Canções da Alma – 85ª Mensagem

“Eterno Deus, rogamos-Te que nos ajude a compreender Tua Palavra para que possamos crescer cada vez mais em confiança em Ti. Somos limitados em nossa compreensão, mas Tu és infinito em sabedoria e pode nos ensinar. Derrama Tua luz em nossas mentes e corações. Assim clamamos em nome de Jesus Cristo, Teu santo Filho, amém!”.

Salmo 84

O Homem Que Confia em Deus

Introdução e Contextualização

                   Como podemos medir nosso crescimento espiritual? Até podemos mensurar as obras que realizamos, e estas, se feitas com o propósito de glorificar a Deus, podem nos dar uma noção do nosso crescimento. Porém, é possível que a hipocrisia esteja presente em nossas ações, o que comprometerá não somente nossas ações como revelará que não crescemos de fato. Então o crescimento espiritual tem que ser medido espiritualmente. Essa afirmação soa um tanto quanto óbvia e simplória, mas, não é. Eu sei que estou crescendo espiritualmente na Graça de Deus quando confio cada vez mais Nele. Ao olhar para a minha confiança em Deus hoje, devo percebê-la maior do que ontem. Este Salmo vem nos falar justamente sobre a confiança em Deus. Tomarei as palavras do v.12 como tema para esta mensagem: O homem que confia em Deus.

                   Este Salmo juntamente com 42, 44 – 49 e 85, 87 e 88 são da autoria “dos filhos de Corá” [1]. Eles o entregaram “ao mestre de canto” para ser cantando com a congregação quando esta se apresentasse no Templo do SENHOR Deus em Jerusalém para adorá-Lo. Ele foi composto “segundo a melodia Os lagares” da qual nada sabemos assim como não sabemos sobre a ocasião exata desse Salmo.

                   Destacamos aqui três verdades sobre o homem que confia em Deus

Deus é o prazer que ele deseja, v.1-3

1 Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos! 

2 A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! 

3 O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu! 

                   Este Salmo começa de forma muito parecida com o Sl 42, mostrando o quanto o seu coração desejava não somente estar no templo do SENHOR Deus, mas, principalmente o próprio Deus. O salmista primeiramente, declara “Quão amáveis são os teus tabernáculos” (v.1). A expressão “Quão amáveis” aponta para algo que lhe era tão agradável, que lhe era desejável mais do que tudo. Os “teus tabernáculos” referem-se ao Templo que estava lá no Monte Sião, em Jerusalém. Os judeus iam em ocasiões específicas ao Templo do SENHOR Deus. Não eram como nós hoje que podemos vir até mesmo mais de uma vez na semana. Eles criam que: (1) lá no templo Deus se manifestava de forma especial tal como fizera várias vezes no Tabernáculo dos dias anteriores; (2) assim sendo, lá era o lugar onde Ele deveria ser adorado de forma especial, isto é, congregacionalmente; (3) lá era o lugar adequado para se aprender mais sobre Deus.  

                   O salmista desejava tanto estar no Templo louvando a Deus ao lado de seus irmãos que declarou: “A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (v.2). Os verbos suspirar e desfalecer são carregados de um significado profundo. O verbo “suspirar” literalmente indica um suspiro longo e profundo, um desejo muito forte, uma saudade que lhe consumia de algo que lhe faltava do qual estava impedido de desfrutar. Por isso a sua alma desfalecia. A construção da frase no hebraico “suspira e desfalece” traz a conjunção ~g:w> que não aparece em nossa tradução, e que traduzida fica assim: “A minha alma deseja ardentemente, e além disso se desgasta, se consome pelos átrios do SENHOR”.

                   No v.3, o salmista compara-se com o pardal que “encontrou casa” e com a andorinha que achou lugar seguro e fez “ninho para si”, e da mesma forma em que eles se sentiam seguros e protegidos com “os seus filhotes” em seus ninhos, o salmista diz para Deus que só se via abrigado e protegido “nos teus altares”, ou seja, na presença de Deus como fica claro quando ele chama Deus de “SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!”. É significativo o fato dele usar o nome “SENHOR dos Exércitos” quatro vezes neste Salmo (v.1,3,8 e 12), com uma variação no v.8 onde ele diz “SENHOR, Deus dos Exércitos”. Ele chama Deus pelo Seu nome pactual. Na presença Daquele é que o SENHOR dos Exércitos celestiais, que estabeleceu uma Aliança perpétua conosco, por que temer os inimigos e as circunstâncias?

