Cristo, o Verdadeiro Deus e a Vida Eterna – 14ª Mensagem

Cristo é a plena manifestação do amor de Deus

1Jo 4.7-10

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          Você já ouviu alguém contestar o amor de Deus? Você mesmo já não fez isso? Passando por uma luta na qual você esperava que Deus fosse lhe dar um desfecho que agradasse a você, mas, o desfecho foi exatamente o contrário. Uma enfermidade que levou à morte alguém que você amava, um emprego ou promoção que não deram certo, um filho por quem você tanto orou pedindo a conversão e este se encontra cada vez mais longe de Deus. Nessas horas, se não tivermos bem firme em nosso coração a certeza do amor de Deus por nós, nosso coração cai nesse pecado de duvidar do amor de Deus e blasfemar contra Ele.

          Deus ama a Sua Igreja. Ele ama os Seus filhos, e não importa qual seja a situação em que estivermos passando, o amor de Deus por nós é incontestável porque a prova maior desse amor está na pessoa de Jesus Cristo. No v.9 vemos que na encarnação de Jesus Cristo temos a plena manifestação do amor de Deus por nós. Por isso mesmo quero meditar com os irmãos sobre: Cristo é a plena manifestação do amor de Deus. Mas, neste verso lemos que o propósito da encarnação de Cristo, além de glorificar a Deus manifestando o Seu amor por nós foi também “para vivermos por meio dele”.

           Por isso mesmo,

1)      Quando amamos de verdade mostramos que somos filhos de Deus, v.7a

          “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus…”. Temos uma ordem aqui da qual não podemos nos esquivar: “amemo-nos uns aos outros”. Este é um tema que se repete várias vezes nos escritos de João.

          O amor na vida da Igreja de Cristo é a marca principal. A Igreja deve ser conhecida como a comunidade do amor, onde as pessoas se amam apesar dos defeitos que cada um apresenta. É o lugar onde o que caiu sempre encontrará uma mão estendida para disciplinar, exortar, corrigir e servir de apoio para ajuda-lo a levantar. É o lugar onde não importa sua posição social, a cor da sua pele, o seu grau de instrução, mas, o que importa é ser filho Deus, alguém que foi redimido pelo sangue de Cristo.

          Mas, esse amor não é um sentimento que produzimos porque estamos juntos; não é calor humano. João diz que “… o amor procede de Deus…”. Devemos considerar a seguinte verdade aqui. Deus é a fonte do amor. O amor de Deus é sacrificial, é doação, é entrega pelo outro. Foi assim que ele nos amou. Ele viu nossa miséria e a condenação que pesava sobre os nossos ombros e, assim, enviou-nos Cristo para nos salvar. O amor de Deus é o único amor verdadeiro. Em Ef 5.25-27 vemos que Cristo amou a sua Igreja e querendo vê-la santificada, pura, gloriosa, sem mácula, nem ruga, ou coisa semelhante, porém santa e sem defeito, Ele entregou-Se por ela. É este amor que deve estar presente em nossos relacionamentos, ainda que seja imperfeito, mas que continua buscando a perfeição segundo Deus (Mt 5.48).

2) Quando amamos de verdade mostramos que conhecemos a Deus, v.7b,8

          “…e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (v.7b). É o amor de Deus em nosso coração que mostra que nascemos de novo, isto é, fomos regenerados pelo Espírito Santo, gerados por Deus em Cristo. O novo nascimento tem como passo subsequente um relacionamento profundo com Deus. Conhecer a Deus implica em um relacionamento intenso e íntimo com Ele. O verbo aqui é ginw,skw e tem esse sentido.

          E no v.8 João complementa: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”, ou seja, se é o amor uns pelos outros que comprova que nascemos de novo e fomos regenerados por Deus, logo, quem não ama é porque não nasceu de novo, não foi regenerado. Até consegue compreender as verdades da Palavra de Deus, mas, não consegue vive-las.  Observe quão sério é quando você diz que não consegue amar esse ou aquele irmão em Cristo. Na melhor das hipóteses você é um filho de Deus, que está em franca desobediência a Ele, e na pior das hipóteses você não é um filho de Deus, não O conhece e não tem qualquer relacionamento com Ele.

