Todos os caminhos levam à Roma. Mas quem foi que disse que eu quero ir para lá?

Recentemente, tive a oportunidade de ler o livro de Scott Hann, um ex-pastor presbiteriano norte americano que converteu-se ao catolicismo e depois ingressou nas fileiras da Opus Dei (ordem católica que é extremamente fiel ao Papa). Depois de sua conversão ao catolicismo, Hann dedica-se a mostrar que a igreja romana é a única igreja de Cristo.

Em seu livro “Todos os caminhos levam à Roma” o que mais me deixou impressionado foi o fato dele se aferrar a todas as doutrinas católicas que estão em gritante disparate com o que a Bíblia ensina. Não precisaria nem dizer que o “tripé” do catolicismo (a Escritura, a Tradição e o Magistério) é defendido por ele.

Não quero aqui falar do livro de Hann, pois, ele não merece mais do que esses cometários. Quero aqui chamar a sua atenção para alguns (dos muitos) embustes da igreja católica.

O tripé

Tenho  ouvido e lido líderes e pensadores católicos se gabarem de que o “tripé” da teologia católica é mais confiável. Veja por exemplo, a charge abaixo:

Se pensarmos em coisas fabricadas por seres humanos, até que essa charge é verdadeira. Um tripé dá muito mais estabilidade do que que um pé só. Mas, é aí que a igreja romana se equivoca: três pés que não se entendem (e até mesmo se contradizem) se enroscam e tropeçam.

Não se trata de se ter “mais estabilidade” neste ou naquele sistema. Trata-se de se ter “a estabilidade”. E convenhamos, um magistério que ao olhar para o passado e ter de pedir perdão por atrocidades cometidas contra várias pessoas (cientistas e pensadores), isso não é uma imagem que inspire confiança por sua “infalibilidade”. Eu admiro a humildade de uma pessoa que reconhecendo o seu pecado pede perdão. Nisso admirei a atitude de João Paulo II que pediu perdão pelos abusos da igreja católica no passado, pela sua obtusidade em não permitir que a Ciência se expressasse, com certeza porque temia concorrentes. Se dizem por aí que a Ciência é inimiga da Fé (e vice-versa) a culpa é da igreja romana em sua estupidez e arrogância não admitiu que fora dos muros de Roma também existia vida pensante (se é que em Roma isso existia mesmo!).

O mesmo pode ser dito das tradições da igreja romana. Sabe-se que todas as tradições que ela trouxe para dentro do seu bojo não encontram respaldo na Bíblia. Onde existe sequer menção na Bíblia a um lugar chamado purgatório? Ou onde na Bíblia diz que Maria foi para o céu de corpo e alma? Ou mesmo que ela não foi uma pecadora, quando ela mesma louvor a Deus seu “Salvador” (admite que Deus é salvador, somente aqueles que admitem-se como pecadores, não é mesmo?). Onde temos na Bíblia a prática da extrema unção? Ou a intercessão de “santos” em nosso favor? Onde na Bíblia se afirma a existência de um “vigário” (substituto de Cristo aqui na terra, como a igreja católica vê na pessoa do papa?). Onde na Bíblia se ensina que relíquias que (supostamente) pertenceram a grandes servos de Deus no passado, devem ser recorridas como uma forma de “contato” com o Divino? A lista é muito maior, mas, somente essas (con)tradições já são o suficiente para que idiotices como a próxima charge seja respondida:

Vejamos se essa doutrina é antibíblica mesmo.

Salmo 119.96

“Tenho visto que toda perfeição tem seu limite; mas o teu mandamento é ilimitado”.

“Mandamento” aqui, é a Palavra de Deus. O Salmo 119 é uma exaltação à Palavra de Deus. Leia todo esse salmo (o maior de todos) e observe o que se diz em cada versículo que foi escrito com a intenção de se mostrar o quanto a Palavra de Deus é perfeita.

Ezequiel 37.1-14

Leia este capítulo do livro de Ezequiel. Ali Deus ordenou a Ezequiel que pregasse para um monte de esqueletos que estavam num vale. E a Bíblia diz que eles estavam “sequíssimos”, ressaltando assim o terrível estado de morte. Em contraste com aquele visão de morte, a Palavra de Deus foi proclamada. No momento em que Ezequiel começou a pregar a Palavra de Deus àqueles esqueletos os ossos começaram a se juntar, “cada osso ao seu osso”. Em seguida, cresceram tendões e carne sobre aqueles esqueletos. Mas, faltava-lhes o fôlego de vida. Foi aí que Deus mandou Ezequiel profetizar àqueles “zumbis” a vinda do espírito sobre eles. E a partir disso, aqueles “zumbis” passaram a ser gente viva de novo. Tudo isso somente pelo poder da Palavra de Deus. para uma exposição mais detalhada sobre este texto leia meu artigo “Como Deus vivifica os corações”, através do link: http://www.noutesia.com.br/como-deus-vivifica-os-coracoes/.

2Timóteo 3.16,17

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.

Este texto é a âncora da doutrina evangélica relativa à Escritura Sagrada ser infalível. A Escritura ensina-nos o que é a vontade de Deus, repreende-nos quando não a fazemos, corrige-nos apontando o que deve ser feito, e educa-nos para que não mais nos desviemos da verdade, e tudo isso para que sejam completamente habilitados a fazer a obra que Deus quer que façamos, e que somente os crentes em Cristo Jesus podem fazê-las (cf. Efésios 2.10).

E o que disse o “primeiro papa” (ABSURDO!) sobre o assunto?

“sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”.

Logo, a igreja católica ao afirmar que “não existe nenhuma evidência sobre a infalibilidade da Palavra de Deus” se mostra:

– obtusa: pior cego não é o que não vê, mas, sim,o que vendo não quer enxergar.

– contraditória: se a Bíblia não é infalível e importante, porque então movimentos como a Renovação Carismática Católica estão voltando-se para a Bíblia? É só fachada?

– desobediente: se o “primeiro papa” (ABSURDO DE NOVO!) afirmou a infalibilidade da Escritura, porque eles a ridicularizam?

A falácia

“Papo de aranha para pegar mosquito”, é assim que se diz lá no interior de Minas quando alguém vem com uma conversa tentando enganar os outros.

Uma falácia da igreja romana na qual muitos têm caído é o ecumenismo. Aqueles que pensam que a igreja romana está a fim mesmo de retirar as barreiras e aceitar a todos como são, enganam-se completamente. Que a igreja romana é sincrética disso nunca tive dúvidas. Mas, não passa de “papo de aranha para pegar mosquito”. Uma vez caído nessa “teia” você ouvirá as mesmas baboseiras de sempre:  “Há somente uma igreja de Cristo na Terra e esta é a Igreja Católica Apostólica Romana!”.

É por isso que não sou ecumênico. Eu “sei em quem tenho crido”, e não me deixo levar por essas falácias que,com ares de piedade e amor, escondem intenções escusas e mentirosas.

Não tenho nada a aprender com quem prefere as invencionices humanas à Palavra de Deus. Não tenho nada a comungar com aqueles que insultam a Palavra de Deus reputando-a por falha e incapaz de transformar corações para se apoiar naquilo que homens não autorizados por Deus inventam para manipular e roubar o povo.

É verdade que todos os caminhos vão dar em Roma, pois, todos esses caminhos são coisas que o homem inventou. Mas, quem foi que disse que quero ir para Roma? Eu quero é ir para o céu, e para lá só existe um único Caminho: Jesus! “Eu sou o Caminho, e a Verdade e a Vida;ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).

Fariam muito bem os católicos lerem um dos maiores pensadores que o Cristianismo nos apresentou: Agostinho de Hipona, ou como a igreja romana o chama, Santo Agostinho. Ele disse: “A fé cambaleará se a autoridade das Escrituras vacilar”.

E eu fico pensando o que leva alguém a negar a autoridade da Palavra de Deus e chego à seguinte conclusão: antinomismo. Quando eu não quero obedecer à Lei de Deus é mais fácil eu negar a autoridade dela. é bem semelhante à criancinha que com medo do escuro tapa os seus olhos para não ver a escuridão. Negar a autoridade da Bíblia é reafirmar minha rebelião contra Deus. Aí precisarei inventar tradições e magistérios para vestir uma roupagem religiosa e dar a entender que sou bom.

Rev.Olivar Alves Pereira

São José dos Campos,25/06/2012

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou de Direita Conservadora.
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258 Responses to Todos os caminhos levam à Roma. Mas quem foi que disse que eu quero ir para lá?

  1. Rodrigo says:

    2Timóteo 3.16,17

    “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.

    Quando o autor foi inspirado a escrever o texto acima, qual era a bíblia (os livros) disponível e mãos, era a mesma que hoje os protestante tem em mãos?

    Abraços!

    • Olivar Alves Pereira says:

      Olá Rodrigo,
      Bom vê-lo (ou lê-lo) aqui.
      Então, quando Paulo escreveu essas palavras a Palavra de Deus que ele tinha em mãos era o Antigo Testamento. O processo de formação do Cânon do Novo Testamento lavaria ainda alguns séculos. Aliás, nos dias de Paulo não se falava em “Novo Testamento”. Somente quando os apóstolos que eram as testemunhas vivas de Cristo, começaram a morrer constatou-se a necessidade de registrar os ensinamentos de Cristo e dos apóstolos para que fossem perpetuados. Claro que tudo isso foi obra do Espírito Santo direcionando os corações a assim fazerem para que você e eu tivéssemos a Bíblia em mãos.
      Abraços!

      • Rodrigo says:

        Mas aí a toda a escritura não é somente o “antigo testamento”?

        • Olivar Alves Pereira says:

          Rodrigo, observe as palavras de Pedro em relação aos escritos de Paulo:

          “e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe 3.15,16).
          Note que Pedro coloca em mesmo pé de igualdade os escritos de Paulo com o que dizem as “demais Escrituras” (Antigo Testamento). Isso responde parte de sua pergunta, pois, os escritos de Paulo são considerados Escrituras Sagradas. Mas, e o dos outros apóstolos? Aí se você que é um cara antenado e presta atenção aos meus sermões em Gálatas, você tem me ouvido dizer que Paulo era tanto apóstolo como os demais apóstolos (Pedro, Tiago e João) que escreveram os outros livros do Novo Testamento. Qualquer dívida sobre a autoridade apostólica desses homens leia os meus artigos: “Cristo é Suficiente, partes II e III”. Neles eu explico como é que Paulo se tornou um apóstolo de Cristo com a mesma autoridade dos demais apóstolos.
          Logo, se Paulo tem a mesma autoridade dos demais apóstolos de Cristo, os demais apóstolos têm seus escritos com a mesma autoridade dos escritos de Paulo.
          Abraços

          • Rodrigo says:

            Então quer dizer que na época que o autor 2Timóteo 3.16,17, tinha em mãos os escritos dos apóstolos e os mesmos livros que temos hoje, ou tinha outros livros, que considerou inspirados?

            Quando se fala que a bíblia é suficiente é baseado nesse versículo “..Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino..”, porque se for, existe uma grande diferença entre “útil” e “suficiente”. Certo?

            Abraços,

          • Olivar Alves Pereira says:

            Veja bem, Segunda Carta de Paulo a Timóteo foi escrita entre os anos 64 – 68 d.C., e nem todos os livros do no Novo Testamento haviam sido escritos ainda. Acompanhe a cronologia abaixo:
            Tiago: 44 – 60 d.C. (geralmente os estudiosos colocam uma data mais recuada, como 47 d.C.)
            Gálatas: 49 – 50 d.C.
            Marcos: 50 – 70 d.C. (alguns estudiosos preferem uma data mais recuada, enquanto outros uma mais tardia)
            1ª Tessalonicenses: 50 d.C.
            2ª Tessalonicenses: 50 e 51 d.C.
            1ª e 2ª Coríntios: 53 – 57 d.C.
            Romanos: 55 – 57 d.C.
            Atos dos Apóstolos: 60 d.C.
            Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom: 60 – 62 d.C.
            Mateus: 60 – 70 d.C.
            Lucas: 60 – 90 d.C. (uma data intermediária faz mais sentido, possivelmente 70 d.C.)
            1ª Pedro: 63-65 d.C.
            1ª Timóteo e Tito: 62 – 64 d.C.
            2ª Timóteo: 64-68 d.C.
            2ª Pedro: 67-68 d.C.
            Judas: 70 – 75 d.C.
            Hebreus: 70 – 96 d.C. (uma data mais recuada é a mais provável)
            João: 80 – 90 d.C.
            1ª João: 90 d.C.
            2ª João: 92-93 d.C.
            3ª João: 94-95 d.C.
            Apocalipse: 95-96 d.C.

            Em segundo lugar, você perguntou se 2Tm 3.16,17 é o único texto que fala que a Escritura é “suficiente”, e sendo o único texto, ele está falando sobre a utilidade da Escritura e não de sua suficiência. Respondendo…
            Leia o verso novamente: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensino, repreensão, correção e educação na justiça”. Ela é útil para ensinar-lhe o que é a vontade de Deus, para repreendê-lo caso esteja se comportando de forma contrária à vontade de Deus, para corrigi-lo fazendo-o voltar aos padrões de Deus e por fim, educá-lo para permanecer nestes padrões divinos. Pergunto-lhe: você conhece outro “manual” que possa fazer isso por você? Além do mais, quem é que inspirou os santos homens de Deus a escrevê-la (cf. 2Pe 1.21)? Não foi o próprio Deus? Não é Deus a nossa fonte suficiente de vida (2Co 3.5; 2Co 9.8)?

            Quanto aos textos que você pede para confirmar a suficiência das Escrituras (e eu acrescento também a “inerrância” da Mesma), peço-lhe que leia atentamente o Salmo 119. Em cada versículo o escritor sagrado usando sinônimos para se referir à Palavra de Deus exalta a excelência da mesma. Ali você verá que ela é “perfeita” (v.96), “admirável” (v.129), “puríssima” (v.140).

            A Bíblia de Estudo de Genebra faz o seguinte comentário:
            “Aquilo que a Escritura diz Deus diz; pois, de um modo só comparável ao ministério mais profundo da Encarnação, a Bíblia é tanto plenamente humana como plenamente divina. Assim, todo o seu múltiplo conteúdo – histórias, profecias, poemas, cânticos, escritos de sabedoria, sermões, estatísticas, cartas e tudo o mais – deve ser recebido como procedente de Deus, e tudo aquilo que os escritores bíblicos ensinam deve ser reverenciado como instruções autorizadas da parte de Deus. Os cristãos devem ser gratos a Deus pelo dom de sua Palavra escrita e conscienciosos ao basearem sua fé e sua vida inteira e exclusivamente nela” (p.119).

            abraços

  2. Robelio Valter Conceição says:

    Como você está errado, meu jovem…que Deus tenha misericórdia e abra o teu coração e tua mente para a verdade. João 14.6

    • Olivar Alves Pereira says:

      Caro Sr. Robelio
      O senhor poderia ser mais especifico em seu comentário? Onde eu estou errado? Uma das premissas básicas em dizer que alguém está errado e mostrar-lhe o erro para que então possa corrigi-lo e abandonar o erro. Aguardo sua resposta.

    • Clemilda says:

      Onde é que a Bíblia ensina que a escritura é a única autoridade, e que toda verdade está só nela?

      • Olivar Alves Pereira says:

        Oi Clenilda
        Obrigado por sua participação.

        Sugiro a você a leitura do Salmo 119 (o maior salmo da Bíblia), acho que na Bíblia Católica é o 118 ou 120. Neste Salmo temos uma exaltação à Palavra de Deus (Escrituras). Faça essa leitura e depois eu lhe enviarei uma porção de textos que falam sobre o assunto.
        Medite também em João 17.17.
        Um abraço e que Deus a abençoe.

  3. Carlos L says:

    Prezado Sr. Olívar.
    O senhor realmente acredita nisto mesmo?
    Essa citação de toda Escritura para dizer que o Sola Scriptura é real não tem nexo algum.
    São Paulo, está comentando que as Escrituras do Antigo Testamento provêm de inspiração divina e só.
    As Sagradas Escrituras não colocam a bíblia como única fonte de fé, muito pelo contrário, São Paulo sempre reforça a importância dos ensinamentos que ele e os Apóstolos estavam deixando, o que chamamos hoje de Tradição.
    Será que o senhor não vê que a multiplicação de ensinos sobre a bíblia sob seu ponto de vista, da Sola Scripitura, não faz sentido algum?
    Antes de me tornar Católico eu também fui evangélico e estudei com razoável profundidade os ensinos Luteranos, Anglicanos, Calvinistas, Batistas, Adventistas, do grupo das Testemunhas de Jeová, Mormonistas, Metodistas, Pentecostais, enfim, inúmeros os quais eu nem consigo me lembrar de todos.
    E então lhe pergunto: Como é que a bíblia se auto explica? Como o Espírito de Deus pode guiar doutrinas que em sua essência e estrutura estão em absoluto conflito entre si?

    Lutero cria em dois sacramentos, e que na Eucaristía Cristo está em Presença Real e que o Batismo operava fé, e que ambos os sacramentos perdoavam os pecados.
    Os Batistas ensinam que ambos os sacramentos não passam de símbolos e não tem poder algum de perdoar os pecados.

    Então, veja, de qual bíblia saíram doutrinas tão contraditórias? E esses são dois pequenos exemplos.
    Me responda por gentileza onde diz que o Sabatth foi anulado? Em lugar nenhum! É Tradição da Santa Igreja reunir-se aos domingos.
    Realmente não compreendo o vosso texto, vendo ainda que o senhor é uma pessoa altamente instruída.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Oi Sr. Carlos Phillip
      Seja bem-vindo ao Noutesia.com.br.
      Bem, respondendo aos seus questionamentos, vamos lá.
      1) Sim, realmente acredito que a Escritura Sagrada (a Bíblia) é a Palavra de Deus, é infalível, é perfeita e isenta de erros, mas, que infelizmente, não é isenta de ser interpretada de forma errada. As muitas divergências teológicas existentes não só entre os ditos “evangélicos”, mas, entre os mais variados grupos que se dizem “cristãos” se dão não por culpa da Bíblia, mas, por culpa da cegueira, obtusidade e interesses muitas vezes escusos das pessoas. Ao culpar a Bíblia o senhor comete um erro crasso. É como se alguém culpasse um remédio de não ter curado uma enfermidade para o qual esse remédio foi criado, sob a alegação de que o remédio não presta, quando na verdade, a pessoa em vez de usá-lo corretamente fez uso errado, como por exemplo, despejando-o no ralo. Não é o remédio que é ruim, mas, sim a atitude da pessoa em não usá-lo de forma correta.
      2) Sua alegação de que as Escrituras não colocam a bíblia como única fonte de fé, não somente distorce o que eu disse como acima de tudo, o que a própria Escritura diz. O termo “Bíblia” todos nós sabemos não consta na Bíblia pelo fato de que esse termo que significa nada mais nada menos que “livros” (latim) foi dado a este precioso Livro e com o passar do tempo (uma tradição!) um tornou-se sinônimo do outro. As Escrituras o tempo todo asseveram sua autoridade Divina e Infalível. Releia os textos que apresentei no meu post.
      3) Seu questionamento: “Será que o senhor não vê que a multiplicação de ensinos sobre a bíblia sob seu ponto de vista, da Sola Scripitura, não faz sentido algum?”. Bem, a mim não me faz sentido algum, a Igreja Romana (e outros segmentos católicos) terem começado sua trajetória na Escritura (grandes teólogos aclamados pela igreja romana são também aclamados por nós Reformados, tais como, Atanásio, Agostinho, etc.) e depois descaradamente sair para se firmar em tradições e práticas que ferem completamente a Palavra de Deus. Por favor, não me venha falar de “coisas que fazem sentido” quando sua igreja está baseada em tradições humanas e no magistério humano. O princípio Reformado do “Sola Scriptura” é sempre um farol apontado a direção para os “navegantes” da Fé, pois, todas as vezes que um líder nosso fala algo que está contrário à Palavra de Deus, não temos qualquer obrigação de segui-lo (falo como um Pastor que sou). Agora veja bem o exemplo do seu papa Francisco. Durante quantos anos a igreja romana afirmou (acertadamente) que o homossexualismo é um pecado, e agora, o seu papa já está fazendo um discurso frouxo, retrocedendo a tudo o que a igreja disse no passado sobre isso? Bem, a julgar pelo seu entendimento de que as Escrituras não são infalíveis, inspiradas por Deus e portanto perfeitas, posso entender o retrocesso papal no assunto em questão. As várias divergências entre os grupos cristãos e evangélicos se dão justamente porque enquanto uns afirmam a autoridade exclusiva das Escrituras, muitos chancelam sua fé pela experiência e empirismo (coisa que nenhum apóstolo de Cristo fez e ensinou-nos fazer).
      4) Quanto às divergências entre Lutero, Calvino, Zwinglio e outros reformadores, o que eu faço é submeter cada ensinamento ao crivo das Escrituras e nelas buscar a resposta. Por isso não concordo com Lutero que com sua consubstanciação não ficou muito diferente dos católicos com a transubstanciação. Também não concordo plenamente com os batistas quando veem a Ceia do Senhor como apenas um “memorial”, mas, concordo que ela é simbólica, e um símbolo que nos remete à verdade do sacrifício vicário de Cristo. E esse memorial sem dúvida alguma enche o meu coração de alegria e fé m Cristo.
      5) Quanto ao sábado, lhe digo que seu questionamento é equivocado. O sábado tem sua finalidade estabelecida em relação à Criação no Gênesis, ao que chamamos de “primeira criação”. Contudo em 2Co 5.17 a Escritura nos diz que “E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas passaram, eis que se fizeram novas”. O termo criatura aqui é melhor traduzido por “criação” (qualquer léxico do NT lhe mostra isso). As “coisas antigas” (que infelizmente, as pessoas entendem como pecados cometidos no passado, mas, não é) refere-se à antiga ordem da criação. Nós cristãos guardamos o Domingo e não o sábado, não porque Constantino fez essa mudança, mas, sim, porque já nos primórdios da Igreja Cristã, nos primeiros anos de sua existência (leia Atos) os cristãos comandados pelos apóstolos guardavam o domingo, por ter sido este o dia em que Jesus Cristo ressuscitou, marcando assim a nova ordem, a “nova criação”. Isso até os bons teólogos dos primeiros séculos já diziam. E sim, meu caro, essa é uma tradição a qual não tenho dificuldade alguma em guarda-la por encontrar respaldo nas Escrituras para ela. As tradições que eu não encontro qualquer respaldo (as muitas que vocês têm) de fato para mim são desprezadas. Até mesmo as tradições que são chanceladas pela Escritura não estão acima da Escritura, mas, são apenas instrumentos que Deus deixou para guiar-nos na Escritura.

      Por fim, quero dizer algo sobre a sua peregrinação religiosa. Primeiramente, a sua confusão é assustadora. O senhor sequer distingue as Igrejas Históricas Reformadas (Luterana, Presbiteriana, Batista), das Pentecostais (Assembleia de Deus, Holliness), e estas das seitas heréticas (Adventistas e Testemunhas de Jeová). Meu caro, não me admira a sua confusão mesmo, e o que é pior, parar na igreja romana. Reconheço que entre as igrejas históricas reformadas tem havido um movimento ecumênico perigoso. Luteranos hoje, andam de mãos dadas com católicos. Veja bem, não estou pregando aqui intolerância religiosa, mas, sim, coerência e sensatez. A igreja romana alardeia um ecumenismo que na verdade não é (e nem pode ser) uma tolerância de ideias, mas, sim, um esquema para por debaixo de suas asas todo mundo e unificar um discurso inunificável (perdoe-me o neologismo).
      A sua dificuldade em compreender o que eu escrevo explica a sua dificuldade de compreender e crer que a Escritura é suficiente, perfeita e infalível. Veja bem, não estou equiparando meus escritos com a autoridade das Escrituras Sagradas, apenas estou dizendo que se você não consegue entender o que um mero mortal escreve, como entenderá o que o Espírito Santo fez-se registrar por seus santos profetas e apóstolos? Leia 1Coríntios 2.6-16, especialmente o v.14.

      • josilene says:

        não entendo quer dizer que as antigas doutrinas protestantes são históricas e não existem mais? igual a Igreja Católica aquela do povo primitivo não existe mais? então as doutrinas protestantes de hoje , logo, amanhã não existiram? e o Espírito Santo não acompanha doutrina nenhuma? Ele o, Espirito Santo, é somente para o protestantismo moderno? Mas Jesus não é o mesmo de ontem, de hoje e de sempre?

        • Olivar Alves Pereira says:

          Senhor (ou senhora) Jolenesanta
          Obrigado por sua participação aqui.
          Mas, confesso que não consegui entender o seu raciocínio neste comentário. Poderia dar mais clareza ao mesmo, por gentileza?

  4. antonia says:

    Porque voces protestantes se incomodam tanto com os catolicos? Nas igrejas protestantes ha Tanto roubo ,tanta fraude tanto abuso, para onde vai o dinheiro arrecardado, para o bolso dos pastores ? voces fazem comercio com a Biblia. se voce nao é como os demais deveria denuciar. estes assuntos é que deveria ocupar o espaço usado por voce.Ha, mas nao deve lhe enteressar…

    • Olivar Alves Pereira says:

      Antônia
      Será que é porque somos PROTESTANTES?

      • Clemilda says:

        Por que as igrejas protestantes não tem fim, pois se multiplicam a cada dia nas suas desordens, com suas várias doutrinas e várias interpretações da Bíblia de acordo com as convicções de cada um representante.

        • Olivar Alves Pereira says:

          Oi Clenilda
          Então, essa sua pergunta inquieta também a mim. É lastimável vermos o sem fim de igrejas que se autodenominam “evangélicas” brotando a cada dia. Isso depõe contra o Evangelho.
          O princípio protestante (eu gosto muito desse nome, pois, ele me define melhor) de auto investigação das Escrituras, ou seja, o que uma pessoa precisa para entender a Bíblia não é um título eclesiástico, mas, sim, do Espírito Santo que lhe ilumina o entendimento e o leva a crer, somado a isso um estudo sério dentro do contexto original em que o texto foi escrito (exegese), buscando compreender o que cada autor quis ensinar (teologia bíblica) e unindo sistematicamente todas as doutrinas ensinadas pela Bíblia (Teologia sistemática), dá a cada um a condição de entender o texto sagrado. Infelizmente, pessoas movidas por egoísmo e carnalidade, desejo de poder e domínio se utilizam erradamente das Escrituras e criam os maiores absurdos como os que temos visto.
          Para saber se uma igreja é realmente evangélica e correta pergunte-se:
          1) ela tem como base somente as Escrituras e as pregam com fidelidade?
          2) Qual foi o motivo (história) que levou ao surgimento dessa denominação?
          3) A Santíssima Trindade é a pessoa mais importante nessa igreja?
          4) A forma de governo dela é bíblica?

          Essas perguntas já a ajudarão.

          Agora, acho estranha a sua afirmação quanto às igrejas evangélicas e suas divisões, e não olha para a própria igreja católica que nos seus primórdios já se separou da verdadeira Igreja de Cristo, depois, teve o grande cisma entre a igreja oriental e a ocidental, e tem tantas outras como ortodoxa grega e russa, as quais nenhuma está subordinada ao bispo de Roma. E se falarmos em igreja católica brasileira a coisa vai ainda mais longe. É movimento carismático, Opus Dei, e tantas outras ordens que de fachada estão ligadas ao bispo de Roma, mas, na verdade, cada uma segue sua própria direção e comando. É certo que as divisões dentro da igreja católica são bem menos que nas evangélicas, mas, daí dizer que vocês são unidos é no mínimo não saber o significado da palavra “união”, ou não ter qualquer conhecimento da História da igreja.

          Abraços e que Deus a abençoe

        • Daniel Victalino says:

          Em primeiro lugar, “protestante” é um termo que pode ser muito mal empregado em algumas situações. Colocar pentecostais como Assembleia de Deus, neopentecostais como a IURD, Renascer, batistas, metodistas, Nova Vida, adventistas, mórmons e testemuhas de Jeová como “protestantes” é um equívoco.

          Somente as igrejas luteranas e as presbiterianas, também chamadas de calvinistas, podem ser chamadas de protestantes porque estas sim participaram do movimento histórico da Reforma Protestante, já os demais grupos que eu mencionei agiram e agem por conta própria e devem ser separados da Reforma.

          Dessa forma, usando o termo correto “protestante”, vemos que a proliferação não é essa confusão toda que você afirma, dado que, no Brasil, a Igreja Presbiteriana do Brasil é totalmente centralizada e organizada, por exemplo, possuindo estudos cuidadosos de expansão e se atendo à nossa Confissão de Fé de Westminster. ^^

  5. Reverendo, os romanistas te acharam, finalmente…
    Que Deus te ajude com esse pessoal que tenta justificar o injustificável.
    Criam tantas “tradições” para justificar sua distância da verdade…
    Dignos de pena!

    • Olivar Alves Pereira says:

      Pois é. Estou feliz com isso. Creio piamente que isso não será em vão. A Palavra de Deus que é viva e eficaz sempre cumpre o que á do aprazimento de Deus. Ou amolecerá os corações ou os endurecerá de vez. Só peço a Deus que me dê firmeza para não vacilar em momento algum, amor para ser firme quando a verdade o exigir. Os resultados nos corações deles deixo a cargo de Deus.

      • Clemilda says:

        Por que as igrejas protestantes se dividem entre si, será que agrada Jesus tanta divisão. Pois ele deixou uma única igreja que foi confiada a Pedro ( Mateus 16, 15-19). Pedro primeiro Papa. Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Jesus se refere a uma única igreja, a igreja Católica Apostólica Romana (igreja primitiva).

        • Olivar Alves Pereira says:

          Querida
          Se a senhora obedece mesmo a Pedro, então deveria saber que a “pedra sobre a qual a igreja seria edificada” não se referia a Pedro, mas, a Jesus. Uma análise gramatical do texto grego comprova isso.
          Em segundo lugar, quando Pedro em suas cartas e ensinos falou sobre a fundação da Igreja de Cristo, sempre deixou claro que a Pedra Fundamental é Jesus.
          Agora, se a senhora ainda insistir que Pedro foi o 1º Papa (título este que só surge no 4º século, e de forma muito política) pergunto-lhe: Porque ele era casado? Ou porque os papas não se casam?

          Quanto às divisões das igrejas evangélicas já lhe respondi em sua outra pergunta.

        • Claudemir says:

          Clemilda,
          Em nem uma versão das sagradas escrituras, afirma que Pedro foi papa! E nem tão pouco que o Senhor Jesus, menciona igreja católica! como os católicos alegam que só na igreja católica ha salvação. Igreja nem uma salva ninguém, até porque igreja somos nós cristãos. Só Jesus é salvador!
          (Bíblia Católica Ave Maria / São João / Capítulo 14:6. Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim).
          Apesar de muitas traduções das sagradas escrituras, a expressão para o entendimento são as mesmas.
          Que Deus abençoe a todos em Cristo Jesus!

  6. Fernando says:

    Estou sem internet e fiquei sem acessar algum tempo este site, foi bom rever o Georges por aqui também, ele também tem seu site de debates e faz tempo que eu não acesso.
    Pr. Olivar quando te conheci também sentei a “lenha” em você, e muitas coisas que eu achava serem corretas, junto com tradições humanas que eu seguia, foram deixadas para trás, conforme as escrituras me convenciam.
    Este versículo e todo capítulo 15 me impacta até hoje, Jesus disse: “Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.” Mateus 15:9
    Por isso a Bíblia sempre será minha única regra de fé, não digo isso por mim mesmo, mas somente pela misericórdia de Deus.
    Um grande abraço meus irmãos!
    A amizade verdadeira traz benefícios mútuos: “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (Provérbios 27:17).

    • Olivar Alves Pereira says:

      Grande Fernando.
      É sempre bom encontrar com você, quer no mundo virtual ou no real.
      Amado, suas palavras à minha pessoa me fazem ficar ainda mais firme na pregação do Evangelho. De fato o que tem de ser enaltecido mesmo é só o Evangelho, pois, é a mensagem de Deus para nos trazendo vida, transformação e esperança.
      Ore por mim.
      Abraços

  7. Leonardo says:

    Prezado Pastor,

    Só me responda a uma pergunta, ela será suficiente para mim:

    O senhor diz “a Palavra de Deus, é infalível, é perfeita e isenta de erros, mas, que infelizmente, não é isenta de ser interpretada de forma errada”, e também que “as muitas divergências teológicas existentes não só entre os ditos “evangélicos”, mas, entre os mais variados grupos que se dizem “cristãos” se dão não por culpa da Bíblia, mas, por culpa da cegueira, obtusidade e interesses muitas vezes escusos das pessoas”.

    Onde, então, se encontra a verdadeira interpretação, a verdadeira doutrina da Palavra de Deus?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Prezado Leonardo.
      Primeiramente, obrigado por sua participação.
      Quanto à sua pergunta (muito boa por sinal) respondo pelo viés da Teologia Reformada.
      1) A única pessoa que pode nos ajudar a entender, crer e obedecer às Escrituras é o Espírito Santo. Para isso você não precisa ser um doutor em interpretação bíblica, mas, tão somente alguém convertido da Cristo. É claro que isso não isenta ninguém de usar corretamente as regras de interpretação da hermenêutica e da exegese. As Escrituras têm vários estilos literários tais como: livros históricos, poéticos, proféticos, epístolas doutrinárias, etc. Não se pode interpretar um livro histórico da mesma forma que se interpreta um livro profético (embora toda profecia esteja envolvida numa ocasião histórica que já aconteceu ou acontecerá).
      2) O centro das Escrituras é a pessoa de Jesus Cristo. O Antigo Testamento aponta para o Messias (o Salvador prometido) que haveria de vir; enquanto o Novo Testamento aponta para o Messias que veio. E o Messias é Jesus Cristo.
      Leia o Antigo Testamento procurando por Jesus; leia o Novo Testamento procurando por Ele. É maravilhoso.
      3) Nunca leia a Bíblia como se ela fosse um amuleto. Deixá-la aberta num Salmo para espantar maus fluídos, ou recitar versículos para repreender algum tipo de mal é a coisa mais imbecil que alguém pode fazer com a Bíblia. Leia a Bíblia buscando nela a orientação que Deus tem para o seu coração a fim de transformar o seu coração. Nunca se esqueça que o objetivo de Deus não é mudar as circunstâncias da sua vida, mas, sim, mudar, transformar o seu coração para que você dia a dia seja cada vez mais parecido com Jesus Cristo (Romanos 8.28-30).

      Agora, se a sua pergunta é referente a se este ou aquele líder religioso, se esta ou aquela igreja está certa, observe se o que eles ensinam obedecem a estes simples princípios. Se não obedecem, você já tem a resposta.
      Abraços, e volte sempre.
      Olivar

  8. Ana Paula says:

    Prezado Olivar,
    A paz! Eu como cristã católica, humilde serva de Deus e pouco conhecedora de teologia, me atrevo a comentar seu artigo, não quanto às questões teológicas, mas à luz da (minha) pequenina razão, pois ainda que eu acreditasse na “sua” teoria do “sola scriptura”, por tudo que li aqui, parece que caberia a mim concluir sobre quem interpreta corretamente a Palavra de Deus, dentre Luteranos, Presbiterianas, Batistas, etc. No entanto, imaginando que eu, além de não entender muito de teologia, não tivesse nível superior, ou talvez nem o segundo grau, ou mal soubesse ler e interpretar um simples texto (quem dirá livros complicados da bíblia), eu poderia estar fadada a concluir erroneamente quanto ao grupo Protestante quemelhor interpreta a Bíblia, o que poderia me levar à acreditar em falsos profetas como é advertido na Bíblia. Mas não, glórias sejam dadas a Deus e a todo momento, porque Ele, o Deus no qual eu acredito, não nos deixou à deriva, do contrário, Ele nos deixou uma barca segura e nos deixou Pedro como guia. Porque o Deus no qual eu acredito, sabe dar boas coisas aos seus filhos. O Deus no qual eu acredito, se revela aos humildes e pequeninos. Por isso nunca abandonarei a Igreja fundada por Cristo, pois as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Por fim, deixo uma reflexão, a qual não indica uma oposicao ao estudo aprofundado da Bíblia, mas sim, um olhar para o mais importante: “O que é que a razão compreende? Quase nada; mas a fé abraça o infinito. O que crê está muito acima do que discorre, e a simplicidade do coração, é preferível à ciência que alimenta a soberba. O desejo de saber foi quem perdeu o primeiro homem: buscava à ciência, achou a morte. (Imitação de Cristo)

    • Olivar Alves Pereira says:

      Tomás de Kempis… gosto muito desse livro dele “A imitação de Cristo”.
      Querida Paula.
      Concordo com você quanto à autoridade apostólica de Pedro, mas, não encontro respaldo bíblico algum para a “autoridade papal” dele.
      O problema da limitação escolar ou mesmo intelectual para se entender a Bíblia reside no pecado do coração e não na incapacidade da pessoa. Conheço muitos iletrados que são tão ou muito mais arrogantes que o mais arrogante dos filósofos ateus e “à toas” que existem por aí. Humildade não é a base da fé, mas, sim, resultado dela. O conhecimento e o entendimento daquilo que Deus requer de nós, vem pela ação “casada” do esforço pessoal e mental com a inteira dependência do Espírito Santo que inspirou homens consagrados a Deus no passado, para escreverem cada palavra das Escrituras.
      Ainda falando sobre a limitação escolar e acadêmica de uma pessoa, lembro-lhe que o próprio apóstolo Pedro disse de seu colega de apostolado, Paulo: “14 Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis, 15 e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, 16 ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe 3.14-16). E de onde Paulo tirou os ensinamentos elevados dele? Deixemos que ele nos responda: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4). Ele não tinha o Novo Testamento em suas mãos, portanto, referia-se ao Antigo Testamento. Onde um servo de Deus deve buscar o ensino para obter paciência para enfrentar as lutas de vida, a consolação para aplacar a dor desse viver, e a esperança para a vida eterna? Ah! Minha cara, se a senhora perguntasse para qualquer um de seus papas, eles para se dizerem cristãos teriam de dizer: nas Escrituras Sagradas, pois são elas que nos revelam Cristo. Mas, deixemos que o apóstolo Pedro (que não foi papa) nos responda em 2Pe 1.3-11:

      “3 Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, 4 pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo, 5 por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; 6 com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; 7 com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. 8 Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. 9 Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. 10 Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. 11 Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.

  9. Nei says:

    O que achei muito interessante, é que praticamente acabei de ler esse livro “Todos os caminhos levam à Roma”, e fiquei sabendo que teria outro livro, que iria de encontro a ele, fui para pesquisa, e acabei chegando até aqui, li os comentários, iri fechar a pagina porém algo me incomodou, sabemos o que é esse algo, afinal pedimos sempre sua ação, que ele verdadeiramente toque em cada parte do nosso ser que nos transforme, que nos torne homens e mulheres dignos de suas promessas.
    Pois bem, tenho 42 anos, passo por um processo de conversão a aproximadamente 1 ano, tenho buscado no Senhor me tornar uma pessoa melhor dia após dia, hora após hora ou minuto após minuto.
    Não consigo entender tanto debate, queridos não é de Deus não, um querendo mostrar que sabe mais que o outro, e a atitude ? Olhe para dentro de si, quantas Madalenas nós estendemos as mãos nos últimos dias ? Estamos amando nosso próximo verdadeiramante, Temos que amar a Deus sobre todas as coisas e temos que nos amar uns aos outros, é o caminho para alcançar nosso objetivo. Convivo com pessoas de doutrinas diferentes, não vejo dificuldade nisso. O irmão do testemunho do livro, se sentiu melhor em outra igreja, se ele estiver errado será entre ele e Deus mais ninguém, pois parece-me que o estão julgando. Verdadeiramente não acredito que o divisor de águas está em Maria, foi a escolhida por Deus, entre tantas, isso niguém pode contestar, por mais que queiram, se o padre tem que ficar solteiro ou não, ninguém coloca uma faca no pescoço dele obrigando-o a ser padre, não quer ser padre não seja. Que Deus abençõe a cada um de vocês independente de religião.

  10. Nei says:

    Óbvio que o simples fato de escrever qualquer palavra aqui nesse espaço, aberto por você, me colocaria no debate, pois já mostra alguma convicção da minha parte, sou incoerente sim… se essa incoerência levar meus irmãos a fazer uma pequena reflexão, sobre o PRINCIPAL mandamento, já fico satisfeito e provavelmente se ninguém me estender a mão, ou o Senhor colocar em meu coração que estou errado, permanecerei sendo. Como agora somente escrevi sobre meus defeitos, nem precisa perder seu tempo em responder !!!

    • Olivar Alves Pereira says:

      O seu outro comentário por ser exatamente igual a esse, a não ser pelo acréscimo da minha biografia (o que qualquer um pode conferir aqui mesmo), foi deletado.
      Novamente você se mostra incoerente e também melindroso. Se realmente não quisesse que eu perdesse o meu tempo lhe respondendo você não teria nem mesmo escrito um segundo comentário “treplicando” minha réplica.
      Fique à vontade para escrever o que você quiser aqui. Só apagarei se for como o que aconteceu (comentário repetido), ou se for algo que insulte a glória de Cristo.
      No mais, que Deus o abençoe!