Aplicação v.1-3

É fato que depois do sacrifício de Cristo, adoramos a Deus “em espírito e em verdade”, e estes que adoram a Deus assim são “os verdadeiros adoradores que o Pai procura” (cf. Jo 4.23). Não necessitamos mais de locais sagrados para adorar a Deus. Mas, ainda temos uma ocasião sagrada e especial para adorá-Lo, a saber, o Dia do Senhor quando nos reunimos junto a outros filhos Dele para adorá-Lo. A alegação de que não precisamos separar um dia específico para adorarmos a Deus sob o pretexto de que todos os dias são consagrados a Ele, produziu uma geração de crentes fracos, imaturos, egoístas e totalmente irrelevantes na sua geração.

Tem faltado crentes que desejem ardentemente estar na Casa de Deus para cultuá-Lo ao lado de outros irmãos, e se por algum motivo que lhes seja alheio à sua vontade forem impedidos de estarem no Culto Divino, seus corações ficam suspirando e desejando ardentemente estarem lá na congregação dos santos.

Você quer viver uma vida santificada para Deus? Então comece zelando pelo Culto Divino no Dia do Senhor ao lado de seus irmãos. Quer saber como guardar o Dia do Senhor? Veja o que diz a Confissão de Fé no Cap. XXI, § VIII:

     “Este sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e de antemão ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus empregos seculares e das suas recreações (Êx 16.23, 25,26,29,30; Êx 31.15,16; Ne 13.15-22; Lc 23.56), mas também ocupam todo o tempo em exercícios públicos e particulares de culto e nos deveres de necessidade e misericórdia (Is 58.13; Mt 12.1-13)”.

O prazer em adorar a Deus revela que Ele é o maior desejo do coração do crente; e se Deus não for o desejo do nosso coração, outros desejos tomarão conta de nós e nos escravizarão. Os desejos facilmente se transformam em ídolos escravizadores.

                   Outra verdade sobre o homem que confia em Deus é que

Deus é a força que o sustenta, v.4-7

4 Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente. 

5 Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, 

6 o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. 

7 Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião. 

                   Nos primeiros versículos vimos a importância da guarda do Dia do SENHOR mostrando com isso o nosso amor por Deus. Porém, não podemos cair no erro de dedicarmos somente um dia para Deus e descuidarmo-nos dos demais. O foco da vida do crente não é ele próprio, mas, Deus. Por isso mesmo, o salmista declara como “Bem-aventurados”, isto é, felizes de verdade “os que habitam em tua casa” porque “louvam-te perpetuamente” (v.4). É claro que aqui o salmista referia-se aos sacerdotes e levitas que ficavam o tempo todo a serviço do santuário. Estes eram vistos como verdadeiramente felizes por terem recebido tamanho privilégio, pois, enquanto eles estavam constantemente na presença de Deus ali no santuário, os demais o faziam em ocasiões específicas, e nem sempre podiam estar lá, como estava acontecendo ao salmista.

Aplicação v.4

Aquele que adora a Deus precisa ter em mente que uma vida de santidade implica em um louvor a Deus que seja constante e permanente. Não podemos nos esquecer que o privilégio que hoje temos de estar na presença de Deus para louva-Lo foi comprado por Cristo lá na cruz. Portanto, descuidar do Culto Divino é desprezar o sacrifício santo de Jesus.

                   No v.5 o salmista declara como “Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados”. Aquele cuja força é o SENHOR Deus é verdadeiramente feliz. Os “caminhos aplanados” apontam para os caminhos que conduziam ao templo do SENHOR em Jerusalém, caminhos estes que o salmista os tinha gravados em sua memória. Não somente os que podem estar permanentemente nos átrios do SENHOR, como os sacerdotes e levitas, mas, também aqueles que vão à Casa do SENHOR Deus para adorá-Lo, estes são verdadeiramente felizes. Sendo a vontade de Deus que os Seus filhos O adorassem em Jerusalém de acordo com o que Ele havia prescrito, a felicidade deles dependia de serem eles obedientes a Deus.

Aplicação v.5

Buscarmos pela força e poder de Deus para nos sustentar, mas, não buscarmos uma vida obediente a Ele é provocar a Sua ira contra nós. O caminho da felicidade é o caminho da obediência.