          Quando amamos de verdade mostramos que somos filhos de Deus. Lembre-se que no momento em que você foi convertido a Cristo Jesus e nasceu de novo, também foi plenamente capacitado com o Espírito Santo que derramou o amor em seu coração (Rm 5.5).

3) Quando amamos de verdade mostramos que fomos amados por Deus, v.9,10

          Porque Deus amou a criaturas tão desprezíveis como nós e transformou-nos em Seus filhos? A resposta a essa pergunta nunca será encontrada em nós mesmos, mas, somente em Deus. Ele nos amou e nos salvou para a Sua glória (Ef 1.6).

          Na eternidade, antes da fundação do mundo, Deus escolheu os que Ele quis salvar. No tempo por Ele determinado, Cristo veio ao mundo e morreu na cruz para concretizar a salvação dos eleitos de Deus. “Nisto se manifestou o amor de Deus por nós”, diz João “em haver Deus enviado o seu Filho Unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele” (v.9). “Unigênito” (monogenh,j) significa “único do gênero”. Só Jesus é Filho de Deus como Ele é. Nós somos filhos de Deus “por meio dele”, ou seja, fomos “gerados em Cristo”.

          Não fomos nós que amamos a Deus primeiro e depois Ele nos amou. Foi Ele quem nos amou primeiro, foi o Seu amor por nós que nos trouxe à vida em Cristo. “Nisto consiste o amor”, ou seja, “o amor é isto”, e João conclui que o amor não é uma ação nossa em relação a Deus, mas, sim, primeiramente, uma ação de Deus em direção a nós perdoando-nos dos nossos pecados. A palavra “propiciação” (i`lasmo,j) quer dizer “satisfação”. Cristo, com Seu sacrifício satisfez a justiça de Deus que exige a morte de todos os pecadores. Os eleitos de Deus mereciam a condenação eterna, mas, Cristo, morreu no lugar deles satisfazendo assim a justiça de Deus.

          Assim sendo, o amor verdadeiro não faz vistas grossas ao pecado, antes, exige a justiça. Deus poderia fulminar a todos nós no inferno, mas, decidiu revelar-nos o Seu amor. A isso chamamos de graça. Aos eleitos a justiça de Deus foi cumprida no sacrifício de Cristo, e isto mostra o amor de Deus por nós. Aos réprobos, a justiça de Deus se mostra em forma de condenação.

          Talvez isso soe duro demais, mas, enquanto não vermos o quão horrendo é o nosso pecado não apreciaremos a maravilhosa Graça e amor de Deus por nós.

          É o amor de Deus por nós e em nós que nos capacita a responder-lhe com amor.

O que Deus quer que você faça?

1)      Não duvide do amor de Deus. A prova do Seu amor por nós é incontestável – Jesus! Tanto quanto era possível um Deus santo e justo amar um pecador miserável, Deus amou você.

2)      Exercite o amor por seus irmãos. Em vez de orar pedindo a Deus mais amor por alguém, ore pedindo perdão por não utilizar todo o amor que já derramado em seu coração.

3)      Louve a Deus por ter lhe revelado o Seu amor. Alguém disse que a gratidão é a memória do coração. Se há algo que jamais deve faltar nos lábios de um servo de Deus é o louvor e a gratidão por ter revelado a Sua misericórdia.

 

Conclusão

          A Igreja é a comunidade do amor de Deus. E nenhum outro lugar o amor de Deus deve ser tão visível quando na Igreja.

São José dos Campos, 04/08/2013

Rev. Olivar Alves Pereira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana da Vila Pinheiro, Jacareí - SP, Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor e membro do Conselho Acadêmico do Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba (CETEVAP), São José dos Campos -SP, onde iniciou em 2020 seu Mestrado em Aconselhamento Bíblico. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador. Casado com Janaina F. S. A. Pereira e pai de Ana Cristina S. Pereira.
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