  11. Ramon says:

    Boa tarde!

    Primeiramente, parabéns por buscar conhecimento em estudos bíblicos,teológicos e históricos.O mundo precisa de líderes evangélicos que, de fato, procurem estudar mais.Vejo muitos pastores pregando sem nenhum fundamento bíblico,histórico ou teológico.
    Gosto bastante dessas discussões, somar conhecimento é sempre bom, principalmente quando existe o respeito entre ambas as partes.
    Sou católico e, quando criança, tive a oportunidade de visitar algumas vezes a igreja universal,Batista,Filadélfia e, recentemente, Sara Nossa Terra.A experiência foi ótima e pude escolher continuar minha caminhada dentro da Igreja Católica.
    Venho pesquisado ultimamente, como leigo teológico, porém, com seriedade.E, me parece, que os protestantes perderam o “norte” que os levariam à verdade.E bateram de frente, justamente onde acham saber mais que os outros, na Bíblia.Sabemos que as escrituras passaram por várias “fases” de tradução, até chegarem em nossas mãos (hebraico,aramaico,grego,latim).
    Agora lhe pergunto, onde está o erro da Igreja Católica ao fazer culto aos Santos e suas imagens?Existe uma diferença entre ícone e ídolo, segundo as escrituras?
    Maria, que educou o Cristo,que mais o amou,nosso salvador, o único caminho que nos leva à Deus Pai, não poderia ela, interceder junto à Deus Filho, como fez nas Bodas de Caná?
    Os evangélicos, acreditam que Maria teve outros filhos, de fato, se interpretarmos a bíblia como leigos, isso seria uma verdade.Porém, o tratamento “irmãos” é muitas vezes utilizado em referência aos apóstolos e aos seus parentes.Como explicar, que de fato, Maria teve outros filhos, quando todo um Clero e estudiosos do mundo inteiro defendem que ela foi Mãe apenas de Jesus?
    Martinho Lutero era devoto de Maria, porque as religiões atuais pregam o ódio (intolerância religiosa) contra a Mãe de Jesus?Aquela cheia de graça, que somente ao saudar Isabel,a criança pulou em seu ventre e eles ficaram cheios do Espírito Santo?
    O próprio Anjo, disse: ” Ave cheia de graça…”
    Seria uma criatura comum ser cheia de graça?Ter tanta graça que não cabia mais?
    Jesus na cruz, entrega sua Mãe aos cuidados de João o discípulo mais amado, tendo em vista que José já estava morto e Maria não teria uma presença masculina, como era “obrigatório” entre às mulheres na época.Nesse momento, Jesus entrega sua mãe para ser também a mãe da humanidade.Jesus é a cabeça da Igreja, nós somos os membros, Maria é a mãe do verbo encarnado.
    Os adventistas do 7° dia, vivem fora do novo testamento, tendo em vista que o próprio Cristo trabalhou (curou) aos sábados, onde esses evangélicos estão embasados?
    Um Padre não pode durante à missa, falar algo que não esteja em acordo com a fé católica, lógico!
    Por que os Pastores protestantes pregam coisas distintas?
    Será, que Cristo nos deixou apenas uma Igreja invisível?
    Por que, atualmente, existem mais religiões calvinistas do que luteranas?
    Será que a Igreja Católica, que teve o trabalho de guardar com tanta segurança, durante séculos, os mais preciosos textos cristãos é que está equivocada?

    Aguardo, sua resposta!

    Paz e bem!

    • Olivar Alves Pereira says:

      Olá Ramon. Obrigado por sua participação aqui.
      Antes de responder à sua pergunta quero tocar num ponto importante aqui. Você menciona mais para o fim de seu comentário que os pastores protestantes pregam coisas distintas. E é verdade mesmo. Porém duas coisas precisam ser consideradas aqui:

      1) O termo “protestante” não se aplica a todas as igrejas “evangélicas”. A divisão correta fica assim:
      Igrejas protestantes (reformadas) históricas: Presbiteriana (da qual eu sou), Batista, Luterana e Anglicana;
      Igrejas Evangélicas Pentecostais: cito alguns exemplos pois são muitas: Assembleia de Deus, Congregação Cristã, Deus é amor, Quadrangular, etc.
      Igrejas Neopentecostais: cito algumas pois são muito mais ainda: Sara Nossa Terra, Renascer em Cristo, Mundial do Poder de Deus, Universal, Internacional da Graça, etc.

      O termo “calvinista” não é uma denominação, mas sim, um sistema doutrinário cujo oposto é o arminianismo. Geralmente as Presbiterianas (as tradicionais) e Batistas são as calvinistas. As pentecostais e neopentecostais seguem o sistema arminiano.

      Por favor, não me confunda com Adventista, Testemunha de Jeová, etc. Estas são seitas heréticas e não igrejas cristãs verdadeiras.
      2) a igreja romana tem o mesmo problema. É certo que a igreja romana tem bem menos divisões; mas, tem. Exite a carismática que para o catolicismo tradicional é espúria; a católica brasileira que até casamento dos seus padres aceita; isso sem falarmos das várias “ordens” que se rivalizam entre si. Pegue por exemplo um “Opus Dei” e o coloque ao lado de um carismático e lhes pergunte qual dos dois é fiel ao papa (saia de perto se não quiser se machucar com a pancadaria). O que dizer da Igreja Ortodoxa Grega, Russa e Oriental? Já os viu alguma vez todos debaixo da autoridade do mesmo papa? Por favor não venha me falar de divisão no meio “evangélico” (termo este que está cada vez mais difícil de usar como emblema da minha fé, porque de Evangelho quase nada mais tem), quando a igreja católica tem suas facções.

      Martinho Lutero não queria sair da igreja romana; ele queria reformá-la (daí o nome Reforma Protestante). Ele queria expurgar a Igreja tirando dela os absurdos que com o passar do tempo entraram por suas portas quando a Bíblia foi fechada pelos pontífices que disputavam o poder. É claro que o papa da época não permitiria tal coisa. Por isso, excomungou-o. Não restava outra coisa senão começar um novo grupo que buscasse voltar às origens do Novo Testamento. Daí sugiram as Igrejas Protestantes.

      Mas, contra o que elas protestavam? Heresias como a venda das indulgências para comprar a salvação, a imoralidade do clero, os abusos de autoridades do mesmo, etc. Você disse que a igreja romana foi a guardiã dos textos cristãos. Bem, uma coisa é guardar, e outra bem diferente é vivê-los.

      Você também coloca a todos os “evangélicos” como pessoas que odeiam Maria. Que absurdo! É claro que eu não posso em hipótese alguma concordar que Maria, a que foi escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus, seja a mesma Senhora Aparecida, Guadalupe, Fátima, etc. O sincretismo religioso católico é que produziu essas aberrações.
      Já a Maria, aquela da história bíblica, sem dúvida alguma é para mim um exemplo de humildade, de obediência e de dependência de Deus. Mas, dar a ela a glória que cabe somente a Jesus (ela é chamada de co-redentora!) isso é um absurdo que ela mesma rechaçaria se estivesse vendo alguma coisa agora. Você mencionou o milagre das bodas de Caná da Galileia. Lembra o que ela disse aos servos? “Fazei tudo o que ele (Jesus) vos disser”. Como faria bem à igreja romana obedecer a essas palavras de Maria …

      Você coloca o ser “cheia de graça” como um mérito dela. O que prova que você sequer conhece o sentido bíblico da palavra “graça”. O sentido bíblico de “graça” é: favor que Deus dispensa a mim o qual eu não mereço, pois, se eu o merecesse não seria graça, mas, sim, pagamento. Nenhum ser humano pode ser cheio da graça de Deus se Deus não lhe encher de Sua graça (veja Efésios 2.1-10, destacando o v.8). Faça um estudo cuidadoso das Escrituras no tocante à Graça de Deus e você constatará que se Deus não quiser revelar a Sua graça ao homem, este jamais poderá sequer ter noção dela.

      Com relação às várias traduções e versões da Bíblia que você menciona é um assunto que eu gosto muito de estudar. Há pouco mais de um século surgiram a Alta Crítica e a Baixa Crítica dos textos originais. A bem da verdade, não temos mais os textos originais, mas, sim, cópias dos mesmos. é aí que entram a Alta e a Baixa Crítica para determinarem quais dessas cópias são as mais confiáveis. Essa “briga” vai longe. Mas, eu posso lhe assegurar que as diferenças entre as cópias não passam de 0,1 % de todo o material, e que esse percentual não oferece nenhum problema para nós pois, não são em textos cruciais para a fé cristã onde existem doutrinas indispensáveis. Porém, as muitas diferentes traduções e versões acontecem porque existem interesses particulares por trás delas. É por isso que eu estudo as línguas originais (hebraico e grego) para resolver essas questões. E pasme você, tenho bom material de exegetas católicos que me ajudam nas traduções.

      Sobre Jesus ter sido o único filho de Maria, só me explique uma coisa. Você me diz que “irmãos” se refere a “irmãos na fé”, o que pressupõe que estes que são chamados de irmãos de Jesus, eram pessoas que criam Nele, correto? Então me explique o texto de João 7.5 que diz que nem mesmo os irmãos de Jesus criam Nele. Se eles eram irmãos “na fé” como eles não criam em Jesus?
      Contudo essa discussão toda sobre os outros filhos de Maria é uma tentativa ridícula e ilógica da igreja romana em tentar defender o estado virginal de Maria mesmo depois do nascimento de Jesus, como se dar à luz filhos fosse pecado, sendo que a Bíblia declara que dar à luz filhos é a grande missão da mulher (cf. 1Timóteo 2.15), e ainda mais dar à luz ao Filho de Deus, o Messias Prometido, coisa que toda judia almejava. Vocês querem por todas as formas dizer que Maria não tinha pecado e por isso era cheia da graça de Deus. Mas, é só observar o que ela disse no seu Magnificat que a dúvida cai por terra: “Minha engrandece ao Senhor, meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”. Se Deus era o Salvador de Maria é porque ela se via como alguém que precisava ser salva porque era pecadora (quando digo que ela era pecadora não estou dizendo que ela era uma prostituta imoral, mas, sim, que como qualquer ser humano ela era descendente de Adão e Eva, e por isso herdou o pecado deles como todos nós).

      Quanto ao fato dela ter sido entregue a João e não aos irmãos de Jesus, Matthew Henry faz um excelente comentário:

      “(1) O cuidado que Cristo teve com sua querida mãe. Ele não estava tão dominado pela dor dos seus sofrimentos a ponto de se esquecer dos seus amigos. O Senhor trazia, em seu coração, todas as preocupações deles. Sua mãe, talvez, estivesse tão dominada pelos seus sofrimentos, que não pensava o que iria acontecer consigo mesma, mas Ele admitiu este pensamento. Ele não tinha ouro nem prata para deixar, nem propriedades, reais ou pessoais. Suas roupas tinham sido apreendidas pelos soldados, e nós não ouvimos falar mais nada sobre a bolsa desde que Judas, que era o responsável por ela, tinha se enforcado. Portanto, nos parece que, humanamente falando, o Senhor Jesus não tinha outra maneira de cuidar de sua mãe, senão fazendo-o através da cooperação de um bom amigo, e foi isto que Ele decidiu fazer aqui. [1] Ele a chama de mulher, não de mãe, não por algum desrespeito por ela, mas porque “mãe” teria sido uma palavra dolorosa demais para aquela cujo coração já estava ferido pela tristeza. Era como Isaque dizendo a Abraão: “Meu pai”. Ele fala como alguém que não mais estava neste mundo, mas que já estava morto para aqueles deste mundo que lhe eram mais queridos. A maneira como o Senhor Jesus falou aqui, aparentemente desprezando sua mãe, como tinha feito antes, pretendia impedir e repreender as honras indevidas que Ele previa que seriam prestadas a ela pela igreja romana, como se ela, juntamente com Ele, merecesse as honras que só podem ser dadas ao Redentor. [2] Ele ordena que ela considere a João como seu filho: ‘“Eis aí o teu filho’, que está aí ao teu lado, sê como uma mãe para ele”. Veja aqui, em primeiro lugar, um exemplo da bondade divina, a ser observado para nosso encorajamento. Algumas vezes, quando Deus nos remove algum consolo, Ele nos proporciona outro, talvez onde não o procuramos. Nós lemos sobre os filhos que a igreja ainda teria depois de ter perdido os outros, Isaías 49.21. Que ninguém, portanto, considere tudo perdido, se uma cisterna secar, pois, da mesma fonte, outra cisterna poderá se encher. Em segundo lugar, um exemplo de dever filial, a ser observado e imitado por nós. Aqui Cristo ensinou os filhos a proverem, o máximo que puderem, pelo conforto dos seus pais já idosos. Quando Davi estava em aflição, ele cuidou dos seus pais e encontrou um abrigo para eles (1 Sm 22.3). Assim também o Filho de Davi, aqui. Os filhos, na sua morte, de acordo com sua capacidade, devem prover para seus pais, se ainda viverem e precisarem desta bondade. (2) A confiança que Ele depositava no seu discípulo amado. E a ele que Ele diz: “Eis aí tua mãe”, isto é: Eu a deixo aos teus cuidados, sê para ela como um filho que a guie (Is 51.18), e “não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer”, Provérbios 23.22. Agora: [1] Esta era uma honra conferida a João, e um testemunho tanto da sua prudência quanto da sua fidelidade. Se aquele que conhece todas as coisas não soubesse que João o amava, não o teria feito guardião da sua mãe. E uma grande honra ser empregado a serviço de Cristo, e ser encarregado de algum dos seus interesses no mundo. Mas: [2] Seria uma preocupação e uma carga para João. Porém, ele a aceitou alegremente, e a levou à sua própria casa, sem objetar pelo incômodo ou pela despesa, nem lembrar suas obrigações com sua própria família, nem a má vontade de que poderia ser alvo, com isto. Observe que aqueles que verdadeiramente amam a Cristo, e são queridos por Ele, ficarão satisfeitos com uma oportunidade de fazer qualquer serviço para Ele ou para os dele. Nicéforo, Eccl. Hist., liv. 2, cap. 3, diz que Maria viveu sob os cuidados do apóstolo João, em Jerusalém, durante onze anos, e morreu. Outros dizem que ela viveu mais tempo, chegando a acompanhá-lo até Éfeso”¹.

      Agora sobre essa de padre não falar contra a igreja romana… você forçou a barra. Dê uma olhadinha neste link:

      https://www.youtube.com/watch?v=wdmxJwOhQ6k

      Este é só mais um exemplo de que a sua igreja não é tão unida como você tanto quer que ela seja.

      ____________________________
      ¹ HENRY, Matthew, 2008, vol.5, p.1056 – Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD.

      • Olivar Alves Pereira says:

        Quero deixar uma pergunta aos romanistas de plantão (se é que algum deles terá coragem para me responder).
        De todos os que entraram aqui neste blog e neste artigo em especial, que a despeito de todos os textos bíblicos que eu apresentei ainda insistem em afirmar que as Escrituras Sagradas não são a nossa úncia regra de fé e prática (“Sola Scritura”), só peço que me respondam:
        De onde o papa tira a autoridade dele para se arvorar dizendo ser o o sucessor de Pedro, o vigário (substituto) de Deus nas terra?

        Não é estranho que a Bíblia Sagrada, Divinamente inspirada é posta em cheque, mas, um mortal miserável, tão pecador quanto qualquer um de nós arroga para si títulos como vigário (substituto) de Deus na Terra, o “papa” (pai?) é simplesmente acatado e obedecido apesar das asneiras e mentiras que fala?

        Alguém de vocês que tomaram o meu tempo com respostas as quais vocês não deram a mínima, por favor, só me respondam essa pergunta.

  12. Susana says:

    Sr. Olivar,
    Quem só acha erros nos outros se esquece que tem vários dedos apontados para você.
    Pare de apontar erros da igreja católica. Trate de cuidar dos erros da sua igreja, pois certamente existem muitos Você fala tanto da igreja católica e esquece de pregar para os seus seguidores.
    SOU CATÓLICA, VIVO MINHA FÉ. Estou muito feliz.
    Vocês só conseguem fazer lavagem cerebral em pessoas humildes que não tem discernimento nem opinião própria.
    Quanto à sua pergunta, respondo que foi o próprio Jesus quem disse:”Tú és Pedro e sobre esta pedra edificarei a MINHA IGREJA”
    suzana.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Sra. Susana, obrigado por sua participação aqui. Não sei se a senhora voltará aqui para ler esta resposta. Espero que volte para continuarmos conversando.
      A senhora comete vários equívocos aqui:
      1) Não estou atacando a ICAR, mas, defendendo a Palavra de Deus a qual é enxovalhada por sua igreja e seus líderes, que preferem tradições falidas e heresias implantadas pelos homens à pura Palavra de Deus.
      2) Não faço vistas grossas à minha denominação e muito menos à “igreja evangélica”. Basta vermos os muitos artigos que aqui tenho postado sobre isso. Meu objetivo é atacar o erro e o pecado venha de onde e de quem vier, inclusive da minha denominação.
      3) O pior dos erros que a senhora comete aqui é o da incoerência. Acusa-se de fazer lavagem cerebral quando o que se vê é a senhora repetindo irrefletidamente o que seus líderes lhe ensinam (e errado). Não vou empurrar-lhe goela a baixo o arcabouço da gramática grega e portuguesa para não ser enfadonho. Mas, só quero lhe dizer que quando Cristo disse essas palavras a Pedro Ele fez um jogo de palavras no grego muito interessante. O nome próprio “Pedro” no grego é “Cefas” e no latim “Petrus” que significa “pedrinha, pedregulho, pedra pequena”, e o substantivo “Pedra” aqui no grego é “Petrá” que significa “Rocha imensa, Pedra de Angular, de sustentação”. Então a tradução fica assim: “Também te digo que tu és uma pedrinha, mas, sobre esta Pedra edificarei a minha igreja”. A Pedra a qual Jesus se refere aqui é Ele próprio. Para isto basta ver a diferença entre “esta” (referência a algo que está próximo do locutor) e “essa” (referência a algo que está longe do locutor). Então quem é a Pedra sobre a qual a igreja de Cristo seria edificada? Pedro? Não!. O Senhor Jesus. E para tirar suas dúvidas, veja onde está escrito na Bíblia (e não o que seus padres ensinam) que Pedro é essa “Pedra Angular”? Aliás, para facilitar sua pesquisa, leia as cartas de Pedro e veja a quem ele chama de “Pedra Angular”.
      4) Vou repetir algo que já disse em outros posts. Vocês se arvoram em dizer que a ICAR é a igreja que Cristo deixou. Ok, partindo dessa premissa quero então exortá-los a se comportarem como tal. Como deve se comportar a Igreja de Cristo? Deve ser obediente às ordens Dele. Em Mt 28.19 e 20 Ele ordenou à Igreja: “Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”. Entre outra coisas a Igreja de Cristo deveria ensinar “todas as coisas que Cristo ordenou”. Agora, me responda: onde Cristo ordenou a instituição de um papa? Onde Cristo ordenou que Seus servos, os apóstolos e outros fossem venerados? Onde Ele nos ordenou a adoração e busca da “corredenção” de Maria (como se Ele precisasse de ajuda para nos redimir)? Onde Ele nos ordena a orar pelos mortos? Onde Ele nos ordena a buscar objetos (que supostamente tenham pertencido a algum servo Dele) para sermos curados? Onde Ele ordena a Igreja Dele a acumular tanta riqueza e tesouros neste mundo como você e eu sabemos que o Vaticano tem? Bem, poderia mostrar mais coisas nesta lista, mas, deixo a cargo de sua consciência e que a mesma seja tocada pelo Espírito Santo para que a senhora possa ver a verdade na Palavra de Deus e não nas suas crenças.
      No mais, passe bem.

  13. Juliana says:

    Gostei muito do seu texto, eu sou evangelica, minha igreja é Batista, e tenho confrontos com minha irmã que é catolica, inclusive foi ela quem me pediu para ler o livro citado acima, mas procurando resumos e comentarios sobre o tal livro, já percebo que não vale a pena, gostei muito de todas as suas respostas, todas foram embasadas na biblia, o que não posso dizer o mesmo sobre os seus questionadores.
    A paz do Senhor e que Deus lhe abençoe.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Oi irmã Juliana Monteiro,
      Eu li este livro. Para lhe ser bem sincero, o autor (que no passado fora um pastor presbiteriano e que depois se converteu com romanismo) nada mais fez do que pegar a doutrina bíblico-reformada sobre o trabalho e a trouxe para dentro dos portais católicos, e, agora, faz parecer um ensinamento católico. Espero que continuem a emular as doutrinas bíblico-reformadas e convertam-se de fato a Cristo.
      No mais, minha irmã, que Deus abençoe muito a sua vida, e no que precisar desse blog e de minha ajuda estarei à disposição.

  14. elbert nogueira bernardes says:

    Prezado Rev. Olivar,
    Era católico, ministro da eucaristia!!!! há 6 anos sou presbiteriano! primeira igreja de BH, fico maravilhado com as pregações, como é bom estar na casa do Senhor !!!!!!
    Estou na mesma tarefa que nossa irma Juliana! Minha irmā me ofereceu este livro para ler, em troca ela deverá ler O PAPADO E O DOGMA DE MARIA…Espero que o Espírito Santo possa tocá-la!!!!
    Como me fez bem acompanhar as suas respostas! Que Deus continue abençoado sua vida! A paz de Cristo.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Caro irmão Elbert Nogueira.
      Primeiramente, agradeço sua participação aqui no Noutesia.com.br. Meu objetivo é pregar a Palavra de Deus e instruir os corações na mesma. Por isso, se não lhe for pedir muito, ajude-me na divulgação deste site.
      Em segundo lugar (mais em maior importância) fico muito feliz em ouvir sobre a sua conversão. Você como tantos outros serão chamados de “fracos”, de “mente fraca” porque se deixou levar pela conversa dos crentes. Não se ofenda e nem desamine com tais acusações, que na verdade são corretas. É preciso ser fraco para experimentar o Poder de Deus, é preciso esmagar o eu na cruz dia a dia para servir a Cristo, e é preciso depender totalmente do Espírito Santo para entender a Sua Palavra. Somos tudo isso, irmão.
      Quanto ao livro de Scott Hann (um ex-presbiteriano que se converteu ao Romanismo), como já disse, o autor emulou “na cara dura” a doutrina reformada sobre a santidade do trabalho, a qual põe por terra a ideia de “trabalho secular” e “trabalho sagrado”. Que outras doutrinas bíblico-reformadas sejam também “emuladas” por eles (risos).
      Por fim, o irmão disse que é membro da 1ª IP de BH, cujo pastor é o Rev. Ludgero Bonilha, não é mesmo? Transmita-lhe o meu abraço. Há um irmão muito, muito, muito querido que era diácono na sua Igreja, o irmão Samuel Josias Ross. Se ele estiver aí com vocês por favor transmita-lhe um forte abraço e diga-lhe que tenho muitas saudades dele. Aqui no meu blog escrevi um artigo intitulado “Tributo a Ivan Ross”, pai do Samuel. O Rev. Ivan Ross foi meu pastor na minha adolescência e juventude (por 10 anos). Sou imensamente grato a Deus pela vida desse precioso servo Dele que me ensinou muitas coisas.
      No mais, querido irmão, Deus o abençoe ricamente.
      Volte mais vezes!
      No amor de Cristo
      Rev. Olivar

  15. fabiano brito says:

    Rev. Graça e paz. Procurando alguns post sobre a igreja de Roma achei o site do Sr e falo sem.comsombra de duvidas que foi obra do espirito santo de Deus. Estou no evangelho a apenas dois anos, mas leio e procuro me informar muito, não deixo levar pela emoção, e procuro tirar tudo de bom que outros pregadores falam e formo minha opinião sóbre os assuntos. Tenho 38 anos e mesmo com pouco tempo no evangelho já formulo alguns estudos para ajudar as pessoas a chegarem mais perto do evangelho e de Jesus.
    Como ex católico, a leitura da Biblia me libertou dos dogmas romanistas. Mas vamos la a algumas perguntas que quero que o sr responda.

    1- Fico muito triste quando meu pastor prega um Deus e Jesus punitivo e vjngador, pois Jesus se apresenta pra mim com tanto amor e graça como diz no versículo mais bonito da Biblia que e João 3:16. Gostaria de saber o por que disso por que estão judaizando o cristianismo, sendo que depois que Jesus foi crucificado vivemos pela graça e amor e não pela antiga lei. No meu entendimento eramos gentios e depois do batismo de Cornélio ganhamos o direito da salvação mediante a fe em Jesus Cristo e o batismo nas aguas.

    2- em respeito ao dizimo, hj devolvo os 10% designados por Deus no novo testamento, mas como vivemos pela graça acho eu, que esse percentual e meio equivocwdo, Jesus menciona da mulher que ofertou as duas moedas que era tudo que tinha e exorta a oferta os com alegria e não porco trangimento ou o rotação como esta em 1 Corintios . Por que falam e usam Malaquias 3:10 como.comse não ofertar e dizimar os 10% Deus vai me punir. Se num mês não posso CK atribuir ou devolver os 10% mas devolver por exemplo5% com alegria testarei obedecendo ao Senhor.comDeus com alegria?

    3- Deuw me trouxe para igreja pra professar o seu amor, a sua alegria, muitos irmãos me criticam por minhas tatooagens, mas acho eu que Deus importa com que sai do meu coração e da minha boca do que se tenho tatoos ou não, ele quer e meu bom testemunho queria que o sr come tasse sobre tatoos e se estarei salvo ou não por causa delas. No mais graça e paz e sempre que tiver alguma duvida posso recorrer ao Sr?
    Abraco

    • fabiano brito says:

      Reverendo sou da Igreja batista da Lagoinha em Itabirito MG

    • Olivar Alves Pereira says:

      Prezado irmão, Fabiano Brito,
      Primeiramente quero agradecer por sua participação aqui. E já respondendo sua última pergunta: sim, meu irmão, fique à vontade para ler os vários posts que tenho aqui e para perguntar tudo o que você quiser me perguntar. Responderei, sim, biblicamente às suas perguntas. Vamos lá então.

      Pergunta 1: Deus é amor, mas também é Justiça. Na “balança” divina esses dois atributos de Deus são perfeitos. Ele não é mais amor e menos justiça em uma circunstância, ou mais justiça e menos amor em outra. Sempre que Ele age, o faz com amor e justiça. Se o seu pastor está ensinando que Deus pune o pecado e o pecador arrogante e rebelde, então, seu pastor está pregando o Evangelho. Veja você que a mesma cena que nos apresenta o grande amor de Deus por nós, Jesus Cristo na cruz, é também a expressão máxima da justiça de Deus contra o pecado. Em 2 Coríntios 5:21 lemos: “Aquele que não conheceu pecado (Jesus), ele (Deus) o fez pecado por nós; para que, nele (Jesus), fôssemos feitos justiça de Deus”. As palavras entre parênteses são minhas, eu as pus só para ajudar no entendimento do versículo. Não podemos minimizar a justiça de Deus em face ao Seu amor. A justiça de Deus exige reparação por causa do nosso pecado. Mas, nós éramos totalmente incapazes de reparar tal dano. Daí, somente alguém santo poderia fazer por nós. Jesus então Se encarnou (Fp 2.5-11) e morreu em nosso lugar. Qualquer Evangelho que não apresente a justiça de Deus, não é Evangelho Verdadeiro. Seu pastor não está errado. Aliás se ele prega assim, parabenize-o, pois, ele faz parte de um grupo pequeno de pregadores sérios. Observe ainda o que diz Romanos 5.1-11:
      v.1: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”; uma tradução mais apurada seria assim: “Justificados, pois, por meio da fé (em Cristo) ESTAMOS EM PAZ com Deus, através de nosso Senhor Jesus Cristo”. Se agora em Cristo estamos em paz com Deus, é porque antes estávamos em guerra, éramos Seus inimigos. Veja o que diz o v.10.
      v.2:”por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus”; tudo por meio de Cristo que suportou em Si mesmo a ira de Deus contra o nosso pecado;
      v.3-5: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; 4 e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. 5 Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado”; estes versos descrevem o andar do crente. Este, encontra nas tribulações o terreno propício para a perseverança (os verdadeiros salvos perseverarão até o fim, apesar das lutas). Com a perseverança eles adquirem a experiência de que Deus é fiel em cuidar daqueles por quem Cristo morreu; essa experiência da fidelidade de Deus lhes fortalece ainda mais a esperança. E que esperança é essa? A esperança da Vida Eterna. Todo crente verdadeiro tem A PLENA CERTEZA DE SUA SALVAÇÃO ETERNA. Essa vida eterna nos foi dada pelo maravilhoso amor de Deus que nos dá como garantia o Espírito Santo habitando em nosso coração.
      v.6 “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios”. Observe do que somos chamados aqui: “fracos” e “ímpios”. Éramos (e somos) totalmente incapazes por nós mesmos de nos salvar. Não só isso, mas, também não temos merecimento algum em nós para obtermos a salvação; ela tão somente é obra da Graça de Deus.
      v.7 “Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. Isso é amor de verdade!
      v.9: “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”. Observe bem este versículo. Ele fala que fomos justificados. a doutrina bíblica da Justificação (doutrina essa que a Igreja Romana combateu fortemente quando Lutero a apresentou) vem nos mostrar que Jesus Cristo levou em sua conta a culpa dos nossos pecados (e por isso, Ele morreu na cruz), e, colocou em nossa conta a Sua justiça, daí sermos justificados. Por isso quando Deus olha para alguém por quem Cristo morreu, não vê os pecados dessa pessoa, mas, a justiça de Seu Filho. E dessa forma fomos livrados por Cristo da ira. Mas, que ira é essa? A ira de Deus contra o pecado.
      v.10 “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação”. Fomos reconciliados com Deus através de Jesus Cristo, porque antes éramos Seus INIMIGOS.

      Pergunta 2: Era da Lei X Era da Graça. Bem, como sigo a Teologia Reformada e a Confissão de Fé de Westminster (que é puritana e aliancista em seu âmago) não vejo duas eras, dois testamentos (ainda que na minha Bíblia tenha essa separação entre Antigo e Novo Testamentos feita pelos editores). Para mim, A Bíblia é uma só, e tudo o que aconteceu lá no Antigo Testamento era a preparação, a base para o que viria a acontecer no Novo Testamento; No AT temos as profecias, no NT o cumprimento delas.
      Voltando para a sua pergunta sobre o dízimo, veja você que dízimo antecede à Lei Mosaica. O primeiro registro sobre dízimo está em Gn 14.18-24, com Abraão, e foi algo voluntário. Nos dias de Moisés Deus normatizou a contribuição em 10%. No NT o dízimo continua valendo, pois, o Senhor Jesus não o aboliu. Alguns dados importantes: (1) Jesus falou frequentemente sobre o assunto. (2) A Bíblia refere-se mais vezes a dinheiro do que mesmo à oração ou a fé. (3) Jesus falou sobre o dinheiro 90 vezes. (4) Dos 107 versículos do Sermão do Monte, 22 referem-se a dinheiro, e (5) Das 49 parábolas de Jesus 24 mencionam dinheiro.
      Há algum mandamento de dar o dízimo no Novo Testamento? Sim. Veja Mt 23.23. Os fariseus davam dízimo de tudo, mas, negligenciavam a prática da misericórdia e da fé. Jesus insiste com eles para que continuem a praticar o dízimo, mas, deem atenção devida as obrigações morais. Cristo dá claramente seu apoio a doutrina do dízimo. Mas essa ordem não era só para os fariseus? Em Mt 5.20 o Senhor Jesus diz que a nossa justiça deve exceder em muito à dos fariseus e escribas. Se ficarmos aquém do fariseu na prática do dízimo, estaremos dando provas de que a nossa religião produz frutos inferiores aos do farisaísmo!
      Exemplos de contribuição no NT:
      Alguém disse que por estarmos na “era da graça superabundante”, dízimo é um bom parâmetro para iniciarmos nossa contribuição.
      A viúva pobre – Mc 12.41-44. Ela deu 100%;
      Zaqueu – Lc 19.8. Deu 50%
      Os crentes da Igreja Primitiva – At 2.42-45; 4.32-37. Distribuíam “tudo”, ou seja, os valores apurados de parte de suas propriedades eram doados 100%

      Quando a Bíblia diz que Deus ama a quem dá com alegria é uma referência às ofertas extra dízimos. O dízimo já está estipulado. Qualquer quantia inferior a ele é desobediência e roubo, pois ele pertence a Deus. Mas, é nas ofertas extras que a nossa generosidade é demonstrada. O dízimo mostra nossa obediência, e as ofertas, a nossa generosidade. Daí se alguém oferta reclamando ou com “dor no coração” estará desagradando a Deus ainda que a oferta seja uma grande quantidade.

      Pergunta 3: Os seus erros do passado (e isso inclui suas tatuagens) são coisas do passado. Mas, infelizmente, retirar essas tatuagens significa deixar outras no lugar pois até onde eu sei a remoção a laser deixa uma marca esbranquiçada parecendo vitiligo. Uma sugestão: evite exibi-las. E o princípio que você deve adotar é o de não ser tropeço e escândalo para ninguém. Em Romanos 14.13 lemos: “Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão”. Contudo, ninguém pode condená-lo por ter tatuagens. Quando um adolescente vier a você dizendo que curte suas tatoos e quer fazer algumas, desestimule-o. Mostre-lhe que hoje você não faria mais essas coisas.
      Agora, qual o pecado em se ter tatuagens? Para isso precisamos recorrer ao “por quê” alguém faz isso. Alguém que faz uma tatoo ou se enche de piercings o faz por estar descontente com sua aparência, e, por isso, quer dar um upgrade no visual. O que esta pessoa está fazendo de fato é mostrar seu descontentamento com Deus por te-lo feito dessa forma. Veja bem, não é pecado alguma pessoa malhar e cuidar do seu corpo. Mas, quando ela o faz por estar descontente com a forma que Deus lhe deu, então está pecando. Se exercícios são praticados para se manter a saúde, tudo bem. Se ganhou alguma massa muscular com esses exercícios, tudo bem também. Porém, quando se busca sempre algo mais, aí já é descontentamento, e, portanto, pecado.

      Por fim, quero encerrar aqui sendo honesto contigo. Mexendo aqui em meu blog, ou encontrando algumas postagens por aí, você poderá encontrar-me criticando (e na maioria das vezes sendo duro) com o grupo Diante do Trono que é da sua igreja. No começo desse grupo eu o admirava, e gostava muito das suas canções. Mas, com o passar do tempo, infelizmente começaram a fazer coisas e músicas que eu não posso aceitar. Sou presbiteriano e tenho grandes amigos e irmãos batistas; a ABCB (Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos) da qual sou membro em sua maioria é de Batistas; a Editora que mais tenho livros e sigo junto é a Fiel, uma editora em sua maioria batista. A escola que minha filha estuda e a minha esposa trabalha e eu sou tesoureiro do Conselho Deliberativo é Batista (Escola Cristã Batista Regular). Então não é uma implicância com os batistas minhas críticas ao DT.
      Digo-lhe isso porque quero muito estabelecer uma amizade sincera com você, até mesmo porque somos irmãos em Cristo, não é mesmo?

      No mais, um forte abraço, e espero ter-lhe ajudado um pouco.
      Que Deus o abençoe!

      Olivar

  16. fabiano brito says:

    Oh reverendo relaxa. Kkk
    Ah coisas qje não concordo também com o Diante do trono. Ah musicas sim que gosto deles, mas não e tudo. Como falei pro Sr escuto todos e formulo as linhas opiniões.
    Tenho vários amigos na igreja presbiteriana de Itabirito MG, cidade qual nasci e moro. E já vjsjtei a um culto na igreja.
    Deus o abençoe e sempre vou ” incomoda-lo” com linhas duvidas.

  17. Jáder Borges says:

    Caro Rev Olivar. Parabéns por seu texto aqui e por seus outros textos tantos. E por sua coerência.
    Vi que algumas pessoas questionaram sobre 2Timóteo 3.16,17 e que até tentaram ligar o “toda Escritura” apenas com o Antigo Testamento. É claro que enquanto PAulo escreve ali a Timóteo… 1) com os apóstolos vivos, eles eram referências e colunas da Igreja em questão de Doutrina. O Cânon ainda não estava completo, mas a vontade de Deus emrevelar-lhes toda a Verdade com autoridade ímpar para inspiraão divina e continuidade dos escritos, estava. Depois dos apóstolos, mais nenhum escrito! 2) O plano de Deus: revelar Sua vontade por escrito aos seus vasos escolhidos e estes são: os profetas eos apóstolos. Efésios 2.20 diz que “o Edifício” que o Senhor está levantando com as pedras vivas – sim que estes pequenos extratos de pedras, que são os que creem em Jeus Cristo, são “edificados [igreja] sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” Então, “a dupla profetas (AT) e Apóstolos (NT) está no mesmo pé de igualdade para elevação deste edifício de Deus e formam esses dois grupos de servos do Senhor então, a estrutura deste edifíco, e só. Não entram tradições do tipo: ‘eu acho’, ‘eu penso’, ‘são fulano tabém disse que’…. 3) Efésios 3.5, falando sobre os santos e eternos propósitos de Deus de unir judeus e gentios ( que são os demais dos povos que não são judeus), diz: “…o qual, em outras gerações não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como, agora [por causa da vinda do Fiho de Deus], foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, NO EPÍRITO”. Então, mais uma vez os grupos em questão, ‘apóstolos(NT) e Profetas (AT) estão para designar todo o propósito de Deus e, perceba, O ESPÍRITO SANTO é quem está bem destacado nesta afirmação toda, de ‘formação’ e ‘edificação’ da igreja de Deus, pois Deus que é, o Espírito age soberanamente no registro de Sua vontade. O Novo Testamento foi mesmo igualmente registrado por homens inspirados pelo Espírito – como Pedro bem vai reconhecer os Escritos de Paulo como “Escritura” (termo que era utilizado para o AT na época) e tal parte da Escritura canônica, chamada por nós de ‘Novo Testamento’ está em fomação e em processo de conclusão, com os apostolos vivos: Os escritos que foram registrados por eles ou sob supervisão direta deles -os apóstolos (e.g. evangelho de Marcos, deLucas, Atos, etc) estavam já em franca produção quando Paulo escreve À Timóteo. E quando Paulo, o que escreveu a Timóteo (2 Tm 3.16,17) falar de si e sobre seus escritos, dirá que os mesmos têm o mesmo peso e autoridade dos escritos de Davi. Em 2 Samuel 23.2,3 (Escritura=Antigo Tetamento, portanto), lê-se: “O Espírito do SENHOR fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua. Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus”. E Paulo dirá a mesma coisa, na mesma direção em 1 Coríntios 2.13: “Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais”. O apóstolo mesmo afirmava que a fonte de suas revelações eram a mesma de Davi, na mesma intensidade, vindas do Espírito Santo. Então, Paulo (dos apóstolo) e Davi (dos profeta) sustentam uma asimilação viva da verdade de Deus, não em nível das ideias [humanas] mas com o Espírito Santo de Deus ensinando-lhes e permanecendo com ambos os escritores em todo o tempo de seus escritos até o ponto de verbalizarem e registraem suas mensagens. Coube a Igreja de Cristo ao longo dos anos no postmortem dos apóstolos reconhecer e declarar encerrado e definitivamente concluído o cânon sagrado, conferindo a Igreja Escritura com Escritura, para que não houvesse corrupção de ‘nada de fora’ que até “parecesse com o inspirado” mas que na realidade não passavam de escritos meramente de homens ou de suas tradições religiosas. Assim, doutrinariamente, o Cânon fecha e temos o padrão divino para a Igreja, este lindo edifício de Deus: os Escritos sagrados dos profetas e dos apóstolos. A estes Deus escolheu; a estes o Espírito inspirou. Seus escritos deixou para a Igreja seguir, pois a Palavra de Deus é viva e eficaz, ontem, hoje e sempre (Hebreus 4.12). Guiando-se por ela a igreja estará segura e tem e terá suficiente informação para viver e agradar a Deus. A base não é fraca: é a Verdade revlada de Deus e esta não é ‘como um banquinho frágil que levaraá uma pesao a pender apra os lados. Não! A Verdade de Deus revelada é base maior que o Universo! Receba o meu abraço, caro pastor!

    • Olivar Alves Pereira says:

      Rev. Jáder, meu amigo e colega.
      Bom ve-lo por aqui e te-lo nessa empreitada.
      Obrigado pelo acréscimo que me faltava aos meus argumentos aqui. Desejo que todos os leiam com sinceridade e conheçam a Verdade revelada nas Escrituras.
      Forte abraço.

