Cristo, o Verdadeiro Deus e a Vida Eterna – 15ª Mensagem

Cristo é a Nossa Confissão de Fé

1Jo 4.11-16

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          Você sabe o que é uma confissão? Essa palavra tem vários significados dependendo do contexto em que ela é empregada. Por exemplo, num tribunal, o acusado ao confessar a autoria de um crime ele está admitindo que foi ele quem praticou o crime, e assim, ele está se condenando. Outro caso é quando os novos convertidos fazem a sua pública profissão de fé, ou seja, eles confessam diante da Igreja que eles creem em Cristo Jesus. A palavra “confissão” está relacionada à vocação. A vocação é quando somos chamados para sermos algo, e a confissão (ou profissão) é a nossa declaração do que somos quando alguém nos pergunta. Quando você diz que crê em Cristo Jesus você está confessando (professando) a sua fé Nele como resposta ao chamado Dele para a sua vida. O presente trecho da carta de João fala justamente sobre isso: Cristo é a nossa confissão de Fé.

          Dizer que sou crente em Cristo Jesus é dizer que deposito nas mãos Dele a minha vida e que tudo o que penso, falo e faço é resultado do que Cristo me ensina em Sua Palavra. Confessar a Cristo é dizer que confio totalmente Nele e no que ele me diz.

          Nestes versos encontramos outras três definições do que vem a ser confessar a Cristo.

          Confessar a Cristo é:

1) Viver confiante no amor de Deus, v.11,12,15 e 16

          No v.10 vimos que o amor de Deus consiste no fato Dele nos ter amado primeiro, e em amando-nos, Ele enviou o Seu Filho Unigênito para nos salvar. Vimos também que não temos razão alguma de nos queixarmos de Deus dizendo que Ele não Se importa conosco, pois, prova maior do amor Dele por nós além de Jesus, não existe, e nenhuma outra prova desse amor é necessária depois dessa.

          E João então diz no v.11: “Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros”. Essa expressão “de tal maneira” é peculiar a João. No famoso texto de  Jo 3.16 ele diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira…”. Você deve sempre se lembrar disso em todos os momentos de sua vida. Deus amou você a ponto de enviar o Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, para morrer em seu lugar.

          No v.12 novamente ele aponta para o fato de que a nossa vida é pela fé, ou seja, não vemos a Deus, mas, Ele pode ser visto em nós quando vivemos no Seu amor em nossos relacionamentos. Quando em nossos relacionamentos amamos de fato os nossos irmãos demonstramos que cremos em Deus e que é o amor Dele em nós que nos impulsiona a agirmos assim. Agora, observe o que diz o final desse verso: “Deus permanece em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado”. O que João está dizendo não é que o amor de Deus é imperfeito, mas, o mesmo que Paulo disse “Aquele que começou boa obra em vós há de completa-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6). Amar os irmãos é um exercício que está sendo aperfeiçoado em nós dia a dia, veja o que diz o v.16.

          Confie no amor de Deus por você. Não duvide Dele em momento algum. Em vez disso, confesse-O. Confesse a Cristo diante do mundo, pois, “Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus” (v.15). É impossível Deus habitar no coração de alguém que nega a Jesus, pois, negar a Cristo é negar o amor de Deus, é duvidar do amor de Deus.

          Agora observe o v.16: “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele”. Primeiramente, o verbo “conhecer” aqui neste verso, no grego é   evgnw,kamen e está conjugado no tempo perfeito do indicativo ativo, que traduzido literalmente é “nós chegamos a conhecer e ainda estamos conhecendo” (cf. RENECKER e ROGERS, p.590). Isto está em pleno acordo com o v.12 quando disse que o amor de Deus está sendo aperfeiçoado em nós. O conhecimento de Deus em nós está num processo de constante progressão. O crente hoje conhece a Cristo mais do que ontem e menos do que amanhã. Qualquer estilo de vida diferente desse está fora do que Deus tem para nossa vida.

