PODE ME CHAMAR DE SAUDOSISTA SE QUISER

 

Mas tenho muitas saudades do tempo em que não existiam “Shows Gospel” mas, sim, um culto onde algum irmão compartilhava suas canções de louvor a Deus e não se comportava como estrela soltando raios e gases.

Tenho muitas saudades do tempo em que “dar testemunho” era o mesmo que ser coerente com a fé que se professava ter, e não subir num púlpito e soltar um monte de histórias que vão desde “contos do vigário” até “um circo de horrores”.
Falando em púlpito, tenho saudades dos tempos em que o púlpito era o lugar onde os corações recebiam o alimento da Palavra de Deus e não um palco onde os que falam são palhaços, animadores de plateia e nunca, nunca pregadores do Evangelho que transforma corações, que confronta os pecadores.
Chamem-me de saudosista, quadrado ou do que quiserem, mas, não consigo levar a sério quem por perder o fio da meada enquanto fala, fica reproduzindo sons ridículos e para justificar os mesmos diz que é “língua dos anjos”, como se os anjos falassem algo tão estranho assim, pois, todas as vezes que eles vieram trazer alguma mensagem da parte de Deus, falaram de forma inteligível. O único anjo que trouxe palavras atrapalhadas levou Adão e Eva a condenarem toda a humanidade no pecado.
Tenho saudades dos tempos em que os pastores eram levados a sério por que eles eram sérios, não se envolviam em politicagem, não se davam a negociatas sórdidas, mas, sim, eram homens de oração e pregação. Quando abriam seus lábios, o povo guardava reverência não à pessoa deles, mas, à Palavra de Deus.
Tenho saudades de uma Igreja que não vivia no esquema de um mundo egoísta e materialista, e que, por isso mesmo, o Dia do Senhor era guardado com respeito e devoção. Não era dia lazer e muito menos fim de semana. Tenho saudades dos tempos em que ouvir alguém dizer isso essa pessoa não era taxada de “legalista” mas, de crente comprometido com o Reino.
E em meio a tantas saudades, luto aqui comigo mesmo para não me perder no tempo e não ser inócuo diante das mudanças a que passa constantemente a nossa geração, ou mesmo irrelevante tendo nas mãos e no coração a Palavra mais relevante dada aos homens: a Palavra de Deus.

Rev. Olivar Alves Pereira

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana da Vila Pinheiro, Jacareí - SP, Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor e membro do Conselho Acadêmico do Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba (CETEVAP), São José dos Campos -SP, onde iniciou em 2020 seu Mestrado em Aconselhamento Bíblico. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador. Casado com Janaina F. S. A. Pereira e pai de Ana Cristina S. Pereira.
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