Canções da Alma – 74ª Mensagem

Oração

“Deus eterno, somos gratos a Ti por nos conceder tamanho privilégio de Te conhece-Lo e serví-Lo. Veremos hoje que És a nossa maior e única riqueza. Conduza-nos por Tua Palavra. Por Cristo Jesus, amém”.

Salmo 73

Não Perca de Vista a Glória de Deus

Introdução e Contextualização

                  Alguma vez você já se questionou por que os ímpios têm tranquilidade e fartura enquanto os justos sofrem e passam penúria? Se Deus é bom, por que Ele permite isso? Bem, você não é o único a fazer esses questionamentos. Mas tome muito cuidado para não blasfemar contra Deus.

                  O Terceiro Livro do Saltério (Sl 73 – 89), começa com um grupo de salmos (Sl 73 a 83, e também o Sl 50) cuja autoria é creditada a Asafe, um dos líderes dos músicos no santuário nos dias de Davi (1Cr 15.16-19; 16.4-7,37-42; 2Cr 5.12-14; 29.13;35.15).

                  Neste salmo, Asafe toca em questões importantes no que diz respeito à forma como vemos as coisas. Até podemos questionar as coisas que nos acontecem, mas, jamais duvidarmos da bondade de Deus.

                  Por que os justos sofrem e padecem necessidades, enquanto os ímpios desfrutam do bom e do melhor nesta vida? Por que Deus que é bom deixa Seus fiéis passarem por tantas provações, e os ímpios se regalarem apesar de sua impiedade? Será que vale a pena mesmo servir a Deus? Foram esses questionamentos que perturbaram o Asafe, e quando estava tomado de perturbação por tudo isso, ele entrou no templo do SENHOR Deus, e ali então, na presença de Deus, ele teve a compreensão dos fatos. E assim, o v.17 é a “chave” para entendermos este salmo. Foi contemplando a glória de Deus no templo que Asafe recobrou os sentidos e retomou o rumo certo para o seu coração confuso e perturbado por esses questionamentos. Por isso proponho para nossa meditação o seguinte tema: “Não perca de vista a Glória de Deus”.

                  Eis alguns motivos pelos quais você não deve perder de vista a glória de Deus.

Para que o seu coração não inveje os ímpios, v.1-12 

1 Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo.

2 Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos.

3 Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos.

4 Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio.

5 Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens.

6 Daí, a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto.

7 Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias.

8 Motejam e falam maliciosamente; da opressão falam com altivez.

9 Contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra.

10 Por isso, o seu povo se volta para eles e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos.

11 E diz: Como sabe Deus? Acaso, há conhecimento no Altíssimo?

12 Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranquilos, aumentam suas riquezas.

                   O v.1 abre o salmo com uma declaração de fé no caráter imutável de Deus. Como um escritor que deixa a introdução do livro para ser escrita no depois de tudo para colocar na introdução toda a ideia de seu livro a fim de que as pessoas possam saber o conteúdo do mesmo, o salmista começa o salmo apresentando a grande lição que ele tirou depois de tudo o que passou e registrou neste salmo. A expressão “com efeito”, quer dizer “verdadeiramente”, “de fato”. Esse princípio sagrado que o salmista tem em sua mente e coração, a saber, que Deus é verdadeiramente bom para com o povo da Aliança, é a conclusão de todo o seu questionamento. Olhando para Deus, ele não duvidava da Sua bondade e fidelidade. Deus é bom “para com os de coração limpo”, porém, o salmista estava com seu coração sujo pelas dúvidas que Satanás lhe colocara.

                   No momento em que Satanás atacou severamente seu coração levando-o a estes conflitos, o salmista declarou: “…quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos” (v.2). E por que ele quase tropeçou e caiu quando foi tentado a duvidar da bondade de Deus? Porque deixou-se levar pelo pecado da inveja.

                   No v.3 ele declarou que invejara a “prosperidade dos perversos”. O substantivo “prosperidade” no hebraico é “paz” (שָׁלוֹם). Ao ver a tranquilidade com que os perversos viviam apesar da maldade de seus corações e atitudes, o salmista por pouco, duvidou do caráter bondoso de Deus.

                   Os v.4-12 descrevem o estilo de vida desses perversos. Contudo, é importante destacar que a forma como o salmista via os ímpios, de longe é a realidade deles.

