Natal com ou sem Jesus

O dia mais importante da história da humanidade não foi quando o homem pôs os pés na lua (embora tenha sido uma data memorável),  mas, sim, foi o dia em que o Filho de Deus pôs os pés neste mundo. Falando sobre esse evento o apóstolo João disse: “e a vida se manifestou, e nós, a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada” (1Jo 1.2) e ainda “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

Infelizmente, para a maioria das pessoas, o Natal tem um sentido totalmente distorcido. Muitos veem no Natal uma oportunidade comercial muito boa; outros, como uma oportunidade de se deleitarem nos prazeres da comida e bebida. E ainda há os que olham para o Natal como uma data deprimente, pois, enquanto tantos banqueteiam, muitos padecem necessidade. Já ouvi pessoas dizerem que se sentem deprimidas no Natal por causa de lembranças da infância que são dolorosas. É lamentável cada uma dessas formas de se ver o Natal.

O Natal nos lembra das seguintes verdades:

O quanto Deus é fiel em cumprir Suas promessas

A primeira vez que a vinda de Jesus ao mundo foi anunciada, foi no exato momento em que o pecado entrou na vida do homem. Em Gn 3.15, ao proferir a sentença sobre Adão, Eva e o diabo, Deus disse que o “descendente da mulher” (só Jesus é assim designado nas Escrituras) esmagaria a cabeça da serpente (o diabo). E Deus cumpriu essa que é a primeira e mais preciosa de todas as promessas, pois, sem ela nenhuma outra se cumpriria e teria sido feita.

No Natal é tempo de celebrarmos a fidelidade do nosso bom Deus. Ele não deixa Suas palavras e promessas soltas no tempo e no espaço; antes, Ele as cumpre porque elas são expressão do Seu caráter Santo e Verdadeiro.

                Outra verdade que devemos ter bem viva em nosso coração enquanto celebramos o Natal é:

O quanto o Deus de amor pode amar pecadores como nós

                Aquela manjedoura de Belém que nos vez falar de pobreza. O Rei da Glória Eterna nasceu e foi colocado numa manjedoura. Que visão de extrema pobreza. O pecado empobrece o homem; tira dele todas as suas riquezas espirituais; coloca-o como inimigo de Deus (Rm 5.1-11) e o faz viver miseravelmente. Por isso mesmo, Jesus veio ao mundo assumir nossa miséria, para dar-nos da Sua vida dando a Sua vida por nós. Aquela manjedoura era um outdoor dizendo que Aquele Santo Ser haveria de viver neste mundo de maneira humilde, assumindo a pobreza espiritual do Seu povo para que pudesse salvá-lo dessa desgraça. Nas palavras de Rm 5.8: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. O amor de Deus por nós é um fato que foi anunciado lá no Éden e percorreu toda a História chegando naquela manjedoura de Belém, enfrentando a cruz em Jerusalém e levando Cristo e Sua Igreja para o além!

                Outra verdade que devemos ter bem viva em nosso coração enquanto celebramos o Natal é:

O quanto esse Deus fiel e amoroso espera de nós que fomos feitos seus filhos

Em Jo 1.12 lemos: “Mas a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome”. Jesus veio ao mundo para nos reconciliar com Deus e transformar-nos em filhos de Deus. Ser filho de Deus não é para qualquer um. É somente para os que creem no Seu Nome. Isso nos leva a pensar duas coisas:

(1) Nem todo mundo é filho de Deus – todos são criaturas de Deus, e somente passam a ser filhos de Deus quando se convertem a Cristo e recebem “o poder de serem feitos filhos de Deus”; e

(2) crer no Seu Nome é muito mais do que simplesmente acreditar: implica em obedecer. Cristo é apresentado como Senhor e Salvador. Quem O recebe como Salvador, mas, não se submete a Ele como Senhor, não O recebeu nem como Salvador, pois, não se pode recebê-Lo “pelas metades”.

Uma vez que você foi transformado num filho de Deus, Ele requer uma vida santa, piedosa e voltada para socorrer os outros. Em 2Pe 1.3-11 encontramos as seguintes verdades:

(1) Deus nos deu tudo o que precisamos para vivermos obedientemente a Ele (v.3,4),

(2) devemos nos esforçar constantemente para praticarmos a vontade de Deus e continuarmos crescendo na vida cristã (v.5-11), pois, é através da pratica da vontade de Deus é que nós teremos cada vez mais confirmada em nosso coração a certeza da vida eterna.

Deus nunca lhe dirá “Tente fazer”; Ele sempre diz: “Faça!”, e isso porque Ele capacita plenamente aos Seus filhos a viverem obedientemente.

O Natal com Cristo não é a felicidade de um só dia no ano, mas, sim, é a felicidade, alegria e satisfação o tempo todo, todos os dias.

Rev.Olivar Alves Pereira

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador.
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