  18. Adeilton says:

    Olá Rev,
    Conheci o seu blog através de um amigo do facebook que compartilhou esta sua postagem.
    Li o seu escrito acima e, se me permite, gostaria de comentar.
    Antes de você falar sobre a doutrina do “sola-scriptura”, somente as Escrituras, o senhor faz algumas perguntas, e questiona se algumas doutrinas católicas estão na Bíblia.
    Mas existem algumas doutrinas que você segue que não se encontram explicitamente nas Escrituras, existe, sim, implicitamente. Como, por exemplo, a doutrina da Santíssima Trindade, a doutrina da Encarnação de Cristo, a própria doutrina que o senhor defende neste artigo, o sola-scriptura.
    Quanto ao primeiro questionamento que o senhor faz sobre o purgatório: assim como a Trindade que não está explícito claramente, mas se deduz à partir de textos, assim também é o caso da doutrina do purgatório. Veja alguns textos que se deduz que esta doutrina está embasada: (Mt 12,32;1 Cor 3,15;pd 1,7) Se você acredita na Trindade( assim como eu acredito também, não estou questionando isso) Mas, por que então dizer que a doutrina do purgatória é antibíblica? Assim também a doutrina da Trindade seria antibíblica, por não está explícita na Bíblia?
    Respeitosamente, um forte abraço Rev. e fique com Deus.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Caro Adeilton, bom ter você aqui conversando comigo.
      Discordo completamente de você.
      Você cita Mt 12.32 “Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir” e 1Co 3.15: “se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo”, e outra que não identifico na Bíblia (pd 1,7 – seria Pedro? Se sim qual das duas cartas?). Mas, meu querido, nem na língua Portuguesa e não na grega (língua original do NT) encontramos explícita e nem implicitamente a menção ao purgatório. Lembrando que a doutrina da Fé Cristã é embasada no ensino dos apóstolos e profetas, e em nenhum, repito, em nenhum lugar das Escrituras encontrarmos explícita ou implicitamente essa doutrina. Seria interessante você como católico (é o que presumo) apresente para nós quando foi a primeira vez que esta doutrina foi ensinada. Isso responderá a biblicidade (?) dessa doutrina.
      Agora, quanto à doutrina da Trindade (seu argumento é um tiro no seu pé) de fato, o verbete “Trindade” não aparece nas Escrituras Sagradas. Vejamos algumas passagens:
      Gn 1.1: “No princípio criou Deus…”, no hebraico é Elohim que nos mostra não o plural do verbete “Deus” (Deuses), mas, sim, as várias qualidades de Deus.
      Gn 1.26: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança…” A quem Ele disse isso? Aos anjos? Eles são criaturas.
      Jo 10.30: “Eu e o Pai somos um”. Ah… mas, e o Espírito Santo?
      Rm 8.9: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Existem muitos outros textos. Aqui cito também a Confissão de Fé da IPB no 2º Capítulo “Da Santíssima Trindade” que diz:

      §I. Há um só Deus vivo e verdadeiro (Dt 6.4; 1Co 8.4,6; 1Te 1.9; Jr 10.10), o qual é infinito em seu ser e perfeições (Jr 23.24; Sl 147.5; 1Re 8.27; Sl 134). Ele é um espírito puríssimo (Jo 4.24), invisível (1Tm 1.17), sem corpo, membros ou paixões (Lc 24.39;Dt 4.15,16); é imutável (Tg 1.17), imenso (1Re 8.27; Jr 23.23,24), eterno ( Sl 90.2; 1Tm 1.17), incompreensível (Rm 11.33; Sl 145.3), onipotente (Ap 4.8), onisciente (Rm 14.17), santíssimo (Is 6.3), completamente livre (Sl 115.3) e absoluto (Is 44.6; At 17.24,25), fazendo tudo segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável (Ef 1.11) e para a sua própria glória (Rm 11.36; Ap 4.11). É cheio de amor (1Jo 4.8-10), é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro galardoador dos que o buscam (Hb 11.6) e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos (Ne 9.32,33), pois odeia todo o pecado (Hc 1.13); de modo algum terá por inocente o culpado (Ex 346,7; Na 1.2,3).

      §II. Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança (Jo 5.26; At 7.2; Sl 119.68; 1Tm 6.15;Rm 9.5). Ele é todo-suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência; não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas (At 17.24,25). Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas (Rm 11.36; Is 40.12-17) e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser (Dn 4.25; Ef 1.11). Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele (Hb 4.13); o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura (Rm 11.33,34; Sl 147.5), de sorte que para ele nada é contingente ou incerto (Is 46.9-11; At 15.18; Ez 11.5). Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos (Sl 145.17; Rm 7.12). Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele houve por bem requerer deles (Ap 7.11,12; Ap 5.12-14).

      §III. Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade – Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo (Mt 28.19; 2Co 13.13; Mt 3.16,17). O Pai não é de ninguém – não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai (Jo 1.14,18; Jo 17.24); o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho (Gl 4.6; Jo 15.26).

      E ainda na mesma Confissão de Fé Cap. 8 “De Cristo o Mediador”

      §I. Aprouve a Deus em Seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, Seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem (Is 42.1; 1Pe 1.19-20; 1Tm 2.5; Jo 3.16), o Profeta (Dt 18.15; At3.20-22), Sacerdote (Hb5.5,6) e Rei (Is 9.6,7; Sl 2.6), o Cabeça e Salvador de Sua Igreja (Lc 1.33; Ef 5.23), o Herdeiro de todas as coisas (Hb 1.2) e o Juiz do Mundo (At 17.31; 2Co 5.10); e deu-Lhe desde toda a eternidade um povo para ser Sua semente (Jo 17.6; Ef 1.4; Jo 6.37,39; Is 53.10) e para, no tempo devido, ser por Ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado (1Tm 2.5,6; 1Co 1.30; Rm 8.30; Mc 10.45).

      §II. O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a Ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre Si a natureza humana (Jo 1.1,14; 1Jo 5.20; Fp 2.6; Gl 4.4; Hb 2.14) com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado (Hb 2.17; Hb 4.15), sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da virgem Maria e da substância dela (Lc 1.26,27,31,35; Mt 16.16). As duas naturezas, inteiras, perfeitas e distintas – a Divindade e a humanidade – foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão, composição ou confusão (Cl 2.9; Rm 9.5); essa Pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porém, um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem (Rm 1.3,4; 1Tm 2.5).

      §III. O Senhor Jesus, em Sua natureza humana unida à divina, foi santificado e sem medida ungido com o Espírito Santo (Lc 4.18,19,21; At 10.38), tendo em Si todos os tesouros de sabedoria e ciência (Cl 2.3,17). Aprouve ao Pai que Nele habitasse toda a plenitude, a fim de que, sendo santo, inocente, incontaminado e cheio de graça e verdade, estivesse perfeitamente preparado para exercer o ofício de Mediador e Fiador (Hb 7.26; Jo 1.14). Este ofício Ele não tomou para si, mas para ele foi chamado pelo Pai (Hb 5.4,5), que Lhe pôs nas mãos todo o poder e todo o juízo e Lhe ordenou que os exercesse (Jo 5.22,27; Mt 28.18).

      §IV. Este ofício o Senhor Jesus empreendeu mui voluntariamente (Sl 40.7,8; Fp 2.5-8). Para que pudesse exercê-lo, foi feito sujeito à lei (Gl 4.4), a qual cumpriu perfeitamente (Mt 3.15), padeceu imediatamente em sua alma (Mt 26.37-38; Lc 22.44; Mt 27.46) os mais cruéis tormentos e em seu corpo os mais penosos sofrimentos (Mt 26 e 27); foi crucificado e morreu (Fp 2.8); foi sepultado e ficou sob o poder da morte, mas não viu a corrupção (At 2.24,27; At 13.37); ao terceiro dia ressuscitou dos mortos (1Co 15.4) com o mesmo corpo com que tinha padecido (Jo 20.25,27); com esse corpo subiu ao céu, onde está sentado à destra do Pai (Lc 24.50,51; At 1.9; At 2.33-36), fazendo intercessão (Rm 8.34; Hb 7.25); de lá voltará no fim do mundo para julgar os homens e os anjos (At 10.42; Mt 13.40-42; Mt 16.27; Mt 25.31-33; 2Tm 4.1).

      §V. O Senhor Jesus, pela Sua perfeita obediência e pelo sacrifício de Si mesmo, sacrifício que pelo Eterno Espírito, Ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai (Rm 5.19; Hb 9.14; Rm 3.25-26; Hb 10.14; Ef 5.2) e para todos aqueles que o Pai Lhe deu adquiriu não só a reconciliação, como também uma herança perdurável no Reino dos Céus (Ef 1.11,14; Jo 17.2; Rm 5.10-11; Hb 9.12,15).

      §VI. Ainda que a obra da redenção não foi realmente cumprida por Cristo senão depois da sua encarnação, contudo a virtude, a eficácia e os benefícios dela, em todas as épocas sucessivamente desde o princípio do mundo, foram comunicados aos eleitos por meio das promessas, tipos e sacrifícios, pelos quais Ele foi revelado e significado como a Semente da mulher que devia esmagar a cabeça da serpente, como o Cordeiro morto desde o princípio do mundo, sendo o mesmo ontem, hoje e para sempre (Gn 3.15; Ap 13.8).

      §VII. Cristo, na obra da mediação, age de conformidade com as Suas duas naturezas, fazendo cada uma o que lhe é próprio (1Pe 3.18; Hb 9.14; Jo 10.17,18); contudo, em razão da unidade de Sua pessoa, o que é próprio de uma natureza é, às vezes, na Escritura, atribuído à pessoa denominada pela outra natureza (At 20.28; Jo 3.13; 1Jo 3.16).

      §VIII. Cristo, com toda a certeza e de forma eficaz, aplica e comunica a salvação a todos aqueles para quem a adquiriu (Jo 6.37,39; Jo 10.16). Isto ele consegue, fazendo intercessão por eles (1Jo 2.1; Rm 8.34) e revelando-lhes na Palavra e pela Palavra os mistérios da salvação (Jo 15.15; Jo 17.6; Gl 1.11,12; Ef 1.7,9), persuadindo-os, eficazmente, pelo seu Espírito, a crer e a obedecer, governado os corações deles pela sua Palavra e pelo seu Espírito (Rm 8.9,14; Tt 3.4,5; Rm 15.18,19; Jo 17.17) subjugando todos os Seus inimigos por meio de Sua onipotência e sabedoria, da maneira e pelos meios mais condizentes com a Sua admirável e inescrutável dispensação (Sl 110.1; 1Co 15.25,26; Ml 4.2,3; Cl 2.15).

      Sobre seu argumento da encarnação do Verbo estar implicitamente na Bíblia, me desculpe a franqueza mas, chego a ficar confuso sobre o que você realmente entende por “explicitamente” e “implicitamente”. Mesmo assim quero citar alguns textos bíblicos:

      Jo 1.1: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
      1 Tm 3.16 “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória”.
      1Jo 1.1-4: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa”.
      1Jo 4.2-3: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; 3 e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo”.

      Sobre a doutrina Bíblico/Reformada/Protestante do “Sola Scriturae”, reafirmo: É doutrina Bíblico/Reformada/Protestante que reconhece somente a Palavra de Deus como norma de Fé e Prática para os filhos de Deus. O dia que um católico abre mão do magistrado (humano) e das tradições (humanas) e ficar somente com a Palavra (de Deus), então ele perderá o encanto por Roma e iniciará sua caminhada para a Jerusalém Celestial. Espero encontrar você lá um dia.

      Olivar

      • josilene says:

        as apresentações bíblicas sobre a trindade não correspondem …só fala quem é o Pai, o Filho e o Espirito Santo…em nenhum momento a bíblia fala q Deus é um Só em Pessoas Três..(DEUS UNO E TRINO)…e até Jesus fala….”Eu e o Pai somos Um”…mas neste caso pode fazer a conta são dois e não três….e quando se referem em façamos isto só diz que está no plural…mas não fala quantas são as pessoas ..pode ser,3,4,5…então, concluímos a Santíssima Trindade não está na Bíblia…(esta na Tradição Católica) tem muitas igrejas protestantes que afirma isso e inclusive afirma q Jesus não é Deus mas apenas o Senhor…

        • Olivar Alves Pereira says:

          Bem, este seu comentário ficou um pouco mais claro e arrisco respondê-lo (na perspectiva que tive do mesmo).
          De fato, a palavra “Trindade” não consta mesmo na Bíblia. Contudo, em qualquer versão da Bíblia (até na dos hereges Testemunhas de Jeová que descaradamente adulteram a tradução dos textos originais para dizerem as asneiras que eles querem) você encontrará que Deus, o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo são o único Deus. Qual ser humano pode dizer: “Eu sou um em essência com Deus” como o Senhor Jesus fez? O SENHOR Deus disse que a “glória Dele” não dá a ninguém, e sabemos que a glória Dele é o Seu Nome (Is 42.8; 48.11). Contudo, em Fp 2.9-11 sabemos que Deus deu a Jesus o Nome que está acima de todo nome, ou seja, o Seu próprio Nome, Sua glória.
          Sobre a pessoa do Espírito Santo observe o que diz Rm 8.9:”Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”.
          Em At 5.3 Pedro disse a Ananias: “Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao < strong>Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?”. Mas no v. 4 ele diz: “Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus“.
          Bem, eu poderia lhe dar muitos outros textos. contudo, para o crente verdadeiro esses já são mais que suficientes. Mas, para os arrogantes embrutecidos que “tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2Tm 3.5) nem a Bíblia inteira é o bastante.
          Agora, faça um exercício simples. Pegue todos os textos do Evangelho de João em que Jesus diz: “Eu sou…”. Se você pegar uma gramática grega verá que Ele usou a seguinte construção em todas: “Egô, eimi”. Um pronome pessoal (Egô= “eu”) mais um verbo no presente do indicativo ativo (eimi= “eu sou”). Então, literalmente, ele estava dizendo: “Eu, Eu sou…”, afirmando assim com todas as letras a Sua divindade. Se você ainda tem dúvidas quanto a isso, veja Jo 8.58 onde Ele abertamente diz: “EU SOU” (o mesmo que Deus disse de Si a Moisés). Agora, observe a reação do judeus que pegaram em pedras para matá-Lo ali (v.59). Ora, veja você que até os obtusos judeus entenderam o que os arrogantes unitaristas se recusam a entender e crer.

  19. Adeilton says:

    Olá Rev, graça e paz! Estou aqui mais uma vez para responder a pergunta que o senhor me fez:
    “Seria interessante você como católico (é o que presumo) apresente para nós quando foi a primeira vez que esta doutrina foi ensinada. Isso responderá a biblicidade (?) dessa doutrina.”

    A primeira menção desta doutrina foi com Perpétua, Santa Perpétua foi uma mártir cristã martirizada em 203 juntamente com outros cinco cristãos (Felicidade, Revocato, Saturnino, Segundo e Saturo).

    “Esquanto estava na prisão, teve uma dupla visão em que viu seu irmão, falecido 7 anos antes, sair de um lugar tenebroso onde estava sofrendo. Santa Perpétua passou então a rezar pelo descanso eterno de sua alma e, logo após ser ouvida pelo Senhor, teve uma segunda visão em que viu seu irmão seguro e em paz porque sua pena havia sido satisfeita:

    “Imediatamente, nessa mesma noite, isto me foi mostrado em uma visão: eu vi Dinocrate saindo de um lugar sombrio, onde se encontravam também outras pessoas; e ele estava magro e com muita sede, com uma aparência suja e pálida, com o ferimento de seu rosto quando havia morrido. Dinocrate foi meu irmão de carne, tendo falecido há 7 anos de uma terrível enfermidade… Porém, eu confiei que a minha oração haveria de ajudá-lo em seu sofrimento e orei por ele todo dia, até irmos para o campo de prisioneiros… Fiz minha oração por meu irmão dia e noite, gemendo e lamentando para que [tal graça] me fosse concedida. Então, certo dia, estando ainda prisioneira, isto me foi mostrado: vi que o lugar sombrio que eu tinha observado antes estava agora iluminado e Dinocrate, com um corpo limpo e bem vestido, procurava algo para se refrescar; e onde havia a ferida, vi agora uma cicatriz; e essa piscina que havia visto antes, vi que seus níveis haviam descido até o umbigo do rapaz. E alguém incessantemente extraía água da tina e próximo da orla havia uma taça cheia de água; e Dinocrate se aproximou e começou a beber dela e a taça não reduziu [o seu nível]; e quando ele ficou saciado, saiu pulando da água, feliz, como fazem as crianças; e então acordei. Assim, entendi que ele havia sido levado do lugar do castigo” (Paixão de Perpétua e Felicidade 2,3-4).”(Texto em inglês em Ante Nicene Fathers [ANF] 3,701-702 – http://www.ccel.org/print/schaff/anf03/vi.vi.iv)

    São João Crisóstomo também acreditava, São João Crisóstomo é o representante mais importante da Escola de Antioquia e um dos quatro grandes Padres da Igreja no Oriente. Nascido por volta do ano 350, talvez antes, foi ordenado sacerdote no ano 386 e em 397 foi consagrado bispo de Constantinopla. Morreu em 407.

    “Atesta que foram os próprios Apóstolos que instituíram a celebração da eucaristia pelo descanso eterno dos falecidos e exorta a não cessarmos de ajudar os defuntos com nossas orações, já que, graças a elas, recebem consolo:

    “Não sem razão foi determinado, mediante leis estabelecidas pelos Apóstolos, que na celebração dos sagrados e impressionantes mistérios se faça a memória dos que já passaram desta vida. Sabiam, com efeito, que com isso os falecidos obtêm muito fruto e tiram grande proveito. Quando todo o povo e os sacerdotes estão com as mãos estendidas e se está celebrando o santo sacrifício, por acaso Deus não se mostrará propício com aqueles em favor dos quais lhe imploramos? Tratam-se daqueles que morreram conservando a fé” (Homilias sobre a Carta aos Filipenses 3,4: PG 62,203).”(“O Além nos Padres da Igreja”, Guillermo Pons, p. 71.)

    “Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai, ‘porque deveríamos duvidar que quando nós também oferecemos [o sacrifício] pelos que já partiram, recebem eles algum consolo’? Já que Deus costuma atender aos pedidos ‘daqueles que pedem pelos demais’, não cansemos de ajudar os falecidos, oferecendo em seu nome e orando por eles” (Homilias sobre 1Corintios 41,8).(Texto em inglês em http://www.ccel.org/print/schaff/npnf112/iv.xlii e http://www.newadvent.org/fathers/220141.htm)

    O bispo de Hipona SANTO AGOSTINHO:

    Doutor da Igreja nascido em Tagaste (África) no ano 354, filho de Santa Mônica. Após uma vida ímpia, converteu-se no ano 387 e, posteriormente, foi eleito bispo de Hipona, ministério que exerceu durante 34 anos. É considerado um dos Padres mais influentes do Ocidente e seus escritos são de grande atualidade. Morreu no ano 430.

    As descrições do Purgatório por parte de Santo Agostinho também são bastante anteriores a São Gregório Magno e são tão claras que tampouco necessitam de explicações:

    “Senhor, não me interpeles na tua indignação. Não me encontres entre aqueles a quem haverás de dizer: ‘ide para o fogo eterno que está preparado para o diabo e seus anjos’. Nem me corrijas em teu furor, mas purifica-me nesta vida e torna-me tal que já não necessite do fogo corretor, atendendo aos que hão de salvar-se, ainda que, não obstante, como que através do fogo. Por que acontece isto se não é porque edificam aqui sobre o cimento, lenha, palha e feno? Se tivesse edificado sobre o ouro, a prata e as pedras preciosas, estariam livres de ambas as classes de fogo, não apenas daquele eterno, que atormentará os ímpios para sempre, mas também daquele que corrigirá aos que hão de salvar-se através do fogo” (Comentário ao Salmo 37,3: BAC 235,654).[25]

    “Quando alguém padece algum mal, pela perversidade ou erro de um terceiro, peca, certamente, o homem que por ignorância ou injustiça causa um mal a alguém; porém não peca Deus, que por um justo mas oculto desígnio, permite que isto ocorra. Contudo, há penas temporais que alguns padecem apenas nesta vida, outros após a morte, e outros agora e depois. De toda forma, estas penas são sofridas antes daquele severíssimo e definitivo juízo. Mas nem todos os que hão de sofrer penas temporais através da morte cairão nas eternas, que terão lugar após o juízo. Haverá alguns, de fato, a quem se perdoarão no século futuro o que não se lhes foi perdoado no presente; ou seja, que não serão castigados com o suplício eterno do século futuro, como falamos mais acima” (A Cidade de Deus 21,13: BAC 172,791-792).

    “A maior parte [das pessoas], uma vez conhecida a obrigação da lei, se veem vencidas primeiramente pelos vícios que chegam a dominá-las; tornam-se, assim, transgressoras da lei. Logo buscam refúgio e auxílio na graça, com a qual recuperarão a vitória, mediante uma amarga penitência e uma luta mais vigorosa, submetendo primeiro o espírito a Deus e obtendo depois o domínio sobre a carne. Quem quiser, pois, evitar as penas eternas não deve apenas se batizar; deve ainda se santificar seguindo a Cristo. Assim é como quem passa do diabo para Cristo. Quanto às penas expiatórias, não pense ninguém em sua existência se não será antes do último e terrível juízo” (A Cidade de Deus 21, 16: BAC 172,798.

    “Não se pode negar que as almas dos falecidos são aliviadas pela piedade dos parentes vivos, quando oferecem por elas o sacrifício do Mediador ou quando praticam esmolas na Igreja. Porém, estas coisas aproveitam aquelas [almas] que, quando viviam, mereceram que se lhes pudessem aproveitar depois. Pois há um certo modo de viver, nem tão bom que aproveite destas coisas depois da morte, nem tão mal que não lhes aproveitem; há tal grau no bem que o que possui não aproveita de menos; ao contrário, há tal [grau] no mal que não pode ser ajudado por elas quando passar desta vida. Portanto, aqui o homem adquire todo o mérito com que pode ser aliviado ou oprimido após a morte. Ninguém espere merecer diante de Deus, quando tiver falecido, o que durante a vida desprezou” (Das Oito Questões de Dulcício 2, 4: BAC 551,389).

    “Lemos nos livros dos Macabeus que foi oferecido um sacrifício pelos falecidos. E apesar de não podermos ler isto em nenhum outro lugar do Antigo Testamento, não é pequena a autoridade da Igreja universal que reflete este costume, quando nas orações que o sacerdote oferece ao Senhor, nosso Deus, sobre o altar encontra seu momento especial na comemoração dos falecidos” (Do Cuidado devido aos Mortos 1,3: BAC 551,439).[29]

    “Na pátria (=céu) não haverá lugar para a oração, mas apenas para o louvor. Por que não para a oração? Porque nada faltará. O que aqui é objeto de fé, ali será objeto de visão. O que aqui se espera, ali se possuirá. O que aqui se pede, ali se recebe. Contudo, nesta vida existe uma certa perfeição alcançada pelos santos mártires. A isto se deve o uso eclesiástico, conhecido pelos fiéis, de se mencionar os nomes dos mártires diante do altar de Deus; não para orar por eles, mas pelos demais falecidos de que se faz menção. Seria uma injúria rogar por um mártir, a cujas orações devemos nos encomendar. Ele lutou contra o pecado até derramar seu sangue. Aos outros, imperfeitos todavia, mas sem dúvida parcialmente justificados, diz o Apóstolo na Epístola aos Hebreus: ‘Todavia não resististes até tombar em vossa luta contra o pecado'” (Sermão 159,1: BAC 443,498)

    Agora queria lhe apresentar as provas bíblicas…que postarei logo em seguida.

    • Olivar Alves Pereira says:

      A esta sua resposta, respondo só com uma pergunta:
      Vocês católicos ainda ousam dizer que estão fundamentados na doutrina dos apóstolos?
      Somente os escritos sagrados (Antigo e Novo Testamentos) são inspirados pelo Espírito Santo (2Tm 3.16,17, 2Pe 2.21). Os líderes da Igreja, tais como Agostinho (a quem subscrevo em sua Cristologia e Soteriologia) foram usados por Deus, mas, seus escritos são passíveis de erros (veja-se o próprio Agostinho em sua Eclesiologia que fez um estrago terrível). Dizer-se “apostólico” é seguir a doutrina dos apóstolos, ou seja, seus escritos. Vamos lá então ver os textos que você citou. Façamos uma exegese correta dos mesmos e vejamos se eles estão a apoiar tal ensinamento sobre o purgatório.

  20. Adeilton says:

    Continuando, vou lhe apresentar, conforme o senhor me pediu as provas bíblicas da doutrina do purgatório. Veja aqui alguns textos das Santas Escrituras:

    Mat. 12:32 – Quem disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem disser algo contra o Espírito Santo nunca será perdoado, nem neste mundo, nem «no mundo vindouro».
    A Frase “no mundo vindouro” (vem do Grego “en to mellonti”) e se refere ao estado pós-vida (veja, por exemplo, Marcos 10.30; Lucas 18.30; 20.34-35; Efes. 1.21 para linguagem similares). Ou seja, o PERDÃO não é dado no Céus mas antes de entrarmos nele, porém NÃO há perdão no Inferno. Isso prova que existe outro estado de vida além daquele na terra onde se pode obter o perdão. A Igreja Católica por 2.000 tem ensinado que este outro estado de vida, que NÃO é na terra, mas onde também se obtém o perdão, chama-se PURGATÓRIO.

    Mat. 05:48 – Jesus diz: “Sede perfeitos, como vosso Pai celeste é perfeito”. Apenas obtemos a perfeição através da purificação, e, no ensino católico, essa purificação, se não for concluída em terra, continua num estado de transição que chamamos de purgatório.

    Lucas 12:47-48 – quando o Mestre vier (no final do tempo), alguns vão receber pancadas leves ou pesadas, mas viverão ( ou seja, ganharão a vida eterna). Esse estado onde se receberão os castigos leves ou pesados não é o céu ou o inferno, porque no céu não há castigos, e no inferno não se ganha mais a vida eterna e não se vive com o Mestre.

    Lucas 16:19-31 – Nesta história, vemos que o homem morto rico sofre, mas ainda sente compaixão pelos seus irmãos e quer avisá-los do seu lugar de sofrimento. Mas não há sofrimento no céu, e no inferno não há compaixão, porque a compaixão é uma graça de Deus e os que estão no inferno estão privados dessa graça de Deus para toda a eternidade. Então onde está o homem rico? Ele está no purgatório.

    1 Coríntios. 15:29-30 – Paulo menciona pessoas sendo batizadas em nome dos mortos, no contexto da expiação pelos seus pecados (as pessoas são batizadas em nome dos mortos, para que o morto possa ser levantado «naquele dia»). Essas pessoas não podem estar no céu porque eles ainda estão com o pecado, mas eles também não podem estar no inferno, pois lá seus pecados já não podem ser expiados. Eles estão no purgatório. Estes versos diretamente correspondem a 2 Mac. 12:44-45 que mostra também as orações específicas para os mortos, para que eles possam ser perdoados de seus pecados.

    Fil. 02:10 – todo joelho se dobrará a Jesus, no céu, na terra, e “debaixo da terra” que é o reino dos justos mortos, ou o purgatório.

    2 Tm. 1:16-18 – Onesíforo está morto, mas Paulo pede misericórdia para com ele “naquele dia.” O contexto de “naquele dia” demonstra seu uso escatológico (ver, por exemplo, Rm 2.5,16; 1 Cor 1,8;.. 3,13 e 5,5; 2 Cor 1,14;. Fl 1.6,10;. 2,16; 1 Tessalonicenses 5.2,4,5,8;. 2Ts 2.2,3;. 2 Tm 4.8).. Claro, não há necessidade de misericórdia no céu, e não há misericórdia dada no inferno. Onde está Onesíforo? Ele está no purgatório.

    Heb. 12:14 – sem santidade ninguém verá o Senhor. Nós precisamos de santificação final para alcançar a verdadeira santidade diante de Deus, e esse processo ocorre durante as nossas vidas e, se não for concluído durante a nossa vida, o será no estado de transição do purgatório.

    Heb. 12:23 – os espíritos dos justos que morreram na piedade são “aperfeiçoados”. Pois apesar de justos, eles não necessariamente chegaram à perfeição necessária pare ingressar na presença de Deus. Por causa de sua fé, eles são feitos perfeitos após a morte. Como vimos, todos no céu já estão perfeitos, e aqueles no inferno não pode mais ser aperfeiçoados. Conclui-se então que esses espíritos estão no purgatório.

    1 Pedro 3:19; 04:06 – Jesus pregou aos espíritos na “prisão”. Trata-se do lugar onde as almas justas são purificadas para a visão beatífica. Lembrem-se que Jesus também usou a expressão prisão ao se referir ao lugar onde serão jogados aqueles que NÃO se reconciliarem com seus irmãos em Mt 5:25, e de onde não sairão até pagarem o último centavo, ou seja, até que tenham sido completamente purificados. Note que nessa parábola Jesus não fala sobre uma situação temporal somente, mas sobre o que ocorrerá no âmbito espiritual.

    Mt 5:25 – Se alguém fez alguma acusação contra ti, procura logo entrar em acordo com ele, enquanto estais a caminho do tribunal; senão o acusador entregar-te-á ao juiz, o juiz entregar-te-á ao guarda, e irás para a prisão.

    Ap 21:4 – Deus enxugará as lágrimas, e não haverá pranto, nem dor, mas apenas após a vinda do novo céu e do falecimento do atual céu.

    Lucas 23:43 – muitos protestantes argumentam que, porque Jesus enviou o bom ladrão à sua direita para o céu, não pode haver purgatório. Existem várias contestações. Em primeiro lugar, quando Jesus usa a palavra “paraíso”, ele a usa a partir do hebraico “sheol”, que significa o reino dos justos falecidos. Este era o lugar onde os mortos que estavam destinados para o céu, mas permaneciam cativos até a ressurreição do Senhor. Em segundo lugar, uma que vez que não havia pontuação no grego arcaico, no qual foi escrito o manuscrito original, a afirmação de Jesus: “Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso. ” não significa que houve uma vírgula antes da palavra “hoje”. Isto significa que Jesus poderia ter dito: “Eu te digo hoje, você estará comigo no paraíso” (ou seja, o que Jesus poderia ter enfatizado com declaração não foi “hoje” no sentido de “agora”, e sim que em algum momento no futuro, a bom ladrão iria para o céu). Em terceiro lugar, mesmo que o ladrão tenha ido direto para o céu, isto não prova que não existe purgatório (aqueles que são completamente santificados nesta vida – talvez por uma morte sangrenta em arrependimento – ganhem talvez pronta admissão para o céu). Essa passagem prova, na verdade, apenas que a Salvação é total e unicamente subordinada à Misericórdia de Deus. Afinal a Salvação é um dom-gratuito de Deus.

    Gênesis 50:10; Num. 20:29; Deut. 34:8 – aqui estão alguns exemplos de oração e penitência e ritual de luto pelos mortos, por períodos de tempo específicos. O entendimento judaico dessas práticas é que as orações libertam as almas do seu doloroso estado de purificação e aceleram sua jornada para Deus.

    Respeitosamente, um forte abraço e fique com Deus.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Antes de fazer uma breve análise em cada um desses textos bíblicos que você apresenta como base à doutrina católico-romana do purgatório, gostaria de pontuar que o conceito que você tem sobre o inferno e o sacrifício de Cristo são muito diferentes do que o que a Bíblia apresenta. Vamos aos textos apresentados por você:

      Mt 12.32
      Sua argumentação aqui está equivocada. Cristo está falando aqui sobre o Dia do Julgamento, no qual todos receberão conforme o que plantaram nesta vida: se fé, para vida eterna; se desobediência e rebeldia para a condenação eterna. Portanto, este texto e os outros que você menciona nessa mesma linha estão falando do que cada um receberá no Dia do Senhor Jesus, isto é, o Dia em que Ele subjugará para sempre o mal e dará a recompensa eterna aos Seus filhos. De fato, no céu não é dado o perdão e nem no inferno; no Céu se dá a recompensa eterna, ou seja, a Vida Eterna.

      Mt 5.48:
      Este texto está falando do amor ao próximo e este amor se expressa de forma perfeita através do perdão. Leia atentamente o contexto e você verá isso. Os filhos de Deus devem perdoar como o Pai Celeste perdoa. Portanto, sua interpretação aqui está equivocada.

      Lc 12.47-48:
      Meu Deus! Como você consegue ver purgatório neste texto? Você está tratando o Dia do Juízo Final como um dia relacionado ao perdão (no caso, a ausência de perdão), mas, o texto é claro e está falando da “recompensa” ou “condenação” que Deus dará a cada um conforme viveram neste mundo!!

      Lc 16.19-31:
      Nesta história (ela de fato aconteceu, e não deve ser confundida com uma parábola, pois, tem características de história mesmo) não há base para purgatório. O inferno é lugar de tormentos, lugar de arrependimentos, de desespero. Estar “privado dessa graça” (cito você aqui) no inferno não quer dizer que não possa haver arrependimento por ter se recusado a obedecer a Deus nesta vida. é justamente isso que vemos nesta história.

      1Co 15.29-30:
      Veja você que não é só nos nossos dias que as pessoas são incoerentes. Neste capítulo Paulo está falando da ressurreição do filhos de Deus. Então ele passa a mostrar vários argumentos, e, inclusive este dos v.29-30 que tratam de um costume não cristão que os pagãos tinha de se batizarem em favor dos mortos (coisa que não está clara a forma como acontecia esse batismo). Se fossem os cristãos coríntios que estivessem fazendo isso Paulo teria dito: “o que farão vocês que se batizam pelos mortos…” e não: “que farão OS QUE SE batizam pelos mortos…”. Paulo então mostra a incoerência destes que diziam não haver ressurreição, mas, por via das dúvidas batizavam-se pelos mortos. Pra você ver que isso é um costume pagão, responda-me: a Igreja de Roma ensino o batismo pelos mortos? Até onde sei vocês rezam pelos mortos (o que está errado também).

      Fp 2.10:
      “debaixo da terra” é uma referência ao inferno. Como disse no começo, sua concepção de inferno é antibíblica. O inferno não é a morada de Satanás, não é o lugar onde ele manda e desmanda; o inferno é o lugar onde Deus revela a Sua ira de forma plena e ininterrupta contra o pecado, tanto dos homens quanto dos anjos caídos.

      2Tm 1.16-18:
      Onde, por favor, está escrito que Onesíforo estava morto na ocasião em que Paulo escreveu esta carta? Sim, “naquele dia” como você disse “demonstra seu uso escatológico”, mas, isso é a referência à recompensa que os crentes em Cristo Jesus (crentes são os que creem – não estou me referindo a “evangélicos” aqui) receberão Dele! Se você deixar essas heresias e render-se somente a Cristo reconhecendo-O como seu único e suficiente Salvador, abandonar essa idolatria e guiar a sua vida pela Palavra de Deus (e somente por ela) “naquele Dia” você ouvirá da boca do Senhor: “Vinde bendito do meu Reino, entrai no gozo do Seu Senhor”. Do contrário, “naquele dia” você ouvirá: “Apartai de mim, maldito, para as chamas do fogo eterno”. Que Deus lhe conceda a salvação.

      Hb 12.14:
      Misericórdia! Que exegese é essa? Que teologia mais absurda é essa? Um conselho: estudo Agostinho nesse ponto. Você aprenderá muito com ele quando ver que a santificação é um processo que começo com o Novo Nascimento (Jo 3). Quando alguém nasce de novo (converte-se a Cristo) e arrepende de seus pecados, ele recebeu de Deus, em Cristo a santificação, com a qual ele passa a lutar contra o pecado. Não haverá um só dia em que essa luta não será travada em seu coração. O filho de Deus é conhecido não por ser alguém que não peca, mas, sim, como alguém que luta constantemente contra o pecado, porque entende que o pecado ofende a Deus. Quando então esse filho de Deus morrer, e no Dia da Volta do Senhor Jesus em que Ele buscará a Sua Verdadeira Igreja (os salvos e redimidos no Seu sangue), ressuscitará seus corpos e estes terão corpos glorificados, semelhantes ao de Cristo em Sua glória (Fp 3.21). A obra de Cristo na Cruz tem três estágios: (1) Justificação: na Sua morte na cruz Ele me justificou, ou seja, levou minha culpa e condenação, e colocou em minha conta a Sua justiça, por isso eu sou justo; (2) Santificação: hoje, pelo poder do Espírito Santo que habita em meu coração, eu tenho o poder para vencer o pecado; assim, a com a santificação Cristo me liberta do poder do pecado; (3) glorificação: esta acontecerá no céu, na glória eterna; antes da ressurreição final, minha alma estará com Cristo na glória livre da presença do pecado, e quando Ele me ressuscitar estarei de corpo e alma livre da presença do pecado na presença santa de Jesus.

      Hb 12.23:
      Segue na mesma ideia. Ali o escritor sagrado usa sinônimos: “igreja dos primogênitos arrolados nos céus” = “espíritos dos justos aperfeiçoados”. Além do que, o texto não está dizendo que eles foram aperfeiçoados num purgatório e depois conduzidos aos céus. A perfeição é plena no céus. Leia o texto de novo!

      1Pe 3.19; 4.6:
      Cito aqui o comentário que o Dr. Simon Kistemaker faz de 4.6:(KISTEMAKER, Simon. Cometário do Noto Testamento. Editora Cultura Cristã, 2006):

      Esse texto apresenta várias dificuldades que geraram diferentes interpretações. Comecemos com a primeira palavra.
      (a) “Pois”. Alguns intérpretes ligam essa palavra à frase anterior (v. 5). Porém, a conjunção pois, juntamente com as palavras essa é a razão, não explica a oração que afirma que Cristo irá julgar os vivos e os mortos. Pelo contrário, em vista do contexto mais amplo, a conjunção está relacionada ao julgamento de Cristo sobre os adversários e sua justificação dos crentes. Para ser exato, a palavra pois aponta para o que vem adiante na frase – a oração “para que” na metade final do v.6, onde Pedro menciona o julgamento e a vida.

      (b) “O evangelho foi pregado”. Através do verbo impessoal no grego (“foi pregado”), Pedro especifica que não está interessado no conteúdo da proclamação e nem mesmo nas pessoas que pregaram o evangelho. Está interessado apenas no fato de que a pregação aconteceu. Observe que Pedro escreve o tempo passado para mostrar que a proclamação foi um acontecimento que aconteceu no passado. A escolha do tempo passado é importante por causa da frase seguinte.

      (c) “Até mesmo àqueles que agora estão mortos”. O que significam essas palavras? Ao longo do tempo, os estudiosos ofereceram pelo menos quatro interpretações dessa parte do versículo.
      Na primeira interpretação, mortos se refere ao fato de Cristo ter descido ao inferno para pregar o evangelho a todos os mortos que não tinham ouvido ou que haviam rejeitado as boas-novas enquanto estavam vivos. Porém, na parábola do homem rico e Lázaro, Jesus ensina que há um abismo intransponível que foi colocado entre o céu e o inferno (Lc 16.26; ver também Hb 9.27). As Escrituras não ensinam em parte alguma que Cristo possibilita a salvação do pecador depois da morte. O ensinamento bíblico, portanto, contradiz essa interpretação.
      Na segunda interpretação, os mortos são os crentes da época do Antigo Testamento que, por não terem vivido durante os tempos do Novo Testamento, tiveram que esperar para que Cristo lhes proclamasse o evangelho. Aqueles que propõem essa ideia veem semelhanças entre 3.19 e 4.6. Nós discordamos. As palavras usadas em ambos os versículos são consideravelmente diferentes, ainda mais no
      grego do que na tradução. Por exemplo, “Cristo fez sua proclamação aos espíritos aprisionados” (3.19, NEB) e “o evangelho foi pregado também a mortos” (4.6). Além do mais, as Escrituras indicam que as
      almas dos crentes do Antigo Testamento estão no céu (ver, por exemplo, Hb 11.5,16,40; 12.23).
      Em terceiro lugar, por volta do ano 200 d.C., Clemente de Alexandria sugeriu que o texto se referia à pregação do evangelho àqueles que estavam espiritualmente mortos (comparar com Ef 2.1; Cl 2.13). Essa interpretação deu a Clemente muitos seguidores, entre os quais Agostinho, na igreja primitiva, e Martinho Lutero, durante a Reforma. A objeção a essa exposição vem do contexto anterior (v. 5). Se a explicação de Clemente está correta, o intérprete teria que provar que Pedro usa a palavra morto com dois sentidos diferentes (por exemplo, para se referir aos estados físico e espiritual) nos versículos 5 e 6. Pedro, porém, não dá nenhuma indicação de que pretende mudar de sentido. Além disso, o tempo do verbo pregar está no passado (“foi pregado”), e não no presente. Para essa explicação os intérpretes precisam, de fato, do tempo presente para indicar a pregação contínua do evangelho àqueles que estão espiritualmente mortos.
      As palavras do texto, porém, não apoiam essa interpretação. Por fim, os intérpretes contemporâneos dizem que os mortos são aqueles cristãos que ouviram e creram no evangelho enquanto estavam vivos, mas depois faleceram. Os tradutores da New International Version inseriram o advérbio temporal agora para ajudar o leitor a entender as palavras para aqueles que agora estão mortos. Nessa interpretação, a expressão mortos, referindo-se a pessoas que morreram fisicamente, tem o mesmo sentido nos versículos 5 e 6. Apesar de poder apresentar-se a objeção de que Pedro deveria ter usado uma expressão como “os que dormem” (lTs 4.14), observamos que o autor tem a liberdade de escolher seu próprio vocabulário. Das quatro interpretações, a última é a menos criticável e a que apresenta respostas a mais objeções. Compreensivelmente, muitos comentaristas adotaram essa última e atual explicação do texto.

