Paciência

A prática da oração tem vários benefícios, mas, um que é pouco observado é o da paciência. Há um ciclo maravilhoso entre a oração e a paciência – uma produz a outra.

Quando oramos Deus trabalha em nosso coração levando-nos a termos mais paciência aguardando até que Ele nos responda conforme a vontade Dele. E quanto mais pacientes somos, mais, intensificamos nossas orações. Assim, a paciência unida à oração torna-se um meio pelo qual Deus consola nossos corações.

A paciência é prova de fé – Rm 8.25

Falando sobre as muitas aflições que a Criação e nós, filhos de Deus, temos neste mundo, Paulo aponta para o dia da “revelação dos filhos de Deus” (v.19), ou seja, o dia em que Cristo voltará para buscar Sua Igreja. E por causa dessa bendita promessa que o Senhor Jesus nos fez, Paulo diz: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (v.18). Mas, os crentes vivem esperando esse dia, o qual ainda eles não o veem, mas, sabem que virá. E o aguardam com paciência (v.25). Com paciência eles demonstram sua fé em Cristo Jesus.

A paciência é uma aliada da Escritura conduzindo-nos à esperança – Rm 15.4

A Escritura Sagrada nos revela Deus. Conhecemos a Deus somente por que Ele se revelou a nós e deixou-nos a Escritura Sagrada para conduzir-nos nesse precioso conhecimento. Por isso mesmo que Paulo afirma: “Pois tudo quanto outrora foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança”. Deus quer nos dar esperança e esta nos vem por meio da Escritura Sagrada que nos consola quando com paciência nos dedicamos ao seu estudo e com amor a obedecemos.

A paciência é um dos atributos de Deus – Rm 15.5

Neste mesmo texto, Paulo afirma que Deus é paciente: “Ora, o Deus da paciência e consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus”.  As disputas dentro da Igreja em Roma estavam dividindo a mesma. Daí Paulo os exortou a que parassem com esse pecado e cada um buscasse um viver altruísta, assim como Cristo fez. E Deus que é o “Deus da paciência e consolação” atuaria naqueles corações conduzindo-os nesse propósito. Deus mostra a Sua paciência conosco o tempo todo. E da mesma forma que Ele é paciente conosco também devemos ser com aqueles que estão demonstrando debilidades e fraquezas.

A paciência nos aproxima das pessoas – 2Co 1.6

Falando aos coríntios, Paulo mostra que a vida cristã é dinâmica. Quem recebeu um pouco da consolação divina deve se dispor a consolar quem precisa (v.3,4). A reciprocidade no consolo deve ser praticada. Assim como Paulo estava disposto a sofrer pela causa de Cristo, o que significava sofrer pelos irmãos, estes também deveriam suportar com ele os sofrimentos que ele enfrentava. E o caminho para isso era o da paciência “suportando vós com paciência os mesmos sofrimentos que nós também padecemos”. É preciso ser paciente para sofrer com os outros. Uma vez feito isso veremos nossos relacionamentos saírem da superficialidade e serem aprofundados por meio da comunhão e amor genuínos.

A paciência é recompensada – Hb 6.15

“E assim, depois de esperar com paciência, obteve Abraão a promessa”. Os impacientes até podem receber bênçãos de Deus, porque Ele é misericordioso. Porém, quando recebem bênçãos, não as valoriza e muito menos as empregam para a glória de Deus. Aqueles que são pacientes, quando recebem uma bênção tão esperada, deliciam-se não só na bênção recebida, mas, principalmente, Naquele que lhes abençoou. Deleitam-se em Deus, seus corações são fortalecidos e a alegria toma conta deles. E assim, eles honram a Deus como o “galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6). Que bendita recompensa!

A paciência com as coisas dessa vida é um exercício constante preparando-nos para a eternidade – 1Pe 2.20 e Tg 5.10

O apóstolo Pedro exorta os crentes que eram servos de patrões ímpios a que por meio de um comportamento santo honrassem a Deus. Se eles fizessem coisas erradas, mas, suportassem com paciência a punição, não estariam honrando a Cristo. Eles deveriam se comportar de forma santa. Mas, se mesmo sendo corretos, eles fossem massacrados por seus senhores, eles deveriam suportar com paciência, pois, sendo corretos no comportamento e pacientes nos sofrimento, assim honrariam a Cristo. Tiago por sua vez nos mostra que devemos imitar a “paciência dos profetas” que mesmo falando em nome do Senhor, sofreram terrivelmente.

Dessa forma, a paciência desempenha um papel essencial na vida do crente. Ela o prepara para a eternidade, pois, a paciência caminha de mãos dadas com a perseverança. E somente quem perseverar até o fim é que receberá a coroa da vida eterna (Ap 2.10).

Rev.Olivar Alves Pereira

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana da Vila Pinheiro, Jacareí - SP, Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor e membro do Conselho Acadêmico do Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba (CETEVAP), São José dos Campos -SP, onde iniciou em 2020 seu Mestrado em Aconselhamento Bíblico. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador. Casado com Janaina F. S. A. Pereira e pai de Ana Cristina S. Pereira.
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