O PRINCÍPIO REGULADOR DO CULTO (PARTE II)

A Assembleia de Westminster além de produzir a nossa Confissão de Fé, os Catecismos, Breve e Maior, também produziu “Um Diretório de Culto”, o qual embora não tenha sido (lamentavelmente) adotado oficialmente pela IPB, podemos utilizá-lo como um norte para o nosso culto.

Da Reunião dos Crentes da Igreja e Seu Comportamento no Culto Público de Deus
Quando a Igreja se reúne para o Culto Público, as pessoas (tendo antes preparado seus corações para o mesmo) devem todas vir, e tomar parte; não se ausentando das Ordenanças Públicas por negligência, ou por pretexto de reuniões particulares.
Que todos entrem no recinto da Reunião, não com irreverência, e sim de maneira comedida e decorosa, tomando seus lugares sem mesuras (cumprimentos) em direção a um ou outro lado, ou outros movimentos de adoração.
Os fiéis estando reunidos, o ministro, depois de convoca-los solenemente à adoração do grande nome de Deus, deverá começar com Oração: “Reconhecendo em toda reverência e humildade a incompreensível grandeza e majestade do Senhor (em cuja presença eles assim se apresentam de modo especial), e sua própria condição vil e indigna de se aproximar Dele; com inteira incapacidade por si mesmos de fazer tão grande obra; e humildemente implorando-Lhe o perdão, auxílio e aceitação em todo o Culto a ser então realizado; e por uma bênção naquela porção definida de sua Palavra que ora será lida; e tudo mais, em o Nome e pela mediação do Senhor Jesus Cristo”.
Uma vez começado o Culto Público, as pessoas deverão dirigir toda sua atenção a este culto, evitando ler qualquer coisa que não seja o que o ministro está lendo ou citando no momento; e abstendo-se sobretudo de todos os cochichos, consultas, saudações, ou cumprimentos particulares a quaisquer pessoas presentes, ou que estejam entrando; como também de todos os olhares fixos, cochilos, e outro comportamento indecoroso, que possam perturbar o ministro ou as pessoas, ou impedir a si mesmo ou a outros de cultuar a Deus.
Se por necessidade as pessoas forem impedidas de estarem presentes no início, não devem, ao entrar na Igreja, se entreter em devoções pessoais, e sim reverentemente se comporem para se unir com a congregação, para a Ordenança de Deus que esteja ocorrendo no momento.
(Extraído do Diretório de Culto de Westminster).
 
Rev. Olivar Pereira

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou de Direita Conservadora.
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3 Responses to O PRINCÍPIO REGULADOR DO CULTO (PARTE II)

  1. osias dias da silva says:

    Muito oportuno esses ensinos. Li o I e desejo continuar lendo os demais que forem postados. Estamos quase incomensuravelmente distantes destes ensinos na maioria dos nossos cultos que ainda ousamos chamar solenes. Deus continue lhe abençoando Rev. Olivar

    • Olivar Alves Pereira says:

      Amado, essa é a nossa identidade. Infelizmente, o mundanismo cortejado pelas igrejas tem solapado nossa identidade puritana e reformada, sinônimos de Cristianismo Verdadeiro.

  2. David Oliveira says:

    Pois é…É uma pena que hoje a maioria das IPBs, mesmo sendo fiéis no quesito Elementos de Culto, se modernizaram no que se refere ao Modo de Execução. Geralmente se argumenta que os Elementos de Culto foram prescritos, mas o Modo de Execução não, então não precisamos ser tão rigorosos…
    Tipo, já que Deus se calou então podemos ser criativos e aproveitar a lacuna rsrs. Isso não parece nada zeloso. Penso que quando as Escrituras não descrevem claramente algum ponto, aí é que devemos tomar mais cuidado e nos atermos ao que é mais confiável e seguro, de acordo com as Escrituras. E não ficarmos criativos!
    Esse era o espírito Reformado, diferente do luterano, em relação ao culto. Mas vamos seguindo…

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