      (d) “Para que sejam julgados”. Pedro dá ao leitor uma frase perfeitamente equilibrada no paralelismo (semítico):

      para que …….. …….. …….. …….. …….. ……..mas
      [eles] sejam julgados ……… …….. …….. vivam
      de acordo com os homens ……………. …….. de acordo com Deus
      no que diz respeito …………….. …….. ……..no que diz respeito
      ao corpo ………………. …….. …….. …….. …….. ao espírito

      Comecemos com as palavras para que. Essa expressão introduz uma construção paralela que levou os comentaristas a escolherem uma entre duas interpretações. Primeiro, as palavras para que revelam que o evangelho foi pregado às pessoas que seriam julgadas quando elas estavam vivendo na terra. Os crentes sabiam que, apesar de terem aceito o evangelho da salvação pela fé, teriam que enfrentar a morte. Com base nas Escrituras, aprenderam que Deus havia pronunciado julgamento sobre todos os pecadores. Porém, como crentes, também sabiam que estavam livres do pecado e que herdariam a vida eterna. Isso inclui todos aqueles crentes que morreram, e essa é uma explicação teologicamente sólida.
      Em segundo lugar, à luz do contexto, fazemos bem em considerar injusto o sofrimento que os cristãos suportaram durante a metade do século I. Cristãos sofreram nas mãos de seus adversários; foram difamados e perseguidos. Agora observe a diferença entre os tempos verbais que Pedro usa. Sobre os crentes ele diz que, “sendo julgados”, o que acontecerá uma única vez, eles “vivam”, o que denota um tempo que durará eternamente. Além disso, Pedro acrescenta um contraste ao especificar que aqueles que estão mortos serão julgados “segundo os homens”. O que ele quer dizer? A frase se refere aos mártires cristãos que suportaram sofrimento intenso nas mãos de seus adversários. Aos olhos de seus adversários, os crentes receberam julgamento justo ao sofrerem fisicamente.
      Pedro fala palavras de encorajamento aos leitores de sua epístola e diz que devem ver a vida através dos olhos de Deus. O apóstolo contrasta a frase segundo os homens com a frase segundo Deus.
      Na opinião dos adversários dos mártires cristãos, ao castigar os cristãos, talvez até a ponto de matá-los, estavam derrotando os crentes. Mas não sabiam que, aos olhos de Deus, os crentes continuam a viver em espírito. Os companheiros cristãos, vendo a injustiça que esses mártires sofreram, porém, não devem desanimar. Aos olhos de Deus, os crentes continuam a viver em espírito, pois “o espírito [volta]
      a Deus que o deu” (Ec 12.7) e, portanto, é imortal. O cristão sabe que, tendo como base sua fé em Cristo, “tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24). Num livro do período intertestamentário, aparece um paralelo impressionante. Ele descreve o homem justo que sofre nas
      mãos do ímpio:
      Pois mesmo que aos olhos dos homens sejam castigados, sua esperança está repleta de imortalidade. Tendo sido, por um pouco, disciplinados, receberão bem maior, pois Deus os testou e os encontrou dignos dele. [Sabedoria de Salomão 3.4,5, RSV].
      Concluindo, a segunda interpretação do versículo 6b tem fundamento, pois encaixa-se no contexto geral da epístola, no qual Pedro discute delongadamente o sofrimento por amor a Cristo.
      (Fim do comentário de Kistemaker).

      Mt 5.25
      Não entendi que relação você faz desse versículo com sua doutrina do purgatório. Este texto está falando de reconciliação entre irmãos e a relação disso com a adoração. Deus não aceita adoração de uma pessoa que está em arrelia com seu irmão. Isso é hipocrisia.

      Ap 21.4:
      Novamente, aqui o apóstolo João está apontando para as maravilhas dos céus e da vida eterna. Mas, qual a referência de purgatório aqui? Por tudo o que há de mais sagrado, se você não crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, isso explica uma exegese tão esdrúxula com a que você faz. Mas, se você crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, dê-se ao trabalho de interpretá-la com coerência!

      Lc 23.43
      Se a sua interpretação aqui está correta, só me diga porque Jesus nunca ensinou tal coisa? Veja que a pessoa que mais falou sobe céu e inferno foi o Senhor Jesus, e nunca, repito, NUNCA Ele sequer insinuou algo tão aberrante quanto isso que você está dizendo aqui. A palavra “paraíso” no grego é “paradeisos”. De fato, a cultura judaico, “Sheol” é o “estado de sepultura”, que para o grego surge a palavra “hades” (do Credo Apostólico, lembra?). O estado de sepultamento é para o corpo somente. A alma não fica ali na sepultura, e por esta razão o Senhor Jesus prometeu àquele malfeitor (a Bíblia não diz que ele era ladrão, isso é um exemplo de coisas que são acrescentadas pela mente humana e que com o tempo deturpam a Palavra de Deus), foi o paraíso e não a sepultura.

      Quanto à oração pelos mortos, curiosamente você cita textos do Pentateuco e não daqueles livros apócrifos que a Igreja de Roma tem em sua Bíblia para apoia-la em suas práticas heréticas. Vamos lá:

      Gn 50.10
      Você tem mesmo certeza de que este texto está falando de oração pelos mortos? Não conseguirei colar aqui o texto original em Hebraico porque o site não reconhece a fonte. Porém, colocarei aqui cinco traduções diferentes pra você comparar:

      Almeida Revista e Atualizada: Chegando eles, pois, à eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram ali grande e intensa lamentação; e José pranteou seu pai durante sete dias.

      Almeida Revista e Corrigida: Chegando eles, pois, à eira do espinhal, que está além do Jordão, fizeram um grande e gravíssimo pranto; e fez a seu pai um grande pranto por sete dias.

      Almeida Corrigida Fiel: Chegando eles, pois, à eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram um grande e dolorido pranto; e fez a seu pai uma grande lamentação por sete dias.

      Sociedade Bíblica Trinitariana: Chegando eles, pois, à eira de Atade, que está além do Jordäo, fizeram um grande e dolorido pranto; e fez a seu pai uma grande lamentaçäo por sete dias.

      Sociedade Bíblica Portuguesa: Quando chegaram a Goren-Atad, que fica a oriente do Jordão, fizeram uma solene cerimônia fúnebre e José observou o luto pelo seu pai, durante sete dias.

      Não há qualquer descrição de oração pelos mortos aqui.

      Nm 20.29:

      ACF 20:29 Vendo, pois, toda a congregação que Arão era morto, choraram a Arão trinta dias, toda a casa de Israel.

      ARA 20:29 Vendo, pois, toda a congregação que Arão era morto, choraram por Arão trinta dias, isto é, toda a casa de Israel.

      ARC 20:29 Vendo, pois, toda a congregação que Arão era morto, choraram a Arão trinta dias, isto é, toda a casa de Israel.

      BRP 20:29 Vendo, pois, toda a congregaçäo que Aräo era morto, choraram a Aräo trinta dias, toda a casa de Israel.

      SBP 20:29 Ao saberem que Aarão tinha morrido, todos os israelitas fizeram luto por ele, durante trinta dias.

      Onde novamente, você encontra aqui oração pelos mortos, do jeito que vocês fazem?

      Dt 34.8:
      ACF 34:8 E os filhos de Israel prantearam a Moisés trinta dias, nas campinas de Moabe; e os dias do pranto no luto de Moisés se cumpriram.

      ARA 34:8 Os filhos de Israel prantearam Moisés por trinta dias, nas campinas de Moabe; então, se cumpriram os dias do pranto no luto por Moisés.

      ARC 34:8 E os filhos de Israel prantearam a Moisés trinta dias, nas campinas de Moabe; e os dias do pranto do luto de Moisés se cumpriram.

      BRP 34:8 E os filhos de Israel prantearam a Moisés trinta dias, nas campinas de Moabe; e os dias do pranto no luto de Moisés se cumpriram.

      SBP 34:8 Os israelitas fizeram luto, durante trinta dias, na planície de Moab, para chorarem a morte de Moisés.

      Você já estudou sobre o luto judaico? Estude e verá que não existe nada relacionado ao que vocês católicos fazem.

      Mas, se mesmo assim você insistir que tais textos comprovam tal prática, explique-me por favor o texto de Dt 18.8-13 quando Deus adverte os israelitas dos pecados que encontrariam entre os moradores de Canaã, dos quais deveriam se afastar:

      Dt 18:9 Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. 10 Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; 11 nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; 12 pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti.

      Como numa passagem Deus ordena que algo seja evitado e depois Ele aprova?

      Encerro esta resposta perplexo em ver como uma interpretação pode ser tão equivocada.
      Que a Graça de Deus ilumine seu coração e você arrependa-se dos seus pecados e converta-se ao Cristo Vivo e Eterno.

    • Daniel Victalino says:

      Você se esqueceu de usar mais um utilizado pelos católicos, Adeilton, mas eu cito por você e também faço o contraponto, haha

      O versículo – 2 Pedro 3:13: “Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça.”

      Como os católicos veem: O texto afirma que haverá justiça para purificação de pecados antes do estado eterno e que se carrega após a morte.

      Resposta da Bíblia Apologética com Apócrifos: “É extremamente forçoso empregar tal interpretação, pois segundo 1 Coríntios 9:11, a “santificação” e a “justificação” são procedidas por Deus e não pelo homem. Se qualquer espécie de padecimento humano tivesse valia para salvação, a morte vicária (sofrida no lugar de outro) de Cristo teria sido um sacrifício falho e ineficaz. O escritor aos hebreus foi enfático ao afirmar que não restam mais sacrifícios em favor do pecado, porque Jesus já se entregou, uma vez por todas (Hb 10.10,12,26)

  21. Adeilton says:

    Olá Rev. Estou aqui de novo. Como já demonstrei através da história e das Escrituras que a doutrina do purgatória é verdadeira creio que, quanto a este assunto, já não tenho mais o que dizer.
    Gostaria de argumentar em outro assunto que é fundamental para que o protestantismo permaneça de pé ou caia, que é a doutrina do Sola-sriptura(somente as Escrituras).

    O protestante diz: “somente a Bíblia, ela é a nossa fonte de autoridade”, mas será que essa doutrina é verdadeira? Será que há coerência?
    O que veio antes, a Igreja ou a Bíblia?
    Cristo instituiu uma sociedade orgânica, hierárquica, visível- a sua Igreja, Ecclesiam meam, e constituiu depositária do patrimônio das verdades reveladas. “Ide e ensinai, disse Ele aos seus apóstolos, tudo o que eu vos mandei; eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28.20). Com estas palavras, o divino Salvador fundou, entre os homens, um magistério autêntico, vivo e indefectível. Sua Igreja será a ” COLUNA E O FIRMAMENTO DA VERDADE” (1 Tm 3.15) Não nos resta, pois, nenhum a sombra de dúvida, o seu magistério é a regra viva de nossa fé.
    ” A Bíblia, e só a Bíblia: eis a única regra de fé, diz o protestante”. Verdade capital, fundamento de todo o cristianismo e que, por isso mesmo, se deverá encontrar expresso com uma clareza insofismável na própria Escritura. No entanto, abro a Bíblia, percorro-a de cabo a cabo, e não encontro UMA SÓ VEZ nem sequer acenada! Que terrível decepção! Para afirmar a sua norma de fé, o protestantismo começa por violá-la flagrantemente. A contradição irrompe logo pela primeira porta e crava-se no coração do sistema.
    Em são João 5.39, o protestante usa esse versículo para querer provar o sola-scriptura, mas o seu significado nem de longe acena à tese protestante. Cristo num discurso apologético prova contra os seus adversários a divindade de sua missão. Invoca primeiro o testemunho de Pai, depois o do Precursor João Batista, apela em seguida para os seus milagres e finalmente num argumento ad hominem aduz a verificação das profecias escritas: ” Vós examinais as Escrituras cuidando ter nelas a vida eterna; pois são elas que dão testemunho de mim”. Ver nestas palavras- dirigidas não aos seus discípulos mas aos adversários, propostas não como regra de fé do cristianismo senão como prova apologética do seu messiado- uma confirmação da teoria protestante é zombar das Escrituras e insultar o bom senso dos leitores.

    Jesus Cristo só ensinou de viva voz, não escreveu uma só linha. E todo cristianismo deveria apoiar-se em um livro! E Cristo não nos deu esse livro! E Cristo não disse aos seus apóstolos: Sentai-vos, escrevei ou viajai e distribui Bíblias; senão: “ide e pregai, quem vos ouve, a mim ouve”. E os apóstolos foram à sua missão; poucos escreveram e pouco, todos pregaram e muito.

    Já a Igreja estava fundada, já o cristianismo se havia propagado e NÃO HAVIA AINDA UM LIVRO DO NOVO TESTAMENTO! O primeiro Evangelho de Mateus, escrito em aramaico saiu da palestina vários anos depois da ascensão do Senhor; o último, de S. João, veio à luz nos derradeiros anos do primeiro século. Durante este tempo a Igreja crescia e prosperava em todo mundo. Qual era então a regra de fé dos cristão? Qual o vínculo da doutrina integral de Jesus? O ensino oral, vivo, autêntico dos apóstolos ou dos a quem eles confiaram o governo e a doutrina das cristandades. Em que dia, em que ano, em que época cessou esta economia para dar lugar ao reino do livro? Só a Bíblia o deveria dizer. Di-lo? Não. Antes como depois da Bíblia, a Igreja continua sempre como o fundamento de Cristo, como estabeleceram os apóstolos, afirmando o direito de ensinar de viva voz, de examinar e interpretrar os livros que se apresentam como inspirados. Na história, nenhum vestígio de ab-rogação da antiga regra de fé.

    São Paulo não se cansa de inculcar a necessidade da Tradição oral. Aos tessalonicenses(2Ts 215): ” Estai firmes, irmãos, e conservai as tradições que aprendestes ou DE VIVA VOZ ou por epístola” Na mesma carta: ” Nós vos prescrevemos…que aparteis de todos os irmãos que andem desordenadamente e não segunda a TRADIÇÃO que recebestes de nós” (2Ts 3.6) A Timóteo: ” O que de mim OUVISTE por muitas testemunhas, ensinai-o a homens fiéis que se tornem idôneos para ENSINAR aos outros” (2Tm 2.2) Aí está claro o ensino vivo, transmitido por TRADIÇÃO de uns a outros. O apóstolo já velho, nas vésperas do martírio, adverte a Timóteo a necessidade de prover quem continue o seu magistério. Nada de livre exame das Escrituras; sempre o ensino oral feito por mestres autorizados.

    Depois voltaremos a falar mais sobre isso… um forte abraço!

    • Olivar Alves Pereira says:

      Cara Adeilton, que bom que você voltou. Seus colegas de seita que passaram por aqui não voltaram e não me permitiram ir mais além.
      Bem, confesso que me espanta a sua obtusidade intelectual, mas, como a Escritura diz em 1Co 2.14 “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. Nesse sentido, o que faço é clamar a Deus por misericórdia à sua pobre alma que caminha para o inferno por ser zombeteiro para com a Palavra de Deus.
      Veja você que seu argumentos são suicidas. Quando você coloca a Igreja de Cristo (a Verdadeira) anterior às Escrituras ignora por completo o propósito de Deus revelado no Antigo Testamento. Todas as vezes que o Senhor Jesus e os apóstolos fizeram referência às Escrituras citavam o Antigo Testamento, pelo fato de que somente na segunda década após a morte e ressurreição de Jesus é que os apóstolos começaram a registrar seus ensinamentos (possivelmente os assistentes deles o fizeram), ou as cartas circulares que eles mandavam às igrejas locais para dirimirem dúvidas e instruírem quanto às doutrinas no Senhor Jesus. Dizer que eles não saíram escrevendo livros por que se concentraram em pregar chega a soar como dolo (coisa que sua seita faz de longa data). Se você ler os comentários anteriores verá que já respondi sobre a cronologia do Novo Testamento, portanto, sei do que você está falando.
      Mas se você ainda assim insiste em me dizer que a doutrina protestante (e bíblica) do “Sola Scripturae” é infundada, novamente você é cheio de dolo. A Reforma Protestante trouxe de volta os Cinco “Solas”: Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus, Sola Scripturae e Soli Deo Gloria. Sendo que todas as outras quatro são encontradas e baseadas nas Escrituras.
      Quero indagar-lhe sobre algo levando em conta o fato de que você não crê nas Escrituras Sagradas (pelo menos não como um cristão verdadeiro deveria). Inferindo do que você disse sobre a sua seita (que você insiste em dizer que a Igreja que Cristo deixou) pergunto-lhe: se vocês católicos realmente seguem os ensinos dos apóstolos e profetas, qual deles ensinou (a asneira) da ascensão de Maria, ou sua imaculada concepção (lembrando que essa heresia católica não se refere à gestação de Jesus, mas sim, da mãe de Maria)? Qual apóstolo ensinou que devemos buscar a interseção de Maria ou de algum outro apóstolo ou servo de Cristo?
      Como você mesmo mostrou sobre a heresia do purgatório (a qual você covardemente não quer mais rebater às explicações que dei sobre sua interpretação estapafúrdia e ridícula dos textos bíblicos) mostrando que tais práticas heréticas começaram bem depois da morte dos apóstolos, heresias essas que não se encontra um só resquício delas nos ensinos apostólicos (como vocês ousam dizer que são apostólicos?), então COMO PODEM SER TRADIÇÕES DOS APÓSTOLOS?. Não, meu caro, não ouse lançar mão de textos bíblicos para defender suas heresias, pois, além de mostram a sua inaptidão em interpretar a Escritura Sagrada, também mostra o quão mesquinho você é pois, quando lhe é conveniente você usa a Bíblia (distorcidamente) para se defender, mas, quando não lhe convém ela é ridiculizada.
      Afirmar que a Escritura é a nossa única regra de fé é confissão dos crentes protestantes, coisa que se você fizesse também seria um protestante. Mas, ve-lo usando a bíblia quando lhe conveniente e ainda de forma mesquinha e deturpadora é simplesmente ridículo e digno de pena.
      Quero saber só mais uma coisa: onde vocês católicos encontrariam bases para suas práticas caso o magistério desaparecer e as tradições perderem o valor? Recorrerão à Bíblia? Lembre-se do que o Senhor Jesus disse: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17), isso Ele disse ao Pai. Também Ele disse: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt 24.35). Algo parecido é dito sobre o magistério (inventado por vocês) e sobre suas tradições?

      Estou de joelhos por sua alma pedindo a Deus que lhe abra o coração para ver o que realmente é a Verdade, e não o que diz o anticristo (o seu Papa).

      Abraços

  22. Adeilton says:

    Caro Olivar, muito me admira a sua ignorância acerca da doutrina católica quanto à Bíblia, por isso que você está no erro. Leia novamente o que foi escrito, talvez entenda…O que contestamos não é a Bíblia, mas, sim, a falsa doutrina do “sola-scriptura.

    Me mostre apenas um versículo da Bíblia que confirme o sola-scriptura? Me mostre onde na Bíblia se encontra a lista do Cânon do Novo Testamento? Foi pela autoridade da Igreja Católica que foi formado o cânon. Na época em que foi formado, havia bastante escritos.

    Santo Agostinho adere plenamente à autoridade da fé, a qual é a autoridade Cristo (C. acad. 3,20,43) manifestada na Escritura, na Tradição e na Igreja (nada de ‘sola Scriptura’ e livre interpretação particular, ao estilo protestante!). Inclusive, chega a responder taxativamente aos maniqueus:

    “Eu não creria no Evangelho se a isso não me movesse a autoridade da Igreja Católica” (C. ep. Man. 5,6; cf. C. Faustum 28,2).

    “Para Santo Agostinho, é a Igreja que estabelece o cânon das Escrituras (De doct. Chr. 2,7,12), transmite a Tradição e interpreta a ambas (De Gen. litt. O . i. l. 1), dirime as controvérsias (De bapt. 2,4,5) e prescreve a regra de fé (De doct. Chr. 3,2,2). Afirma Santo Agostinho: “Permanecerei seguro na Igreja qualquer que seja a dificuldade que se apresente” (De bapt. 3,2,2), pois “Deus assentou a doutrina da verdade na cátedra da unidade” (Ep. 105,16).

    Chega a responder aos pelagianos que deve ser tido por verdadeiro tudo o que a Tradição nos transmitiu, mesmo quando não for possível explicar (C. Iul. 6,5,11), pois os Padres “têm ensinado na Igreja aquilo que da Igreja aprenderam” (C. Iul. o. i. 1,117; cf. C. Iul. 2,10,34).”

    • Olivar Alves Pereira says:

      Adeilton, o termo “ignorância” tanto pode se referir à falta do conhecimento quanto à brutalidade em não aceitar o explícito. Esse segundo é o seu caso.
      Se foi a Igreja de Roma quem determinou (sim, eu conheço a História dos Concílios e sei que o pagão hipócrita do Constantino foi quem reuniu o Concílio que tratou do caso, embora o assunto ali tivesse sido a divindade de Cristo, o que forçou a definição do Cânon do NT, haja vista o do VT já estar estabelecido de longa data) então ela (a igreja) deu um tiro no próprio pé, pois, como ela aprovaria textos que estão abertamente contrários às práticas absurdas dela?
      Você me pede para mostrar textos, o que prova que você ou é um preguiçoso, ou obtuso, pois, no artigo que lhe trouxe aqui e em outros comentários respondendo seus companheiros de seita, eu mostrei muitos e fiz uma rápida exegese de cada um deles (coisa que vocês católicos não sabem fazer, pois, se soubessem deixariam esse antro, porque o catolicismo não pode ser melhorado, ou resgatado – ou é abandonado ou abraçado até à morte).
      Agora, você quer um texto que apresente a expressão “sola scripturae”. Bem, vai ficar difícil encontrar uma expressão latina no hebraico, aramaico e grego bíblico, mas, o conceito está ali em 2T 3.16,17, no Sl 119 (creio que nas edições católicas é o 120, é o maior salmo da Bíblia). Bem mas isso, ou seja, você crer nisso, dependerá de algo que não depende de mim: a ação do Espírito Santo desvendando 0 seu coração para que você creia que a Escritura foi divinamente inspirada, o que quer dizer que além dela ser resultado da ação do Espírito Santo guiando os santos homens de Deus na escrita (2Pe 1.21) também é perfeita em seu todo e perfeitamente eficaz em conduzir-nos a Cristo.
      Como disse, continuo orando por sua conversão à verdadeira Fé Cristã.
      Só mais uma coisa: quando dizemos “livre exame das Escrituras”, não estamos dizendo “livre interpretação”. Estamos dizendo que todo homem precisa ter a Bíblia em suas mãos para poder examiná-la. É claro que ele precisará de ajuda, primeiramente do Espírito Santo, e depois de ferramentas que Deus nos autoriza usar, mas, nunca um líder nosso estará em pé de igualdade com a Escritura e muito menos acima dela como faz o seu pontífice, o anticristo.

    • Daniel Victalino says:

      “Me mostre apenas um versículo da Bíblia que confirme o sola-scriptura? Me mostre onde na Bíblia se encontra a lista do Cânon do Novo Testamento?” —> católicos são muito engraçados em criticar interpretações sistemáticas de nós protestantes, como para o Sola Scriptura, mas quando supõem usar esse tipo de construção para suas doutrinas heréticas, é como se não houvesse problema algum. Mas, enfim, respondendo a isso, o Sola Scriptura já se denota quando o Senhor Jesus nos confirma o que é o Antigo Testamento, excluindo os chamados “deuterocanônicos” devidamente chamados por nós pelo que realmente são, ou seja, LIVROS APÓCRIFOS, de pura inspiração humana. A definição do Senhor Jesus das Escrituras do AT está em Lucas 24:44-45, nomeando-se a Torá (Lei), Nevi’im (Profetas) e o Kethuvim (Escritos), as 3 seções da Bíblia hebraica do AT.
      Sobre o NT, nós temos 1 Timóteo 5:18 confirmando o Evangelho de Lucas ao se citar Lucas 10:7, e, estando confirmado Lucas, confirmamos o livro de Atos por ter sido o mesmo autor humano. Confirmando Atos, confirmamos todas as cartas de Paulo pelo fato de seu apostolado estar expresso em Atos. Confirmados os Evangelhos, confirmamos as cartas de Pedro, João, Tiago e Judas, todos homens santos que falaram com autoridade profética e revelacional ^^

      No AT, a Sola Scriptura está em Deuteronômio 29:29, com somente o que é revelado devendo ser tido como autorizativo. Assim, vc foi respondido.

      “Santo Agostinho adere plenamente à autoridade da fé, a qual é a autoridade Cristo (C. acad. 3,20,43) manifestada na Escritura, na Tradição e na Igreja (nada de ‘sola Scriptura’ e livre interpretação particular, ao estilo protestante!). Inclusive, chega a responder taxativamente aos maniqueus:” —> Agostinho não era parte da geração dos apóstolos para afirmar que a Tradição era válida como as Escrituras. Efésios 2:20 resumiu para a geração dos apóstolos, logo, esse argumento não cola.

  23. Adeilton says:

    Tenho perguntas também que às vezes me pego pensando: foram estas questões que esclareceram-me quando eu era da igreja presbiteriana do Brasil: Não são perguntas tolas, mas requer-se reflexão.

    1. Quem fundou a sua Igreja? Por quê? Então, as igrejas existentes estavam erradas para que fosse preciso surgir mais uma igreja? E quem garante que a sua é que está certa? Foi o Senhor que a fundou ou foi um mero homem? (Sl 126(127), 1.2; Mt 16,18).

    2. É correto o denominacionalismo? Se o é, por que a Bíblia insiste na unidade dos cristãos (Jo 10,16;17,21.22; Ef 4,5) e pede que nos afastemos dos que geram divisão (Rm 16,17)? Se não é, por que os evangélicos não obedecem a sua única regra de fé e prática?

    3. Se você existisse antes da Reforma a que Igreja cristã pertenceria?

    4. Frequentemente, os evangélicos acusam os católicos de adotarem costumes humanos porque, dizem eles, não se encontram na Bíblia. Perguntamos: a Igreja não pode criar determinado costume, se quiser? Os costumes têm que estar na Bíblia? E os evangélicos? Por acaso, os costumes deles estão todos na Bíblia? Está na Bíblia, por exemplo, o costume de andar com a Bíblia embaixo do braço? E o de pregar com paletó? E a formiga smilinguido, está também na Bíblia? E o pior, as diversas igrejas evangélicas criadas diária e contraditoriamente estão na Bíblia? Se os evangélicos podem criar costumes e até igrejas (apesar de Cristo já ter fundado a sua Igreja há quase dois mil anos, que justamente é a Igreja Católica), por que só a Igreja Católica não pode criar seus costumes? (Leia Mt 18,19).

    5. Antes de atrair os católicos para a sua doutrina (ou melhor, doutrinas), você não acha que os evangélicos deveriam chegar a um acordo entre si e descobrirem, no meio de tantas doutrinas desencontradas, onde se encontra a verdadeira doutrina do evangelho?

    6. Os nomes das Igrejas evangélicas como Batista, Assembleia de Deus, Universal do Reino de Deus, Casa da Bênção, Anglicana, Presbiteriana, Quadrangular, Deus é amor, Cuspe de Cristo, etc., etc., estão na Bíblia? Se não estão, por que os evangélicos seguem essas igrejas fundadas por homens? Além disso, não dizem que só devemos seguir o que está na Bíblia?

    7. Você não acha que em Mt 12,25 se faz uma severa crítica à Babel evangélica?

    8. Se é verdadeira a interpretação que os evangélicos dão à Bíblia, onde está a sua firmeza? Por que eles caem em tantas contradições? Como garantir qual doutrina é realmente bíblica, se cada um apresenta interpretações diferentes?

    9. Você concorda com o princípio de que “onde há contradição não existe a verdade, porque uma coisa não pode ser e deixar de ser ao mesmo tempo”? Se discorda, por que exigem coerência dos católicos? Se concorda, como crer, então, na Babel evangélica?

    10. Em 1 Cor 1, 12.13, S. Paulo se mostra zangado porque vê os coríntios divididos em grupos apesar de estarem na mesma Igreja. Que diria ele se chegasse hoje e visse estes cristãos que se julgam perfeitos imitadores da Igreja primitiva dizerem: eu sou batista; eu sou pentecostal; eu sou luterano; eu sou calvinista, eu sou testemunha de Jeová; etc., pregando todos eles as mais diversas doutrinas? Se você concorda que Paulo ficaria horrorizado (o que é lógico), perguntamos: por que os evangélicos desobedecem à palavra de Deus? Isso não demonstra que são infiéis à Bíblia?

    11. Você acha que a oração de Cristo em Jo 17,21 foi eficaz? Se foi e a religião protestante interpreta corretamente a Bíblia, por que o resultado foi esta tremenda confusão que lavra entre as igrejas ditas evangélicas? Percebeu, porém, que a oração se cumpre na unidade da Igreja Católica?

    12. Você acha que uma igreja evangélica em particular pode querer nos convencer de que as outras interpretam errado a Bíblia e que ela é que está certa? Se acha, então, perguntamos:
    I- Por que todas as outras igrejas dizem a mesma coisa?
    II- Por que todas as igrejas se subdividem tanto?
    III- Por que todas elas ensinam doutrinas inexistentes antes do século XVI?
    IV- Você acha que Cristo esperou 16 séculos para propagar sua doutrina?

    13. O Catolicismo é cristão? Se não é, então, o Protestantismo é? Se o Catolicismo não fosse, como o Protestantismo, que se inspirou na teologia Católica, poderia ser?

    14. Quem lhe dá certeza de que sua interpretação da Bíblia está correta? O Espírito Santo? Mas por que toda igreja diz a mesma coisa? Então, temos vários espíritos santos ou o único Espírito Santo sopra contraditoriamente em lugares diferentes? (1Cor 12,13; 14,33).

    15. Você acha que a Igreja falhou? Se não, por que afirmam isso? Se sim, não é isso chamar Cristo de mentiroso? (Mt 16,18).

    16. Suponhamos absurdamente que um dia a Igreja inventasse de agradar aos evangélicos (Mt 16,18; At 4,19). Pois bem, perguntamos: qual doutrina evangélica a Igreja deveria adotar? Se negasse a Trindade, agradaria às TJs, por exemplo, mas desagradaria aos que creem, como os batistas; se negasse o batismo às crianças, agradaria aos batistas, mas desagradaria aos metodistas, anglicanos e outros mais; se guardasse o sábado, agradaria aos adventistas e batistas do sétimo dia, mas desagradaria ao outro ramo que guarda o domingo, e assim sucessivamente. E aí, o que fazer?

    17. Se os erros dos homens afetaram a pureza doutrinal da Igreja Católica e tornaram necessária a Reforma de 1516, não acha você que já passou da hora de haver uma Reforma similar dentro do Protestantismo?

    18. Constantemente ouvimos pastores evangélicos criticarem o surgimento de novas igrejas. Mas perguntamos também a estes: I- Mas a sua igreja não surgiu pelo mesmo processo? II- Se sua igreja surgiu por um homem e por motivo de discordância doutrinária, como você pode exigir que os outros acatem o que vocês pregam? (Mt 7, 3). III- Se os pastores não podem hoje fundar igrejas (e realmente não podem), e o que fundou a sua igreja podia? Se podia, onde está isso na Bíblia? Se não podia, por que fundou?

    19. Será que a Bíblia autorizou Lutero, David Miranda, Edir Macedo, RR Soares, Joseph Smith, Charles Russel ou qualquer outro homem a fundar uma Igreja, se quase dois mil anos atrás Jesus já fundara sua Igreja e prometera indestrutibilidade a essa Igreja? Sl 126 (127),1.2; Mt 16,18. Se autorizou, onde está isso na Bíblia? Se não autorizou, por que todo dia surge uma Igreja?

    20. Os evangélicos podem estar errados em sua doutrina? Se não podem, por que se contradizem tanto? Além disso, não gritam para todo mundo que só Deus é infalível? Se podem, como posso crer nos seus ensinamentos? Como posso garantir que a Sola Scriptura, a Sola fide ou qualquer outra doutrina protestante é correta, se eles podem estar enganados na interpretação que dão às Sagradas Escrituras?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Não, você não tem questões. . Algumas dessas questões são suas, admito. Você é cara de pau de citar as palavras de um outro (no caso Scott Hann, ex-presbiteriano que se converteu ao catolicismo, o que só prova que podemos estar cercados de dementes) e não tem a ombridade e a sensatez de fazer as devidas referências a ele. Isso é uma das formas mais vergonhosas de incapacidade intelectual. Mas, vamos lá:

      “1. Quem fundou a sua Igreja? Por quê? Então, as igrejas existentes estavam erradas para que fosse preciso surgir mais uma igreja? E quem garante que a sua é que está certa? Foi o Senhor que a fundou ou foi um mero homem? (Sl 126(127), 1.2; Mt 16,18).”

      No Sl 11.3 Davi afirma: “Ora, destruídos os fundamentos, o que poderá fazer o justo?”. Existem situações na vida que Deus permite que a coisa chegue ao fundo do poço para que das ruínas algo novo brote. A história de Israel nos mostra isso o tempo todo, e a Reforma Protestante também. Como disse anteriormente, o catolicismo não pode ser reformado; quando se chega ao ponto de ver toda a sua incongruência, o melhor a se fazer é abandoná-lo. ABANDONAR O CATOLICISMO NÃO É ABANDONAR A FÉ CRISTÃ, MAS, SIM, SAIR DO ENGANO E VIR PARA A VERDADEIRA FÉ.

      “2. É correto o denominacionalismo? Se o é, por que a Bíblia insiste na unidade dos cristãos (Jo 10,16;17,21.22; Ef 4,5) e pede que nos afastemos dos que geram divisão (Rm 16,17)? Se não é, por que os evangélicos não obedecem a sua única regra de fé e prática?”

      Unidade entre os VERDADEIROS CRISTÃOS sim. Mas, rebato essa falácia com a hipocrisia católica. Se somos tudo isso que você está dizendo, porque a Grande Meretriz, Babilônia, a Igreja de Roma quer tanto o ecumenismo? O ecumenismo diz: “aceitamos vocês como vocês são, tão somente venham para cá e fiquemos todos juntos”. Mas, não cheira hipocrisia quando você nos taxa de tudo isso e ainda assim quer ter “unidade” (no caso é ecumenismo) conosco? Lá em Minas chamamos isso de papo de aranha pra pegar mosquito. Eu porém, digo: hipócritas!

      “3. Se você existisse antes da Reforma a que Igreja cristã pertenceria?”
      De fato, eu estaria debaixo da Igreja de Roma. Mas, dizer que ela é cristã, novamente só mostra a hipocrisia de vocês. Se a Igreja é “de Roma”, não é mais de Cristo. Veja por exemplo a incongruência do seu próprio nome: Igreja Católica (Universal, para todas as pessoas) Apostólica (mas que não segue os ensinamentos dos apóstolos bíblicos) Romana (sediada em Roma como pode ser universal?).

      “4. Frequentemente, os evangélicos acusam os católicos de adotarem costumes humanos porque, dizem eles, não se encontram na Bíblia. Perguntamos: a Igreja não pode criar determinado costume, se quiser? Os costumes têm que estar na Bíblia? E os evangélicos? Por acaso, os costumes deles estão todos na Bíblia? Está na Bíblia, por exemplo, o costume de andar com a Bíblia embaixo do braço? E o de pregar com paletó? E a formiga smilinguido, está também na Bíblia? E o pior, as diversas igrejas evangélicas criadas diária e contraditoriamente estão na Bíblia? Se os evangélicos podem criar costumes e até igrejas (apesar de Cristo já ter fundado a sua Igreja há quase dois mil anos, que justamente é a Igreja Católica), por que só a Igreja Católica não pode criar seus costumes? (Leia Mt 18,19).”

      Sim, “usos e costumes” são criados, contudo a “formiguinha Smilinguido” não tem uma basílica para ela, sacerdotes que a adoram e ensinam o povo a adorá-la, nem é tida como mãe de algum deus, nem foi encontrada num rio aos pedaços e adorada como se fosse algo milagroso. Andar com a Bíblia debaixo do braço… que bom que temos esse costume. mas, numa coisa concordo com você: é uma triste realidade vermos tantas facções e grupos dizendo-se “evangélicos” criando igrejas que em nada estão de acordo com a Palavra. Para o seu conhecimento, se você procurar aqui neste site encontrará vários artigos condenando tais práticas (igrejas que se dizem evangélicas mas estão longe, muito longe dele). Criar costumes não é o problema. O problema é ver costumes tornarem-se doutrinas e depois serem canonizados por sacerdotes pecadores, e arrogantes que arvoram para si o título de “substitutos de Cristo”. Ual!!!

      “5. Antes de atrair os católicos para a sua doutrina (ou melhor, doutrinas), você não acha que os evangélicos deveriam chegar a um acordo entre si e descobrirem, no meio de tantas doutrinas desencontradas, onde se encontra a verdadeira doutrina do evangelho?”
      Justo. Você tem razão. Mas, novamente é um hipócrita. Quantas (des)ordens a ICAR tem? quantas vertentes do catolicismo existem? Tem certeza que você quer continuar falando de “unidade” comigo?

      “6. Os nomes das Igrejas evangélicas como Batista, Assembleia de Deus, Universal do Reino de Deus, Casa da Bênção, Anglicana, Presbiteriana, Quadrangular, Deus é amor, Cuspe de Cristo, etc., etc., estão na Bíblia? Se não estão, por que os evangélicos seguem essas igrejas fundadas por homens? Além disso, não dizem que só devemos seguir o que está na Bíblia?”.

      Insisto: como você pode chamar sua seita de “católica” se ela é “romana”? Seja coerente. Disfarce sua imbecilidade.
      Respondo pela minha denominação: Presbiteriana é relativo a “presbítero”, ou seja, a forma de governo da minha igreja é o sistema presbiteriano, onde homens escolhidos pela Igreja ocupam o cargo de presbíteros para cuidar da doutrina, saúde espiritual e andamento da Igreja. O termo “presbítero” está na Bíblia, e o termo “católica romana”, onde está?
      Agora, que os nomes que os ditos evangélicos têm dado às suas denominações são pra lá de jocosos isso são.

      “7. Você não acha que em Mt 12,25 se faz uma severa crítica à Babel evangélica?”
      Não. Ali Jesus está se referindo aos demônios. Minha denominação não tem aspirações imperialistas como a sua. Levamos o Evangelho e não a insígnia da igreja como vocês sempre fizeram. Sabia que o Brasil no início era protestante, mas, os calvinistas que estavam lá no Nordeste foram trucidados pelos católicos que chegaram depois e não os toleraram? Estude nossa história e você verá ali um exemplo desse imperialismo sórdido do catolicismo. Mas, insisto, como este texto está falando dos demônios, penso que aplica-se mais à Grande Meretriz, Babilônia, Igreja Romana.

      “8. Se é verdadeira a interpretação que os evangélicos dão à Bíblia, onde está a sua firmeza? Por que eles caem em tantas contradições? Como garantir qual doutrina é realmente bíblica, se cada um apresenta interpretações diferentes?”
      De fato, existem muitas divergências, mas, no que é essencial à salvação do homem, os verdadeiros evangélicos (e aqui excluo, Universal do Reino do Macedão, Internacional da (des)graça do RRSoares, Mundial do Podero$$$$$o Valdomiro, Renascer em crise, e outras tantas neopentecostais) são unânimes: todos cremos que a salvação é um ato exclusivo da Graça de Deus, por meio do sacrifício de Cristo e que nenhuma indulgência, purgatório, ou qualquer outra “trambicagem” tais como essas existem e muito menos são capazes de salvar o homem que nasce em pecado, é pecador e depende exclusivamente da Graça de Deus. Tal salvação é alcançada pela fé em Cristo, quando o pecador crê que é totalmente incapaz de agradar a Deus por si mesmo, mas, precisa somente de Cristo. Nisso, vocês católicos estão muito distantes de nós.

      “9. Você concorda com o princípio de que “onde há contradição não existe a verdade, porque uma coisa não pode ser e deixar de ser ao mesmo tempo”? Se discorda, por que exigem coerência dos católicos? Se concorda, como crer, então, na Babel evangélica?”.
      Toda verdade é verdade de Deus até mesmo quando dita por um romanista. Haja vista bebermos de Agostinho no tocante à Soteriologia e sua doutrina da Graça. Você faria muito bem se gastasse mais tempo estudando-o. A contradição não está na Palavra de Deus, mas, sim nos corações humanos arrogantes daqueles que pertencem à Grande meretriz, Babilônia, Igreja de Roma que insistem em desprezar a Escritura para ficar com suas tradições.