  • Despreocupados e sadios (v.4-5): A ARC traduz este verso assim: “Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força”. Literalmente, a morte deles é rápida e sem dor, e em vida são “sadios e nédios” (gordos e lustrosos). Para eles parece não haver aflições, e, a despeito de sua vida desregrada, gozam de saúde. Não sofrem cansaço decorrente de trabalho árduo como acontece com os demais.
  • Soberbos e violentos (v.6-7): a soberba deles é como um colar que os enfeita e a violência é como um vestido que os cobre; orgulham-se de suas posições sociais e usam da violência para aumentarem os recursos que têm e para ficarem mais ricos. O seu aspecto lustroso por causa da sua gordura faz com que seu olhar seja visto como que carregado de intenções malignas as quais brotam de seu coração fantasioso, que vive tramando o mal (cf. Tg 1.4).
  • Zombadores e blasfemos (v.8-9): Suas palavras que brotam de seus corações malignos são carregadas de zombaria não só em relação aos seus semelhantes, mas, até mesmo em relação a Deus. Diferentemente, do salmista que apesar de estar cheio de conflitos em seu coração, mas, não ousa levantar a voz contra Deus, os perversos “Contra os céus desandam a boca”, ou seja, falam desenfreadamente contra Deus (cf. Rm 1.28-30), e não há quem escape de seus falatórios maldosos e cheios de dolo.
  • Admirados e imitados por outros ímpios (v.10-11): Em sua trajetória de iniquidade, esses perversos têm admiradores, que são ávidos por suas palavras malignas como alguém que bebe água de uma fonte dando goles longos e gostosos. E assim como eles falam contra Deus, seus seguidores também chegam ao absurdo expressar seu ateísmo da forma mais grotesca possível, duvidando da sabedoria do Altíssimo.

                   Os ímpios se enriquecem de diversas formas ímpias, e mesmo assim vivem tranquilos tanto por não ter ninguém lhes importunando quanto por suas consciências que não se importam com seus atos (v.12).

Aplicação v.1-12

          A verdadeira batalha espiritual é essa que é travada em nosso coração, quando Satanás nos faz questionar a bondade de Deus. O salmista não duvidava da bondade de Deus, mas, não conseguia entender como é que o ímpio podia viver tão bem mesmo praticando tantos pecados contra Deus, enquanto o justo padecia necessidades materiais e sofria nesta vida mesmo sendo fiel a Deus.

          No exato momento em que você tirar seus olhos da glória de Deus, você procurará pelo brilho do ouro desse mundo e não será nem um pouco diferente dos ímpios. Se você vier a conquistar alguma coisa, em pouco tempo será tomado pela arrogância e soberba; se não conquistar nada, será tomado pelo pecado da inveja, e o que é pior, invejará àqueles que são desprezíveis aos olhos de Deus.

          O ímpio nega Àquele que está infinitamente acima de sua compreensão e capacidade de entendimento, porque esta é a única forma de ficar em paz com a sua consciência iludindo-se quanto ao fato de que um dia estará frente a frente com este Deus de quem ele tanto zombou nesta vida. Invejar o ímpio levará você para o mesmo destino dele!

                   Outro motivo pelo qual você não deve perder de vista a glória de Deus é:

Para que o seu coração não desista da integridade, v.13-15

13 Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência.

14 Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado.

15 Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos.

                   O coração do salmista estava em conflito. A princípio disse que quase que ele caíra na tentação de invejar os ímpios. Agora ele confessa outra tentação: a de abrir mão de sua integridade. A questão que ele levanta agora é a mesma que Satanás levanta o tempo todo em nossa mente: vale a pena servir a um Deus que permite o perverso enriquecer enquanto Seu servo passa por aperto e penúria nessa vida?

                   Diante disso o salmista se vê frustrado, pois, “inutilmente” conservara puro o seu coração e manteve sua consciência limpa (v.13). O que ele ganhou com isso? Somente aflição contínua como a de alguém que é castigado todos os dias (v.14).

                   Mas, no v.15 como que recobrando a sua sanidade ele então caiu em si e declarou: Se eu tivesse pensado como esses ímpios, eu teria traído aqueles que Te foram fiéis, ó Deus!”. Percebendo a pecaminosidade de seus pensamentos, o salmista refreia a sua língua para não somente ofender a Deus como também para não trair aqueles que eram fiéis a Deus.

Aplicação v.12-15  

          Não deixe de mirar a glória de Deus. No momento em que você deixar de contemplar a Sua glória seu coração cairá no laço de Satanás que quer vê-lo duvidando da bondade de Deus e questionando se vale mesmo a pena permanecer íntegro apesar dos sofrimentos.