                   O v.6 é reconfortante. Ainda que o peregrino viesse a passar pelo “vale árido” veria Deus transformando-o em “um manancial” o qual seria coberto “de bênçãos” pela “primeira chuva”. O “vale árido” ao qual ele se refere aqui na verdade era o Vale de Baca. Os substantivos em hebraico significam “árvore de bálsamo”. A seiva do bálsamo escorre lentamente pelo tronco como lágrimas numa face. Daí o Vale de Baca ser conhecido também como “vale de lágrimas”. João Calvino traduziu este versículo assim: “Passam pelo vale de lágrimas, farão dele um reservatório”[2]. A peregrinação a Jerusalém não era fácil. No deserto escaldante, a escassez de água era, sem dúvida alguma, um transtorno que trazia sofrimento, a ponto de levar o peregrino às lágrimas. Mas, ele sabia que em meio a todo aquele sofrimento, Deus fazia com que aquele vale árido fosse transformado num manancial, num reservatório de água abundante.

Aplicação v.6

O servo de Deus que O ama acima de tudo, sabe que passará por “vales áridos” nos quais a única água que verão, a princípio, serão as lágrimas de seus olhos. Mas, se este perseverar na caminhada, haverá de ser saciado pelas bênçãos de Deus que o cobrirão tal como as águas de um manancial.

Não permita que os percalços dessa vida o afastem da Casa de Deus, da comunhão com os irmãos reunidos para adorarem a Deus no Seu Dia. É na perseverança em cultuar a Deus que você será fortalecido no seu amor por Deus.

                   Mas, para que não desistamos da peregrinação cristã e não abandonemos essa difícil jornada rumo à Jerusalém Celestial, precisamos atentar para o que diz o v.7: “Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião”. O substantivo que aqui é traduzido como “força” pode também significar “exército, tropas”, embora aqui seja mais adequado “força”. Devemos entender este versículo sob duas perspectivas: a humana e a divina. Da perspectiva humana temos que dar um passo de cada vez, perseverarmos de acordo com a força que recebemos de Deus (cf. 1Co 7.17). Da perspectiva divina, temos que entender que a força que Deus nos dá é crescente, e para cada luta que enfrentarmos Deus nos capacita para a próxima que virá.

Aplicação v.7

O Senhor Jesus nos ensinou a pedir pelo “pão nosso de cada dia” (Mt 6.11), alertou-nos a não nos inquietarmos com o dia de amanhã, pois, “basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.34), e aqui no v.7 somos exortados a darmos um passo de cada vez. A cada nova experiência tomamos impulso para a próxima, até que todos cheguemos no fim da nossa peregrinação que é a Jerusalém Celestial, diante do nosso Deus.

Não se sobrecarregue com as preocupações de amanhã; viva o presente momento fortalecido pelo poder de Deus, na companhia de outros filhos Dele.

                   Por fim, a terceira verdade sobre aquele que confia em Deus é que

Deus é a sua proteção que o recompensa, v.8-12

8 SENHOR, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó! 

9 Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido. 

10 Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade. 

11 Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente. 

12 Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia.

                   Estes versículos encerram o Salmo mostrando que Deus é a proteção do Seu povo. E aquele que busca a proteção de Deus certamente será recompensado.

                   Aquele que prossegue firme na jornada, passo a passo, de “força em força” quando se apresenta diante de Deus para adorá-Lo diz: “SENHOR, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó!” (v.8). O servo de Deus não se deixa abater pelas aflições do deserto, pois, ali ele foi sustentado por Deus. Agora estando diante do SENHOR Deus dos Exércitos põe-se a orar, e confia em Deus sabendo que Ele lhe ouvirá o clamor confiado na fidelidade de Deus para com a Sua Aliança como indicam as palavras “Deus de Jacó”.

                   Ele ora a Deus dizendo: “Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido” (v.9). Primeiro ele pediu a Deus que o ouvisse; agora pede que olhe para o seu ungido, isto é, o rei. O salmista intercede pelo rei, porque sabia que o Messias viria da linhagem do rei. Assim fica claro que Deus é o protetor do seu povo e não aqueles que se acham investidos de autoridade. É tolice confiarmos nos homens; devemos confiar em Deus e interceder pelas autoridades para que estas cumpram o seu papel com zelo e dedicação (1Tm 2.1-3).

Aplicação v.8-9

Na oração encontramos refúgio e proteção em Deus. Ó, quanto perdemos por não buscarmos a Deus em oração!

Mas, nossas orações não podem ser egoístas, buscando bênçãos somente para nós. Precisamos aprender a interceder especialmente pelas nossas autoridades, pois, o que elas fazem afetam toda a nação.

Assim como o salmista ao interceder pelo rei tinha em mente o seu ilustre descendente, o Messias, devemos nós clamar cada vez mais a Deus: “Venha o teu reino, faça-se a tua vontade assim na terra como no céu!” (Mt 6.10).