      “10. Em 1 Cor 1, 12.13, S. Paulo se mostra zangado porque vê os coríntios divididos em grupos apesar de estarem na mesma Igreja. Que diria ele se chegasse hoje e visse estes cristãos que se julgam perfeitos imitadores da Igreja primitiva dizerem: eu sou batista; eu sou pentecostal; eu sou luterano; eu sou calvinista, eu sou testemunha de Jeová; etc., pregando todos eles as mais diversas doutrinas? Se você concorda que Paulo ficaria horrorizado (o que é lógico), perguntamos: por que os evangélicos desobedecem à palavra de Deus? Isso não demonstra que são infiéis à Bíblia?”.

      Ok. Qual foi o nome da Igreja a que ele se referiu? Católica Romana? Creio que se os apóstolos de Cristo um dia soubessem que a Igreja de Cristo, perseguida, trucidada e humilhada pelo império romano um dia viesse a se tornar “romana” entrariam em parafuso. Quando Paulo foi à Roma, a igreja cristã já havia chegado lá, possivelmente através daqueles que estiveram no Pentecoste de At 2. Mas, ele falou de alguma sede da Igreja de Cristo ali?

      “11. Você acha que a oração de Cristo em Jo 17,21 foi eficaz? Se foi e a religião protestante interpreta corretamente a Bíblia, por que o resultado foi esta tremenda confusão que lavra entre as igrejas ditas evangélicas? Percebeu, porém, que a oração se cumpre na unidade da Igreja Católica?”.

      As palavras de jesus sempre se cumprem. A Igreja de Cristo não é a romana, Presbiteriana, Batista, Assembleia, etc, mas, sim, aquela composta pelos verdadeiros crentes na obra salvífica de Cristo, e não adeptos de uma seita como vocês insistem que não há salvação fora de Roma. Cito aqui a nossa Confissão de Fé no cap.XXV.2: “§II. A Igreja Visível, que também é católica ou universal, sob o Evangelho (não sendo restrita a uma nação, como antes sob a Lei) consiste de todos aqueles que, pelo mundo inteiro, professam a verdadeira religião (1Co 1.2; 1Co 12.12,13; Rm 15.9-12), juntamente com seus filhos (Gn 17.7; Gl 3.7,9,14; Rm 4; At 2.39; 1Co 7.14; Mc 10.13-16); é o Reino do Senhor Jesus Cristo (Mt 13.47; Cl 1.13; Is 9.7), a casa e família de Deus (Ef 2.19), fora da qual não há possibilidade ordinária de salvação (Mt 28.19; At 2.38; 1Co 12.13; Mt 26.26-28)”. Analise os textos bíblicos. Ah, me esqueci, você não crê na Bíblia.

      “12. Você acha que uma igreja evangélica em particular pode querer nos convencer de que as outras interpretam errado a Bíblia e que ela é que está certa? Se acha, então, perguntamos:
      I- Por que todas as outras igrejas dizem a mesma coisa?
      II- Por que todas as igrejas se subdividem tanto?
      III- Por que todas elas ensinam doutrinas inexistentes antes do século XVI?
      IV- Você acha que Cristo esperou 16 séculos para propagar sua doutrina?”

      De todas essas questões aqui responderei somente o ponto III, porque os outros já respondi.
      Nem tudo o que a Grande Meretriz, Babilônia, Igreja romana ensinou está errado. Como disse: toda verdade é verdade de Deus (até mesmo na boca de asnos heréticos). Um exemplo é o Credo Apostólico. Eu creio plenamente nele. Mas as verdades contidas nele, são do Novo Testamento e que foram repetidas nos séculos posteriores. Que pena que você não ficaram somente neles, não é? Se tivessem com certeza não teríamos dividido.

      “13. O Catolicismo é cristão? Se não é, então, o Protestantismo é? Se o Catolicismo não fosse, como o Protestantismo, que se inspirou na teologia Católica, poderia ser?”

      O catolicismo não é cristão e nem bíblico. O Protestantismo saiu do catolicismo justamente porque este afastou-se totalmente da Bíblia. Não foi o catolicismo que inspirou o protestantismo. Aliás, se houve alguma inspiração foi para que ele deixasse de vez a Grande Meretriz, Babilônia, Igreja Romana.

      “14. Quem lhe dá certeza de que sua interpretação da Bíblia está correta? O Espírito Santo? Mas por que toda igreja diz a mesma coisa? Então, temos vários espíritos santos ou o único Espírito Santo sopra contraditoriamente em lugares diferentes? (1Cor 12,13; 14,33).”

      Meu caro, uma regra hermenêutica básica é: “A Bíblia explica a Bíblia”. Textos difíceis são esclarecidos por outros textos bíblicos. O nome disso é Teologia Sistemática. Conhece isso?

      “15. Você acha que a Igreja falhou? Se não, por que afirmam isso? Se sim, não é isso chamar Cristo de mentiroso? (Mt 16,18).”

      De jeito nenhum. Paulo diz em 2Tm 2.11-13: “Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo”. Veja que a Bíblia nos mostra que somos propensos a falhar, mas, que a nossa falha não desfaz as ações de Deus. Assim sendo, vocês católicos falharam sim, bem como muitos cristãos evangélicos também. Mas, se você insiste em dizer que sua grande Meretriz, Babilônia, Igreja Romana é infalível, porque então insistem num ecumenismo conosco os “infiéis”? Eu pelo menos sou coerente, sou totalmente contrário ao ecumenismo com o catolicismo ou qualquer outra seita.

      “16. Suponhamos absurdamente que um dia a Igreja inventasse de agradar aos evangélicos (Mt 16,18; At 4,19). Pois bem, perguntamos: qual doutrina evangélica a Igreja deveria adotar? Se negasse a Trindade, agradaria às TJs, por exemplo, mas desagradaria aos que creem, como os batistas; se negasse o batismo às crianças, agradaria aos batistas, mas desagradaria aos metodistas, anglicanos e outros mais; se guardasse o sábado, agradaria aos adventistas e batistas do sétimo dia, mas desagradaria ao outro ramo que guarda o domingo, e assim sucessivamente. E aí, o que fazer?”

      Esse dia já chegou quando vocês entraram no Conselho Mundial de Igrejas nos idos de 1940. Este conselho visava um ecumenismo com todas as igrejas cristãs (TJs, Adventista do sétimo Dia, Mórmons são seita e nunca foram vistas como igrejas verdadeiras). Certo dia inventaram de convidar os católicos para assistirem, em poucos anos eles assumiram o controle do conselho. Típico de imperialistas! Mas, respondendo sua pergunta quero só dizer-lhe que a fiz para um padre que veio com esse papinho nojento de ecumenismo para cima de mim. Ele não me respondeu. Mas, eu, diferentemente, lhe respondo: não abro mão de nenhuma. meu objetivo não é me ajuntar com hereges, mas, estar com os santos de Deus.

      “17. Se os erros dos homens afetaram a pureza doutrinal da Igreja Católica e tornaram necessária a Reforma de 1516, não acha você que já passou da hora de haver uma Reforma similar dentro do Protestantismo?”

      Só uma correção: é 1517.
      Na minha denominação não. Se tivesse eu já teria proposto. Mas, no “evangelicalismo” brasileiro, com certeza. Virou comércio. E por falar nisso, não use isso para me acusar, porque minha igreja não tem um Estado próprio e uma riqueza incalculável.

      “18. Constantemente ouvimos pastores evangélicos criticarem o surgimento de novas igrejas. Mas perguntamos também a estes: I- Mas a sua igreja não surgiu pelo mesmo processo? II- Se sua igreja surgiu por um homem e por motivo de discordância doutrinária, como você pode exigir que os outros acatem o que vocês pregam? (Mt 7, 3). III- Se os pastores não podem hoje fundar igrejas (e realmente não podem), e o que fundou a sua igreja podia? Se podia, onde está isso na Bíblia? Se não podia, por que fundou?”

      Serei indelicado respondendo com uma pergunta: você poderia falar um pouco sobre o grande cisma entre a igreja ocidental e a oriental? Ou também sobre aquelas ocasiões em que papas (anticristos) disputavam o poder da Grande Meretriz, Babilônia, igreja de roma? Aí eu responderei sua pergunta aqui.

      “19. Será que a Bíblia autorizou Lutero, David Miranda, Edir Macedo, RR Soares, Joseph Smith, Charles Russel ou qualquer outro homem a fundar uma Igreja, se quase dois mil anos atrás Jesus já fundara sua Igreja e prometera indestrutibilidade a essa Igreja? Sl 126 (127),1.2; Mt 16,18. Se autorizou, onde está isso na Bíblia? Se não autorizou, por que todo dia surge uma Igreja?”

      Com exceção da Luterana aqui, as demais são seitas igualzinho a igreja de Roma. Já respondi anteriormente a esta questão. Evite redundâncias. Isso é característica de quem já não sabe mais o que dizer em sua própria defesa.

      “20. Os evangélicos podem estar errados em sua doutrina? Se não podem, por que se contradizem tanto? Além disso, não gritam para todo mundo que só Deus é infalível? Se podem, como posso crer nos seus ensinamentos? Como posso garantir que a Sola Scriptura, a Sola fide ou qualquer outra doutrina protestante é correta, se eles podem estar enganados na interpretação que dão às Sagradas Escrituras?”

      Já respondi a esta questão anteriormente.

      Há mais alguma coisa que sua mente confusa precisa de esclarecimento?

    • Daniel Victalino says:

      Como o reverendo Olivar já citou tantas vezes Efésios 2:20 e 2 Timóteo 3:16-17, além de já ter citado 2 Pedro 1:21, passo a provar a Sola Scriptura por outros textos, com comentários meus:

      a) 1 Coríntios 14:37-38:
      37 Se alguém pensa que é profeta ou espiritual, reconheça que o que lhes estou escrevendo é mandamento do Senhor.
      38 Se ignorar isso, ele mesmo será ignorado.

      (ou seja, um apóstolo é que poderia revelar um comando divino, e assim, imperativo sobre um cristão. Resta saber se poderia haver novos apóstolos para darem novas revelações divinas de igual força, e a Bíblia deixa claro que não porque só há, para o Senhor Deus, apenas 12 apóstolos em toda a eternidade que Ele mesmo decretou:

      Apocalipse 21:14:
      14 O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

      Logo, nenhum papa pode ser considerado como um sucessor de Pedro, pois isso mostraria que haveria mais de 12 apóstolos na eternidade (Judas Iscariotes foi um traidor, logo, nunca foi um dos 12 no plano eterno e Matias, embora fosse um cristão, não era um dos 12 de fato porque ele não foi escolhido diretamente pelo Deus e Messias Jesus Cristo como Paulo e os outros 11 foram)

      b) Salmo 19:8:

      8 Os preceitos do SENHOR são justos,
      e dão alegria ao coração.
      Os mandamentos do SENHOR são límpidos,
      e trazem luz aos olhos.

      (Somente os mandamentos do Senhor é que dirigem a vida do homem considerado justo por Deus, não bulas e encíclicas papais)

      c) Tiago 1:17; 5:10-11:

      17 Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes.

      10 Irmãos, tenham os profetas que falaram em nome do Senhor como exemplo de paciência diante do sofrimento.

      11 Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia.

      (Os profetas do AT falaram em nome de Deus e são imutáveis, por isso são autorizativos, diferente da Igreja Católica, que muda de posição como quem muda de roupa, pois se antes dizia que Gênesis era um livro real e histórico, hoje possui um papa que diz que Adão e Eva não existiram)

      d) 1 João 4:6:

      6 Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito[c] da verdade e o espírito do erro.

      (O apóstolo João foi claro aqui —> deve-se ouvir as palavras da autoridade apostólica que os 12 estavam divulgando, não havendo nenhum indício de que poderia haver sucessão de apóstolos, até porque, Tiago, irmão de João e também um dos 12 morreu, e não foi sucedido por ninguém:

      Atos 12:2:
      2 E mandou matar à espada Tiago, irmão de João.)

      e) 2 Pedro 3:1;2-15-16:

      1 Amados, esta é agora a segunda carta que lhes escrevo. Em ambas quero despertar com estas lembranças a sua mente sincera para que vocês se recordem

      2 das palavras proferidas no passado pelos santos profetas, e do mandamento de nosso Senhor e Salvador que os apóstolos de vocês lhes ensinaram.

      15 Tenham em mente que a paciência de nosso Senhor significa salvação, como também o nosso amado irmão Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que Deus lhe deu.

      16 Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles.

      (Exemplo cristalino de que todas as cartas de Paulo devem ser tratadas como Escrituras Sagradas, além de ratificar o caráter divino da revelação escrita pelo próprio apóstolo Pedro)

      f) 1 Timóteo 5:18 —> um dos maiores versículos da Sola Scriptura. Iguala o caráter de revelação de divina do Antigo Testamento ao Novo Testamento:

      18 Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha [1]. E: Digno é o obreiro do seu salário [2].”

      [1] Citação de Deuteronômio 25:4:

      4 “Não amordacem o boi enquanto está debulhando o cereal.

      [2] Lucas 10:7:

      7 Fiquem naquela casa, e comam e bebam o que lhes derem, pois o trabalhador merece o seu salário. Não fiquem mudando de casa em casa.

      g) Mateus 15:1-9 —-> um exemplo vivo de que a tradição e a história dos fariseus, surgidos após o movimento de restauração do templo de Jerusalém pelos judeus macabeus, não deveriam ser tratados a sério porque contrariavam as Escrituras e eram meros ensinamentos humanos, devendo-se, na verdade, obedecer às próprias Escrituras como preceitos divinos (especialmente no versículo 3 – “mandamento de Deus”):

      1 Então alguns fariseus e mestres da lei, vindos de Jerusalém, foram a Jesus e perguntaram:
      2 “Por que os seus discípulos transgridem a tradição dos líderes religiosos? Pois não lavam as mãos antes de comer!”
      3 Respondeu Jesus: “E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês?
      4 Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’[a] e ‘Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’.
      5 Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’,
      6 ele não está mais obrigado a ‘honrar seu pai’[c] dessa forma. Assim, por causa da sua tradição, vocês anulam a palavra de Deus.
      7 Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês, dizendo:
      8 “‘Este povo me honra
      com os lábios,
      mas o seu coração está longe de mim.
      9 Em vão me adoram;
      seus ensinamentos
      não passam de regras
      ensinadas por homens’” [1].

      [1] Isaías 29:13 —> além do Senhor Jesus já ter expressado por si o conteúdo divino sendo superior às tradições humanas, aqui, a citação do próprio Antigo Testamento reforça a superioridade de revelações divinas sobre ensinamentos humanos, o que nós protestantes resumimos na expressão “Sola Scriptura”:
      13 O Senhor diz:
      “Esse povo se aproxima de mim
      com a boca
      e me honra com os lábios,
      mas o seu coração está longe de mim.
      A adoração que me prestam
      é feita só de regras
      ensinadas por homens.”

      h) Lucas 11:49:
      49 Por isso, Deus disse em sua sabedoria: ‘Eu lhes mandarei profetas e apóstolos, dos quais eles matarão alguns, e a outros perseguirão’.[1]

      [1] Somente os apóstolos como sendo igualados aos profetas, que já existiam no Antigo Testamento e continuaram a existir no Novo Testamento (como Ana e Ágabo) como transmissores de revelação divina e ensinamento autorizativo pois a definição de um profeta é de porta-voz de Deus:

      2 Crônicas 36:12:

      12 Ele fez o que o SENHOR, o seu Deus, reprova, e não se humilhou diante do profeta Jeremias, que lhe falava como porta-voz do SENHOR.

      1 Samuel 3:20-21:

      20 Todo o Israel, desde Dã até Berseba, reconhecia que Samuel estava confirmado como profeta do SENHOR.

      21 O SENHOR continuou aparecendo em Siló, onde havia se revelado a Samuel por meio de sua palavra.

      i) Provérbios 30:5-6 (os versículos falam por si mesmos):

      5 “Cada palavra de Deus
      é comprovadamente pura;
      ele é um escudo para quem
      nele se refugia.
      6 Nada acrescente às palavras dele,
      do contrário, ele o repreenderá
      e mostrará que você é mentiroso.

      j) Neemias 9:30 —> quem adverte não é a tradição, é a revelação divina feita pelos profetas antes do tempo de Neemias, pois tradição nenhuma pode criar doutrinas:

      30 E durante muitos anos foste paciente com eles. Por teu Espírito, por meio dos profetas, os advertiste. Contudo, não te deram atenção, de modo que os entregaste nas mãos dos povos vizinhos.

      k) Deuteronômio 4:1-2 —> só o que é revelado deve ser seguido, o que for acrescentado deve ser negado.

      1E agora, ó Israel, ouça os decretos e as leis que lhes estou ensinando a cumprir, para que vivam e tomem posse da terra, que o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, dá a vocês.
      2 Nada acrescentem às palavras que eu lhes ordeno e delas nada retirem, mas obedeçam aos mandamentos do SENHOR, o seu Deus, que eu lhes ordeno.

      l) Deuteronômio 29:29 —> o que não se disse é mistério e só se segue o que é revelado, pura Sola Scriptura:

      29 “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei.

      l) Jeremias 36:1-2 —> revelação divina parte de Deus, já a tradição é construída por homens e ao longo do tempo, por isso, não é inspirada:

      1 No quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, o SENHOR dirigiu esta palavra a Jeremias:

      2 “Pegue um rolo e escreva nele todas as palavras que lhe falei a respeito de Israel, de Judá e de todas as outras nações, desde que comecei a falar a você, durante o reinado de Josias, até hoje.

      m) Apocalipse 22:18-19 —> o fechamento do cânon bíblico, pois qualquer adição revelacional é uma adição à Apocalipse, e como Apocalipse é Escritura, representaria adição para todas as Escrituras Sagradas que temos, logo, as doutrinas de Roma erraram feio ao criar doutrinas fora da Bíblia:

      18 Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro.
      19 Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro.

      Complemento – Até mesmo nos livros chamados “deuterocanônicos” pelos católicos e corretamente por nós protestantes de apócrifos por serem de mera invenção humana, podemos ver que os seus autores possuíam claramente um entendimento de que as Escrituras eram as únicas com conteúdo divino, e, portanto, autorizativo:

      a) Baruque 1:17:19:

      17 Porque pecamos contra o Senhor.
      18 Nós lhe desobedecemos; recusamo-nos a ouvir a voz do Senhor, nosso Deus, e a seguir os mandamentos que nos deu.

      b) Baruque 4:1-4:

      1 Ela é o livro dos mandamentos divinos e a Lei que subsiste para todo o sempre. Todos aqueles que a seguem adquirirão a vida, e os que a abandonam morrerão.
      2 Volta para ela, Jacó, abraça-a. Caminha ao seu encontro, ao esplendor da sua luz.
      3 Não entregues a outros esta glória, nem relegues esta salvação a nação estrangeira.
      4 Ditosos somos nós, Israel, porque a nós foi revelado o que agrada a Deus!

      c) Eclesiástico/Sabedoria de Ben Siraque 2:15-21:

      15 Ai dos corações tímidos que não confiam em Deus, e que Deus, por essa razão, não protege;
      16 ai daqueles que perderam a paciência, que saíram do caminho reto, e se transviaram nos maus caminhos.
      17 Que farão eles quando o Senhor começar o exame?
      18 Aqueles que temem ao Senhor não são incrédulos à sua palavra, e os que o amam permanecem em sua vereda.
      19 Aqueles que temem ao Senhor procuram agradar-lhe, aqueles que o amam satisfazem-se na sua lei.
      20 Aqueles que temem ao Senhor preparam o coração, santificam suas almas na presença dele.
      21 Aqueles que temem ao Senhor guardam os seus mandamentos, têm paciência até que ele lance os olhos sobre eles

      • Olivar Alves Pereira says:

        Daniel, você disse algo sobre o atual anticristo (papa Francisco) declarar que Adão e Eva não existiram. Lia algo sobre isso. Então agora podemos dizer que a falsa igreja concordou com a falsa ciência, no melhor estilo das bestas do Apocalipse, não é mesmo? haha

  24. Adeilton says:

    Muito me admira a sua capacidade intelectual, caro “paxtorzinho” herege, Olivar, em escrever a palavra intercessão errada. Se você não sabe nem escrever corretamente a palavra, como irá saber do conteúdo da doutrina? Veja aí o seu comentário do dia 20/04, às 21:51. Veja: “Qual apóstolo ensinou que devemos buscar a interseção de Maria[…]”

    • Olivar Alves Pereira says:

      Deu para ver que você chegou ao fim de seus argumentos. Se este é o único erro que você encontrou em mim, que bom, pois um corretor ortográfico resolve. O mesmo não dá para dizer de seus erros (heresias) que somente a obra sobrenatural do Espírito Santo pode dar jeito. Que ele tenha misericórdia de ti, meu caro “filósofo”.

  25. Adeilton says:

    Aqui vai mais umas perguntinhas para refrescar sua cabeça de herege. Obs: as perguntas não são minhas. Não citei o autor porque na apostila que tenho não consta o seu nome. Mas, assim como me serviu para que eu saísse das trevas do relativismo protestante, pode lhe servir.

    “20. Os evangélicos podem estar errados em sua doutrina? Se não podem, por que se contradizem tanto? Além disso, não gritam para todo mundo que só Deus é infalível? Se podem, como posso crer nos seus ensinamentos? Como posso garantir que a Sola Scriptura, a Sola fide ou qualquer outra doutrina protestante é correta, se eles podem estar enganados na interpretação que dão às Sagradas Escrituras?

    21. Se para os evangélicos só Deus é mesmo infalível, por que nunca vimos nem ouvimos um evangélico criticar seu pai Lutero pela seguinte exclamação: “Não admito que minha doutrina seja julgada por ninguém, nem sequer por um anjo. Quem não receber a minha doutrina, não será salvo.”? Não é isso se dizer infalível?

    22. Por que os evangélicos defendem sua inerrância, assumindo a infalibilidade que negam aos católicos? Ora, se ninguém é infalível, como podem defender com unhas e dentes as suas doutrinas? Como podem garantir que suas interpretações da Bíblia estão absolutamente certas? A cada igreja que surge, novas “verdades” aparecem (ou reaparecem) e nenhuma larga o osso de suas convicções. Para as testemunhas de Jeová a terra será um paraíso, e não se fala mais nisso. Para os batistas não se pode batizar criança, e ninguém pode duvidar. Para os adventistas devemos guardar o sábado, e acabou-se o assunto. Para os metodistas deve-se batizar criança e pronto. Para a Universal do Reino de Deus o cristão tem prosperidade garantida e fim de papo. Por que essa certeza, se não são infalíveis?

    23. Os apóstolos eram infalíveis? Se não eram, como podemos confiar na doutrina deles? E mais, por que os apóstolos exigiam crença total naquilo que pregavam (Gl 1, 8.9)? Se o eram, por que a Igreja hoje não o pode ser? Ainda, se o eram, isso não é prova de que os evangélicos estão entendendo Jer 17, 5 de forma errada? Ou os apóstolos não eram humanos?

    24. Constantemente, os evangélicos gostam de nos lembrar dos erros da Inquisição. Da maneira como falam até parece que nunca cometeram erros. Perguntamos, porém: Os evangélicos estiveram isentos desses mesmos crimes dos quais nos lembram? Foi com a Bíblia na mão ou com violência que conseguiram se impor em países como E.U.A, Irlanda, Escócia, Inglaterra, Suécia, Suíça e Holanda? Você sabia que nenhum país cuja maioria hoje é protestante foi convertido com a Bíblia na mão? Você sabia que a Reforma protestante se expandiu rapidamente porque foi imposta de cima para baixo, e a ferro e fogo? (Mt 7, 3).

    25. Há heresia dentro do Protestantismo? Se não há, por que frequentemente se vê um pastor acusar outro de herege? Se há, onde fica a credibilidade protestante? E além disso, por que acusam a Igreja Católica de heresia, se tais “heresias” são compartilhadas aqui ou ali dentro do próprio Protestantismo?

    26. Os evangélicos dizem que os cristãos não precisam pertencer a nenhuma igreja, basta a fé. Mas se isso é verdade, por que os católicos precisam ir para o Protestantismo? Para que servem, então, os pastores? Por que os evangélicos vão para alguma igreja, gastam dinheiro com dízimo, perdem todo o tempo se dedicando a algo que é até desnecessário? Se a Bíblia não ensina a pertencermos à Igreja, os evangélicos não estão desobedecendo a sua única regra de fé, quando passam a frequentar determinada igreja, principalmente sabendo que a igreja evangélica a que pertence não se acha dentro de sua única regra de fé e prática?

    27. Você não acha que esta confusão de igrejas evangélicas é a demonstração de que o homem não pode confiar na suposta inspiração de outro homem? (Jer 17,5).

    28. O Protestantismo tem dogmas? Se não tem, a Sola Scriptura, a Sola fide ou qualquer outra doutrina protestante pode ser questionada? Além disso, por que cada igreja garante que suas doutrinas estão absolutamente corretas? Tal certeza não dogmatiza suas crenças?

    29. Os evangélicos têm tradição? Se não têm, por que frequentemente recorrem a ela para justificar suas doutrinas? Além disso, algum evangélico seria capaz de justificar o cânon bíblico sem usar a tradição? Podemos desafiá-lo?

    30. Se todos os argumentos usados pelos evangélicos contra a inspiração dos livros deuterocanônicos do AT forem aplicados contra a inspiração dos livros protocanônicos, estes últimos passarão na peneira? Por exemplo:
    I- Por que as “heresias” que os evangélicos dizem haver nesses livros também existem em livros que eles consideram inspirados? (Compare Tob 4,7-11 com 2Cron 6,30; Prov 24,12; Rom 2,5-8).
    II- Por que existem “erros” históricos e geográficos em livros que também estão na própria Bíblia deles? (Gn 1, 3.14; Jos 10, 12.13; Jó 9, 5.6; Mc 3,41).
    III- Por que também há “contradições” em muitos desses livros? (Compare, por exemplo, 1Sm 21,1-6 e 1Sm 23,6 com Mc 2,25.26; Mt 21,2 com Mc 11, 2; 2Sm 23,8 com 1Cron 11,11).
    IV- Por que alguns personagens de livros protocanônicos também “mentiram”? (Gn 27,19; Ex 1,15-21;Jz 4, 18-21; 5,24; Mt 24,36).
    V- Por que em alguns desses livros também há histórias “absurdas”? (Gn 3,1-5; Nm 22,22; Jn 2).
    VI- Por que os evangélicos não negam a inspiração da carta aos Coríntios, já que S. Paulo afirma ali (1 Cor 7,25) que não tem “mandamento do Senhor aos virgens, mas dá seu próprio conselho”? Se isso fosse dito num livro deuterocanônico, os evangélicos não usariam a expressão para negar a inspiração dele como fazem com 2 Mac 15, 37-39?
    Você percebeu que se esses argumentos negassem a inspiração dos livros deuterocanônicos, negariam também a de muitos outros livros existentes na própria Bíblia protestante? Na realidade, as supostas falhas acima, com discernimento, são plenamente entendidas.

    31. Por que até hoje nenhum evangélico conseguiu provar pela sua única regra de fé e prática que os livros deuterocanônicos são apócrifos?

    32. Frequentemente os pastores evangélicos recorrem ao grego, ao hebraico e ao aramaico para explicarem certos trechos bíblicos. Não há aí uma implícita condenação do livre exame? Se para entender bem certas passagens das Escrituras, é preciso recorrer às línguas bíblicas, e tais línguas, bem poucos conhecem, como é, então, que os evangélicos dizem a todas as pessoas a quem se entrega a Bíblia, que elas têm capacidade para interpretá-la?

    33. Por que a Bíblia não ensina a Sola Scriptura?

    34. Se todos podem interpretar a Bíblia livremente, por que só a Igreja Católica não o pode?

    35. Se a Sola Scriptura é a solução dos males, por que em vez de ter trazido a “pureza do evangelho” trouxe foi a Babel?

    36. Frequentemente, os evangélicos exigem que nós católicos provemos tal e tal doutrina na Bíblia, e só nela. Perguntamos: Em qual Bíblia? Na católica ou na protestante? Se é na protestante, perguntamos também: onde está na Bíblia que uma doutrina só pode ser provada na Bíblia protestante? Se disserem que é por causa do cânon, perguntamos, ainda: onde está na Bíblia que o correto é o cânon protestante?

    37. Por que a Bíblia teria precisado de 1600 anos para ser entendida corretamente, se segundo os evangélicos, ela é algo que qualquer pessoa pode ler e entender?

    38. Você não acha que o livre exame é um grande achado para os que gostam de se apresentar como líderes religiosos, envaidecidos de ver muitos homens aderirem às suas idéias e contentes com a perspectiva de deixarem o nome célebre na História de qualquer maneira, ao menos, como fundadores de mais uma religião?

    39. Como os evangélicos pretendem impor suas crenças aos católicos, se eles pregam o livre exame?

    40. Os apóstolos acreditavam na Sola Scriptura? Se a resposta for “sim”, perguntamos: Como, se não existia a Bíblia? Se eles acreditavam apenas no AT, não acha que assim estariam invalidando todas as suas pregações bem como todos os escritos do NT? Se a resposta for “não”, também perguntamos: então, como ela pode ser uma doutrina bíblica?”

    • Olivar Alves Pereira says:

      Vamos lá meu carregador de andor…

      Pergunta 20:
      Já respondi no post anterior. O que me faz pensar que você tem algum problema cognitivo que sequer lê o que foi escrito. O que me faz pensar se está compensando continuar a conversa com um asno.

      P.21:
      Típico argumento de herege (refiro-me a você): retirar a frase do seu contexto. Quando Lutero disse isso ele estava à frente do anticristo, o pontífice romanista, o qual exigiu que ele negasse o que estava pregando. Lutero diferentemente de alguns padres midiáticos como o Fábio de Melo, não voltou a trás em suas afirmações mesmo ameaçado pelo pontífice-anticristo.
      Sugiro que leia a história toda.

      P.22:
      A inerrância que defendemos é a das Escrituras Sagradas; a infalibilidade que vocês defendem é a do pontífice-anticristo. Tem certeza que dá para fazer essa comparação?

      P.23:
      Como você é um “marionetado” pelo anticristo-papal. Prefere chamar de falíveis os verdadeiros e únicos apóstolos que existiram que foram inspirados e movidos pelo Espírito a admitir que usurpadores do título apostólico (os papas anticristos) sejam corruptos, falíveis e pecadores. Para o seu governo, os apóstolos (os verdadeiros, não esses que vocês chamam de “papas”) todos admitiram ser pecadores, mas, ao mesmo tempo portadores do Evangelho de Cristo e da revelação das Escrituras. Meu caro, chego a pensar que você tem algum problema cognitivo.

      P.24:
      Meu caro, agora você extrapolou mesmo (risos). Em todos os casos em que protestantes empunharam a espada foi para se defenderem das aberrações romanistas. Como lhe citei o exemplo do Brasil colônia, os holandeses no Nordeste eram “Calvinistas”, mas, os católicos os mataram. Já ouviu falar da noite de São Bartolomeu? De fato, não nego que mortes houveram dos dois lados e provocadas pelos dois lados. Mas, em todos os casos foi para nos defendermos. Vou citar um exemplo mais recente. Na minha cidade natal, Conceição dos Ouros, no início do século passado, quando o Evangelho Verdadeiro chegou lá, meus avós juntamente com outros crentes que haviam comprado uma casa que hoje é o local onde está nossa Igreja, foram duramente perseguidos. Ouvi dos lábios de um senhor católico muito amigo do meu avô dizendo o quanto ele se arrependia por ter obedecido o padre que do alto-falante da igreja romana dizia à procissão que passava carregando o andor: “Taquem pedras nesses protestantes do diabo”. Meu pai contava que perdeu as contas de quantas vezes foram apedrejados pelos católicos. E você vem me falar de violência? Esse “paxtorzinho” aqui nunca mandou ninguém agredir um católico. pelo contrário, nossa Igreja socorre muitas famílias que a sua igreja nem se importa. Falando em riquezas… meu caro, olhe para os países que foram colonizados pelos católicos e os que foram pelos protestantes. Minha Igreja não tem um Estado próprio. Deixe que eles falem por si. Sugiro que além de Teologia, História você estude também economia.

      P. 25:
      Diferentemente da Grande Meretriz, Babilônia, Igreja de Roma, nós protestantes (penso aqui na Igreja Presbiteriana exclusivamente da qual sou membro) não ensinamos a confiar em nossa Igreja para serem salvos (mas, não nos esquivamos da responsabilidade de sermos zelosos pela sã doutrina), mas, SOMENTE EM CRISTO. Pergunto-lhe meu pobre marionete: A Grande Meretriz, Babilônia, Igreja romana faz isso também?

      P.26:
      Confesso que não me lembro de ter ensinado isso. Se você ouviu isso da boca de algum pastor, por favor, não me coloque no mesmo patamar. Se você, meu pobre marionete papista, deixar de ser preguiçoso e ler tudo o que escrevi aqui sobre a Igreja Verdadeira em todos os meus posts, então verá que não ensino isso. Mas, eu acho muito curioso você criticar os dízimos, como se eles fossem invenção dos protestantes, como se os católicos não fizessem uso desse meio também. Aliás, aqui em São José dos Campos, tem uma filial da Grande Meretriz, Babilônia, Igreja de Roma que o padre fez cursinho com uma dessas igrejas “contemporâneas” evangélicas e copiou na cara dura toda a metodologia da mesma (só técnicas de marketing, e nada de evangelho). O padre da referida filial da Grande Meretriz, Babilônia, Igreja de Roma chegou ao cúmulo de colocar um cartaz dizendo: “Esta semana promoção no dízimo: só 7,5%”. Quanta picaretagem!

      P.27:
      Com certeza. Confiar na inspiração de outro homem é loucura. Pense nisso quando beijar seu anticristo-papal. Mas, repito, meu caro marionete papal: “Confio na inspiração Divina”.

      P.28:
      Rapaz, mude sua argumentação. Está parecendo lavagem cerebral. Fizeram lobotomia em você? Já respondi a essa questão várias vezes.

      P.29:
      Ter tradições não é o problema. Tradições guardam conteúdos bons. Mas, no momento em que uma tradição é mais valorizada que o conteúdo do Evangelho que ela deveria guardar, então ela deve ser desprezada. Mas isso é coisa para quem usa a inteligência que Deus deu em vez de submetê-la a um ser humano cheio de si metido a “vigário” de Cristo.

      P.30:
      Sua pergunta é a minha resposta. Os livros apócrifos nem mesmo os judeus os aceitam porque no período em que foram escritos (nos últimos séculos antes de Cristo no período dos judeus macabeus) não houve um profeta de Deus que foi reconhecido como tal. Agora, repare na sua jumentice. Você usa os livros apócrifos para atacar os Livros Canônicos. A qual deles você atribui autenticidade e autoridade divina? Você chama erros de redação de “erros doutrinários” como fez com meu erro ortográfico. Dá para se ver o seu nível teológico!

      P.31:
      Leia a resposta do meu irmão Daniel aos comentários anteriores a estes. Ele fez uma excelente exposição do assunto. Mas, porque vocês insistem tanto em ficar com alguns livros que ninguém (nem judeus, nem protestantes) aceitam? Sabe porque? Por que eles são as muletas que sustentam a velha Grande Meretriz, Babilônia, Igreja Romana.

      P.32:
      Esse labor e expediente se fez necessário, quando a Grande Meretriz, Babilônia, igreja de Roma arvorou ser a guardiã das Escrituras e por séculos deixou os povos nas trevas sem qualquer contato com as Escrituras. Para impedir que as pessoas tentassem ler a Bíblia inventou crendices e superstições. Quando os Reformadores Protestantes levantaram-se contra a Grande Meretriz, Babilônia, igreja de Roma, viram que era necessário traduzir a Bíblia para o vernáculo de cada país. Não é à toa que se a Bíblia está presente em muitos países hoje, tal feito foi de nós protestantes e não da Grande Meretriz, Babilônia, igreja de Roma. Também quero reforçar aqui que para nós inerrante são os originais dos textos sagrados, os quais infelizmente não os temos, a não ser cópias dos mesmos. O estudo dos originais nos possibilita ver o que o texto nas línguas originais está dizendo. Mas, isso é muito para sua cabecinha que preferiu especializar-se em filosofia.

      P.33:
      Ah! De novo? Pare com essa repetição enfadonha até mesmo porque já lhe respondi. Se você quiser falar mais sobre o assunto, pelo menos se dê ao trabalho de rebater o que estou dizendo.

      P.34
      Já disse e repito: não existe livre interpretação para quem labora em submissão ao Espírito Santo; o que existe é livre exame, ou seja, qualquer um pode pegar numa Bíblia e estudá-la (coisa que o anticrito papal da Grande Meretriz, Babilônia, igreja de Roma, sempre impediu vocês fazerem, como dá para se ver nos seus pífios argumentos).

      P.35:
      A Babel é a Grande Meretriz, Babilônia, igreja de Roma. Ela que tem dentro de si um mosaico de catolicismos, que permite aos seus fiéis que de dia acendam velas para os seus santos e à noite, se quiserem vão bater atabaques no Candomblé.

      P.36:
      Outro golpe baixo típico de herege. Nunca ensinei isso. Aliás, quando um católico me pede alguma explicação uso uma versão católica. O que passarei a fazer de agora em diante para lhe mostrar que a verdade está na sua cara, mas, infelizmente não no seu coração.

      P.37:
      Ela não precisou de 1600 anos para ser entendida (apesar de que para o catolicismo esse número é bem maior). Os 1600 aproximadamente foi o tempo que ela levou para ser escrita contanto de Moisés até João.

      P.38:
      Sim, assim como: “somente o papa pode interpretar corretamente as Escrituras”. Se no meu caso eu tenho de estudar mais a fundo para expor fielmente as Escrituras, no seu caso, basta abrir a sua boca para que o anticristo-papal vomite o que ele quiser. Eu estudo a Bíblia para não ser enganado. Você estuda filosofia para se iludir que é iluminado.

      P.39:
      Confira a resposta à pergunta 33.

      P.40
      Leia os comentários que meu amigo Daniel fez sobre isso. Deixe de ser preguiçoso.

  26. Adeilton says:

    Para que você fique sabendo, o termo “anticristo” o apóstolo João usou quando se referia aos hereges que negava a divindade do Senhor Jesus Cristo, coisa que os papas e a santa Igreja Católica nunca fez, pelo contrário, condenou todas as heresias, como o docetismo, arianismo, entre outras, que negavam a divindade de Cristo. O papa Francisco quando esteve no Brasil disse: ” não tenho prata e nem ouro, mas o que eu tenho eu vos dou, Jesus Cristo.

    Este termo se aplicaria muito bem aos amigos de seita, como TJs, Voz da Verdade e outras.

    O nosso credo apostólico diz: “Credo in Deum Patrem omnipotentem, Creatorem caeli et terrae,
    et in Iesum Christum, Filium Eius unicum, Dominum nostrum,
    qui conceptus est de Spiritu Sancto, natus ex Maria Virgine,
    passus sub Pontio Pilato, crucifixus, mortuus, et sepultus,
    descendit ad ínferos, tertia die resurrexit a mortuis,
    ascendit ad caelos, sedet ad dexteram Dei Patris omnipotentis,
    inde venturus est iudicare vivos et mortuos.
    Credo in Spiritum Sanctum,
    sanctam Ecclesiam catholicam, sanctorum communionem,
    remissionem peccatorum,
    carnis resurrectionem,
    vitam aeternam.”

    1. Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra;
    2. e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
    3. que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria;
    4. padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado;
    5. desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia;
    6. subiu aos Céus; está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso,
    7. de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
    8. Creio no Espírito Santo,
    9. na Santa Igreja católica, na comunhão dos Santos,
    10. na remissão dos pecados,
    11. na ressurreição da carne,
    12. na vida eterna.
    Amém.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Vamos lá de novo.

      Você disse:
      “Para que você fique sabendo, o termo “anticristo” o apóstolo João usou quando se referia aos hereges que negava a divindade do Senhor Jesus Cristo, coisa que os papas e a santa Igreja Católica nunca fez, pelo contrário, condenou todas as heresias, como o docetismo, arianismo, entre outras, que negavam a divindade de Cristo. O papa Francisco quando esteve no Brasil disse: ” não tenho prata e nem ouro, mas o que eu tenho eu vos dou, Jesus Cristo”.
      Não disse que o papa nega a divindade de Cristo. Disse que ele se autodeclara divino quando diz que é o vigário de Cristo. Aí se você ver que o anticristo faz a mesma coisa, entenderá porque o chamo assim.

      Você disse:
      “Este termo se aplicaria muito bem aos amigos de seita, como TJs, Voz da Verdade e outras.”. Nisso concordo com você. Eles são quando muito amigos, mas, nunca irmãos. O mesmo vale para vocês.

      Você disse:
      “O nosso credo apostólico diz: “Credo in Deum Patrem omnipotentem, Creatorem caeli et terrae,
      et in Iesum Christum, Filium Eius unicum, Dominum nostrum,
      qui conceptus est de Spiritu Sancto, natus ex Maria Virgine,
      passus sub Pontio Pilato, crucifixus, mortuus, et sepultus,
      descendit ad ínferos, tertia die resurrexit a mortuis,
      ascendit ad caelos, sedet ad dexteram Dei Patris omnipotentis,
      inde venturus est iudicare vivos et mortuos.
      Credo in Spiritum Sanctum,
      sanctam Ecclesiam catholicam, sanctorum communionem,
      remissionem peccatorum,
      carnis resurrectionem,
      vitam aeternam.”
      E depois vem me criticar porque uso hebraico e grego?