          Em segundo lugar, o v.16 nos mostra que a permanência de Deus em nosso coração além de depender da nossa confissão a respeito de Cristo, depende também de cremos no amor de Deus. Crer em Cristo é crer no amor de Deus por nós.

          Confessar a Cristo é:

2) Viver guiado pelo Espírito Santo, v.13

          A Trindade Santa está presente em tudo. Na criação do universo, na revelação de Deus ao Seu povo, na execução da salvação, no processo de santificação dos filhos de Deus e na glorificação dos mesmos.

          Você é realmente um filho de Deus? Em que você se baseia para dar essa resposta? Quando você diz que é filho de Deus você baseia nas suas próprias obras, ou no sacrifício de Cristo? Ou você tem dúvidas se é filho de Deus? Quero lhe mostrar como você pode ter certeza disso.

          Quem é filho de Deus tem o Espírito Santo; quem recebeu a Cristo como seu Salvador e Senhor tem o Espírito Santo, pois, a Trindade santa atua na santificação dos filhos de Deus. Em Rm 8.14,16 vemos que o Espírito santo atua no coração dos filhos de Deus guiando-os em todos os momentos. Agora, com base nessas verdades responda: “A quem o seu coração ouve quando você está diante de uma tentação?”. Em Tg 1.14 vemos que somos tentados pela nossa cobiça, ou seja, pela nossa vontade, nossos desejos. Toda tentação é uma provocação da nossa vontade. Somos tentados naquilo que gostamos. Diante de uma tentação você tem só duas opções: ou satisfaz a sua vontade ou satisfaz a vontade de Deus. O Espírito Santo falará ao seu coração lembrando-lhe do que a Palavra de Deus diz sobre tal tentação. Os filhos de Deus ouvem a voz o Espírito Santo e se afastam do pecado.

          Confessar a Cristo é:

3) Ser testemunha do amor de Deus, v.14

          Depois de tudo o que foi dito aqui, tal afirmação parece redundante, mas, não é. É sempre oportuno e nunca supérfluo testemunhar do amor de Deus.

          No v.14 João afirma ter sido uma testemunha ocular da encarnação do Verbo Divino. Ele já havia dito isso em 1Jo 1.1-3. Porém, as palavras desse verso se estendem a nós também. Todo aquele que foi alvo do amor de Deus tem o dever de testemunhar desse amor, pois, o que mais existe neste mundo é gente carente desse maravilhoso amor. Testemunhar, no grego é marture,w de onde vêm as nossas palavras “mártir, martirizar”. Um mártir é alguém que está disposto a morrer por uma causa. Será que estamos dispostos mesmo a morrer por causa de Cristo?

          Amados, Deus nos chama para uma vida radical, para uma vida em que a nossa vida pouco importa se comparada com a glória e a honra de Cristo.

O que Deus quer que você faça?

          Prove ao mundo que você é um filho de Deus:

1)       Confessando sua fé e confiança em Cristo. John Piper diz que honramos de fato a Deus quando demonstramos que realmente confiamos Nele.

2)       Amando verdadeiramente os seus irmãos. Só pode amar de verdade quem tem o amor de Deus em sua vida. Se você ama de verdade então você está mostrando que Deus existe.

3)      Obedecendo à voz do Espírito Santo. Para você conhecer a voz do Espírito Santo é preciso conhecer Sua Palavra. Em Ap 19.15 o mesmo apóstolo João disse que da boca de Jesus saía uma espada afiada, a saber, a Sua Palavra. Em Ef 6.17, Paulo diz que a Palavra de Deus é a “espada do Espírito”. Não podemos conhecer a voz do Espírito Santo se não conhecermos a Sua Palavra.

 

Conclusão

          Confesse a Cristo hoje, e esteja preparado para todas as implicações disso, pois, quem O confessar hoje, será confessado, admitido, por Ele na glória eterna. Os que não O confessarem hoje, também não serão confessados, admitidos por Ele na glória eterna: Digo-vos ainda: todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus;  9 mas o que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12.8,9).

São José dos Campos, 11/08/2013

Rev. Olivar Alves Pereira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou de Direita Conservadora.
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