Canções da Alma 52ª Mensagem

Oração

“Glorioso e Majestoso Deus, cuja santidade e pureza nada há que se possa comparar. Estamos diante de Tua Palavra a qual nos traz a dramática experiência de arrependimento do Teu servo Davi. Sabemos que somos tão pecadores quanto ele foi, e que tanto quanto ele, também necessitamos de Ti. Agora, quando seremos confrontados pela Tua Palavra, dá-nos ouvidos atentos e um coração pronto a Te obedecer. Quebranta-nos. Assim, oramos em Nome de Jesus, amém!”.

 

Canções da Alma

Uma Exposição do Livro dos Salmos

Os Anseios de Um Coração Arrependido

Sl 51

 

Introdução                                                                  

                  Qual é ou quais são os seus principais desejos? Pelo que seu coração tem esperado e pulsado ultimamente? Saúde? Dinheiro? Emprego? Casamento? Filhos? Formação acadêmica? Conversão de parentes e amigos? Em suas orações quais são as coisas pelas quais você mais tem pedido a Deus? Os nossos pedidos de oração revelam o anseios do nosso coração; são como espelhos da nossa alma. Será que os nossos pedidos de oração estão voltados para a glória de Deus, para a Sua vontade, ou ainda estamos buscando a nossa própria vontade e desejos?

 

Contextualização

                  No presente salmo temos um “Raio X” da alma de Davi. Após ter entrado num profundo estado de apatia e torpor espiritual por causa do pecado de adultério que cometera com Bate-Seba, a esposa de Urias, e consequente assassinato do mesmo encomendado para acobertar seu próprio pecado (cf. 2Sm 11). Algum tempo depois, ele recebeu a visita do profeta Natã que o confrontou em seus pecados. Contou-lhe uma história de um homem rico que tinha muitas ovelhas, mas, que, tomou a única ovelha querida de um homem pobre para fazer um banquete quando recebera um hóspede. A seguir Natã lhe perguntou o que deveria ser feito a este homem, e Davi disse que tal homem deveria ser morto. Natã então lhe disse: “Tu és o homem” (2Sm 12.7). Os seus pecados encobertos foram revelados. Natã o lembrou do que Deus havia feito em sua vida (v.7-8), chamou-o à consciência da gravidade do seu pecado contra Deus (v.9), e mostrou-lhe as terríveis consequências que haveria de colher, tais como guerra dentro de sua casa causada pela rebeldia de Absalão que haveria de desonrar Davi justamente com o mesmo pecado de adultério, pois, Absalão teria relações sexuais com as mulheres de Davi (cf. v.10-12). Após ouvir tudo isso Davi disse: “Pequei contra o SENHOR”. Mas, Deus já o havia perdoado e não o mataria por isso, não obstante Davi ter desonrado o Nome de Deus diante dos inimigos (v.13). Porém, a criança, que era fruto do seu adultério com Bate-Seba haveria de morrer (v.14).

                  Este é o contexto deste salmo o qual vem nos falar sobre Os Anseios de Um Coração Arrependido.

                  Por algo que ansiamos, clamamos diante de Deus, ou pelo menos devemos clamar. E praticamente todos os versos deste salmo são um clamor a Deus.

                  Um coração verdadeiramente arrependido de seu pecado clama e anseia

1) Pelo Perdão de Deus, v.1-6

1 Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões.

2 Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado.

3 Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.

4 Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar.

5 Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe.

6 Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria.

                   Aquele que por meses estivera com sua consciência empedernida pelos pecados inconfessos, uma vez confrontado pela Palavra de Deus na boca do profeta Natã demonstrou profunda consciência de seu pecado. Três palavras aqui descrevem essa consciência de pecado: transgressão, pecado e iniquidade.  Por “transgressão” (פֶּשַׁע) entende-se aqui “o ato de atravessar, passar por cima da linha demarcada”, e neste caso, a linha demarcada pela Lei de Deus”; por “pecado” (חַטָּאת) entende-se “errar o alvo”, e por “iniquidade” (עָוֹן) cujo significado é “uma natureza pecaminosa totalmente pervertida em todos os sentidos; são todos os pecados de um coração acumulados”.

                   Davi entendendo tudo isso clama a Deus por Sua graça que aqui se expressa através de Sua compaixão e perdão (v.1-2). A compaixão de Deus é medida por Sua “benignidade”, e o Seu perdão é conforme às Suas “misericórdias”.

                   Tal como é a sujeira para o exterior do corpo, assim é o pecado para o interior, para o coração. Há necessidade de apagar, lavar e purificar, ou seja, remover toda a sujeira do pecado e isso é feito mediante o perdão. Se Deus usasse de Sua compaixão que toma como critério a Sua própria benignidade (e não os inexistentes méritos de Davi) e se conforme às Suas muitas misericórdias, Ele Se voltasse para Davi, certamente este se veria livre do seu pecado.