          Além disso, não se esqueça que assim como nos dias de Elias que pensava estar sozinho servindo a Deus, quando na verdade, mais sete mil pessoas permaneciam firmes e fiéis a Deus além dele (1Rs 19.18), assim também em nossos dias não somos os únicos que estão sofrendo por decidir fazer o que agrada a Deus. Não estamos sozinhos, e caso viermos a desertar iremos desonrar a Deus e aos nossos irmãos fiéis. Não importa o quanto venhamos a sofrer neste mundo, a promessa de recompensa para os filhos de Deus está na eternidade, como veremos à frente neste salmo.

          Outro motivo pelo qual você não deve perder de vista a glória de Deus é:

Para que o seu coração seja confrontado por Deus, v.16-22

16 Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim;

17 até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles.

18 Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição.

19 Como ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror!

20 Como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles.

21 Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram,

22 eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença.

                   Charles Spurgeon disse: “O material de que sou feito exige que eu seja disciplinado por Deus o tempo todo”. O salmista estava atordoado com seus questionamentos, e pior, com seus pensamentos que quase o levaram a tropeçar. “Em só refletir para compreender isso”, ou seja, todo esse dilema sobre a prosperidade dos ímpios, os sofrimentos dos justos e a permissão de Deus para as duas coisas, o salmista confessa: “achei mui pesada tarefa para mim” (v.16).

                   Como que cambaleando, atordoado e confuso, ele então foi à Casa do SENHOR, e ali no santuário, na presença de Deus, a luz da glória de Deus iluminou a sua alma que permanecera angustiada e confusa até que ele entrou “no santuário de Deus” e, ali, atinou “com o fim deles” (v.17).

                   Os v.18-20 descrevem não só o fim dos ímpios, como também tratam do sofrimento deles já nessa vida. Quem foi que disse que os ímpios não sofrem? Quem assim pensa precisa considerar essas verdades:

  • Deus os faz tropeçar e cair na destruição (v.18): No v.2 o salmista declarou que quase tropeçou e caiu; mas, os ímpios, certamente tropeçarão e cairão, e isso pela mão de Deus como sinal do Seu juízo.
  • Deus os abate em sua arrogância e soberba (v.19): No v.6 eles são descritos como imponentes e arrogantes, e ninguém pode derrubá-los; no v.9, eles são descritos como quem zomba de Deus e não O temem; mas, justamente o mesmo Deus de quem eles desdenham é o mesmo que virá abatê-los em sua arrogância e soberba.
  • Deus os julgará severamente (v.20): uma casa construída sobre a areia não subsiste na hora da tempestade, e da mesma forma, eles não subsistirão quando o juízo de Deus vier sobre eles. Desaparecerão, serão esquecidos como um sonho quando se acorda, e quando Deus Se levantar contra eles, a memória deles desaparecerá da face da terra, mesmo tendo sido tão admirados pelos homens.

                   Diante dessa triste realidade que aguarda os ímpios, o salmista confessa: “Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença” (v.21). Ao entrar na presença de Deus, no Seu santuário, o salmista foi confrontado em seu pecado. Quanta loucura foi a do salmista em invejar os ímpios! Quanta tolice foi julgar a felicidade deles pela vida que levavam, sem considerar o fim que eles teriam! Ele foi mais além, e admitiu que se portou como um embrutecido, mas, não só isso, ele foi um ignorante, mas, foi mais além, ele se portou como um irracional, um animal. “Sua atitude errônea constituíra uma afronta a Deus. Ele quase cedera à incredulidade. Deixara de demonstrar conhecimento espiritual das atividades providenciais de Deus, pior que os próprios animais”[1].  

Aplicação v.16-22  

          Quando você ceder à tentação de Satanás em duvidar da sabedoria e providência Divina, quando cair na tentação de invejar os ímpios por causa das pilhérias que eles acumulam neste mundo, pensando que isso é o mais importante e valioso, só lhe restará uma saída: ser confrontado por Deus mostrando-lhe a gravidade, a estupidez, a insensatez e burrice do seu pecado.

          Invejar o ímpio? Que loucura! Ele pode ter tudo do bom e do melhor nesta vida, mas, como alguém disse com muita propriedade: “Este mundo será o único céu que o ímpio experimentará e o único inferno que o crente sofrerá”.

          Quando você tirar seus olhos da glória de Deus, que Ele se apiede de sua alma e o confronte para o seu próprio bem.          

                   Por fim, o último motivo pelo qual você não deve perder de vista a glória de Deus é:

Para que o seu coração seja consolado por Deus, v.23-28.

23 Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita.

24 Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.

25 Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.

26 Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.

27 Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo.

28 Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos.

                   A despeito das inquietações do seu coração que o levaram a questionar a providência divina, o salmista estava certo de que Deus não o desamparara, nem mesmo quando seu coração foi tomado pela dúvida. Ele tinha plena certeza de que Deus o segurava firme pela sua “mão direita” (v.23).

