VIDA DE CONSTANTE SANTIDADE

Rev. Olivar Alves Pereira
Em Lv 6.12-13 Deus disse a Moisés: “12 O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.  13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará”. Os sacerdotes não poderiam se descuidar e deixar o fogo do altar se apagar. Mas, por que? Um pouco mais a frente, em Lv 9.24 lemos: “24 E eis que, saindo fogo de diante do SENHOR, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o rosto”.

O fogo que haveria de vir sobre o altar, não era um fogo qualquer; ele viria da parte de Deus e deveria ser mantido constantemente aceso. Por isso mesmo em Lv 10.1-2 encontramos a fatídica cena em que os filhos de Arão foram mortos por trazerem “fogo estranho” ao altar: “1 Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara.  2 Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR”. Aquele fogo que eles trouxeram era estranho porque era um fogo produzido por eles totalmente diferente (ainda que fosse fogo também) daquele que Deus fizera vir sobre o altar.
Aquele fogo que Deus mandara sobre o altar tinha um significado muito especial, e, por isso não poderia ser descuidado vindo a apagar-se; ele simbolizava a santidade de Deus a qual deve ser preservada e mantida constantemente no coração de Seus filhos.
Refletindo sobre essa verdade, fico aqui pensando em dois pecados que cometemos no tocante a um constante viver santo: (1) negligenciamos a santidade que Deus nos conferiu por meio do sacrifício de Seu Filho Jesus Cristo, não nos importando em cultiva-lo por meio de pensamentos, palavras e ações condizentes com a Palavra de Deus e pautados por ela, ou (2) forjarmos uma santidade oriunda de um legalismo que nos ilude fazendo-nos pensar que estamos agradando a Deus (oh, que loucura pensarmos que podemos produzir uma justiça que substitua à de Deus!) com um coração carregado de soberba e vanglória por confiarmos em nós mesmos e não somente em Cristo.
A santidade que Deus confere aos Seus filhos é oriunda Dele próprio, e verte do sacrifício de Cristo lá na cruz. Confiar em qualquer outro sacrifício ou obra que não à de Cristo, é um insulto, um ultraje a Deus, é, na linguagem bíblica “fogo estranho”.

About Olivar Alves Pereira

Pastor da Igreja Presbiteriana da Vila Pinheiro, Jacareí - SP, Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor e membro do Conselho Acadêmico do Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba (CETEVAP), São José dos Campos -SP, onde iniciou em 2020 seu Mestrado em Aconselhamento Bíblico. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou Conservador. Casado com Janaina F. S. A. Pereira e pai de Ana Cristina S. Pereira.
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