                   Ele estava plenamente convicto de seu pecado o qual estava sempre diante de seus olhos, isto é, em sua lembrança (v.3), o que fazia sua consciência ficar pesada, como nos mostra o v.4. Vemos que o seu coração estava inquieto não somente com o peso da culpa, mas, com a certeza de que o seu pecado era antes de qualquer coisa, uma grave ofensa a Deus, perante quem ele havia feito algo “mau” (רַע), ou seja, “algo sem qualquer valor, inútil”. Seu pecado contra Bate-Seba e Urias, era antes de tudo contra Deus. Por isso mesmo, ainda que muito pior do que cair no julgamento dos homens injustos era o ser julgado por Deus que é justo, e, diferentemente dos homens que julgam somente as ações, Ele julga as intenções dos corações.

                   O que pode fazer então alguém que é depravado por natureza? Que nasceu de uma pecadora e é igualmente pecador (cf. v.5)? As palavras deste verso ferem o nosso orgulho, pois, viemos para este mundo trazendo o pecado. O pecado não é adquirido, mas, sim, trazido por nós. Não passamos a ser pecadores quando cometemos o nosso primeiro ato consciente de pecado como afirma o Pelagianismo, mas, sim, todos os pecados que comentemos em nossa vida são resultados de nossa natureza totalmente depravada.

                   O que fazer então? Não há outra saída senão a que está no v.6 que é reconhecer a própria miséria, ser honesto diante de Deus e saber que Ele se agrada daqueles que no mais íntimo do seu ser reconhecem o quão miseráveis são e que se não for por um ato misericordioso de Deus em perdoá-los, jamais se verão livres da culpa de seus pecados. A estes Deus ensinará a Sua sabedoria.

Aplicação v.1-6 Um coração que clama ansiando pelo perdão de Deus não se justifica diante Dele quando confrontado. Davi não ficou se justificando. Em vez disso Davi disse: “Pequei contra o SENHOR”. Quando Davi falou de sua natureza pecaminosa não o fez para se justificar, mas, sim, para assumir a sua culpa diante de Deus e a sua incapacidade de se ver livre do seu pecado. Por algum tempo ele enganou as pessoas quanto ao seu adultério com Bate-Seba e assassinato de Urias. Enganou a si mesmo pensando que poderia esconder seu pecado de Deus. Mas, quando Deus, através de Natã revelou seu pecado, Davi retomou a sensatez e clamou pelo perdão de Deus. Diante Daquele que vê os corações e sabe as reais intenções de cada um só temos uma atitude a tomar se quisermos ser perdoados: sermos honestos e admitir a nossa depravação total. Temos de falar a verdade conosco mesmos e afastarmos de nós qualquer traço de hipocrisia. Temos de parar com o fingimento e a ilusão de que não somos tão pecadores assim. Temos que admitir nossa total incapacidade de vencer o pecado por nossas próprias forças.

                   Por esse motivo, um coração arrependido clama e anseia também:

2) Pela Santidade de Deus, v.7-12

7 Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve.

8 Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste.

9 Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades.

10 Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.

11 Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito.

12 Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário.

                   Precisamos entender que quando pecamos rompemos com a santidade de Deus, e fora de Sua presença santa só encontramos morte, vazio e solidão, enfim, profunda angústia e tristeza.

                   Ao reconhecer o quão pecador ele era e ao ser honesto diante de Deus, Davi continuou buscando a Deus, e, agora, ele clama pela santidade de Deus. O SENHOR Deus deu a seguinte ordem a Seu povo nos dias de Moisés: “Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus. Guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o SENHOR, que vos santifico” (Lv 20.7-8). E certamente essas palavras ecoavam no coração de Davi enquanto clamava a Deus por perdão. Ele sabia que para ser santo precisava da santidade de Deus agindo em seu coração.

                   A purificação a qual Davi se refere aqui no v.7 “com hissopo” nos remete ao ritual da purificação cerimonial dos sacerdotes. O hissopo era um arbusto cujas hastes felpudas e macias eram embebidas no sangue do sacrifício ou na água que deveriam ser aspergidos sobre os sacerdotes. Tal ritual apontava para o supremo sacrifício de Cristo, que é o que nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7). É a santidade de Deus no sangue de Seu Filho que nos torna santos.

                   O preço que pagamos por cedermos ao pecado é muito alto. Tristeza profunda, dores internas como a de ossos sendo esmagados (v.8). Somente Deus pode nos fazer ouvir “júbilo e alegria”, ou seja, alegria profunda e constante. Como afirmou Calvino[1]:

     “pois é tão-somente a Palavra de Deus que pode primeira e eficazmente tornar jovial o coração de qualquer pecador. Não há nenhuma paz genuína e sólida que seja desfrutada neste mundo senão na atitude repousante nas promessas de Deus”.