                   Na presença de Deus na vida do salmista lhe trouxe duas certezas: a primeira é que “Tu me guias com o teu conselho”, ou seja, a Palavra de Deus era a diretriz para o coração do salmista, e a segunda certeza “e depois me recebes na glória” (v.24), ou seja, enquanto os ímpios vivem sem Deus no mundo, o servo de Deus desfruta do cuidado e proteção divinos, e após esta vida, estará eternamente com Deus na glória.

                   Há riqueza maior que essa? Não. Por isso o salmista continua “Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra” (v.25). Quando temos a certeza do que Deus está fazendo para a nossa salvação, então passamos a nos regozijar e descansar Nele próprio.

                   Por isso mesmo, vivendo com os pés na terra mas com o coração no céu, o salmista expressa a sua fé e esperança em Deus de forma impressionante quando diz: “Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (v.26). Nessas palavras o salmista está se referindo à própria morte, e afirmando que ainda que ele chegasse a morrer, nem mesmo a sua vida lhe era mais preciosa do que Deus. Em Ap 12.10-11, João fala daqueles que venceram a Satanás, o acusador de nossos irmãos. Eles venceram por causa do sangue do Cordeiro, e em virtude desse sangue precioso eles “mesmo em face da morte, não amaram a própria vida”. Aquele que nos aguarda na glória eterna deve ser o nosso maior tesouro, pelo qual trocamos e abandonamos tudo e ficamos somente com Ele.

                   No v.27 o salmista nos mostra que “os ímpios têm tudo o que desejam, exceto Deus, e os justos têm em Deus tudo o que desejam ou precisam”[2]. Por isso, a maior loucura é a daqueles que se afastam da presença de Deus e vão viver por seus próprios corações. Deus não lhes tolera a loucura de seus corações pecaminosos.

                   Encerrando este salmo, o profeta sagrado declarou sua decisão após tanto tormento e confusão: “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos” (v.28). Se os ímpios vivem apartados de Deus, o salmista por sua vez permaneceria na presença Dele pois, para ele “bom é estar junto a Deus”, muito diferente do ímpio que passou toda a sua vida longe de Deus, e, agora, na eternidade, experimentará as consequências do juízo de Deus. Ele poria em Deus a sua confiança para protege-lo, para que assim ele pudesse “proclamar todos os seus feitos”. Assim, o salmista volta ao tema inicial deste salmo que fala da bondade de Deus em favor dos que Nele confiam. Saindo do templo do SENHOR Deus, o salmista proclamou tudo quanto Deus fizera por ele. Seus questionamentos e inquietações serviram para leva-lo a se achegar ainda mais a Deus e ver que na glória de Deus o Seu servo não somente é feliz como também plenamente satisfeito não sentido falta de nada.

Aplicação v.23-28  

          O consolo de Deus em sua vida fará você perceber que:

  • Você é guiado por Deus nesta vida e conduzido até à glória eterna onde será recebido. Você consegue imaginar algo mais maravilhoso que isso?
  • Seu maior tesouro não é o céu , mas, sim, o próprio Deus. O céu só é belo por causa de Deus. No céu, nada é mais importante e valioso que o próprio Deus.
  • Nesta vida é Deus quem lhe sustenta e não as suas posses e conquistas. Ter de tudo neste mundo, mas, não ter a certeza da companhia de Deus é o mesmo que ser um mendigo administrando uma fortuna que não é dele. Mais cedo ou mais tarde ficará sem nada, até mesmo porque nunca teve de fato.

Conclusão

                   Podemos ser assaltados por questionamentos como os descritos neste salmo, mas, precisamos ter bem claras algumas verdades:

  • Deus é bom o tempo todo e jamais faltará com os Seus servos.
  • Satanás nos atacará em nossa mente o tempo todo fazendo-nos duvidar da bondade de Deus.
  • Os ímpios terão alegrias somente nesta vida breve, mas, os filhos de Deus serão plenamente satisfeitos por Ele por toda a eternidade.

                   Que nunca percamos a glória de Deus de vista para que não percamos o rumo nesta vida invejando aqueles a quem Deus condena, em vez de confiarmos em Deus.


[1] HARMAN, 2011, p.275.

[2] WIERSBE, 2010, vol.3, p.214.

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana da Vila Pinheiro, Jacareí - SP, Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor e membro do Conselho Acadêmico do Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba (CETEVAP), São José dos Campos -SP, onde iniciou em 2020 seu Mestrado em Aconselhamento Bíblico. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador. Casado com Janaina F. S. A. Pereira e pai de Ana Cristina S. Pereira.
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