                   No v.10 o salmista novamente expressa o quanto ele amava e desejava estar na Casa de Deus, “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa de meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade”. Segundo 1Cr 9.19, os filhos de Corá eram os guardas das portas do santuário. O salmista, sendo um deles, declara que preferia estar de guarda um dia inteiro nas portas do santuário, a desfrutar das tendas dos perversos. É um grave erro pensar que o salmista está aqui a dizer que preferia a simplicidade das portas da Casa de Deus em vez da opulência das tendas dos perversos. Não! O que o salmista está dizendo é justamente o contrário, ou seja, até as portas da Casa de Deus são infinitamente mais gloriosas, mais belas e exuberantes que as tendas dos perversos com todas as suas riquezas e conforto.

Aplicação v.10

Quando Deus é a maior riqueza, o maior tesouro, o mais desejável bem de um coração, todas as demais coisas se encaixam e encontram o seu devido valor; o culto a Deus passa a ser a atividade mais enobrecedora e honrosa, a Casa de Deus torna-se o lugar mais prazeroso para o coração.

Se nada disso acontece conosco é porque Deus não nos é o bem mais desejável, o nosso maior tesouro, e por isso mesmo, “as tendas da perversidade”, ou seja, tudo o que é iníquo, perecível e desprovido de valor ocupa o nosso coração.

                   Mas, aquele que ama a Deus com todo o seu coração, força e entendimento, confia Nele, e isso “Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória, nenhum bem sonega aos que andam retamente” (v.11). Em Deus, o servo fiel tem tudo o que precisa. Em Deus, o servo fiel encontra a proteção recompensadora. As figuras do sol e do escudo são significativas. O sol traz luz e vida. Ele espanta as trevas da noite e faz a vida acontecer. Mas, tudo isso nem se compara à luz e a vida que o Sol da Justiça, Jesus, faz por nós. A figura do escudo nos remete a duas ações: proteção e salvação. O soldado no campo de batalha ao mesmo tempo que se protegia com o escudo, também era por ele salvo. A sentença seguinte “o SENHOR dá graça e glória”, nos remete ao fato de que “aqueles a que Deus tem distinguido neste mundo, com sua graça, por fim serão coroados com glória eterna em seu reino celestial”[3]. Depois de nos revelar a Sua graça salvadora, Ele ainda nos dará a glorificação eterna. O restante deste versículo “nenhum bem sonega aos que andam retamente”, traz para nós uma promessa do cuidado de Deus que nos lembra Rm 8.32: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”.

                   Diante do amor desse Deus tão misericordioso e gracioso, resta somente louvá-Lo e reafirmar a nossa fé tal como fez o salmista: “Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia” (v.12). Estar na Casa de Deus era para ele uma felicidade indescritível. Contudo, mesmo estando privado de tal bênção por alguma razão que não é informada, o salmista desfrutava da felicidade advinda da presença de Deus que está presente em todos os lugares. Seu coração era consolado pela graça de Deus mesmo estando distante da Casa de Deus.    

Aplicação v.11-12

Para aquele que ama a Deus, a alegria e felicidade de estar na Sua Casa com outros irmãos aqui, nada mais é do que o antegozo do que será estar com todos os filhos de Deus na Jerusalém Celeste por toda a eternidade louvando-O perpetuamente. Aqueles que desfrutam da verdadeira felicidade que a Graça de Deus lhes proporciona nesta vida, devem abrigar em seu coração a certeza de que a Glória Eterna lhes está sendo preparada por este maravilhoso Deus que não nos deixa faltar nada do que necessitamos para vivermos cada vez mais confiantes e exultantes louvando-O.

Conclusão

                  Confie no SENHOR Deus, adore-O o tempo todo e especialmente em Sua Casa com Seus filhos. Tenha apreço pela Casa e pelo Culto do SENHOR Deus, e caso, por algum motivo alheio à sua vontade você não puder estar junto aos irmãos no Culto Divino, de onde estiver, ore ao SENHOR e desfrute de Sua presença cheia de graça, pois, só assim, você desfrutará um dia de Sua presença em glória.


[1] Calvino afirma que a autoria é de Davi. De conformidade com o v.9 as palavras “teu ungido” referem-se ao rei (ver CALVINO, 1999, vol.3, p.318). Tal afirmação parece provável, assim como também pode se referir a outro rei. Mas, ficamos com posição de que a autoria deste Salmo é dos filhos de Corá, especialmente pelo que diz o v.10 comparado a 1Cr 9.19.

[2] CALVINO, 1999, vol.3, p.325.

[3] CALVINO, 1999, vool.3, p.331.

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador.
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