                   O rosto de Deus voltado contra nós é o pior dos horrores (v.9). Por isso Davi pediu que Deus desviasse dele o Seu rosto, pois, o fulgor da santidade de Deus é fatal para o pecador, mas, se Deus voltar-Se com graça e misericórdia para o pecador, há esperança para este.

                   Só Deus pode criar um “coração puro”, e um “espírito inabalável” (v.10). O verbo hebraico בָּרָא “criar” quando aparece no estado verbal Qal como aqui neste verso, o mesmo é empregado somente em relação a Deus. Todas as vezes que ele aparece nas Escrituras em Qal, descreve uma ação de Deus como o Criador (cf. Gn 1). A natureza humana não necessita de uma melhora, ela necessita ser recriada, ou como o Senhor Jesus disse a Nicodemos “novo nascimento” (cf. Jo 3.3). Não nos iludamos. O que precisamos é de um novo coração, sermos “novas criaturas” em Cristo (cf. 2Co 5.17). Sem a pureza e a santidade de Deus nosso coração e espírito estão totalmente desprovidos de santidade e pureza, e fadados ao fracasso e condenação.

                   Ao ser confrontado em seu pecado Davi expressou o temor de ser banido da presença de Deus. Por isso clamou a Deus que não o expulsasse de Sua presença e também não retirasse do seu coração o Santo Espírito (v.11). Ele vira essa tragédia acontecer na vida de Saul e temia que o mesmo pudesse lhe acontecer. Hoje, vivendo nos dias do Novo Testamento cremos que o Espírito Santo habita em nós e não Se retira do coração dos filhos de Deus, e estes não perdem a salvação quando pecam. Mas isso não deve ser usado como desculpa para viverem dissolutamente. Um coração que foi recriado e transformado por Deus, recebe o Espírito Santo, e deste recebe a orientação para viver (cf. Rm 8.14,16). O que este coração deve desejar somente é continuar na comunhão com Deus desfrutando de Sua santidade. O pecado interrompe a nossa comunhão com Deus e nos impede de desfrutarmos da doce orientação do Espírito Santo.

                   Por esse motivo Davi clamou a Deus para que Ele lhe restituísse a “alegria da tua (de Deus) salvação”, pois, como expressara anteriormente, sentia-se esmagado em seu coração pelo peso da culpa do seu pecado e profundamente triste. E assim, ele clamou a Deus que o sustentasse com “um espírito voluntário”, isto é, um coração jovial e cheio de constante alegria. Davi estava triste e abatido porque havia pecado contra Deus. Logo, somente estando em comunhão com Deus ele voltaria a desfrutar da santidade de Deus, e, na santidade de Deus estava a alegria dele.

Aplicação v.7-12 É a santidade de Deus que nos torna santos. É na comunhão com Deus encontramos a verdadeira alegria que deleita-se na santidade de Deus. Um coração arrependido entende que o seu pecado é a causa da sua tristeza. Ele não procura por um culpado além de si mesmo. Em momento algum Davi culpou a Deus por ter retirado dele a alegria, mas, sim, teve bem claro em sua mente que foi o seu pecado que o afastara de Deus e o impedira de desfrutar da comunhão com Deus em Sua santidade. Em Os 13.9 Deus diz: “A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim, o teu socorro”. Somente o perdão de Deus pode restaurar a alegria de um coração arrependido. É para nos fazer pensar o fato de que se não estamos mais sentindo prazer e alegria na santidade de Deus é porque existe pecado escondido em nosso coração. Se este for o seu caso, clame a Deus pelo Seu perdão e a alegria decorrente da comunhão com a Sua santidade.

                   Mas, ainda, um coração arrependido clama e anseia

3) Pela Glória de Deus, v.13-19

13 Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti.

14 Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça.

15 Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores.

16 Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos.

17 Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.

18 Faze bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.

19 Então, te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar se oferecerão novilhos.

                   A glória de Deus é tudo o que engloba os Seus atributos. Ele é santo, eterno, puro, Todo-Poderoso, majestoso, justo, misericordioso, infinito em Seu ser, imutável, bondoso, bendito, único, soberano, Rei dos reis, Senhor dos senhores, cujos olhos ninguém jamais viu e nem pode ver, enfim, tudo isso e muito mais reunido consiste na glória Sua glória.

