Uma Mensagem da Cruz à “Nação do sangue”

Nos últimos dias, um vídeo vem sendo divulgado nos meios de comunicação, no qual 21 cristãos egípcios da Igreja Copta (um dos ramos mais antigos do Cristianismo) que foram capturados na Síria, sendo decapitados por terroristas do Estado Islâmico. O vídeo recebeu o seguinte título: “Uma mensagem de sangue à Nação da Cruz”.

Confesso que quando vejo esse tipo de atrocidades meu coração se revolta, não com Deus, pois, Ele nunca me enganou. Ele sempre deixou claro que segui-Lo custaria até mesmo a minha vida. Ele nunca me iludiu com promessas vazias de uma vida boa e farta neste mundo. Ele nunca me disse que por onde eu passasse levando a mensagem da Cruz, todos me receberiam de braços abertos e me tratariam com honra. Pelo contrário, a honra, a glória e o descanso me foram prometidos se eu perseverasse genuflexo aos pés da Cruz, tal como esses 21 cristãos no momento em que foram decapitados. A minha revolta se dá com as autoridades, tais como a brasileira, que por meio de alguns deputados do nosso Congresso Nacional tentando aprovar lei que obriga o ensino do Islamismo nas escolas públicas e particulares[1]. Revolta-me ver cristãos acovardados que seguem pela via do ecumenismo chegando ao ponto de afirmarem que Alla, o deus do Islã é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, neste momento quero abrandar meu coração e olhar para o meu Senhor Jesus que sofreu o que me é inimaginável, que derramou Seu sangue precioso enquanto escarneciam Dele e O espancavam. Aos pés da Cruz de Cristo (sim, faço parte da Nação da Cruz, e não vejo honra maior que essa) quero nela me abrigar enquanto deixo aqui Uma mensagem da Cruz à “Nação do sangue”.

O meu Senhor Jesus deixou claro que o Reino Dele não era desse mundo, nem pode ser mantido pela espada (Jo 18.36). No centro da minha fé está a Cruz de Cristo. Ela fala da morte que eu merecia, da condenação que me era própria, e da minha total incapacidade de ser aceito por Deus pelas obras que realizar. A Cruz me fustiga, me incomoda e me transtorna quando olho para ela e penso que não merecia outra coisa, senão ela. Mas, a Cruz vem me dar a esperança de que posso ser aceito por Deus, posso ser transformado num filho Dele, posso ser liberto da escravidão do meu pecado, e depois de tudo ser recebido na Glória Eterna. Tudo isso porque um dia o meu Senhor Jesus Cristo, Aquele que o Islã chama de “profeta” somente (que diferentemente do profeta do Islã, Maomé) enfrentou o desprazer de se encarnar nessa carne perecível assumindo a forma de servo sendo reconhecido como ser humano (Fp 2.5-9), que enfrentou a cruz maldita (Dt 21.23), fazendo-se o Único Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5), sendo o Único Nome que pode salvar o pecador (At 4.12).

Sim, a Cruz tem a mensagem do Sangue que foi derramado para que até pecados de sangue como os que os islâmicos praticam pudessem ser perdoados quando tais pecadores arrependidos dos mesmos e reconhecendo que toda a atrocidade que praticaram contra os filhos de Deus é uma atrocidade contra o próprio Deus.

A mensagem da Cruz para a “Nação do sangue” é esta: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3.19). É a mesma mensagem para todos os demais pecadores. Não se tem a salvação eterna sem o arrependimento dos pecados e conversão a Cristo. Não existe nem mesmo conversão a Cristo sem arrependimento, e arrependimento dos pecados sem conversão a Cristo. Portanto, aos da “Nação do sangue” o que eu tenho a dizer é: o Cristo a quem vocês perseguem quando trucidam os cristãos (cf. At 9.5), hoje lhes estende Suas mãos de misericórdia, mas, chegará o Dia em que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Cristo é o Senhor (cf. Rm 14.11 e Fp 2.10-11).

A vocês da “Nação do sangue” quero lembrar-lhes que Este a quem vocês tanto odeiam, Jesus Cristo, ensinou-me a morrer por Ele se necessário for, e não a matar em nome Dele como faz o seu deus Alla.

Não me envergonho, não me intimido, não me aparto da Cruz de Cristo diante dessas ameaças e ataques terríveis. Aqueles que foram mortos por amor ao Nome de Cristo não conquistaram a salvação com seu martírio, mas, porque foram salvos por Cristo quando não mereciam eles entenderam que a vida deles não mais lhes pertencia. É ao lado destes que eu quero passar a eternidade, os quais tiveram a coragem de não negarem a Cristo, mas, morreram confiantes Nele, tão somente Nele.

Rev. Olivar Alves Pereira


About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou de Direita Conservadora.
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