      Eu creio no Credo (desculpe a redundância). Desse jeitinho aí. Só não creio que a Grande Meretriz, Babilônia, igreja de Roma seja a “Santa Igreja católica (universal)”, porque está como eu já disse anteriormente, é composta somente pelos verdadeiros crentes e salvos em Cristo Jesus.

  27. Adeilton says:

    Eu tinha prometido a mim mesmo que nunca mais iria debater com protestantes. Mas, eis-me aqui de novo debatendo. Porque é inútil debater com quem tem o pensamento relativista e subjetivista! 2+2 nunca é 4 na cabeça de um protestante. Só é verdade a doutrina que lhe agrada, é a doutrina ao gosto do freguês. Não é mesmo? Me diga quantas doutrinas diferentes existem se contradizendo no meio de vocês. Hoje já são mais de 50.000 denominações. E o Espírito Santo diz uma coisa aqui na esquina e na outra já se contradiz, é?
    Aqui na esquina um diz qui o batismo é só de adulto; ali outro diz que pode batizar criança; aqui um diz a ceia é somente um símbolo; ali outro diz que consubstancial; outra mais na frente diz que é sacramento; aqui um crê no amilenismo; mais na frente outro diz que não, que o certo é o dispensacionalismo; ainda tem o pós-milenismo; aqui um diz que os dons cessaram; mais na frente diz que não; aqui uns negam o livre-arbítrio; mais na frente outros não; aqui uns negam a Trindade; outros não; aqui uns são batizados com o Espírito Santo; mais na frente outro diz que é batismo de condenação. Quanta contradição! Não é mesmo, amigo. Ah, já ia me esquecendo. 2+2=5…rsrs

    “Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e uma casa dividida contra si mesma cairá.

    Lembro aqui as palavras do professor Olavo de Carvalho:

    “Se há um esforço inútil, embora inevitável, é o de contestar o relativismo. É inevitável porque objeções relativistas são fáceis de aprender, fáceis de repetir e acessíveis gratuitamente a qualquer bobão interessado em debater o que ignora. Não importa o que você diga, elas começarão a saltar por todo lado como sapinhos histéricos, e você não terá remédio senão sair caçando uma a uma ou admitir que teria sido melhor ficar quieto desde o início.”

    “O Império da Vontade”. Jornal do Brasil, 5 de janeiro de 2006

    • Olivar Alves Pereira says:

      Você está falando de quem aqui? Tive a impressão de que você estava fazendo uma autobiografia.

      Bem, vou fazer o que é do meu direito. Daqui para frente seus comentários serão bloqueados por alguns motivos:

      1) Este site é dedicado a falar a Verdade – para você já falei o que tinha de falar. Agora é entre você e Deus.
      2) Apesar de ter tanta coisa para fazer, dediquei-me a responder tudo o que você me perguntou, mas, não obtive o mesmo de você. Você até nos mostrou no que você crê mas, não nos mostrou o “porquê” você crê. Assim sendo está me fazendo perder meu tempo. Tenho pessoas realmente necessitadas precisando de ajuda; tenho pessoas realmente capacitadas com quem tenho muito a aprender. Meu tempo é valioso para ser desperdiçado com quem mal sabe escrever (só copia textos).
      3) Sou eu que pago pelo site, assim sendo posto o que eu bem quiser.
      4) Já deixei bem claro a fraude que é a Grande Meretriz, Babilônia, igreja de Roma. Não apagarei os outros comentários porque quero que todos que vierem a ler esse material saibam a verdade.

  28. Nataniel Marques says:

    Sr. Reverendo Olivar Alves Pereira,
    Três características do Sr. saltam aos olhos de quem lê suas respostas e posições:
    01) Nutre um horroroso ódio à Igreja Católica;
    02) Ausência total de humildade e amor ao próximo. Teus estudos teológicos e o título de Mestre em Ciências da Religião, não foram suficiente para você adquirir o mínimo de humildade, amor e paciência para com teus irmãos de outra denominação religiosa;
    03) Arrogância e soberba. A tua condição de Mestre em Ciências da Religião, é contraditório com os sarcasmos, indiferenças, demonstração de superioridade, em diversos trechos das suas respostas. O verdadeiro Mestre, não conduz sua resposta pautada nas ofensas recebidas, não dá o troco na mesma moeda. Ao responder, esquece um pouco, teus preciosos estudos e deixa Deus tocar teu coração, assim, tuas respostas serão agradáveis e livres da arrogância.
    O proselitismo não converte verdadeiramente, o Senhor é quem trabalha os corações dos seus amados filhos.
    Que Deus te conceda Sabedoria, Humildade, Paciência e Amor aos teus irmãos Católicos ou de outra fé.
    A Paz de Cristo esteja e permaneça contigo!

    • Olivar Alves Pereira says:

      Sr. Nataniel Marques
      Obrigado por sua participação.

      Primeiramente, não é o posto de Mestre em Ciências da Religião o que me é mais importante, e sim, o de pregador do Evangelho, e nesse sentido não estou aqui para pregar coisas “agradáveis” a pecadores que se portam arrogantemente diante de Deus negando a autoridade da Sua Palavra como fazem os católicos e todos os outros. Veja a vida dos santos profetas e apóstolos, veja a vida dos pais da Igreja e observe neles a forma como eles trataram os arrogantes que deturpam a Palavra de Deus. Para esses tais, a Palavra de Deus e o pregador da mesma sempre serão agressivos, rudes, e tudo o mais do que o senhor me acusa aqui.

      Em segundo lugar, ao pegar pesado com os mariólatras romanistas, não uso “argumentun ad hominem”, mas, tão somente rebato as ideias. Faça o mesmo se quiser continuar participando do meu blog. Do contrário, simplesmente deletarei suas palavras sem qualquer dificuldade.

      No mais, passe bem e que Deus em Sua infinita Graça ilumine nossos olhos para vermos a Sua Glória sempre.

  29. Marcos says:

    Olá pastor!
    Tenho algumas dúvidas, será que poderia me ajudar?
    A Bíblia diz que a igreja é o sustentáculo da verdade.a igreja não é mais importante um Bíblia.
    A Bíblia não é a filha da igreja?
    Jesus não mandou escrever, ele mandou pregar o evangelho.
    Por que existem tantas igrejas evangélicas, se a Bíblia diz um só espírito e um só batismo.
    A Bíblia diz que nenhuma interpretação pode ser particular.
    Sobre intercessão dos santos.
    Poderia me explicar :
    Jr 15.1.Moisés e Samuel já estavam mortos por que eles foram citados?
    Poderia explicar os textos de Apocalipse 5.8, 6.e 8.4.
    Estes textos não provam a Intercessão dos santos?

    E Moisés e Elias apareceram a Jesus isto não prova que os Santos estão no Céu com Deus?
    O senhor poderia tirar as minhas dúvidas , respondendo cada pergunta que eu fiz? Obrigado!

    • Olivar Alves Pereira says:

      Olá Marcos. Desculpe a demora em responder. Fim de ano é enrolado. Vamos lá. Responderei por partes, citarei suas falas e as responderei.

      Você disse: “A Bíblia diz que a igreja é o sustentáculo da verdade.a igreja não é mais importante um Bíblia.
      A Bíblia não é a filha da igreja?”
      Resposta: Sim, em 1Tm 3.15 lemos: “para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade“.
      A questão é: como a igreja pode ser baluarte (coluna, sustentáculo) da Verdade se a Palavra de Deus não é a sua única regra de fé e prática? O Senhor Jesus ao interceder por Seus discípulos disse a Deus: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade”. Assim, sendo, qualquer igreja que afirme ser o “baluarte da verdade”, mas, ao lado das Escrituras Sagradas tem outras normas de fé e prática (tais como a tradição, ou a palavra de seus líderes que não encontram qualquer respaldo nas Escrituras), não podem jamais ser assim consideradas.

      Você disse:”Jesus não mandou escrever, ele mandou pregar o evangelho”.
      De fato, os apóstolos não tiveram de Cristo a ordem “escreverem” textos que se tornariam o Novo Testamento. O Antigo Testamento (os 37 livros canônicos, com exceção de 1 e 2 Macabeus, Judite, Baruque, Tobias, Sabedoria e Eclesiástico) sempre foi tido como divinamente inspirado por Deus e fonte autoritativa para o povo de Deus. O Antigo Testamento era a “Bíblia” que Jesus lia, e da qual os apóstolos tiraram a base para seus ensinamentos. Porém, enquanto os apóstolos estavam vivos, a pregação dos ensinamentos de Cristo acontecia fielmente. Mas, com o avanço da Igreja, e o crescimento da mesma, ocasionou a necessidade de cartas para corrigirem erros na vida das igrejas e para instruí-las na Sã Doutrina. Essas cartas começaram a circular nas igrejas, e assim ficaram conhecidas como “cartas circulares”, as quais deveriam ser lidas em todas as igrejas, por exemplo: Colessenses 4.16. Os apóstolos não viam erro algum (e nem nós devemos ver) em pregar a Palavra de Deus por meio de escrita.
      Em Efésios 2.20 vemos que a Igreja de Cristo é fundamentada na doutrina (ensinamento) dos “apóstolos e profetas”, o que coloca a doutrina dos apóstolos no mesmo pé de igualdade e autoridade que a dos profetas. É importante lembrarmos que o conceito bíblico de “ensinamento” tanto da parte dos apóstolos quanto dos profetas, não é de um ensinamento apenas, mas, da revelação da vontade de Deus para Seu povo.

      Você disse: “Por que existem tantas igrejas evangélicas, se a Bíblia diz um só espírito e um só batismo”.
      A pluralidade não é coisa só dos nossos dias. Já no início da história da Igreja Cristã, houve divisões. Nos primeiros séculos havia uma só igreja. Com a proeminência de alguns bispos (Constantinopla, Jerusalém, Antioquia, Roma etc.) não demorou para que uma disputa começasse para ver qual deles seria o mais importante. Assim, com Gregório I acontece o grande cisma na igreja, e temos então a igreja de Roma, a ortodoxa russa, a grega.
      Posteriormente, no século XVI aconteceu a Reforma Protestante. Como o próprio nome do movimento já diz, aqueles protestantes queriam “reformar” a igreja, ou seja, limpar toda a imundícia antibíblica que entrou na igreja cristã ao longo dos séculos. Só que entre eles começou certa discordância em alguns pontos, inclusive sobre o reformar a igreja. Alguns entenderam que infelizmente, pela obtusidade do papa de Roma, tal coisa seria impossível. E assim foram surgindo as denominações que a princípio tinham discordâncias doutrinárias. Hoje, bem diferente, surgem igrejas com os mais variados nomes, gostos e condutas porque os objetivos são vaidosos e gananciosos. Somente igrejas sérias pensam em plantar novas igrejas ligadas às suas convenções com o propósito de difundir o Evangelho do Reino de Deus.

      Você disse: “A Bíblia diz que nenhuma interpretação pode ser particular”.
      Sim. Para nós presbiterianos reformados a regra é: a Bíblia explica a Bíblia. Se uma passagem bíblica estiver obscura, devemos procurar em outras partes da mesma a explicação. Cremos no livre exame das Escrituras, mas, não na livre interpretação. Esta tem de ser feita sob a orientação do Espírito Santo e com muito estudo sério.

      Você disse: “Sobre intercessão dos santos. Poderia me explicar : Jr 15.1.Moisés e Samuel já estavam mortos por que eles foram citados?”
      Primeiramente, precisamos entender que “Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). Todos quantos morreram e estão na Glória Eterna, são santos no sentido pleno da palavra. Mas, interceder por nós aqui, somente Jesus pode fazer. E qualquer outro de quem buscarmos a intercessão, certamente estarmos pecando por desprezar Jesus.
      Quanto ao texto de Jr 15.1, ali Deus está falando contra o pecado do povo de Israel, o qual era tão grande e ofensivo a Ele que mesmo que Moisés e Samuel (dois grandes servos Dele que ficaram conhecidos por serem intercessores fervorosos pelo povo em vida) se pusessem diante Dele clamando pelo povo, Ele não os ouviria. Trata-se de uma situação hipotética, um recurso muito usado pelos hebreus. Veja por exemplo, Paulo em 1Co 13.1: “Ainda que eu fale a língua dos homens ou dos anjos…”, ou “Mas ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos anuncie um evangelho que vá além deste que vos temos anunciado, seja anátema” (Gl 1.8).Este texto não está embasando a doutrina herética da “intercessão dos santos”, ensinada por algumas igrejas.

      Você disse: “Poderia explicar os textos de Apocalipse 5.8, 6.e 8.4. Estes textos não provam a Intercessão dos santos?”.
      As “orações dos santos” em Ap 5.8 e 8.4 são as orações feitas aqui nesta vida pelos santos de Deus. Sim, aqueles que receberam a Cristo como seu Salvador, andam em obediência à Sua Palavra e vivem para a glória de Deus, já são santos nesta vida (veja Ef 1.4; Fp 1.1;Cl 1.2). Os textos de Apocalipse nos mostram que as orações que os servos de Deus fizeram em suas vidas, são recolhidas na presença de Deus e Ele as ouve. Este texto não fala de intercessão dos santos.
      O texto de Ap 6.9, nesta visão, João contemplou aqueles que já estão na Glória Eterna. Eles não estão intercedendo pelos que estão na terra, mas, falam deles mesmo “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?“. Eles pedem a Deus que os vingue.

      Você disse: “E Moisés e Elias apareceram a Jesus isto não prova que os Santos estão no Céu com Deus?”.
      Na transfiguração de Jesus (Mt 17.1-8; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36)é de fato um texto difícil. Não sabemos ao certo se a glória do céu “desceu” sobre eles ali no monte e os envolveu, ou se todos eles foram trasladados para o céu (eu penso que tenho sido esse segundo). Este episódio não descreve a intercessão de Moisés e Elias, até mesmo porque eles conversaram com o Senhor Jesus e falavam “da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém” (Lc 9.31).

      Você disse: “O senhor poderia tirar as minhas dúvidas , respondendo cada pergunta que eu fiz? Obrigado!”
      Sempre estarei à disposição. conte comigo.
      Deus o abençoe.

  30. Marcos says:

    Pastor muito obrigado!
    Eu tenho dúvidas sobre intercessão.

  31. Marcos says:

    Olá pastor!
    Tem mais alguns textos sobre intercessão.
    Paulo, na 2ª Epístola a Timóteo, cap.1, vers.18, assim ora a Deus pelo amigo Onesíforo: “Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia”. (2 Tm 1,18)

    Nota: Comparando os vers. 15 a 18 do cap. 1º, com o vers.19 do cap.4º desta mesma Epístola, vê-se que Onesífero já era morto, porque nestes textos, Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesíforo, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere “à casa” e “à família de Onesíforo”. Daí se conclui que ele não era mais do número dos vivos. E S. Paulo reza por ele, pedindo que o Senhor tenha dele misericórdia.
    No 1º livro dos Reis lemos que Deus prometeu a Salomão conservar para seu filho (Davi) a tribo ou reino de Judá, “em atenção” e “por amor ao seu servo Davi” (já morto) (1Reis 11,11-13). Isso significa que Deus toma em consideração os pedidos dos seus amigos também do Céu, os Santos.

    Igual sentido tem a oração de Moisés pedindo a Deus que poupasse o povo culpado em atenção aos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, todos já falecidos (Êxodo 32,11-14).

    Daniel fala da intercessão de um santo a outro santo. (Daniel 8, 13-14)

    Daniel fala também da presença de uma figura humana (Daniel 8, 15-19)

    Josué narra a presença de um homem, mandado por Deus (Josué 5,13-15)
    A igreja católica diz que Cristo é, sim, o único Mediador, mas “de redenção”. O que não exclui a mediação de intercessão dos Anjos e Santos.
    Pastor muito obrigado .

    • Olivar Alves Pereira says:

      Marcos, quanto a 2Tm 1.15-18 e 4.19, dizer que Onesíforo estava morto no final da carta, é uma interpretação absurda. Nas duas passagens ele usa a expressão “a casa de Onesíforo” (no grego, as duas passagens são idênticas e significam a “família” de Onesíforo) mostrando que este irmão e sua família sempre foram um esteio em seu ministério apostólico. Além do que, Paulo escreveu esta carta em poucos dias (talvez até mesmo num só dia). Será que se Onesíforo tivesse morrido mesmo entre o começo e o final da carta, Paulo não teria feito uma menção a algo tão importante? Em segundo lugar, como Paulo declararia que Cristo é o ÚNICO MEDIADOR entre Deus e os homens (1Tm 2.5) e algum tempo depois teria ensinado algo tão perverso quanto a intercessão dos que já morreram? Bem, não sou perito na hagiologia católica, mas, não me lembro de haver um santo católico chamado Onesíforo. Quanto à expressão “naquele Dia”, refere-se ao Dia da volta do Senhor Jesus Cristo que voltará para buscar a Sua Igreja. E isso não há qualquer relação com a intercessão dos santos.

      O texto de Daniel 8.13-19 não dizem que eles intercedem junto a Deus, mas, que eles conversam entre si. No céu não seremos estátuas imóveis e mudas; cantaremos, serviremos, adoraremos, falaremos uns com os outros e com Deus.
      O texto de Josué 5.13-15 é o próprio Cristo pré-encarnado. No Antigo Testamento, todas as vezes que aparece o “Anjo do SENHOR” (com “A” maiúsculo) é o próprio Senhor Jesus Cristo aparecendo aos Seus antes da Sua encarnação. Isto fica claro pelo fato de que este “homem” aceitou a adoração do Josué. Ocorre que anjo algum, ou santo algum de Deus aceitou tal reverência (veja p.ex.: Ap 19.10 e 22.9). Este “homem” que apareceu a Josué era o nosso ÚNICO MEDIADOR.

      Você disse: “A igreja católica diz que Cristo é, sim, o único Mediador, mas “de redenção”. O que não exclui a mediação de intercessão dos Anjos e Santos”.
      É por essas e outras que não sou católico romano. Como pode Alguém ter o poder de ser meu Redentor (e o de muitos outros), de nos livrar da ira de Deus e do inferno eterno, mas, na hora de recolher as nossas precisa de “ajudantes”? Você não percebe aí a desonra ao Filho de Deus? Que insulto. Imagine a seguinte situação: eu tenho uma dívida que não posso pagar. Aí você se oferece a paga-a por mim. Estando nós dois diante do juiz para ratificar o pagamento, o juiz então pergunta: “Quem e apresenta para pagar a dívida do Olivar?”, e quando você se mexe para se levantar e responder, eu lhe digo: “Espere, vou pedir para aquele condenado ali que também foi perdoado em sua dívida, interceder junto ao juiz por mim”. Como você se sentiria?

      Querido, qualquer ensinamento que minimize o poder de Cristo como Deus que Ele é, não merece ser crido e nem obedecido.
      Você disse: “No 1º livro dos Reis lemos que Deus prometeu a Salomão conservar para seu filho (Davi) a tribo ou reino de Judá, “em atenção” e “por amor ao seu servo Davi” (já morto) (1Reis 11,11-13). Isso significa que Deus toma em consideração os pedidos dos seus amigos também do Céu, os Santos. Igual sentido tem a oração de Moisés pedindo a Deus que poupasse o povo culpado em atenção aos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, todos já falecidos (Êxodo 32,11-14)”.
      Não há qualquer respaldo para tal interpretação. Ali o que está em questão é a Aliança de Deus com Davi. O que Deus está dizendo é que a Aliança que Ele fizera com Davi Ele haveria de cumprir plenamente porque era a Sua Palavra que estava em questão. Apesar de Davi ter sido “o homem segundo o coração de Deus”, não havia e nem há mérito algum em servo algum Dele para que ele abençoe a quem quer que seja. O ÚNICO, repito, o ÚNICO MEDIADOR entre nós e Deus é só Jesus, pois, somente, os méritos de Jesus podem nos garantir diante de Deus.

  32. Marcos says:

    Peço desculpas por repetir os textos.
    Perguntei a um teólogo católico sobre outros textos de intercessão, e ele me citou estes.
    O senhor poderia explicar a interpretação dos protestantes sobre estes textos.
    Muito obrigado.

  33. Marcos says:

    Pastor muito obrigado!
    Estas dúvidas ficaram bem esclarecidas.
    Mas, os milagres atribuídos aos santos.
    Tenho uma pessoa conhecida, que tinha câncer e foi curada, e diz que foi pela intercessão dos santos. O próprio médico disse que não tinha mais jeito, e a pessoa pediu a Intercessão e depois foi curada.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Irmão, excelente questão para refletirmos.
      Deus ao curar uma pessoa que pediu a intercessão de santos ou de quem quer que seja, temos as seguintes explicações:
      1) Deus aceita a intercessão dos santos. Essa parece a mais óbvia resposta, mas, a Bíblia diz que Ele não divide a glória Dele com ninguém, ou seja, Ele não faria algo que glorificasse outra pessoa enquanto a glória deve ser dada somente a Ele.
      2) Deus, por ser misericordioso, abençoa a quem Ele quer independente da pessoa honra-Lo pedindo a Ele. Apesar disso parecer contradizer o fato de que Deus não divide a glória Dele com ninguém, não o contradiz de fato. A Bíblia diz que Deus faz o sol nascer sobre justos e injustos e vir a chuva sobre os bons e maus. Deus abençoa a quem Ele quiser, e isso, não por merecimento da pessoa. O que diferencia as coisas é o fato de que os servos de Deus creditam a Ele e O glorificam por cada bênção recebida.
      Os que dizem ter recebido uma bênção pela intercessão de algum santo, não glorificam a Deus, mas, ao tal santo. E se vierem a agradecer a Deus, não o fazem EXCLUSIVAMENTE. Em Romanos 11.36 lemos: “Porque dele, e por ele e para ele são todas as coisas. A ele pois, a glória eternamente. Amém!”.

      O ímpio é abençoado e não reconhece a mão de Deus. O justo não consegue deixar de glorificar a Deus e de ver Sua boa mão nos mínimos detalhes de sua vida. Pense nisso.

  34. Marcos says:

    Pastor, li um texto que me deixou com muita dúvida. O texto de Mateus 13. 10-15. Por que Jesus falava em parábola?
    Por que ele só explicava as parábolas para alguns? Parece que ele não queria que todos entendesse..É isso?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Sim, isso mesmo. Aqui entramos uma das verdades mais difíceis das Escrituras: o Evangelho alcança e transforma os eleitos de Deus (a quem Ele dá a entender Sua Palavra), e ao mesmo tempo, afasta os réprobos (os quais permanecem duros em seus corações insensatos).
      Os que, pela graça de Deus, entendem, aceitam e obedecem às Escrituras Sagradas, revelam ser de fato eleitos de Deus, ao passo aqueles que não entendem, distorcem e não obedecem à Palavra tal qual é revelada, mostram-se réprobos, e só serão salvos se Deus quiser salvá-los.

  35. Marcos says:

    Pastor, mais uma vez obrigado!
    Que Deus continue abençoando o senhor.

  36. Marcos says:

    Olá pastor!
    Estou aqui novamente.
    Será que o senhor poderia me ajudar?
    NaICR existem três cultos. O culto latria (adoração) é prestado única e exclusivamente a Deus. Só Deus pode ser adorado e só Cristo –, Deus feito homem –, é nosso Salvador. O próprio Cristo disse, reafirmando o Mandamento divino imutável, de forma categórica: “Adorarás o Senhor teu Deus e somente a Ele servirás” (Mt 4, 10).

    • O culto de dulia é de honra e de veneração, semelhante ao respeito e reverência que, também por Mandamento divino, temos de prestar a nossos pais terrenos. É este o culto que prestamos aos santos e anjos do Céu.

    • O culto chamado hiperdulia (hyperdouleuo), prestado exclusivamente à Virgem Maria, é também um culto de honra e de veneração, idêntico ao que prestamos aos santos e santos anjos, porém tem um caráter especial, destacado, mais elevado, pela dignidade incomparável da santíssima Virgem.
    Deus não divide sua glória”? Aos santos, sim, Deus dá da sua glória, e tal fato está soberbamente comprovado pelas sagradas Escrituras, alguns exemplos abaixo:
    “Dei-lhes a glória que me destes a Mim (diz o Cristo).”
    (Jo 17,22)

    “O Senhor Deus é nosso Sol e nosso Escudo, o SENHOR dá a graça e a glória. Ele não recusa seus bens àqueles que caminham na inocência.”
    (Salmo 83,12/84,11)

    “Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória.”
    (1Cor 2,7)

    “Os que chamou, também os justificou, e os que justificou, também os glorificou”
    (Rm 8,30)

    “Vi outro Anjo descendo do céu, tinha um grande poder e a Terra ficou iluminada com a sua glória.”
    (Ap 18,1)

    “Glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem.”
    (Rm 2,10)

    • Olivar Alves Pereira says:

      Marcos,
      Esse arranjo (culto, dulia e hiperdulia) como você bem disse, é da igreja de Roma, mas, não é bíblico. De que outra forma se justificaria tal prática?
      Quanto aos textos que você cita para afirmar que Deus permite alguma forma de glória aos santos, é preciso que definamos dois termos cruciais aqui: “santos” e “glória”.

      Nestes textos, os “santos” não são aqueles que se encontram nos céus, mas, veja que são pessoas que estão na terra (ou estiveram por ocasião em que os textos sagrados foram escritos). Nos céus, a santidade é plena pois é “glorificação”; aqui neste mundo, a santidade é possível aos eleitos de Deus, mas, ainda está em processo, o que é chamado de “santificação”. Estes santos, os eleitos de Deus que por Ele foram salvos (tanto os que já estão na Glória Eterna quanto os que ainda estão aqui) receberam a “justificação” por meio do sacrifício de Cristo. Em suma:
      Justificação: é a libertação da condenação do pecado (aconteceu lá na cruz)
      Santificação: é a libertação do poder do pecado (está acontecendo mediante a Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo no coração do filho de Deus);
      Glorificação: libertação da presença do pecado (e acontecerá quando adentrarmos os portões celestiais).

      A nenhum desses santos (os que já estão nos céus e os que estão ainda na terra) é ordenado qualquer ato de adoração.
      O ato de Deus glorificar uma pessoa, não significa que Ele deu a ela o direito receber a glória (no sentido de adoração), mas, de participar das venturas que envolvem a Glória Dele. Exemplificando isso: Eu lhe dou o direito de entrar em minha casa, mas, não lhe dou o direito de ser o dono dela. Você pode desfrutar de tudo o que eu tenho, mas, você não poderá ser reconhecido como o “dono” de tudo o que tenho. Deus nos glorificou, ou seja, revestiu-nos com Sua glória, mas, não nos dá o direito de sermos venerados por isso, por ninguém. Nos céus, os filhos de Deus adorarão ao Cordeiro, mas, nunca um ao outro. Por que cargas d’água os santos que estão aqui na terra deveriam adorar os que estão lá?

  37. Marcos says:

    Pastor, mais uma vez obrigado!
    Para icr, idolatria é somente quando é oferecido sacrifício . Por isso a missa.
    Oferecer cânticos de louvor aos santos é apenas veneração .a icriação fala da tradição, mas ortodoxos também segue a tradição,

  38. Marcos says:

    A icr fala da tradição e sucessão apostólica, mas os ortodoxos também segue a tradição e tem a sucessão. Qual está correta? Eu também tenho dúvidas sobre a sola scriptura, mas ela me parece ser mais coerente.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Marcos, o que a Bíblia mostra é que quem ocupou a autoridade dos apóstolos na Igreja, foram os presbíteros. Nas duas últimas cartas de João (veja a série de mensagens que preguei sobre as três cartas de João aqui neste site), ele que foi o último apóstolo a morrer, ele se identifica como “o presbítero”, o que indica que ele estava passando a autoridade para governar a igreja aos presbíteros (“presbítero” significa “ancião”). Veja bem, ele passou a autoridade, mas, não o ofício, pois, o ofício apostólico está relacionado diretamente à revelação das Escrituras do Novo Testamento, e somente aqueles apóstolos que Jesus comissionou e posteriormente, Paulo, foram os únicos que tiveram esse ofício e encargo. Paulo mesmo, conforme pregava o Evangelho deixava sempre pastores e presbíteros responsáveis para cuidar das igrejas recém nascidas.

      Sobre o “Sola Scriturae”, este meu artigo aqui e outros sobre os “Cinco Solas” discorrem sobre este tema. Leia-os.

  39. Marcos says:

    Achei predestinação muito interessante. Estou pesquisando sobre o assunto.
    Antes de Calvino teve alguém que falava sobre predestinação?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Todos os profetas do Antigo Testamento e os apóstolos. Santo Agostinho, Atanásio, e outros pais da Igreja ensinaram essa doutrina bíblica.

  40. Marcos says:

    Pastor, tenho muitas dúvidas sobre tradição e a sola scriptura, a igreja icr diz que a sola scriptura é uma heresia, mas eu vejo problema em seguir a tradição, porque a ortodoxa também tem a tradição e também tem a sucessão apostólica, ela aclama ser a verdadeira Igreja de Cristo, assim como a icr. Qual das tradições que está correta?
    Eu vejo através das Escrituras poderei identificar, mas por outro lado,vejo muitas interpretações diferentes nas Igrejas evangélicas. Já na icr é a mesma doutrina no mundo todo.
    Pastor, tenho pedido a Deus que tire as minhas dúvidas. Eu sei que Deus tem usado o senhor pra me ajudar.
    Muito obrigado!

    • Olivar Alves Pereira says:

      O mundo “evangélico” está uma bagunça. Ele não lhe serve de base. Conseguiu superar a igreja de Roma em suas heresias. Eu não me identifico e nem aceito ser representado por esse lixo do “mundo evangélico” porque de EVANGÉLICO ele nada tem. Eu me apresento como Presbiteriano Confessional, pois, presbiterianismo é forma de governo, e confessional é referente à Confissão de Fé de Westminster, sistema doutrinário o qual eu sigo.

      A igreja de Roma nega o “Sola Scriturae” porque se o aceitar ele se desintegra. Seria como se eu, presbiteriano, negasse a suficiência, a Inerrância e infalibilidade das Escrituras. Se eu fizer isso, minha fé se desintegra.

      Meu caro, suas dúvidas trouxeram você a um ponto em que você precisa tomar uma decisão: ou ficar com sua religião, ou abraçar as Escrituras Sagradas como a perfeita Palavra de Deus. As duas coisas não coexistirão.
      Sempre estarei aqui para ajudá-lo. Conte sempre comigo. Se quiser falar comigo pessoalmente envie um e-mail para mim e eu lhe passarei meu telefone e Whatsapp para conversarmos.
      Deus o abençoe.

  41. Marcos says:

    Olá pastor!

    Será que o senhor poderia me ajudar?
    Os anjos podem interceder por nós?
    Estes textos prova isso?
    Apocalipse 8,3-5
    Zacarias 1,12-13
    Oséias 12,5
    Atos 12,15.
    Mais uma vez peço a sua ajuda.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Não, eles não podem interceder por nós porque isso é obra somente de Cristo e do Espírito Santo.
      Contudo, a Bíblia é clara: eles são ministros a nosso favor realizando aquilo que Deus determina a eles (Hb 1.14).

  42. Marcos says:

    Pastor, apenas 8,3-5 eles estão apresentando as nossas orações à Deus.
    Em zc 1. 12-13 o anjo parece que está intercedendo.
    Nestes textos tenho a impressão de intercessão. .O senhor poderia me explicar cada um deles.
    Obrigado.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Nos tempos do Antigo Testamento haviam “intercessores”, como por exemplo, os sacerdotes. Todos eles apontavam para o Sumo Sacerdote da nossa fé, o Senhor Jesus. Uma vez que Cristo veio ao mundo e intercedeu por nós junto a Deus, então não precisamos de nenhum outro intercessor, e se recorrermos a outro estaremos desprezando a Cristo. Seguindo nessa mesma lógica, é por isso que não mais sacrificamos animais para pedirmos o perdão de Deus como nos dias do Antigo Testamento, e isso porque Cristo sacrificou-Se por nós, e Ele é infinitamente superior. Leia a Carta aos Hebreus.

  43. Marcos says:

    Em Apocalipse 8,3-5. Quando os anjos apresentam as orações, eles não estão intercedendo?

    • Olivar Alves Pereira says:

      E preciso entender que o livro de Apocalipse usa figuras de linguagem para apresentar verdades. Neste caso a verdade apresentada é a de que Deus ouve nossas orações, e a figura de linguagem usada para mostrar essa verdade é a de um incensário nas mãos do anjo. As nossas orações são descritas como incenso queimado na presença de Deus. Nos tempos do Antigo Testamento, os sacerdotes queimavam incenso no Tabernáculo na presença de Deus como um ato de adoração. Assim, nossas orações quando feitas de acordo com a vontade de Deus, são recebidas por Ele com prazer. Foque nisso.
      Além disso, em momento algum o anjo diz uma só palavra intercedendo. As únicas palavras mencionadas aí são as das orações dos santos (filhos de Deus que clamam a Ele).

  44. Marcos says:

    Pastor, mais uma vez estou aqui.
    Em 2 reis 13.21 diz que um homem reviveu por ter encostado nos ossos de Eliseu. Segundo a icr este texto também prova intercessão e a veneração das relíquias.
    Pastor, eu venho aqui porque as suas respostas são bem esclarecedoras e tem me ajudado.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Pergunte o quanto quiser, meu irmão. Se você está aqui para aprender, eu estou aqui para compartilhar o que sei. Fique tranquilo.
      Quanto ao caso de 2Rs 13.21, atribuir o milagre aos ossos de Eliseu é um insulto a Deus. O que o texto está ali nos mostrando é que:
      1) Deus opera onde, como, quando e através de quem Ele quiser;
      2) Ele não precisa de nós para fazer um milagre;

      Ainda que Ele estivesse conferindo alguma honra aos retos mortais de Eliseu (como os católicos e outros fazem com suas “relíquias”) lhe pergunto: onde nas Escrituras está registrado que os hebreus a partir daí passaram a venerar os ossos de Eliseu? Se venerar os restos mortais de um servo de Deus fosse algo que Deus ordenara, onde está escrita esta ordem? Pelo contrário, o que havia era uma proibição explícita era tocar em cadáveres (leia o livro de Levítico) por ser algo impuro. Além disso, aqueles soldados não encontraram uma cova com uma lápide (como é nos nossos dias). Eles abriram um buraco no chão e “coincidentemente” era o lugar onde Eliseu estava sepultado. Eles não tinham a intenção de ressuscitar o morto, mas, somente, sepultá-lo.
      Houve nos dias de Moisés uma praga de serpentes venenosas que matou muitos israelitas. Para se livrar da praga, Deus mandou Moisés fazer uma serpente de bronze, e pusesse ela num poste. Quem fosse picado por uma serpente e olhasse para a serpente de bronze seria curado. Infelizmente, o povo passou a adorar a serpente e até deram um nome para ela (Neustã). A mesma foi destruída por ordem de Deus.
      O fato de Deus ter feito um milagre com algo tão estranho (ossos de Eliseu e uma serpente de bronze) não nos dá autorização para sairmos por aí fazendo imagens para adorá-las e fazermos orações diante de ossos.

  45. Marcos says:

    O também poderia explicar estes textos.

  46. Marcos says:

    Pastor, ainda estou com dúvida.
    Em zc 1.12-13, o anjo intercedeu? por que?

  47. Marcos says:

    Olá pastor!
    Eu li este comentário sobre intercessão o senhor poderia explicar estes textos.
    A sagrada escritura atesta que alguns mortos foram enviados a certas pessoas vivas; e reciprocamente, algumas pessoas foram até a morada dos mortos, assim Paulo foi arrebatado ao paraíso (2 Coríntios 12,2). E o profeta Samuel, após sua morte, apareceu a Saul ainda vivo e lhe predisse o futuro (1 Samuel 28,15-19). É verdade que alguns negam que tenha sido Samuel que apareceu, pois sua alma era refratária a tais procedimentos mágicos, como dizem. Foi conforme julgam, outro espírito, suscetível a essa arte maléfica que se revestiu de imagem semelhante a ele. Ora, o livro do Eclesiástico, atribuído a Jesus ben sirac ( que por causa de certas semelh anças de estilo podia ser mesmo de Salomão), relata-nos em elogio dos patriarcas que “Samuel profetizou mesmo depois de morrer” (Eclesiástico 46,23). O que não pode visar senão essa aparição de Samuel, defunto, a Saul. Poderia ser discutida a autoridade desse livro sob o pretexto que não se encontra no Cânon dos Hebreus?

    Mas há outro texto que convida a admitir esse envio de mortos aos vivos: a passagem das aparições de Moisés, cujo Deuteronômio nos certifica da morte (Deuteronômio 34,5) e que apareceu vivo, como lemos no evangelho, com Elias que não morreu. (Mateus 17,3).
    Há algumas pessoas que dizem que no céu está Jesus Cristo, mais ninguém, pois ele disse: “ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do homem”. Nossa resposta simples é: mas é claro, antes de Jesus as portas do céu estavam fechadas realmente. Ao morrer, desceu à mansão dos mortos e levou para o céu todos os justos. Foi ele mesmo que disse ao bom ladrão: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Portanto, se ao subir ao céu, o Senhor levou o bom ladrão, já não está não mais sozinho. Todos daí para frente participam da glória reservada aos que fazem a vontade de Deus. (Mateus 27, 51-53) fala que neste dia muitos mortos ressuscitaram.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Bem, aqui já é outro assunto. Antes de responder sobre este assunto aqui, quero voltar à “intercessão dos santos”. Marcos, o grande problema em admitirmos a intercessão de quem quer que seja (santos, maria, anjos, etc) é que além dessa prática não ser endossada pelas Escrituras, é, acima de tudo, um desprezo à intercessão de Cristo e do Espírito Santo por nós. Neste ponto você precisa se responder com sinceridade: “É Jesus para mim suficiente Salvador e Intercessor? Ou ainda necessito de outros?”. Se você disse que Ele é suficiente, então não tem por que você continuar a buscar a intercessão de quem quer que seja. Se, porém, você sente essa necessidade, então lamento em lhe dizer que você não é um regenerado, convertido e, portanto, salvo. Ou confiamos exclusivamente em Cristo para tal, ou não confiamos, pois, confiança parcial é desconfiança do mesmo jeito.

      Quanto ao outro assunto (contato com os mortos), vamos lá:
      O texto de 2Co 12. Pelo fato de o próprio Paulo ter dito que lá ele viu (interessante ele usar o verbo “ver” e não “ouvir”) palavras inefáveis que não são lícitas de se referir aos mortais, eu me calo. Não sei o que ele viu; não sei se foi no corpo ou fora dele (aliás nem Paulo sabia) que ele esteve lá. E onde não tenho clareza nas Escrituras, eu me calo.
      O texto de 1Sm 28, de fato, uns entendem que foi mesmo Samuel quem apareceu, enquanto outros dizem que não. Eu particularmente, penso que não foi Samuel, pois, basta ver que tudo o que o espírito ali disse a Saul não aconteceu como predito. Quanto a consultar mortos, tal é pecado, pois, Deus condena veementemente nas Escrituras, e se é real ou não, se é a alma de um falecido ou um demônio, pouco me importa. O que importa é que Deus me proíbe, assim como Ele me proíbe fazer imagens e adorá-las e venerá-las, assim como Ele me proíbe de mentir, adulterar, matar, roubar, invejar, ou qualquer outro pecado. Se Ele proíbe, não devo fazer.
      Quanto ao livro de Eclesiástico, não o tenho como canônico, e por isso não tem autoridade para mim. Não vou nem comentar.
      Quanto a Moisés e Elias no momento da transfiguração do Senhor Jesus, não temos certeza do que realmente aconteceu ali. Se de fato eles vieram até Jesus e os discípulos, ou se estes foram trasladados (como Paulo) ao céu. Particularmente, fico com essa segunda. E não devemos perder o foco desse texto que não é falar sobre Moisés ou Elias, mas, sim, sobre Jesus como o Deus glorioso que Ele é. Elias (assim como Enoque) não morreram mas, foram tomados de corpo e alma para Deus. E isso para respaldar a doutrina neotestamentária da ressurreição final. Não somente as almas dos crentes convertidos a Cristo é que habitarão a Glória Eterna, mas, seus corpos também, os quais serão revestidos de glória para poderem habitar a Glória Eterna.
      Quanto a interpretação de que Jesus desceu ao reino do mortos e somente então levou “cativo o cativeiro” (Ef 4.8-10), por mais lógica que ela pereça, não é aceita pelos teólogos sérios. Esta passagem se refere à encarnação de Cristo e à Sua divindade, pois, ninguém como Cristo havia descido do céu (e nem mais descerá, a não ser Ele próprio no dia da Sua volta para buscar Sua Igreja). Ali, em 1Pe 3.18-22 “os espíritos em prisão” no dias de Noé, não são as almas das pessoas que morreram até então, mas, sim, que Cristo “em espírito” falou nos dias de Noé, ou seja, através de Noé ao anunciar a condenação e a salvação, o próprio Cristo esteve ali agindo através de Seu servo anunciando a Palavra de Deus.