                   Alguém definiu a pregação do Evangelho assim: “um mendigo contando a outro mendigo onde encontrar pão”. E isso é verdadeiro. Quem há que tenha sido alcançado pela graça de Deus sentirá o seu coração pulsar mais forte não somente por pensar naqueles que ainda não foram alcançados, mas, principalmente por ver o Nome de Deus ser glorificado na vida de outros.    É justamente este sentimento e decisão que declarou no v.13. Ele esperava ter seu coração restaurado por Deus para que depois pudesse conduzir o povo novamente nos caminhos de Deus. É impossível conduzirmos outros nos caminhos do SENHOR Deus quando nós mesmos não estamos nos Seus caminhos; é impossível transmitirmos aos outros o que Deus pode fazer em suas vidas se nada aconteceu em nossa vida.

                   Mas, olhando para suas mãos, Davi ainda via o sangue de Urias (v.14). Como poderia ele falar da Vida tendo a morte de um inocente em suas mãos? Enquanto estivesse preso a esta culpa da qual somente Deus poderia livrá-lo, Davi se via angustiado, mas, esperava em Deus o perdão para poder louvá-Lo novamente. Ele sabia que a melhor maneira que temos de glorificar a Deus é louvando-O e rendendo-Lhe ações de graças, mas, sabia que só poderia louvar a Deus depois que, do próprio Deus recebesse tudo o que necessitava para louva-Lo (v.15). Precisamos de Deus para louvarmos a Ele.

                   Os v.16-17 retomam o assunto do Sl 50.7-15. Para quê oferecer a Deus muitos sacrifícios sendo que tudo é Dele (v.16)? Para quê sacrificar seres inocentes quando o que Deus requer e tem prazer é num “espírito quebrantado” (שָׁבַר “quebrado, fraturado, despedaçado”) e num “coração compungido e contrito” (לֵב־נִשְׁבָּ֥ר וְנִדְכֶּ֑ה “esmagado, moído”) v.17? As palavras “coração” e “espírito” aqui são sinônimas e apontam para a sinceridade do adorador. Mas, o que Deus vê num espirito quebrantado e um coração compungido e contrito que tanto Lhe dá prazer assim a ponto Dele os considerar “sacrifícios agradáveis”? Um coração quebrantado na presença de Deus não tem nada a oferecer a Ele senão cacos e estilhaços que precisam do cuidado de Deus. Um coração assim não cai na tolice do pecado da arrogância, não vê méritos em si mesmo, mas, humildemente recorre a Deus e clama por Sua graça. Dessa forma Deus é glorificado por ser visto como misericordioso, compassivo e bom para com os humildes.

                   Os v.18-19 mostram a preocupação de Davi para com o povo de Israel sobre o qual ele era rei. Seu pecado trouxe consequências não só para ele, mas, para toda a nação. Nada pode ser mais desastroso para um povo do que ter um líder enredado pelo pecado. Inversamente o oposto disso é um líder comprometido com a glória de Deus. Ao interceder por Sião, a Cidade de Deus (Sl 48.1), Davi destaca o fato de que se Deus não edificasse a cidade esta não poderia louva-Lo. Possivelmente, aqui ele estivesse se referindo aos muros que ele começara a edificar os quais seu filho Salomão terminou logo no início do seu reinado (1Rs 3.1). Somente vidas edificadas e restauradas por Deus podem oferecer-Lhe “sacrifícios de justiça” (v.19), porque essas vidas estão comprometidas com a glória de Deus.  

Aplicação v.13-19 O melhor testemunho que podemos dar daquilo que Deus tem feito por nós é a nossa gratidão, são as nossas ações de graças. Os adoradores que o Pai procura para Si são aqueles que O adoram em espírito e em verdade (Jo 4.24), isto é, com um coração contrito e compungido que entende que precisa ser recriado por Deus e restaurado pelo Seu amor. Glorifique a Deus! Renda louvores e demonstre sua gratidão a Ele diante das pessoas. Demonstre o quão maravilhoso Ele e que nada neste mundo é mais importante do que Deus para você. Apresente a Deus este seu coração estilhaçado e veja o que Deus pode fazer em sua vida. Que a glória de Deus e o desejo de exaltá-Lo seja o único desejo e anseio do seu coração.

Conclusão

                   Davi pediu a Deus que o lavasse da imundícia do seu pecado (v.1-6) e Deus o ouviu; Davi pediu a Deus que lhe restituísse a alegria da comunhão com Ele, e Deus o atendeu; Davi pediu a Deus que o usasse diante do povo para que Deus fosse proclamado, exaltado e adorado por ele e por outros, e Deus lhe concedeu. Em todos esses pedidos Davi deixou claro que Deus era o anseio do seu coração. O coração que anseia por Deus sempre será atendido por Ele. Um coração que experimentou o amor regenerador de Deus clamará por Deus e o desejará mais do que tudo. Não dê espaço para o pecado em sua vida. Não se cale diante do pecado e o ignore. Ele definhará a sua alma.

[1] CALVINO, 1999, vol.2, p.436.

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador.
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