMEREN, 2011, vol.3, p.352.

[3] Cf. CALVINO, 1999, vol. 1, p. 559.

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador.
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