  48. Marcos says:

    Há algumas pessoas que dizem que no céu está Jesus Cristo, mais ninguém, pois ele disse: “ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do homem”. Nossa resposta simples é: mas é claro, antes de Jesus as portas do céu estavam fechadas realmente. Ao morrer, desceu à mansão dos mortos e levou para o céu todos os justos. Foi ele mesmo que disse ao bom ladrão: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Portanto, se ao subir ao céu, o Senhor levou o bom ladrão, já não está não mais sozinho. Todos daí para frente participam da glória reservada aos que fazem a vontade de Deus. (Mateus 27, 51-53) fala que neste dia muitos mortos ressuscitaram.

    Continuando a ler Mateus 27, 51-53, você irá perceber que estes mortos, além de ressuscitarem, eles aparecem a muitas pessoas.
    Aqui se explica muito bem sobre as aparições de Maria e dos santos, que já estão na glória junto de Deus.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Marcos, você está equivocado. Os mortos que ressuscitaram ali em Mt 27 por ocasião da morte de Jesus, foram parte dos demais fenômenos que aconteceram ali para mostrar que Jesus é o Filho de Deus, que havia sido desprezado por aquelas pessoas. E eles ressuscitaram à semelhança dos milagres da ressurreição da filha de Jairo, de Lázaro e de Dorcas. Este milagre acontecera também no Antigo Testamento. Esses ressuscitados ali em Mt 27, apareceram de CORPO E ALMA e não somente em seus espíritos. No momento em que você atrela esse fato às (supostas) aparições de Maria ou outros santos, você dá um tiro no pé, pois, em nenhum relato católico romano dessas aparições (salvo eu esteja enganado) é dito que apareceram corporeamente.
      Mas, voltemos a Elias. A Bíblia diz que ele foi trasladado para o céu, e de Enoque, que “Deus o tomou para Si”. Eles foram para o céu (ou “glória”). Se você continuar afirmando que somente depois da morte e ressurreição de Cristo é que os céus foram abertos para os santos, você precisará encontrar textos bíblicos que comprovem isso. No mínimo você está contribuindo para a heresia adventista do “sono da alma”.
      Quanto às (supostas) aparições de Maria ou de quem quer que seja, se tais pessoas realmente apareceram depois de sua morte enviadas por Deus, então elas deveriam ter dito algo que estivesse de acordo com a vontade de Deus revelada nas Escrituras, pois, do contrário, estariam assinando a sentença própria de “anátemas” de acordo com Gálatas 1.8, onde Paulo disse: “Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo dos céus vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema”, isto é, maldito. Ocorre que mesmo que Maria tivesse falado de acordo com o Evangelho em suas (supostas) aparições, ela estaria pecando, pois, Cristo é a revelação final de Deus para nós (Hb 1.1-4) e não precisamos de mais nenhuma outra revelação além da que está contida na Palavra. Assim ela estaria extrapolando a autoridade das Escrituras. Porém, nas (supostas) aparições de Maria tudo o que ela disse está além do que está nas Escrituras. Não creio que tenha sido Maria que apareceu, mas, sim, Satanás, para enganar as pessoas e desviá-las da Palavra de Deus que é onde encontramos a vontade Dele. Sim, não creio que foi Maria, porque a Maria que foi a mãe de Jesus é um exemplo de obediência que deve ser imitado por todos nós; um exemplo que aponta para Cristo. Mas, essa “maria” do catolicismo, ela rouba a glória de Cristo, é adorada, é venerada e crida como “co-redentora” ao lado do ÚNICO Salvador, Jesus Cristo (1Tm 2.5).
      Mas, estou percebendo (pelo seu último comentário) que você agora não quer mais sanar suas dúvidas, mas, sim, expor o que você crê. Se é assim, meu caro, só tenho a lhe dizer: arrependa-se dos seus pecados, clame pela misericórdia de Deus em tempo de ser acolhido, pois “Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto; para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas” (Sl 7.12-13).
      Com amor por sua alma digo isso.

  49. Marcos says:

    Olá pastor!
    Sei que parece que eu estou te questionando, e que eu queira que concorde com a intercessão dos santos, mas não é isso.
    Eu tenho dúvidas e pergunto tudo para acabar com as dúvidas.eu comecei ter as dúvidas sobre intercessão, quando vi que Deus é o único onipresente. Comecei a orar. Pedir que as minhas dúvidas fossem esclarecidas,foi então que descobri este site. Eu confio plenamente em Jesus, e sei que é ele que está me ajudando através do Senhor.
    Muito obrigado.

  50. Marcos says:

    Sei que já me respondeu, mas a culpa é minha por não ter feito a pergunta corretamente. Em zc 1.12-13 não vi eles pedindo intercessão ao anjo, mas mesmo assim ele intercedeu..Por que ele intercedeu?era comum os anjos interceder em?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Este anjo que aparece ali em Zc 1.12-13 é o próprio Senhor Jesus Cristo antes da Sua encarnação. A expressão “Anjo do SENHOR” (com “A” maiúsculo”) no Antigo Testamento aponta para a manifestação do Deus Filho.
      Contudo, aqui em Zc 1.12-13 á grafado com “a” minúsculo. Os comentaristas (tais como Matthew Henry e Warren Wiersbe) argumentam que é a pessoa de Jesus também pelo fato de não termos mais em lugar algum das Escrituras, um anjo intercedendo pelo povo de Deus. Logo, esse anjo aqui só pode se referir ao Senhor Jesus. Concordo com essa argumentação, especialmente por causa da regra de interpretação da Bíblia que diz: “A Bíblia explica a Bíblia, e uma passagem não pode contradizer as demais”. Assim sendo, (se) esta passagem estivesse falando de anjos intercedendo por nós, seria a única, e estaria contradizendo todas as demais partes das Escrituras.

  51. Marcos says:

    Pastor, realmente eu quero que as minhas dúvidas sejam sanadas. A icr mostra através da Bíblia que a intercessão dos santos existe, então através destes textos eu faço as perguntas ao senhor, e comparo pra ver qual é mais coerente com a Bíblia.por isso gera estas dúvidas.
    O senhor pode ter certeza, que está me ajudando a sanar estas dúvidas. Se eu tenho dúvida é porque não creio completamente na intercessão.
    Mais uma vez muito obrigado!

  52. Marcos says:

    Antes que eu esqueça, essas minhas dúvidas são de muitos, e elas sendo respondidas poderão ajudar muitos outros que vierem aqui.

  53. Marcos says:

    Pastor, será que poderíamos falar sobre o Cânon bíblico?
    Como a Bíblia foi formada e quais critérios foi usado?
    Foi a igreja católica que definiu a Bíblia?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Sim, claro que podemos falar sobre.
      O AT tal como o temos com 39 livros (exceto os 7 apócrifos aceitos pela ICAR) não há muita discussão sobre eles, pois, os judeus sempre os reconheceram como inspirados. O problema maior se deu com o NT. Os apóstolos escreveram cartas a fim de doutrinar e corrigir problemas mas igrejas. Com o passar do tempo esses escritos apostólicos passaram a ser adotados como normativos para todas as igrejas. Assim esses documentos foram amplamente copiados e distribuídos. Os 27 do NT são igualmente aceitos pelos católicos quanto pelos protestantes.
      Vou acrescentar mais informações a essa resposta.

  54. Marcos says:

    Pastor, primeiro gostaria de dizer que eu não estou dizendo que a tradição é mais importante. Estou passando o que li.
    Veja como a Tradição sobrepõe as Escrituras!

    O próprio Paulo cita uma vez, uma sentença de Jesus que não é referida nos quatro evangelhos: “Há mais felicidade em dar que em receber” (Atos 20,35). Ora, Paulo só poderia escrever esta frase, através da tradição, pois não tinha sido escrita anteriormente por alguém.

    Ainda antes da composição escrita dos quatro evangelhos, existiam tradições orais sobre a vida e os ensinamentos da Jesus. Isto Lucas também o atesta no prólogo do seu evangelho, quando recorda expressamente que “Muitos tentaram compor uma narração dos acontecimentos que se cumpriram entre nós” (Lucas 1,1). Lucas sublinha que ele quis realizar diligentes pesquisas (Lucas 1,3) e que a veracidade do seu relato sobre a vida de Jesus lhe interessa de modo todo especial.
    O senhor poderia comentar sobre este texto.

    • Olivar Alves Pereira says:

      O que o autor desse texto faz é uma confusão total entre as tradições relacionadas à revelação especial (as Escrituras) e as tradições espúrias acrescentadas pela religião.
      As tradições referentes à revelação e registro das Escrituras, tais como a tradição oral, foram meios que Deus usou para esse fim. Mas quando vamos para as muitas tradições acrescentadas pela igreja de Roma, então nos deparamos com o fato de que todas elas (veneração de relíquias, intercessão dos e pelos mortos, adoração a Maria e aos santos, a infalibilidade papal, etc…) nenhuma tem respaldo nas Escrituras e muito menos respaldam.

  55. Marcos says:

    Pastor, estava pesquisando sobre os atributos de Deus, aí vir um artigo falando sobre isto. O senhor poderia comentar sobre este artigo?
    Algumas pessoas perguntam como a Virgem Maria, e também os santos, podem ouvir as nossas orações, de tantas pessoas ao mesmo tempo, no mundo todo, e atender a todos simultaneamente. Será que ela é como Deus, onipotente ou onisciente?

    Não. Nada disso. Nossa Senhora não tem esses atributos divinos, mas acontece que ela e os santos estão em comunhão com Deus, então, participam desses dons divinos, mesmo sem tê-los naturalmente. Participam deles pela graça. Como assim? É através de Deus, com quem estão em comunhão plena, que eles ficam sabendo de nossos pedidos. Para Deus nada é impossível.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Esse segundo argumento sendo ainda mais bizarro que afirmar que eles têm onisciência.
      O Senhor Jesus disse: “Tudo quanto pedirdes aos Pai em meu nome, crendo recebereis”. Com isso Ele não está dizendo que tudo o que quisermos Deus nos dará se orarmos em nome Dele (de Jesus), mas, sim que, uma vez que orarmos conforme a vontade de Deus (1Jo 5.14) pedindo em nome de Jesus (pois é somente Ele quem nos garante diante de Deus) então receberemos não pelos nossos méritos, mas pelos méritos de Cristo.

  56. Marcos says:

    A minha opinião, é se eles participam desses atributos, eles passam ser deuses.
    O senhor poderia dar a sua opinião?
    Explicando por que isso não pode acontecer.

  57. Marcos says:

    Pastor, muito obrigado!
    Estou pesquisando sobre o Cânon bíblico, a icr diz que a Bíblia por sí só não define quais livros são inspirados, que depende de uma autoridade externa. E eles que definiram.
    Eu entendo que conforme 2tm 3.16-17,
    A Bíblia ela foi inspirada a partir do momento em que ela estava sendo escrita, e não no momento que a igreja disse que eles eram inspirados.
    A igreja reconheceu e na definiu.
    Se eu estiver errado peço que me corrija.
    A minha pergunta :
    Foi a icr que reconheceu o Cânon bíblico, o antigo e o novo testamento?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Vamos lá.
      Você disse:
      “Estou pesquisando sobre o Cânon bíblico, a icr diz que a Bíblia por sí só não define quais livros são inspirados, que depende de uma autoridade externa. E eles que definiram”.
      Ledo engano da ICAR. Em Mt 23.35 o Senhor Jesus aponta para o cânon do AT quando diz: “para que sobre vós recaia todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o santuário e o altar”. O “justo Abel” tem sua história registrada em Gn 4 (o primeiro livro do AT); enquanto que “Zacarias, filho de Baraquias”, tem sua história registrada em 2Crônicas 24.20-21 (o último livro do AT). Sim, os livros estão dispostos por assunto (como numa biblioteca), e não em ordem cronológica. Cronologicamente, 2Crônicas foi o último livro escrito no período do AT. Ocorre que aqueles livros apócrifos que a ICAR os têm em seu cânon, foram escritos após o livro de 2Crônicas, no período intertestamentário, período este em que nenhum profeta reconhecidamente falou em nome do SENHOR. Esses livros apócritos podem ser usados como fonte histórica desse período, mas, não como “inspirados por Deus” e “normativos” para os filhos de Deus.
      Dessa forma, o Senhor Jesus nos apresenta o cânon do AT, e convenhamos, há alguém melhor que Ele para nos fazer isso?

      Você disse:
      “Eu entendo que conforme 2tm 3.16-17, A Bíblia ela foi inspirada a partir do momento em que ela estava sendo escrita, e não no momento que a igreja disse que eles eram inspirados. A igreja reconheceu e na definiu”.
      Tanto no momento em que Deus falou com um de Seus profetas, quanto no momento posterior em que estes registraram a Palavra de Deus, o Espírito Santo esteve ali conduzindo-os em cada momento e detalhe. É por isso que podemos afirmar que a Escritura é inspirada por Deus.
      De fato, a Igreja Cristã nos dias de Constantino (ainda não era “Igreja de Roma”, pois, esta surge com as transformações ocorridas no passar dos tempos), na voz de seus ilustres teólogos, adotando critérios como: a autoria de um livro deveria ser de um apóstolo ou de alguém que andou com um apóstolo (Lucas, por exemplo); a autenticidade das cópias dos textos sagrados e a comparação entre as cópias de um mesmo texto; a coerência de um livro do NT com o restante das Escrituras; se um escrito apostólico circulava entre várias igrejas tornando-se uma norma, entre outros critérios, para atestar a autoridade desses livros do NT (o AT como já mostrei não deu tanto problema nesse sentido). Contudo, entre os escritos apostólicos que circulavam entre as igrejas nos dias dos apóstolos, já havia sim o reconhecimento entre os apóstolos sobre o que outro escrevia. Por exemplo: em Ef 2.20 Paulo equipara os ensinamentos dos apóstolos aos dos profetas do AT; Pedro elogia e reconhece os escritos de Paulo como importantes para a fé cristã (2Pe 3.15-16), e um pouco antes na mesma carta no Cap. 1.20-21 ele também mostra que todos os escritos reconhecidos como canônicos são “inspirados pelo Espírito Santo”.

      Assim, sua última pergunta:”Foi a icr que reconheceu o Cânon bíblico, o antigo e o novo testamento?”, eu respondo mostrando que não foi ela, por se tratar de um anacronismo. a ICAR surgirá somente nos séculos posteriores deixando de a origem cristã e transformando-se em algo anômalo em relação às Escrituras.

  58. Marcos says:

    Pastor, mais vez muito obrigado!

  59. Marcos says:

    Eu vi o programa verdade vida com pastor hernandes Lopes, muito bom, tenho visto os vídeos do augustus nicodemos. O senhor poderia me recomendar outro?
    Eu achei muito interessante o Calvinismo, agora estou pesquisando sobre os cinco pontos, ou seja , tulip.

  60. Marcos says:

    Pastor, venho mais uma vez pedir a sua ajuda.
    Os Bispos das principais cidades eram chamados de papas também?
    Ex :Constantinopla, alexandria, Roma.
    Na época de Agostinho e Jerônimo já existia o papa?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Inicialmente, eram chamados apenas de “bispos” ou “pais” (de onde origina-se o termo italiano “papa”). Cada Igreja/região tinha o seu bispo, e conforme foram ganhando projeção e destaque, surgiu a disputa sobre qual deles seria o primaz. Mas, como decidir isso, se todos alegavam ser sucessores de Pedro? Não foi difícil para a o bispo de Roma ganhar projeção, pois, a ICAR era a última fase do império romano. Roma era a sede do império, o que acabou levando a igreja de Roma ser a mais importante (ou pelo menos arvorar ser a mais importe) e o seu bispo também. Daí surge o “Papa” de Roma.

  61. Marcos says:

    Na época de Agostinho e Jerônimo, já existia um líder universal da igreja, o bispo de Roma era superior aos demais bispos?

  62. Marcos says:

    Pastor assistir o seu vídeo.
    Que Deus continue abençoando o senhor.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Que bom. Comecei a fazer uso dessa ferramenta. Estou postando as mensagens expositivas do livro de Salmos (aos domingos) e os estudos expositivos no Evangelho de Mateus (às quartas).

  63. Marcos says:

    Olá pastor!
    Aqui no site, o senhor recomenda outros sites. Eu vi Bereanos e pesquisei, pra saber o que significava. E isto está me ajudando, e agora estou intendendo melhor, a diferença entre a sola scriptura é tradição.pesquisando entendi que a sola scriptura não é contra a tradição , desde que ela esteja em comunhão com as Escrituras. É isto pastor?
    Na Internet vemos muitos artigos sobre tradição e a sola scriptura, eu vi uma resposta e gostaria que o senhor me ajudasse.
    O verbo se fez carne e não fez um livro ( Bíblia)
    O próprio Deus encarnado ( Jesus) fundou uma igreja visível e não um livro escrito (Bíblia)
    Então não tem como eu acreditar somente na Solla Scriptura.
    Primeiro eu confio na Igreja e somente depois eu confio nas escrituras.

    se tudo era para estar dentro da Bíblia para que Deus envia seu Espírito Santo?
    Não precisamos do Espírito Santo então. Tudo está explicadinho na Bíblia.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Vamos lá.
      Que bom que os outros sites que indico estão lhe ajudando. Visite depois o http://www.ministeriofiel.com.br. Neste você encontrará muitos recursos preciosos.
      Quanto a tradição e as Escrituras, você entendeu corretamente. Temos tradições também, porém, a tradição é só um invólucro guardando a essência de algo importante. Se a tradição não guarda nada importante ou até mesmo algo contrário às Escrituras, então deve ser desprezada.
      O “livro” ao qual estúpidos rejeitam, nada mais é do que os registros que Deus permitiu que ficassem preservados para que aqueles (como nós) que não estiveram aos pés de Cristo e dos apóstolos recebendo da boca deles o ensino, pudessem agora conhecer (leia, por exemplo, Rm 15.4).
      Quanto ao Espírito Santo é claro que necessitamos Dele. Em Jo 14.26 está escrito que Ele nos guiará a toda verdade e nos fará lembrar de tudo quanto Cristo nos ensinou. É claro que essas palavras foram ditas em aos 12 discípulos. Mas, estes receberam a ordem de irem por todo mundo e pregarem o Evangelho a todo ser humano (Mt 28.18-20), fazendo discípulos de todas as nações. Ao que o Senhor Jesus acrescentou: “Ensinando-os a guardar toas as coisas que vos tenho ordenado”. Conforme os apóstolos foram morrendo, fez-se necessário o registro dos seus ensinamentos.
      Agora veja você, que a ICAR mesmo tendo tudo tão bem registrado fez o que fez, imagine se não tivéssemos nada escrito?

  64. Marcos says:

    Pastor mais uma vez venho pedir a sua ajuda. Assunto é sobre Pedro ser a rocha.
    Um teólogo católico em seu site disse que nem sempre a rocha se refere a Jesus
    O próprio Jesus disse ser a luz do mundo .disse aos apóstolos deveriam ser a luz do mundo. Is 51,1-2 (a “pedra” é Abraão) e 1Pd 2, 4-5 (“pedras vivas” é Jesus e também são os cristãos).
    as palavras petros e petra eram sinônimos no grego do primeiro século. Elas significaram “pequena pedra” e “grande rocha” em uma velha poesia grega, séculos antes da vinda de Cristo, mas esta distinção já havia desaparecido no tempo em que o Evangelho de São Mateus foi traduzido para o grego. A diferença de significados existe, apenas, no grego ático, mas o NT foi escrito em grego Koiné – um dialeto totalmente diferente. E, no grego koiné, tanto petros quanto petra significam “rocha”. Se Jesus quisesse chamar Simão de “pedrinha”, usaria o termo lithos.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Sim, de fato, nem todo termo “pedra” na Bíblia se refere a Jesus, assim como acontece com outros termos, por exemplo: “rei”, temos quantos reis na Bíblia? Muitos!
      Contudo neste texto específico de Mt 16.18 precisamos recorrer ao texto grego para entender o que está acontecendo ali.

      κἀγὼ δέ σοι λέγω ὅτι σὺ εἶ Πέτρος, καὶ ἐπὶ ταύτῃ τῇ πέτρᾳ
      E eu então te digo que tu és Pedro, e sobre esta a pedra

      O pronome demonstrativo feminino “esta” (ταύτῃ) dito por Jesus refere-se a Ele próprio. Se ele tivesse dito “ESSA” em vez de “ESTA”, então Ele estaria se referindo a Pedro. Mas, Ele estava Se referindo a Si próprio como que batendo com a mão no peito e dizendo: “…sobre esta rocha”.
      Como acerta o comentarista que você citou, “Petros” significa “pedrinha, pedregulho” e, “Petrá” significa “Rocha”.
      Agora, ninguém melhor que o próprio Pedro para nos explicar essa fala do Senhor Jesus. Leia as duas cartas de Pedro, e observe a quem ele se refere quando fala da “Rocha” (Pedra) que sustenta a Igreja. Depois você me diz.

  65. Marcos says:

    Ele disse que nas cartas Paulo conserva o nome Cefas .
    Cefas significa Uma pedra grande e maciça, o mesmíssimo que petra. A palavra aramaica para uma pequena pedra ou pedrinha é evna. O que Jesus disse a Simão em Mt 16,18 foi “tu és Kepha e sobre esta kepha construirei minha igreja.”
    Quando se conhece o que Jesus disse em aramaico, percebe-se que ele comparava Simão à rocha; não os estava contrastando.
    Ele disse que Mateus usou o grego Pétros, porque não havia escolha. Grego e aramaico têm diferentes estruturas gramaticais. Em aramaico, pode-se usar kepha nas duas partes de Mt 16,18. Em grego, encontramos um problema derivado do fato de que, nesta língua, os substantivos possuem terminações diferentes para cada gênero.
    Existem substantivos femininos, masculinos e neutros. A palavra grega petra é feminina. Pode-se usá-la na segunda parte do texto sem problemas. Mas não se pode usá-la como o novo nome de Simão, porque não se pode dar, a um homem, um nome feminino. Há que se masculinizar a terminação do nome. Fazendo-o, temos Petros, palavra já existente e que também significava rocha. (Obs da Barca de Jesus: Estrutura semelhante ocorre na língua portuguesa: Pedro e pedra.)

    Por certo, é uma tradução imperfeita do aramaico; perdeu-se parte do jogo de palavras. Mas, em grego, era o melhor que poderia ser feito.

    Além da evidência gramatical, a estrutura da narração não permite uma diminuição do papel de Pedro na Igreja. Veja a forma na qual se estruturou o texto de Mt 16,15-19. Jesus não diz: “Bendito és tu, Simão. Pois não foi nem a carne nem o sangue que te revelou este mistério, mas meu Pai, que está nos céus. Por isto, eu te digo: és uma pedrinha insignificante, e sobre a rocha edificarei a minha Igreja. … Eu te darei as chaves do reino dos céus.”

    • Olivar Alves Pereira says:

      Não. Ele está errado. “Cefas” é aramaico (Kephas) que significa pedrinha, pedregulho.
      Agora, é como lhe disse. Se a ICAR não afirmar tudo isso sobre Pedro, ela não se sustenta. Ela está firmada em pessoas, e não em Cristo.

  66. Marcos says:

    E para completar ele disse : os reis, no AT, apontavam um comandante para os servir em posição de grande autoridade, para governar sobre os habitantes do reino. Jesus cita quase que verbalmente esta passagem de Isaías, o que torna claríssimo aquilo que Ele tinha em mente. Ele elevou Pedro como a figura de um pai na família dos cristãos (Is 22,21), para guiar o rebanho (Jo 21,15-17).

    • Olivar Alves Pereira says:

      Meu Deus! Isso é uma violência ao texto Bíblico. Que interpretação mais equivocada. É como se ele dissesse que todo “cão” na Bíblia é o diabo.

  67. Marcos says:

    Pastor, muito obrigado!
    As suas explicações e os sites que me indicou, tem me ajudado muito.

  68. Marcos says:

    Olá pastor!

    Conversando com um católico, ele disse que Deus concedeu aos santos Graça de entender e ver as coisas através Dele.
    Por isso que eles conseguem atender várias orações e fez uma comparação abaixo.
    “Vou fazer uma pequena comparação pra você entender. Nós fomos salvos por nossos méritos ou pelos méritos de Cristo?
    Se você entender isso, será também capaz de entender o que eu estou falando dos Santos.”
    O Senhor poderia me ajudar mais uma vez?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Misericórdia!!!
      Veja aonde chega o absurdo dessa doutrina mentirosa dos romanistas.
      Os santos são comparados a Cristo!
      Você ainda precisa de mais algum argumento para rejeitar de vez essa heresia?

  69. Marcos says:

    Olá pastor, eu já rejeitei!
    Quando faço estas perguntas é porque eu quero saber responder as pessoas que me questionam, eu tiro exemplo de 1Pedro 3.15 e 2tm 2.15.
    Como eu disse antes eles também vem com textos bíblicos para defenderem no que acreditam.
    Eu não creio na intercessão dos santos, porque Deus é único onipresente, Onisciente e onipotente.
    Eles respodem, que os Santos sabem através de Deus, que eles participam dos atributos. Que eles por sí só não possuem que isto é mérito de Deus. Eu respondi : se eles participam eles passam ter estes atributos também, então esses atributos não passam ser exclusivos de Deus, ou seja, como Deus os tivessem tornados deuses. Então ele veio com essa comparação acima, e depois fez outra.
    “Se eu recebo o Espírito Santo, passo ser a terceira pessoa da Santíssima Trindade?”
    Ele disse, que podemos fazer alguma coisa através do Espírito Santo, mas não nos tornamos Espírito Santo, e assim são os santos.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Veja a confusão dessa pessoa. Peça para ele bases bíblicas para o que está falando. Quando ele lhe apresentar algum texto não responda de imediato. Diga que irá estudar a fundo este texto. Estarei aqui para ajudar você. Aí então você vai e responde para ele. Mas, não deixe de pregar o Evangelho a ele falando-lhe que ele precisa de arrependimento e confessar seus pecados a Deus para ser perdoado e salvo.

  70. Marcos says:

    Olá pastor! Ele disse que Por acaso nós e os santos não fazemos parte do corpo de Cristo? Nós não somos os membros do corpo de Cristo? Por acaso a cabeça de um corpo anda sozinha?
    Nós somos os membros do corpo de Cristo o qual ele é a cabeça. Porém é um corpo todo que anda, não é só a cabeça. Cristo não atua sozinho.Ele quer a participação de todos. Os que estão aqui na terra e os que estão no Céu.
    Eu respondi que
    A partir do momento que ele permite eu participar, este atributos não passar ser exclusivos dele.
    Eu posso ser um instrumento do Espírito Santo, ele vai permitir que eu faça certas coisas, mas participar dos seus atributos não, senão passo ser igual a ele em poder.
    Vc tem que entender quando fala corpo de Cristo é no sentido figurado. Pois se vc levar ao pé da letra, vc terá que levar também, quando que o homem e a mulher se uni se tornam uma só carne. Imagine vc no seu trabalho e sua esposa em casa,ela ao manusear a faça para cortar um alimento se corta, vc estando no seu trabalho sentirá no mesmo momento o corte ?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Vou responder os outros dois comentários aqui também.
      O que os católicos ignoram nesse assunto é o que chamamos de “Atributos Incomunicáveis” de Deus, os quais são qualidades e características que Deus não comunicou (compartilhou) com os homens. Estar no céu não é o mesmo que compartilhar dos atributos de Deus, mas, sim, desfrutar das bem-aventuranças que Ele preparou para os Seus filhos desfrutarem lá.
      No momento que algum santo lá no céu tiver o atributo da onisciência (pois é necessário ter esse atributo para responder ao mesmo tempo as orações das mais diversas pessoas) então ele estará compartilhando da natureza onisciente de Deus. Não há absurdo maior que esse.

      • Marcos says:

        Pastor, muito obrigado pela sua ajuda.
        Eu respondi a ele sobre os atributos incomunicáveis de Deus, que a partir do momento que Deus permite que eles sejam oniscientes, eles tornam iguais a Deus. Pedi pra citar um referência que comprove que os Santos participam dos atributos. Ele disse que (1 Coríntios 6,2) onde diz que os Santos “julgarão o mundo”
        Se estes Santos julgarão o mundo, com que poder eles irão fazer isso.
        Deus é o grande juiz ,mas os santos serão juízes também, e nem por isso eles se tornaram deuses. Assim é caso da onisciência dos santos. Eu partir do momento que Deus não queira que ele sejam oniscientes eles perdem estes atributos.

        • Marcos says:

          Corrigindo é a partir e não eu partir.

        • Olivar Alves Pereira says:

          Pra você ver como eles distorcem as Escrituras.
          Em 1Co 6 Paulo está admoestando aqueles irmãos que estavam levando para o tribunal civil outros irmãos, dando ensejo a que a Igreja de Cristo viesse a ser vituperada. Problemas entre irmãos devem ser resolvidos dentro da Igreja, pelo Conselho de presbíteros e pastores, e não num tribunal de ímpios. No v.2 Paulo aponta para o Dia do Juízo, quando todos os santos (que aqui são todos os salvos em Cristo Jesus – eu serei um desses santos!) que assistiremos ao julgamento do mundo que será feito por Cristo. Não seremos nós que sentenciaremos os ímpios, mas, sim, o Senhor Jesus. Nós, tão somente assistiremos.

  71. Marcos says:

    Olá pastor!
    Ele disse que (1 Coríntios 6,2) onde diz que os Santos “julgarão o mundo”
    Se estes Santos julgarão o mundo, com que poder eles irão fazer isso. Com o poder deles próprios?

  72. Marcos says:

    É com o poder de Deus, com a permissão de Deus e através de Deus.
    Os anjos cumpriram missões com seus poderes próprios? Não,As coisas aconteciam através de Deus por meio dos Anjos
    Porque então, Deus não quis resolver tudo sozinho?
    Com os Santos são a mesma coisa. Os Santos no céu estão na mesma condição dos Anjos. Citou Mateus. 22,30

  73. Marcos says:

    Olá pastor!
    Poderia me ajudar?
    O amigo católico disse que os Santos cooperam com Deus. I Cor 3,9). E no Céu não cessa tal colaboração, antes aumenta, pois os Santos aí desempenham uma função ainda mais elevada, que é a de ajudar os que estão nesta Terra a se encaminharem para o C&eacu te;u, com seu poder de intercessãoI Cor 3,9). E no Céu não cessa tal colaboração, antes aumenta, pois os Santos aí desempenham uma função ainda mais elevada, que é a de ajudar os que estão nesta Terra a se encaminharem para o céu , com seu poder de intercessão junto a Deus. junto a Deus.
    Disse que os Santos são amigos de Deus .
    “Não mais vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o senhor. Mas chamei-vos amigos” (Jo 15,15). E o que há mais natural do que um amigo querer prestigiar seu amigo, associando-o às suas principais obras?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Em suma:
      Cristo é suficiente: não precisamos da intercessão dos santos.
      Os amigos de Deus não são somente aqueles que já estão na glória eterna (todo servo de Deus que morreu e está na glória é santo), mas, todos quantos nesta vida andam na presença de Deus em santidade de Vida.

  74. Marcos says:

    Pastor, eu disse a ele que Deus tem que ter algo que o faça ser “Deus”, isto é, que o torne único e diferente de todos.
    Se Deus permite que os Santos participam dos atributos, eles passam ter a mesma natureza de Deus.

  75. Marcos says:

    Ele respondeu, que eles veêm todas as coisas através de Deus. Neste caso, não é preciso ser onisciente para ver tudo.
    Nós vemos algumas coisas através do Espirito Santo e não é necessário agente se tornar a 3ª pessoa da Santíssima Trindade,

    • Olivar Alves Pereira says:

      Peça para ele explicar como é esse negócio de “ver as coisas pelo Espírito Santo”. Se ele lhe apresentar uma resposta que não envolva a Palavra de Deus, diga-lhe que ele está se enganando.
      Além do que, se Deus é onisciente, onipresente e onipotente, para que Ele precisaria da ajuda dos santos? Além disso, é uma separação tal entre os vivos e os mortos que não há possibilidade de comunicação entre eles.

  76. Marcos says:

    Se for seguir o seu exemplo de “onisciência” nós também não podemos interpretar certas coisas através do Espírito Santo. Ele disse ser for seguir o meu raciocínio nos tornaríamos 3ª pessoa da Trindade, e isso está também contra as Escrituras.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Ué? Mas é ele quem está dizendo que os santos veem as coisas através de Deus. Ele é quem está entrando em contradição.

  77. Marcos says:

    Eu falei que a onipresenca, onisciencia e onipotencia são atributos exclusivo de Deus, ou seja, atributos incomunicáveis. Ele respondeu que a 3ª pessoa da Trindade também é um tributo exclusivo de Deus,

    • Olivar Alves Pereira says:

      Ele confundiu tudo. O Espírito Santo não é atributo de Deus. Ele é Deus. Chega a ser irritante tanta imbecilidade da parte dele.

  78. Marcos says:

    Você pode fazer alguma coisa através do Espírito Santo. Porém você está sendo instrumento do Espírito Santo, mas você não se torna o Espírito santo.
    Os santos são a mesma coisa! Eles também são instrumentos de Deus para realizar algumas coisas.

  79. Marcos says:

    Olá pastor !
    O senhor pode me ajudar de novo.?
    “Deus de Abraão, de Isac e de Jacó, Deus é Deus só de vivo e não de mortos”
    Creia nas passagens da sagrada escritura que o padre citou, mostra que não estão mortos e sim vivos.
    Será que um santo pode receber as nossas orações e os nossos pedidos de intercessão, mesmo não tendo onipresença e onisciência próprias? Vejamos o que diz o Livro de Atos 16,9-10:
    “De noite, Paulo teve uma visão: um macedônio, em pé, diante dele, lhe rogava: ‘Passa à Macedônia, e vem em nosso auxílio!’ Assim que teve essa visão, procuramos partir para a Macedônia, certos de que Deus nos chamava a pregar-lhes o Evangelho.”
    O que percebemos nesta passagem? Entre outras coisas, que S. Paulo não precisou ser onipresente e nem onisciente para receber a oração do Macedônio, que suplicava por auxílio. O próprio Apóstolo ensinou que a Igreja é o Corpo de Cristo: os que estão unidos a Cristo através da Igreja são membros do Seu Corpo. – Um só Corpo. – Isso quer dizer que tanto nós, aqui na Terra, quanto os que já morreram para este mundo, na Amizade do Senhor, todos somos membros da Igreja, do mesmo Corpo Místico, do qual o Senhor é a Cabeça:
    “Agora alegro-me nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu Corpo, que é a Igreja.” (Cl 1, 24)
    Como membros do Corpo de Cristo, enquanto cristãos, estamos mística e intimamente ligados uns aos outros: “Embora sejamos muitos, formamos um só Corpo em Cristo, e cada um de nós é membro do outro” (Rm 12,5). Nosso Senhor Jesus Cristo é a Cabeça do seu Corpo, que é a Igreja: “Ele é a Cabeça do Corpo, a Igreja” (Cl 1,18). Portanto, está claro que os santos, tanto os da Terra quando os que já estão no Céu, na Presença de Deus, estão ligados, enquanto membros do Corpo do Senhor, a Igreja.
    Assim como a minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado por minha cabeça, da mesma forma, no Corpo de Cristo, os membros podem se comunicar uns com os outros, sendo que essa comunicação acontece através da Cabeça, que é o próprio Cristo.
    Desta maneira, quando nós pedimos aos santos que intercedam por nós junto a Deus, é como a comunicação de um membro com outro membro no Corpo de Cristo: acontece através de Cristo Jesus, que é Deus. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo, Cabeça da Igreja, que é onisciente e onipresente, possibilita a comunicação entre os membros do seu Corpo.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Como tenho dito, é impressionante a forma como eles distorcem verdades tão claras na Bíblia. De fato, a união mística (maravilhosa) dos crentes com Cristo, faz com que todos os crentes de todos os tempos estejam unidos. Porém, na presente era estão separados física e espiritualmente porque enquanto uns estão na glória outros estão ainda neste mundo, e por esta razão não há comunicação entre eles. Na Teologia isso é chamado de Igreja Militante (os vivos que estão neste mundo militando pela causa do Reino de Deus) e Igreja Triunfante (os crentes que venceram e já desfrutam da glória eterna). O texto de Atos citado, a visão que Paulo teve do macedônio pedindo sua ajuda, sendo usada para provar a intercessão dos santos é um absurdo. Foi uma visão (aquele macedônio não existia de fato, mas, a visão foi o recurso que Deus usou para falar com Paulo sobre Seus desígnios), e Paulo estava vivo.

  80. Marcos says:

    Bom dia pastor!
    Conversando com o amigo, sobre a sola scriptura, expliquei a ele que nem tudo precisa está na bíblia, mas tem que está de acordo com a Bíblia. Se for confiar somente na tradição, terei que ver qual e a verdadeira, pois os ortodoxos também possuem tradições, assim como eles

  81. Marcos says:

    Ele respondeu que a igreja romana é a verdadeira, que só estudar a história da Igreja. A ortodoxa só surgiu em 1054.
    E que todas as igrejas desde do início se reportavam a ela.a supremacia sempre veio de Roma.

  82. Marcos says:

    Pastor, eu falei pra ele que a igreja primitiva é diferente da romana.
    Ele disse :”Se a Igreja verdadeira não é católica, como você explica os 32 papas que se seguiram depois da morte de Pedro?
    Ou qual igreja continuou aquela que estava no Novo Testamento como você explica?
    Até quando então, esta igreja verdadeira subsistiu? Ela existe até hoje ou não?
    Você poderia me falar as datas de quando começou e quando terminou?
    Jesus disse que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo. Me fala qual igreja seguiu este mandamento de Cristo?

    Vamos então para a Bíblia!
    Marcos, a Biblia foi feita por Católicos e para os católicos, pois não existia o protestantismo no inicio do Cristianismo.
    Depois de 1500 anos, vem vocês dizer que são a autoridade da Bíblia?
    Marcos! Isso é uma desonestidade Intelectual, você não acha?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Vamos lá.
      Ele pergunta como explicar os 32 papas. Simples: invencionice da ICAR. O termo “Papa” (pai) se dá em função daqueles que no 2º e 3º século são chamados de “pais da igreja”, ou seja, teólogos que formularam e sistematizaram as principais doutrinas da igreja. Contudo, nenhum destes que foram considerados “pais” da Igreja arvoraram para si o título de “papa”, até mesmo porque o termo “pais da igreja” são foi alcunhado no século 18 pelos teólogos católicos. É fato que Inácio de Antioquia (2º século) em seus escritos deu grande ênfase na autoridade do bispo de Roma, mas, isso porque a igreja de Roma estava no centro do império romano, ou seja, foi uma questão política.
      A verdadeira igreja sempre subsistiu, mas, não numa denominação. A Verdadeira Igreja de Cristo é aquela que tem em Sua Palavra a úncia regra de Fé e Prática (dá pra dizer isso da ICAR e de muitas outras “evangélicas”? Com certeza, não). É com essa Igreja que Cristo estará até o fim, e quando o fim chegar, essa Igreja estará com Ele.
      Ele disse que a Bíblia foi feita por católicos e para os católicos. Ok, então por que eles não a seguem? Com isso não estão assinando a sua própria sentença?
      Veja bem irmão, desonestidade intelectual (ou pior, espiritual) é a desse ignóbil cidadão que sequer estudou história da Igreja, pois, se o tivesse não diria tanta asneira.
      No 1º século, a Igreja era puramente cristã. Já no 2º século surgem homens como Montano que se dizia a “encarnação do Espírito Santo” desprezando os ensinos dos apóstolos e profetas (a Bíblia), alegando que a igreja estava se esfriando. O diagnóstico estava certo (a igreja estava se esfriando), não o tratamento (ele ser a encarnação do Espírito Santo).
      As heresias foram aumentando e entrando cada vez mais na Igreja, e esta foi se tornando cada vez mais maculada, até que em 313, Constantino, o imperador, numa estratégia política legaliza o Cristianismo, e este deixa de ser uma religião perseguida, e passa a ser tolerada. Algumas décadas depois (375) Teodósio oficializa o Cristianismo como “religião do império”, e, de religião tolerada, ele passa a ser “religião perseguidora” – quem não fosse cristão sofreria severas consequências, até mesmo a morte.
      Daí para frente, a Igreja foi se distanciando cada vez mais da Palavra. Os papas proibiram a leitura e a posse da Bíblia (quem desobedecesse, morreria), a igreja de Roma ostentando o status de “igreja do império” sobrepujou outras comunidades “cristãs”, e chegou na depravação que qualquer livro de história relata.
      Suponhamos que um dia a ICAR tenha sido a “Igreja de Cristo”, a questão é: ela É a Igreja de Cristo hoje?

      • Rafael says:

        E as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
        Mateus 16:18,

        cuidado pastor se por um momento você chega a assumir que a Igreja Católica FOI a igreja de cristo você vai ter que nos dizer qual o dia data e hora que Jesus deixou prevalecerem as portas do inferno sobre ela, descumprindo assim a sua palavra e as próprias escrituras, cuidado assim você Acaba se convertendo

        • Olivar Alves Pereira says:

          Fique tranquilo, não estaremos juntos na eternidade, assim como não estamos juntos aqui.
          Falando nisso, se nós protestantes, reformados e evangélicos não estamos certos, por que vocês católicos insistem no ecumenismo? Seria compaixão de nós, ou hipocrisia de vocês?

          • Rafael says:

            O Verdadeiro Ecumenismo é quando todos se tornam Católicos você pode até não crer na Igreja Católica, mais o Céu é Católico, ou você acha que la não ver ter Nossa Senhora, São José, São Miguel Arcanjo

          • Olivar Alves Pereira says:

            Maria, a que foi mãe de Jesus, e todos os demais servos de Deus que por Cristo foram por Ele, sim, lá estão, mas, nunca ouviram sequer uma oração e nunca aceitariam essa idolatria nojenta em relação a eles.
            Mas, você está saindo pela tangente como sempre.

  83. Marcos says:

    Pastor, quando que a igreja passou ter o Romana?

  84. Marcos says:

    Passou se chamada romana?

  85. Marcos says:

    Pastor, poderia me ajudar novamente?
    O amigo católico disse que a Igreja age também através do Espírito Santo no decorrer dos séculos. O próprio Jesus prometeu isso aos Apóstolos e a sua Igreja.
    “Ligar e desligar”. Se não fosse assim Cristo mandaria seguir apenas a Bíblia, que ainda nem tinha sido concluída, “Ele não daria este poder de ligar e desligar”.
    o Espírito Santo age fora das páginas da Bíblia. E para não te assustar muito, a Bíblia é a filha. O espírito Santo, meu caro Marcos, não age somente nas escritas que está na Bíblia
    Concluindo: A IGREJA É A MÃE E A BIBLIA É A SUA FILHA.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Imbecilidade total essa de dizer que a Igreja é a mãe da Bíblia.
      Basta ver o que veio antes. Se o apóstolo Paulo diz que a Igreja está firmada sobre a doutrina dos apóstolos e profetas (Ef 2.20), com que razão ou autoridade esse imbecil afirma o contrário?
      O Espírito Santo NÃO AGE À PARTE DAS ESCRITURAS. Elas são “a espada do Espírito”, e as Escrituras são a revelação da vontade de Deus para os Seus filhos. Não estou dizendo que o poder do Espírito está limitado somente às Escrituras. Ele é Deus e tem todo o poder, mas, no que diz respeito a transformar o coração humano (esse é o proposito das Escrituras), Ele usará somente a Sua Palavra.

  86. Marcos says:

    Jesus disse ao Apóstolos” Tudo que ligardes na terra será ligado nos céus e tudo que desligardes na terra será desligado do céu. O que a Igreja faz, mesmo não estando não está na Bíblia é ligar ao céu. Será que esta frase de Jesus era somente aos Apóstolos, ou não teria que haver uma sucessão depois deles?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Se a Igreja fizer alguma coisa fora da Bíblia, ela estará atraindo para si o juízo de Deus, pois, está colocando-se como autoridade sobre a Palavra de Deus. Um absurdo.
      Porém, quando a Igreja age de acordo com a Palavra de Deus, ela tão somente testemunhará o que Deus disse.

  87. Marcos says:

    Pastor ele disse que Jesus não mandou escrever ,mandou pregar.
    Eu pergunteia ele por que eles escreveram se Jesus não mandou?
    Por que o próprio Deus escreveu os dez mandamentos, se ele poderia mandar Moisés passar de viva-voz?

  88. Marcos says:

    Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo” (Atos 17:11)

    Como vemos, os bereanos foram elogiados , por examinar todos os dias as Escrituras para confirmar aquilo que lhes era pregado.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Excelente raciocínio. Irmão, observe que eles dize que a Bíblia é “filha da Igreja”, e até buscam base bíblica para suas práticas. Porém, quando a bíblia põe em xeque a prática deles, o que eles fazem? Atacam as Escrituras.

  89. Marcos says:

    Pastor, me corrija se eu tiver errado.
    Eu entendi quando Jesus disse ligarem desligar nos reino dos céus. Jesus não estava referindo à oração?
    Porque em seguidaele diz:
    “Todas as vezes que dois de vocês que estão na terra pedirem a mesma coisa em oração, isso será feito pelo meu Pai, que está no céu. Porque, onde dois ou três estão reunidos em meu nome, lá eu estarei com eles.” (Mt.18:19,20)

    • Olivar Alves Pereira says:

      Irmão, ali, o Senhor Jesus está falando sobre disciplina eclesiástica (quando um irmão precisa ser disciplinado porque sua conduta está maculando a honra de Cristo). Assim sendo, o que Ele está dizendo é que se a Igreja concorda em relação à disciplina de um irmão faltoso e ela segue os passos bíblicos para tal, então está fazendo algo que honra a Deus.

  90. Marcos says:

    Pastor, eu citei At 17.11
    Veja a resposta.
    para ver se Paulo estava em consonância com aquilo que eles já sabiam — a fim de confirmar revelação adicional. Eles não se submeteriam cegamente ao seu ensinamento apostólico e à Tradição oral, mas, uma vez que eles aceitassem a credibilidade dos ensinamentos de Paulo como sendo a Palavra oral de Deus, como os conversos que creram em Tessalônica, eles aceitaram a Tradição Apostólica e o Antigo Testamento igualmente como Palavra de Deus (veja 2 Ts. 2.15, 3.16). Portanto, eles aceitaram a autoridade apostólica, o que significa que as determinações de Pedro no primeiro Concílio da Igreja, relatado em Atos 15, seriam obrigatórias a esses novos gentios conversos.
    Por contraste, os judeus de Tessalônica teriam condenado a exegese bíblica de Pedro no Concílio de Jerusalém. Eles teriam zombado de que a Igreja teria qualquer autoridade sobre eles — a Torá era tudo de que eles precisavam. Aqueles que guardaram o “sola scriptura” rejeitaram Paulo porque ele alegava ser porta-voz de uma “revelação adicional”.
    E Igreja (especialmente no seu sentido institucional) é composta tanto por santos quanto por pecadores, por bons e por ruins. Ex:parábolas de Jesus sobre o Reino dos Céus (isto é, a Igreja), tais como a parábola do joio e do trigo, em que Jesus afirma que eles crescerão juntos até o Juízo Final ou até os últimos tempos (Mateus 13.24-30; cf. Mateus 3.12). Ele compara a Igreja a uma rede de pesca que captura peixes bons e ruins, que serão separados, posteriormente (Mateus 13.47-50), e a um banquete de casamento, no qual um convidado foi retirado para as trevas (Mateus 22.1-14). Esta parábola termina com uma famosa frase: “muitos são chamados, mas poucos são escolhidos”, o que poderia ser interpretado como a distinção entre cristãos mornos, mortos ou nominais e aqueles, realmente, eleitos que serão salvos no final.
    Jesus escolheu Judas como Seu discípulo, mesmo conhecendo o futuro, e ele era, verdadeiramente, um Apóstolo (Mateus 10.1,4; Marcos 3.14; João 6.70-71; Atos 1.17). Da mesma forma, São Paulo, dirigindo-se aos anciãos (Atos 20.17), afirma que o próprio Espírito Santo fez deles bispos (RSV, guardiões; no Grego, episkopos — Atos 20.28), mesmo que entre esses mesmos homens surgissem hereges e cismáticos (Atos 20.30). Esse pensamento tem ecos no versículo que se assemelha a uma parábola em 2 Timóteo 2.20 (veja também 2.15-19).
    Os protestantes costumam citar a analogia de Jesus da ovelha e do pastor (João 10.1-16; cf. 2 Timóteo 2.19; 1 João 2.19) que se reconhecem (10.14) como evidência de que a Igreja consiste apenas dos eleitos. No entanto, a analogia é desfeita quando, também, encontramos, nas Escrituras, aplicações do termo a reprovados não salvos (Salmo 74.1), a perdidos (Salmo 119.176), a Israel como uma nação (Ezequiel 34.2-3, 13, 23, 30) e, de fato, a todos os homens (Isaías 53.6).
    Lembre-se escritura não é de interpretação particular
    II São Pedro, Capítulo: 1
    20. Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.
    21. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.
    A falta de busca pela Verdade, apesar dela ser Cristo é o verdadeiro problema

    • Olivar Alves Pereira says:

      Rapaz, me ponha em contato com esse cidadão. Ele é desonesto, fala mentiras a nosso respeito.
      Em momento algum nós protestantes dizemos que a Igreja neste mundo é “só dos eleitos”. De fato, o conceito bíblico de Igreja é “a assembleia dos santos”. Mas, enquanto estiver neste mundo, a Igreja terá em seu seio falsos e verdadeiros crentes.
      Agora, esse sujeito ou confunde tudo ou age de má fé mesmo. Os judeus nunca usaram o termo “Sola Scriptura” e muitos menos o aplicam ao AT. A autoridade de Paulo e dos demais apóstolos não era vista somente em suas mensagens faladas, mas, também em suas cartas.
      Um conselho que lhe dou: afaste-se desse homem. É um arrogante embrutecido pelo seu pecado de idolatria, que chega ao absurdo de falar coisas mentirosas a respeito das Escrituras.

  91. Marcos says:

    Citou textos sobre intercessão.
    Apocalipse, Capítulo: 7
    13. Então um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm?
    14. Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.
    15. Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará,
    16. porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos.

  92. Marcos says:

    O senhor poderia explicar estes textos?

  93. Marcos says:

    I Tessalonicenses, Capítulo: 2
    13. Por isso é que também nós não cessamos de dar graças a Deus, porque recebestes a palavra de Deus, que de nós ouvistes, e a acolhestes, não como palavra de homens, mas como aquilo que realmente é, como palavra de Deus, que age eficazmente em vós, os fiéis.
    I São Pedro, Capítulo: 1
    24. Porque toda carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Seca-se a erva e cai a flor, mas a palavra do Senhor permanece eternamente (Is 40,6s). Ora, esta palavra é a que vos foi anunciada pelo Evangelho.
    II Coríntios, Capítulo: 3
    2. Vós mesmos sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.
    3. Não há dúvida de que vós sois uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações.
    4. Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo.
    6. Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.

    • Marcos says:

      .
      II Tessalonicenses, Capítulo: 3
      6. Intimamo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido.

      • Olivar Alves Pereira says:

        Digo o mesmo em relação a ele. Agora, peço a você que avalie cuidadosamente qual ensinamento confere a Cristo TODA honra, TODA glória, TODA autoridade. O meu ensinamento ou o desse rapaz?

        • Marcos says:

          Pastor, o seu ensinamento, mas como eu disse antes, que eu gostaria de saber defender no que eu acredito.
          O senhor poderia me ajudar a entender melhor estes textos?
          Pastor, eu citei At 17.11
          Veja a resposta.
          para ver se Paulo estava em consonância com aquilo que eles já sabiam — a fim de confirmar revelação adicional. Eles não se submeteriam cegamente ao seu ensinamento apostólico e à Tradição oral, mas, uma vez que eles aceitassem a credibilidade dos ensinamentos de Paulo como sendo a Palavra oral de Deus, como os conversos que creram em Tessalônica, eles aceitaram a Tradição Apostólica e o Antigo Testamento igualmente como Palavra de Deus (veja 2 Ts. 2.15, 3.16). Portanto, eles aceitaram a autoridade apostólica, o que significa que as determinações de Pedro no primeiro Concílio da Igreja, relatado em Atos 15, seriam obrigatórias a esses novos gentios conversos.
          Por contraste, os judeus de Tessalônica teriam condenado a exegese bíblica de Pedro no Concílio de Jerusalém. Eles teriam zombado de que a Igreja teria qualquer autoridade sobre eles .

          • Olivar Alves Pereira says:

            Marcos, veja bem. É como tenho lhe dito desde o começo sobre o ofício apostólico que se encerrou no primeiro século. Depois que João morreu (ele foi o último apóstolo a morrer) o ofício de apóstolo acabou. Não temos mais apóstolos. E, por isso, a revelação das Escrituras também se encerrou com eles. Quando Saulo (Paulo) converteu-se a Cristo, ele passou 3 anos no deserto da Arábia (o mesmo tempo que os outros apóstolos tiveram aos pés de Cristo), onde recebeu de Cristo a revelação da doutrina evangélica. Alguns anos depois, Paulo subiu a Jerusalém e lá se encontrou com Pedro e Tiago, e expôs-lhes tudo o que recebera de Cristo em revelação no deserto da Arábia, e eles verificaram que era o mesmo Evangelho por eles pregado.
            Quanto ao texto de At 17.11, as “Escrituras” aí são o Antigo Testamento. Os bereanos eram mais zelosos, pois, ao ouvirem os ensinamentos de Paulo sobre a pessoa de Jesus, recorriam ao Antigo Testamento para ver “se de fato as coisas eram mesmo assim” como Paulo dizia.
            Quanto a At 15, sim, as determinações que os apóstolos (e não somente Pedro) deixaram para os gentios, são válidas para nós hoje e devemos cumpri-las.
            Recomendo-lhe a leitura do livro “Apóstolos” do Rev. Augustus Nicodemus (Ed. Fiel).

  94. Marcos says:

    Pastor, a pergunta acima já foi respondida. Na segunda vez que eu li entendi, mas tem outros textos.
    I Tessalonicenses, Capítulo: 2
    13. Por isso é que também nós não cessamos de dar graças a Deus, porque recebestes a palavra de Deus, que de nós ouvistes, e a acolhestes, não como palavra de homens, mas como aquilo que realmente é, como palavra de Deus, que age eficazmente em vós, os fiéis.
    I São Pedro, Capítulo: 1
    24. Porque toda carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Seca-se a erva e cai a flor, mas a palavra do Senhor permanece eternamente (Is 40,6s). Ora, esta palavra é a que vos foi anunciada pelo Evangelho.
    II Coríntios, Capítulo: 3
    2. Vós mesmos sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.
    3. Não há dúvida de que vós sois uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações.
    4. Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo.
    6. Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Irmão, a “Palavra” inicialmente foi proclamada, anunciada oralmente. Mas, os apóstolos, assim como os profetas do AT também se valeram da escrita. Hoje, quando proclamamos o Evangelho, proclamamos o que foi anunciado tanto por palavras quanto por escrita. Qual o problema disso?
      Como você saberia de tudo isso se a Bíblia não tivesse sido escrita? Oras, os católicos são tão inconsistentes nesse sentido que chegam ao ridículo.

  95. Marcos says:

    II Tessalonicenses, Capítulo: 3
    6. Intimamo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido.

  96. Marcos says:

    Pastor, eu sou muito grato por ter paciência comigo, e por estar me ajudando.
    Muito obrigado!
    Que Deus continue te abençoando!

  97. Olivar Alves Pereira says:

    Olá irmão
    Uma Igreja Verdadeira
    1) Crê na Trindade
    2) Na Inerrância e suficiência das Escrituras
    3) Zela pela disciplina (boa conduta de seus membros)
    4) O alvo é Deus ser glorificado em tudo e não em enriquecer-se às custas da boa fé das pessoas.
    5) Administra corretamente as ordenanças do batismo e da Ceia do Senhor.

    Uma seita é o inverso de tudo isso

  98. Marcos says:

    Pastor, a paz do nosso senhor Jesus Cristo.
    Pastor, como diferenciar uma igreja de uma seit

  99. Rafael Smozinski says:

    Sendo assim, irmãos, permanecei firmes e conservai as TRADIÇOES que vos foram ensinadas, tanto de VIVA VOZ , quanto por meio das nossas cartas. ◄ 2 Tessalonicenses 2:15

    Cor 11,2 “Eu vos felicito por vos lembrardesde mim em toda ocasião e conservardes as TRADIÇOES tais como euvo-las transmiti”

    (2Pd 1,20-21) “Pois deveis saber, antes de tudo, que nenhuma profecia da Escritura é objeto de explicação pessoal, 21.visto que jamais uma profecia foi proferida por vontade humana. Ao contrário, foi sob o impulso do Espírito Santo que pessoas humanas falaram da parte de Deus. ”

    2 coisas
    1º você me fala qual tradição você observa

    2º com que autoridade você interpreta a Biblia

    • Olivar Alves Pereira says:

      Caro Rafael, as “tradições” que observo já estão no meu post. Fique à vontade para ler. Agora, se você diz que as tradições da ICAR são essas tradições referidas nestes textos bíblicos:
      1) Perceba a sua incoerência. Você como católico (pelo que parece ser), não crê que as Escrituras Sagradas sejam a Palavra autoritativa de Deus, no entanto quando lhe parece ser conveniente você recorre a ela;
      2) Você questiona minha autoridade para interpretar a Bíblia, e me oferece essa interpretação tão ridícula?

      Quanto à autoridade que tenho para interpretar às Escrituras Sagradas, é a mesma que é dada a todo crente sincero e convertido: a iluminação do Espírito Santo.
      Também para isso tenho graduação e pós-graduação na área.
      Espero ter-lhe respondido.

      • Rafael Smozinski says:

        Não respondeu minhas perguntas, e se utilizou de uma técnica de descaracterização para diminuir a seriedade da questão observe que você não debate a Ideia mais descarcteriza quem faz a pergunta, dizendo que eu sou católico e por isso “consequentemente” na sua ideia não creio nas escrituras, ou acusa sem saber ou mente descaramente prefiro a primeira opção pois o Sr. Alega ser uma pessoa com Iluminaçao do espírito santo, o grande detalhe é o seguinte na sua “doutrina” de autoridade TODOS podem interpretar a Biblia a “luz” do seu “espírito santo” e se essa interpretação se alinhar a interpretação do magistério bimilenar da igreja católica isso automaticamente se torna “Heresia” e até o espirito santo pra você é um Herege, note que o Sr. Hoje se coloca como a 3º pessoa da Trindade, e não é um Doutorado mestrado ou qualquer titulo HUMANO que lhe dara autoridade pra interpretar o que quer que seja, e como eu demonstrei acima a Biblia é prova disso.

        Seja coerente com suas “explicações” debata a Ideia e vera ai o tamanho da sua incoerência

        Nota: hoje pela ação do “espírito santo” temos 56.000 denominações “cristãs”, como o espirito é um Só, Deus é um só, assim também a Igreja deve ser uma só observe que entre TODAS essas 56.000 existem muitas discordancias doutrinarias, mais todas convergem para um Unico veredicto, A IGREJA Católica é o mal do mundo a grande Babilônia do Apocalipse, é como se existisse um dogma de Fé anti-catolico UNIVERSAL ou seja na verdade nao existe unidade EVANGELICA, existe sim unidade ANTI-CATOLICA, ou seja a oração se inicia com Senhor meu Deus tudo menos a Igreja Católica

        • Olivar Alves Pereira says:

          Caro Rafael.
          Se minha resposta não atendeu ás suas expectativas, paciência. Essa é a técnica de quem não lança pérolas a porcos.
          Falando nisso, você não crê nas Escrituras Sagradas. Se cresse de fato como quer fazer parecer, não falaria tanta asneira e trataria ao Espírito Santo com tanto desdém.
          Quanto a todos poderem interpretar as Escrituras, isso é conclusão sua. Não creio na livre interpretação da Escrituras, mas, no livre exame sim. Qualquer um que quiser tomar a Bíblia em suas mãos e examina-la, sim, pode fazer. Porém, SOMENTE AQUELES QUE SÃO REALMENTE CONVERTIDOS E SALVOS pela graça de Deus, podem, por meio do Espírito Santo, compreender, crer e obedecer. É aqui que se encontra a sua dificuldade meu caro: falta ao seu coração o novo nascimento. Daí a sua incapacidade, obtusidade e estultícia em relação às Escrituras.
          Quanto às muitas denominações, para sua surpresa, concordo com você. Infelizmente, pessoas más intencionadas manipulam os corações para os seus próprios fins. Mas, lembro-lhe que isso não é uma mácula somente dessas tais igrejas. A igreja de roma cometeu as maiores atrocidades e distorções no campo da fé para construir seu império nefasto, ou será que essa parte da história você desconsidera?
          Não faço parte de uma ação “anti-católica”; faço parte de um esforço contra as heresias venham elas de onde vierem.
          P.S. Concordo com você que a igreja de Roma é a grande meretriz, a Babilônia do Apocalipse. E por favor, pare com essa desonestidade (ou melhor, imbecilidade) de dizer que a igreja de Roma é a igreja que Cristo deixou. O correto é: a igreja de Roma é a igreja que deixou Cristo.

          • Marcos says:

            Pastor, Cristo deixou ela e eu também, agora falta o Rafael deixar.

          • Olivar Alves Pereira says:

            Que o Espírito Santo ilumine os olhos dele.

          • Marcos says:

            Rafael vc diz que o magistério romano e o único que pode interpretar as Escrituras,mas igreja ortodoxa também diz ser a única que pode. Ela por sua vez diz que iacr que é cismática.
            Como posso saber qual magistério pode interpretar as Escrituras corretamente?

          • Olivar Alves Pereira says:

            A questão é ainda mais simples se você olhar para “quem deu a autoridade” a este ou àquele magistério. A tal sucessão petrina, como ela ocorre? Se é que ocorre? Não são homens (os cardeais) que conferem ao sumo pontífice tal título? E por que ele recebe este título? Porque entre outros requisitos impostos pela igreja está a preparação acadêmica. Ué? Mas, não foi justamente a minha formação acadêmica que o Rafael ridiculiza?

  100. Marcos says:

    Pastor, não tem nada no dia 28.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Colando a resposta do dia 28:

      Olá irmão
      Uma Igreja Verdadeira
      1) Crê na Trindade
      2) Na Inerrância e suficiência das Escrituras
      3) Zela pela disciplina (boa conduta de seus membros)
      4) O alvo é Deus ser glorificado em tudo e não em enriquecer-se às custas da boa fé das pessoas.
      5) Administra corretamente as ordenanças do batismo e da Ceia do Senhor.

      Uma seita é o inverso de tudo isso

  101. Rafael says:

    Boa noite, vou me dirigir a vocês como nosso senhor Jesus Cristo mandou, com amor esse é o verdadeiro Evangelho,

    Peço que apenas meditem algumas coisas:

    Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
    E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
    E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.
    Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha IGREJA, e as portas do INFERNO não prevalecerão contra ela;
    E eu TE darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que LIGARES na terra será ligado nos céus, e tudo o que DESLIGARES na terra será desligado nos céus.
    Mateus 16:15-19

    1º : por que raios Jesus ia passar as chaves do céus e da terra para um homem que ia morrer em alguns anos e Fim ? Se Pedro fosse ser só mais um porque não falou no plural, ou pro publico todo, dando autoridade pra todo mundo ligar e desligar, ai um ligava o outro desligava ia ser uma maravilha . Igual umas igrejas que eu conheço.

    E que Igreja era essa onde as portas do inferno JAMAIS prevaleceriam, não estou falando que nunca tiveram PESSOAS Erradas, mais PREVALECER o mal não PREVALECEU não, no catecismo que nós acreditamos ser INFALÍVEL você não acha erro, querem exemplos de Igrejas onde as portas do INFERNO prevaleceram ?

    http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2009/10/091023_suecia_casamento_gay_rw.shtml
    http://www.ipb.org.br/informativo/agora-gays-podem-casar-na-igreja-presbiteriana-dos-estados-unidos-pcusa-3972
    http://www.superpride.com.br/2016/11/igreja-batista-passa-a-aceitar-casamento-homoafetivo.html

    2º Outro detalhe depois Jesus ressuscitado vem com essa :

    14 Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado.
    15 Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
    16 Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
    17 Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.

    No entendimento de vocês Jesus passou a missão pra Pedro cuidar das ovelhinhas que ele criava no fundo de casa ou tava falando de todos nós ?

    3º coisa pra que foram Ordenar Mathias como Apóstolo
    Se era pra acabar com os 12 e FIM, pra que ficar ordenando gente nova como Apóstolo

    4º Por que razão Paulo que foi chamado a ser Apóstolo por Jesus queria unidade com os outros 12, porque ele não fundou a sua igreja, pra que ele foi em Jerusalem participar do primeiro Concílio de Jerusalem, Será que era por causa disso ?

    João 17:21 Para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste.

    Ou seja eles resolviam as diferenças doutrinarias assim ó https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio_ecuménico

    Não era dividindo, dividindo, dividindo, dividindo, quem divide é o Diabo afim de acabar com a Fé das pessoas, imagina se a Igreja fosse UMA só, não seria mais facil pro mundo crer que Deus enviou Jesus.

    Ultimo detalhe a Igreja ortodoxa cismou com Roma mais por questões políticas que doutrinarias, e assim como um ramo fora da Videira essa igreja secou veja os frutos falam por si, antigamente quantos santos Padres tinhamos no oriente Santo Augustinho, São João crisóstomo, Santo Atanásio.

    https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Categoria:Santos_ortodoxos

    Repare na quantidade de Santos antes e depois do cisma, eu sei que vocês não acreditam em santidade porque afinal vocês ja disseram as palavrinhas magicas e aceitaram Jesus como senhor e salvador, e por isso podem pecar pecar e pecar mortalmente para o resto de suas vidas que Jesus que agora deixou de ser Deus e virou parça de vocês colocou tudo na ficha dele, por isso aproveita pessoal vamos tocar o Pau o lombo dele é grosso ele aguenta ( doutrina Herética da predestinação )

    E você senhor Olivar Alves Pereira tenha cuidado com as suas heresias tem muita gente achando que você realmente busca a verdade, você vai ser cobrado por cada alma que tenha levado pra o erro, e ai quando estiver de frente com a VERDADE não vai ter como virar o rosto, ou fechar as vistas como você teima em fazer, ali não vai ter argumento “teologal”, vai ser só você e Deus, vocé esta pronto para sustentar a SUA doutrina PARTICULAR ?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Rafael.
      Responda-me algumas coisas:
      1) Se pedro tivesse de fato mesmo recebida a autoridade (nos moldes que vocês romanistas mariólatras afirmam), por que ele sequer menciona isso em suas cartas? Teria ele não entendido o que vocês e seus papas entenderam?
      2) Quando São Paulo volta do deserto da Arábia onde recebera do próprio Senhor Jesus, no espaço de 3 anos, os ensinamentos que ele nos deixou, Pedro em momento algum se colocou acima de Paulo, pelo contrário o recebeu como igual (leia Gálatas).
      3) Ainda nesse ponto, se Pedro fosse o maioral (tal como vocês romanistas mariólatras afirmam) por que então teve que ser repreendido por Paulo tão incisivamente por estar agindo com incoerência e hipocrisia? Os papas não são infalíveis?
      4) “Igreja Católica Apostólica Romana”. Vocês precisam deixar a incoerência de lado e decidirem se são “católicos” (referente a universal, presente em todo o globo terrestre), ou “romanos” (com sede em Roma). chega a ser jocosa essa contradição de vocês.

      Por fim, as tais “palavrinhas mágicas” das quais você zomba (por se achar seguro debaixo da saia de Maria) não são nossas, são do Senhor Jesus. Agora se você prefere a segurança de mortais que necessitaram do sacrifício de Cristo tanto quanto você e eu necessitamos para sermos salvos, isso é problema seu. eu fico com Cristo somente. E a propósito, de onde você tirou essa asneira de que pregamos que podemos pecar à vontade pois agora estamos salvos? Deixe de ser desonesto, de ser um filho de Belial. Nunca ensinei isso. Basta ler os vários escritos meus aqui neste blog e você terá uma noção do que é que creio e ensino. Quem ensina o povo a passar cinzas na testa depois de dias de farra carnal, não sou eu, mas sim vocês. Quem ensina que basta rezar feito um papagaio várias “ave marias” e alguns “Pai nosso” para se obter o pecado, não sou eu, mas sim você. Quem anda escorregando na maionese e contradizendo tudo o que os antepassados acreditavam e ensinavam não sou eu mas sim o seu “santo padre” Francisco.
      Rapaz, leia alguma obra de Calvino, de Spurgeon, Martin Lloyd-Jones (para citar apenas alguns) e você verá o que é que os verdadeiros reformados e protestantes creem.

  102. Rafael says:

    Boa noite,

    Vamos la primeira coisa Pedro não é o “maioral” Pedro é aquele com a função de Apascentar as ovelhas, de manter elas unidas para que elas não andem desgarradas a merce de “lobos” se é que você me entende

    Pedro tem a função de conduzi-las pela estrada de Jesus, ou seja a Inafabilidade Papal não é que o Papa é infalível e ponto, o Papa é infalível quando anda junto do magistério e dos Ensinamentos de Jesus,
    Se ele professa Qualquer coisa que vá contra a Sã doutrina da Igreja ele assim como Pedro sofre uma correção do Colegiado dos bispos, isso é a Dita Infabilidade seria bom você procurar ser realmente CATEQUISADO para não acabar falando tanta bobagem, eu vejo que é por falta de conhecimento mesmo

    Visite o site https://padrepauloricardo.org

    Quanto a Nossa Senhora a nossa Mãe, você mente quando diz que nós a adoramos
    Porem algo é certo nós nunca conseguiremos amá-la como Jesus a amou, nem toda a honra que lhe prestamos chega aos Pés do amor desse Filho por essa mãe tão Bem Aventurada.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Rafael, meu asno mariólatra.
      Leia as cartas de Pedro. Deixe que ele próprio lhe fale contra as asneiras romanistas que enchem sua mente. Veja se ali ele uma única vez diz que é sobre ele ou sobre a autoridade dele que a igreja está edificada? O que o Senhor Jesus disse a ele no momento de sua restauração (vide João 21), foi com o propósito de mostrar-lhe que sua arrogância anteriormente o derrubara, e que agora, pela graça de Deus ele estava sendo levantado.
      Quanto à Maria, meu caro, eu já desisti de querer convencer os católicos de sua idolatria. Veja o que você mesmo acabou de dizer. Você afirma que não a adora na mesma intensidade de que gostaria de adorá-la, e o que é pior, coloca o Senhor Jesus como adorador de Maria. Cara, você se supera nas basteiras que diz. Imbecil, estúpido, cego e ainda arrogante. Deturpa a verdade, despreza as Escrituras, mas quando lhe é conveniente recorre a elas para endossar suas heresias. Se continuar nessa direção, o que lhe aguarda é o inferno terrível. Você zomba do sacrifício de Cristo. Põe essas tradições humanas, heresias ditas por tantos outros, acima da Palavra de Deus.
      A igreja sediada em Roma (que contraditoriamente diz-se “universal”), Nasceu das distorções que entraram na Igreja Cristã nos primeiros séculos. Estude a vida de homens como Cipriano, e você entenderá como foi que os romanistas que brigaram para fazer com que o bispo de roma fosse o primaz, usaram dos ensinos de Cipriano sobre a unidade da igreja para darem base às aberrações que o catolicismo criou. Por falar em lobos…

  103. Rafael Smozinski says:

    O Senhor é tão ungido pelo “espirito Santo” que chega me comove com tamanha “Sabedoria” obrigado por mostrar a tua verdadeira face a todos que te seguem e mostrar o quão amargo é com suas palavras, não entende a diferença entre Amar e Adorar, inventa palavras que não falei, bendito seja Deus, quando falo com você meu coraçao se enche de Alegria por saber que ando na verdade, e você se enche de rancor assim como Satanás assistindo ao Sacrificio da Cruz, que a VERDADE invada seu coração e que as escamas caiam de seus olhos, eu vou rezar por você que Deus te abençoe e que Satanás tenha cada vez Menos poder sobre a sua vida.

    • Olivar Alves Pereira says:

      Não, meu caro, não me julgo “mais ungido” que os outros. Como sempre tenho dito, quem tem “sumo pontífice” não sou eu. Não sou eu quem arvora se descendente de uma linhagem apostólica, e substituto de Deus na terra, como fazem os seus “vigários” (“vicários”). A minha verdadeira face sempre mostrei aqui, não trouxe nenhuma novidade quando me dirigi a você como um imbecil e insensato, um idólatra e cego. Basta você ler como os profetas falaram a respeito dos idólatras, e como o próprio Senhor Jesus se dirigiu aos fariseus hipócritas. Minha indignação a seu respeito se dá pelo fato de que muitos incautos seguem suas heresias, e você as envenena e mente para elas.
      Quanto a distinção entre “amar” e “adorar”, meu caro, somente um imbecil e cego vê como algo diferente. Até pode haver alguma diferença entre essas palavras se você buscar num dicionário. Contudo, como eu estou avaliando todo o nosso assunto à luz das Escrituras, posso lhe assegurar que biblicamente falando, amar e adorar têm o mesmo significado, ou pelo menos o mesmo efeito. No Sl 115.4-8 (creio na na versão católica seja Sl 114 ou 116). Lá diz assim:
      “4 Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens.
      5 Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem;
      6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram.
      7 Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.
      8 Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam”.

      Observe que a sua cegueira e imbecilidade é o resultado do seu amor por suas estátuas.
      Não, eu não sou cego. Não busco imagens para pôr nelas a minha fé e dirigir-lhes o meu clamor. Não, não tenho escamas em meus olhos, pois, não ando pelo que vejo mas, pelo que creio. Eu creio no Deus que é invisível, mas, real, que é Todo-Poderoso e que não precisa que Seus servos que estão na glória intercedam pelos Seus servos que ainda estão nesse mundo porque Ele não dá conta do recado.
      Em Jeremias 16.20 está escrito o que Deus falou através do profeta: “Acaso, fará o homem para si deuses que, de fato não são deuses?”. Veja bem, meu pobre cego imbecil, vocês romanistas criam para si deuses diante dos quais adoram. São deuses nulos em si mesmos; não passam de invenção de seus corações, os quais se curvam diante desses ídolos que são deuses falsos. Diga-me, mostre-me apenas uma passagem nas Escrituras Sagradas que apoiem a idolatria de vocês? Uma única passagem que diga que deve-se buscar a intercessão daqueles que já morreram, ou mesmo uma só passagem na qual Maria é co-redentora? Só uma, meu asno romanista, só uma.

        • Olivar Alves Pereira says:

          Já li esse artigo. Eu me assustaria se ele dissesse algo diferente. como sempre, Paulo Ricardo ridiculariza as Escrituras, mas quando quer endossar algum de seus desvios apela para elas, distorcendo-as, é claro.
          E na hipótese de um dia eu me tornar um católico (hipótese que nem cogito) eu seria um ortodoxo, pois, cronologicamente eles estão mais próximos da Igreja do Apóstolos, e inclusive veem a ICAR como uma igreja cismática, o que em 1054 foi devidamente reconhecido.

  104. Thiago Henrique says:

    Boa tarde pastor Olivar, não entendi sobre adorar e adorar é a mesma coisa? Sou evangélico tbm. Mas acho que temos que respeitar eles, eu penso assim, por exemplo: vc ama sua mãe? Jesus amava a mãe dele? Vc ama a sua mãe com a mesma intensidade que Jesus amava a mãe dele? Não né? Como podemos ignorala?

    • Olivar Alves Pereira says:

      Meu caro, e quem aqui está ignorando Maria? Releia todos os meus argumentos e veja se disse isso alguma vez. Sou incisivo quanto à não adoração de Maria. E isso eu não respeito, pois, não se trata de respeitar ou desrespeitar a crença de alguém, mas sim, de defender a fé bíblica e cristã verdadeira, e não uma tradição pecaminosa.
      Sim, amo minha mãe, aliás, a amei, pois, hoje ela não está mais entre nós. Mas, nem por isso levanto altares para ela e nem mesmo aceitaria que alguém o fizesse.
      Quanto a amar e adorar, parto do conceito bíblico e não semântico/etimológico das palavras. Biblicamente falando, amamos o que adoramos, e por isso mesmo, devemos tomar todo o cuidado para que o nosso coração não crie ídolos que roubem de Deus o nosso coração.

  105. Thiago Henrique says:

    adorar e amar, escrevi errado

  106. Júlio says:

    Meu caro Thiago. Maria não é e nao foi mãe de ninguém, exceto de Jesus e seus irmãos. Quanto ao respeitar, deixe que se ofendam por um instante…pois passam a vida inteira ofendendo a Deus com a idolatria deles.

  107. Rafael SMozinski says:

    Olivar essa foi profunda eim vou até copiar a sua fala :

    Quanto a amar e adorar, parto do conceito bíblico e não semântico/etimológico das palavras. Biblicamente falando, amamos o que adoramos,

    (Jo 15,12) “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”

    Olivarizando fica : (Jo 15,12) “Este é o meu mandamento: adorai-vos uns aos outros, assim como eu vos adorei”

    (Ef 5,25) “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo também amou a Igreja e se entregou por ela,”

    Olivarizando fica : (Ef 5,25) “Maridos, adorai as vossas mulheres, como Cristo também adorou a Igreja e se entregou por ela,”

    Você me diverte Olivar obrigado pelas suas incoerencias fica muito facil distinguir a verdade com argumentos tão pifios,nunca pensei que seria tão decepcionante falar da Biblia com um “teologo” que tem um site chamado “noutesia” ou seja na sua própria definição : A palavra “noutesia” vem do vernáculo grego e quer dizer “aconselhar, orientar por meio de palavras, encorajar com instruções”.

    Você provou não estar apto para tamanha tarefa mais eu conheço uma IGREJA que está, e ela se chama IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, a IGREJA do DEUS VIVO, a IGREJA do PÃO DO CEU, de todos os SANTOS e de TODOS os ANJOS maior manifestação sobrenatural da obra do ESPÍRITO SANTO aqui nesse MUNDO, a UNICA com a PROMESSA de JESUS onde as portas do INFERNO JAMAIS PREVALECERIAM, lá não te dou garantia nenhuma de salvação pois não é um bonde onde todo mundo que entra se salva, lá não temos essa facilidade das palavrinhas magicas que juridicamente te salvariam, mais nós temos os SACRAMENTOS e para recebe-los temos que estar em Eterna luta contra o pecado, é mais difícil mais JESUS não veio nesse mundo com a promessa de um caminho facil, quem veio com a proposta facíl foram Vocês

    (Mt 7,21) “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus.”

    • Olivar Alves Pereira says:

      Aconselhamento fazemos com os que buscam ajuda. Você não busca ajuda aqui, mas, sim, desde sua primeira participação (a qual eu simplesmente poderia ter deletado, mas, não fiz, porque tem sido oportunidade para ajudar muitos a deixarem o antro da igreja de Roma) você deixou claro que só quer polemizar. Santo Atanásio não mediu palavras para combater o herege Ário. Não farei diferente.
      Continue “olivarizando” (gostei dessa), pois quem sabe, deixarás de ser tão imbecil.
      Quanto À ICAR ser a Igreja de Deus, cara, basta ver o que aconteceu nos três primeiros séculos. Os católicos ortodoxos (um ramo do cristianismo muito mais antigo que a prostituta de Roma) já consideravam a ICAR uma igreja cismática. Não preciso tecer nenhum outro cometário a mais sobre isso. Deixo a História fazer isso.
      Se a ICAR é mesmo a igreja de Cristo, responda-me onde está na Bíblia a ordem:
      – de se ter um papa?
      – de buscar a intercessão dos mortos (e eles respondendo)?
      – de adoração à Maria? – e sim, é adoração, sim, quer você negue isso ou não, pois, o seu amor por ela o leva à devoção à ela.
      – de venerar relíquias (ossos, tecidos, pertences, etc) que supostamente eram de algum “santo”?
      – o purgatório?

      Meu caro, você é tão cego e imbecil que não entende (ainda que eu diga com toda a clareza) que ao amar Maria ou qualquer outro santo, você se volta em adoração. Aí vocês me vêm com essa imbecilidade de diferenciar “veneração” de “adoração”. Quando Deus proibiu que se fizessem imagens, não eram SOMENTE Dele como vocês ardilosamente ensinam. Está claro nas Escrituras que Ele proíbe QUALQUER imagem. Mas, vocês ignoram isso, com esse papo de que “as imagens são os livros para os analfabetos”. Vocês preferiram por anos manter as pessoas no analfabetismo e idolatria a alfabetiza-las e dar-lhes a Bíblia em suas mãos, pois, sabiam que no dia em que as pessoas lessem a Bíblia, o magistério católico seria questionado. Meu caro, é bem provável que você não estaria lendo nada hoje, não fosse a Reforma Protestante. Mas, o que vocês têm visto (e eu sei e conheço muitos casos) de pessoas que ao lerem a Bíblia, não conseguiram mais ficar na ICAR. É fato que de vez em quando um ou outro protestante bandeia para a ICAR, o que mostra que um péssimo protestante dá um católico.
      Por fim deixo claro, que de agora em diante todos os seus comentário serão deletados. Deixarei somente estes até aqui para que sirvam de testemunho contra vocês mesmos. Caso você escolha outro veículo para me difamar e atacar (o que duvido que fará, pois, se sou tão insignificante assim aos seus olhos, penso que não gatará mais tempo comigo, mas se o fizer, espero que tenha a mesma honradez de me conceder direito de resposta como fiz com você aqui), fique à vontade.
      Se porventura um dia, os seus olhos forem abertos pelo Espírito Santo (Aquele a quem você ridicularizou aqui em suas falas), não hesite em me procurar. Regozijar-me-ei com você e aí poderei chamar-lhe de “irmão”.

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